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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Kanojo ga Flag wo Oraretara - Anime já em 2013! (e porque você deveria se importar)


Começando o ano no blog com um post um tanto curioso. Pois é, já conhece uma série chamada Kanojo ga Flag wo Oraretara? É uma série recente mesmo, muita gente ainda não conhece mesmo... mas o interessante é que, mesmo depois de tão pouco tempo após ser lançado, esta série já teve o seu anime confirmado para este ano. Só com essa notícia eu fiquei curioso para checar um pouco da série, e tentarei fazer você se interessar também! ^P

A série começou primeiramente como um mangá, lançado em Novembro de 2011, escrito por Nagian e ilustrado por Takei Touka, e logo um mês depois começou a lançar a light novel da mesma série. Até o presente momento, o mangá possui 2 volumes em formato tankobon, enquanto a light novel já possui 3 volumes.

A série basicamente conta a história de Hatate Souta, um estudante do colegial que tem uma habilidade um tanto que única: ele consegue ver "bandeiras" acima das cabeças das pessoas, que meio que dita o futuro daquela pessoa, ou um sentimento que ela possui como felicidade, amizade e amor. Ele acaba de se transferir para a escola Hatagaya e, aparentemente sem motivo particular, ele se encontra com Nanami, uma típica tsundere que implica com Souta e logo o força a revelar a sua habilidade. Apesar das bandeiras serem apenas visíveis para ele, Souta também pode modular o seu comportamento baseando-se na bandeira que está erguida sobre a cabeça de algum personagem, e assim poder se afastar das pessoas que tentam se aproximar dele e quebrar as tais bandeiras. Literalmente, pois coisas ruins acontecem quando as pessoas se aproximam demais dele. Até mesmo morte.

Ele se encontra com diversas personagens no decorrer da história, e como ele era o único estudante de um dos dormitórios antigos da escola, elas decidem reconstruir o dormitório, e acabam, de quebra, morando no mesmo dormitório que ele. Apesar do ar harem e comédia romântica nisso tudo, o dormitório abandonado ainda reserva muitos segredos que Souta deve desvendar para evitar que uma catástrofe aconteça.

Kono Naka ni Hitori, TORAPPU ga Iru!
E o que tem de tão especial nessa série? Bom, pra começar, quem faz os desenhos originais da light novel é da Cuteg, mesma ilustradora de outras séries conhecidas como Kokoro Connect e Kono Naka ni Hotori, Imouto ga Iru!, pois mesmo o anime dessa última série não ter sido tão bom assim, sua contraparte em light novel é consideravelmente melhor, além de Kokoro Connect ser muito melhor que a maioria esperava (eu inclusive). Segundo, o mangá tem mesmo as suas partes de comédia romântica escolar, como disse na sinopse, mas por incrível que pareça, o mangá, desde o seu primeiro capítulo, insere algo na trama de misterioso, algo que não é simplesmente "escolher uma das garotas pra namorar" ou "salvar garotas de espíritos demoníacos" (apesar das semelhanças). Por trás disso tudo, o leitor fica pensando (pelo menos eu fiquei) sobre o motivo de apenas o Souta poder ver as "bandeiras" nas cabeças das pessoas, do passado de cada um dos personagens, do mistério do dormitório da escola, e tantas outras coisas que o autor revela apenas algumas pistas e de maneira bem sutil.

Pra finalizar, o mangá é tudo, menos lento. Em 3 capítulos, todos os personagens da série já são apresentados e dá pra reconhecer suas características principais. Mesmo com aquele ar de que todas as garotas estão interessadas no Souta, as situações e interações entre elas e o personagem principal, são bem engraçadas, não caindo na mesmisse de demais séries do gênero. Além do personagem não ser vacilão, como acontece em várias séries.

Esse ano já vai ser recheado de novas temporadas de séries com comédias românticas e hárem como Highschool DxD, Oreimo, Haganai, e isso tudo sem contar outras adaptações de light novels do mesmo gênero para anime como Ore no Kanojo to Osananajimi ga Shuraba Sugiru (Oreshura) e Boku no Imouto wa "Osaka Okan". Competir com uma linha de animes como essa será difícil, mas se seguirem fielmente o original (o que não é difícil, não vejo muita coisa que possa cortar), o anime terá um potencial incrível.

A mais bonita das quatro?... poxa, difícil escolher... e olha que a presidente do conselho estudantil nem está aí!

Bom, e o post de hoje acaba aqui. Tá botando fé no anime da série? Ou já está com a lista cheia de animes pra ver nesse ano? Comente aqui embaixo!
Out.

domingo, 7 de outubro de 2012

Análise de anime [4] - Kono Naka ni Hitori, Imouto ga Iru!

Quem postar spoilers aqui vai apanhar!
Sim, acho que vou decretar todo final de semana o dia oficial de análise de anime no blog ^^
[nem ferrando, só de vez em quando senão ficarei sem vida]

Kono Naka ni Hitori, Imouto ga Iru! (ou "My Little Sister is Among Them!", ou "A irmã mais nova está entre elas!"... ou carinhosamente apelidado pelo mundo de NakaImo) é uma série de light novel de Hajime Taguchi, lançada em 2010 e atualmente com 7 volumes, e que mais tarde conseguiu uma adaptação para o mangá, e mais recentemente, para o anime. O anime, por sua vez, foi produzido pela Studio Gokumi (A-Channel, Saki) e terminou de passar no Japão recentemente, cerca de duas semanas atrás.

História

<--- música para ouvir enquanto lê a análise ^^

Shougo Mikadono é filho de uma família muito rica e com bastante influência graças à sua empresa, mas que após a morte de seu pai, ele se torna a pessoa ideal para herdar as ações da empresa. Entretanto, para isso, sua mãe demanda que ele encontre uma garota para se casar numa nova escola, o que parece bem simples no começo.

Mais tarde, depois de entrar na escola e fazer algumas amizades, Shougo recebe ligações misteriosas de quem diz ser a sua irmã, e que para sua surpresa, estuda na mesma escola que ele. Em busca de descobrir a verdadeira identidade de sua esquecida irmã (pois até aí ele sempre pensou que era filho único), ele irá usar de todos os métodos possíveis para descobrir quem é a sua irmã e descobrir o porquê de seu desaparecimento da família, contando até com uma ajudante disposta para isso.

A partir daí, o anime vai focando em cada uma das personagens principais, dando pistas (umas certas e outras não) de quem é a irmã verdadeira de Shougo. Apesar de algumas vezes não haver como a irmã *não* ser uma garota, o anime de algum jeito prova o contrário de maneira bem sutil, guardando o mistério mesmo para o último episódio. Claro, no meio disso, tem várias cenas de comédias e momentos para fapeiros de plantão, mas digamos que a trama principal mesmo seja de fazer quem estiver assistindo o anime teorizar quem é a irmã de verdade.
Animação e Trilha Sonora

A animação não é tão impressonante assim, mas também não é uma animação fracassada. Os personagens são bem desenhados, mas ao mesmo tempo não tem tanta complexidade nos detalhes. Os efeitos de brilho, luz e sombra são usados bem esporadicamente, apenas para dar um "touch up" nos visuais, ou para delinear uma certa característica da personagem.

Infelizmente, o anime conta com alguns problemas de proporção. Mesmo sendo um anime harem, não raras são as vezes que os produtores falham em manter proporções básicas de tamanho das partes do corpo em certos momentos, mas fora isso, os visuais são simples o suficiente para manter uma animação decente.

Quanto à trilha sonora, é bem básica. Não digo que seja ruim, mas é leve, não forçando nenhum sentimento em muitos momentos. Em certos pontos até, é uma coisa que você mal repara de tão suave que é, e mesmo em momentos tristes do anime, é algo que não possui impacto forte o suficiente.
Opinião, Pontos Fortes e Fracos

Eu tive esperanças nesse anime. Apesar de ser harem/ecchi, eu achei que o anime iria focar mais na procura de sua irmã, o que tem muito potencial para ser uma história top. Infelizmente, não foi bem assim que as coisas aconteceram. Primeiro, logo no segundo episódio, o roteiro de procurar a irmã foi jogado pro alto até o final do 3º episódio, com o mais puro exemplo de episódio fan-service possível. Segundo, mesmo com o formulamento de muitas teorias, no começo fracas, mas que depois vão se tornando cada vez mais complexas, você ver todas aquelas teorias que foram feitas direitinho e descobrir que é falsa no final parece algo barato de se fazer.

Claro, não irei falar aqui quem que é a verdadeira irmã do Shougo, mas que digamos assim que o anime teoriza que uma garota "é porque é" a irmã dele com quase todas elas, e chega até ao ponto de fazer uma coisa absurda pra fazer você acreditar que é uma "certa garota" e ponto final num episódio, e no final desmente tudo. Tem gente que considera isso um plot twist ferrado. Eu considero isso palhaçada. Basicamente, ela prova que não é irmã, e depois prova que é. Isso. Não. Faz. O. Menor. Sentido.

Sobre os pontos positivos, eu tenho que considerar as personagens, que são bem distintas uma da outra, mas só também. Por outro lado, como ponto negativo, a história foi um tanto inconstante e deixada em segundo plano até o seu final, onde realmente a coisa fica séria, mas que ainda assim, quando chega neste ponto, as conclusões são tão rápidas e é tanta informação que faz achar que todos os demais episódios, com exceção de um ou outro, foram inúteis para a história original.

Daí nesse ponto você fala "Mas a light novel nem terminou!"... pois é, e aí entramos na velha polêmica de adaptação de novels e mangás para anime. Um bom exemplo seria Soul Eater, que até hoje está em publicação no Japão e recebeu o seu anime um bom tempo atrás. De fato, sua história no começo foi fiél ao mangá, não em todas as cenas, mas que fizeram o possível. O tenso foi pro final do anime, que mudou MUITA coisa (como a traição de dois alunos da Shibusen, que não revelarei aqui, e a parte em que a Medusa coopera com a Shibusen durante a infiltração na Aracnophobia), o que deu um tom de apressado ao anime, deixando muita coisa em aberto e adaptando outras porcamente (e olha que eu sou fã de carteirinha de Soul Eater, estou falando isso de decepção ao que fizeram).

Poderia aplicar isso pra mais uma dezena de animes, baseadas em visual novels ou não, mas de qualquer jeito deu pra entender. No momento em que o passo da obra original é alterada, alguma das partes vai ceder. Seja na explicação da história, seja nas cenas que serão cortadas, seja nos personagens que aparecerão. Uma pena que apenas um punhado de animes consegue fazer uma adaptação boa nesses aspectos, e que este não foi um desses.

Conclusão e Nota Final
Não vai ter música nessa parte não
Kono Naka ni Hitori Imouto ga Iru é um anime que você não deve ter tantas expectativas ao assistir. Por mais que você veja nego dando 8~9 pra esse anime, é um anime que dificilmente agradará os seus gostos de animes. Mesmo se você ache a história bem interessante (o que você vai acabar esquecendo em certos momentos) ou goste de harems, o anime faz esses elementos não serem tão marcantes que você está pensando. O elemento de comédia do anime é bem forçado para o sex appeal, o personagem principal vacila em todos os momentos em que uma delas dá em cima dele (menos em um... mas pô, ele recusa a Konoe! Mais de uma vez!), e o anime falha em entregar uma boa lição de moral para quem assiste o anime.

Antes que os fãs do gênero comecem a querer me matar, eu não digo que o anime é ruim. Ele tinha potencial para ser uma p*** anime, pra fazer chorar de verdade, mas ele peca num fator muito importante: se destacar. Tirando as personagens do anime, pois 99% das pessoas que vêem anime harem ou ecchi é porque gosta de bishoujos, o anime não se põe para se destacar em nada. Nem na sua animação, nem na trilha sonora, nem na história, nem no desfecho, e nem na sua narrativa. Ele peca em ser simplesmente um anime mediano, que apesar de não ser ruim nos aspectos anteriores, estas características dificlmente serão usados como base em comparação com outros animes, de produtoras maiores ou não.

Nota Final: 5,0/10

É um anime bem mediano mesmo. Comigo não tem essa de "média 6" ou "média 7". Não. Anime mediano merece uma nota mediana.

A história é bem promissora no começo, mas falha em aproveitar os eventos do anime de maneira adequada. Mesmo tudo parecendo concluído no 9º episódio, o anime joga uma trama bem eletrizante para quem está assistindo, mas ainda falha em fechá-la direito, sobrecarregando os últimos episódios com muita informação e chegando ao ponto de se tornar mais confusa e complexa que o necessário. As personagens são desenvolvidas no decorrer dos episódios e os visuais são decentes, mas isso não o salva de ser apenas "mais um" anime com muito potencial, mas mal executado.


Bem pessoal, meu post termina aqui. Vou dar um tempo com as análises, mas é claro que vamos postar mais logo logo ^^

Até lá!
Out.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Termos de Visual Novels - O Grande Dicionário


Vira e mexe, tem alguns termos que aparecem em descrições, análises ou comentários de visual novels que podem confundir a nossa cabeça, ainda mais para quem não está acostumado com o idioma japonês ou não sabe "como se chama jogos parecidos com o 'jogo X' ". Pensando nisso, eu resolvi fazer uma pesquisa master para colocar o máximo de termos em visual novels possíveis neste post, para servir como referência futuras.

Lembrando, eu não sou o dono da verdade. O que eu escrevo aqui é com base na minha experiência com Visual Novels e de pesquisas para esclarecer o máximo possível quaisquer dúvidas que possa existir. Se eu me enganei ao descrever algum termo, por favor, avise-me que eu estarei corrigindo!

(Termos por ordem alfabética. Lembre-se que um determinado jogo pode se encaixar em mais de uma categoria dependendo do seu estilo. Ctrl+F é o seu amigo aqui!).
(isso não é kama-sutra pra eu colocar definição de posições de sexo nos jogos >.<')

   -> -con: Abreviação do japonês de "complexo". É um sufixo usado para determinar algum complexo, no bom sentido ou não. Exemplos: siscon (complexo por irmãs), lolicon (complexo por personagens loli), shotacon (complexo por meninos mais novos) e por aí vai.

   -> -kun, -san, -chan, -sama, -tan, -dono, -nii, -nee: Explicando bem sucintamente, são sufixos usados após o nome para demonstrar graus de respeito. "san" é usado entre pessoas sem intimidade, para ambos os sexos. "kun" é usado para intimidade apenas para nomes masculinos ou, mais raramente, para mulheres subordinadas no serviço (ex: chefe e secretária). "chan" é usado para intimidade com mulheres ou crianças (e com homens também, mas pouco frequente). "sama" é um honorífico que indica grande respeito e também é usado para designar alguém mais importante que você no trabalho ou que você admire muito. "tan" é usado como intimidade também e para elogios, mas é pouco usado e, quando muito, usado apenas para mulheres. "dono" tem o mesmo significado que "senhor", ou designação para pessoas inferiores na hierarquia trabalhista. "nii" e "nee" são, respectivamente, designação de irmão mais velho e irmã mais velha. Não usar nenhum sufixo para o nome pode ser considerado como desrespeitoso, à menos que já haja certa intimidade entre as pessoas.

   ->After Story: Retrata acontecimentos posteriores aos do jogo principal. Não deve ser confundido por sequel, uma vez que um after story não é uma continuação da história anterior, mas sim, apenas retrata o que acontece depois do final de uma determinada rota. After story também pode estar na forma de fandisks, como em Shuffle! Love Rainbow, Oretachi ni Tsubasa wa Nai ~After Story~ e Kotori Love ExP.

   ->All-Ages: Termo para designar visual novels destinada para todas as idades. Obviamente, não possui linguagem ofensiva, sangue (de maneira explícita) ou HCGs. Exemplos de jogos all-ages são True Tears e Phoenix Wright.

   ->Bad Ending (Dead End): É o final triste, ou inapropriado, do jogo. Pode ou não envolver mortes, seja do personagem principal ou não (bad endings de Clannad não possuem mortes em sua maioria). Vale lembrar que nem todos os jogos possuem bad endings (Shuffle! é um deles). Dead End é a mesma coisa. Esse último termo é usado em Corpse Party e Jisei.

   ->Bishoujo Games/ Galgames: São visual novels focada nas personagens femininas do jogo e seu relacionamento com elas. É geralmente designada para o público masculino, e portanto, o personagem principal é um homem ou um adolescente. Geralmente tem cenas de sexo, mas nem sempre. Exemplos seriam ef - The First Tale e True Tears.

   ->CG: Do inglês, "computer graphics". São imagens renderizadas por computador que retrata alguma paisagem, personagem, ou cena de algum personagem (ou mais de um). Toda VN deve ter CGs para ilustrar a história, a menos que ela seja uma visual novel animada.

   ->Doujin: São visual novels feitas por fãs ou obras independentes, e portanto, não possuem licença comercial. Podem ser baseados em jogos e franquias já existentes ou não. Um exemplo é a visual novel da Hatsune Miku: Mirai no Kimi to, Subete no Uta ni. Doujins podem inclusive ser usado para mangás e light novels independentes (também chamados de fanfics).

   ->Eroges: São visual novels para maiores de 18 anos e que contém cenas de sexo. Não necessariamente possui foco maior no sexo do que história, mas deve haver o último. Um exemplo seria Maji de Watashi ni Koi Shinasai.

   ->Fandisk: São jogo(s) dedicados para os fãs, que tem como base o jogo principal, mas que se trata de um cenário alternativo, usando os mesmos personagens. A história pode acontecer depois (ou mesmo antes) dos eventos do jogo principal. Muito cuidado para não confundir com "prequels" e "sequels", uma vez que os fandisks não possuem história que se relacionam com a história principal do jogo em que foi baseado.

   ->Futanari: Termo japonês para representar personagens que possuem ambos os órgãos genitais masculino e feminino. Também é um termo usado (ou mesmo presente) em certos animes e mangás. Daibanchou e Zanmataisen Demonbane possuem esse elemento.

   ->Giantess: Termo usado em visual novels onde o personagem principal (ou outro personagem) se encolhe o suficiente para, apesar de ser visível, ser bem pequeno em relação aos demais objetos e personagens. Pode ser no sentido do personagem principal ser pequeno demais em relação às heroínas ou o contrário. Geralmente, se o personagem principal possui cenas (ou HCGs) com garotas gigantes, pode-se usar também o termo macrofilia.

   ->Harem ending: É o final harem do jogo, onde o protagonista termina com várias mulheres ao mesmo tempo. Vale ressaltar que, além de nem todos os jogos terem esta rota, em sua grande maioria, são muito difíceis de se chegar a menos que você tenha um detonado do jogo.

   ->Loli: Termo usado para designar personagens que se parecem crianças (nas feições ou por ter baixa estatura) ou que se comportam como um (mas mais usado para denominar o primeiro). Vários jogos tem personagens loli, mas para efeito de exemplo, podemos citar a Primula de Shuffle! e a Kud de Kud Wafter!.

   ->HCG: Abreviação de Hentai CGs. São CGs que mostram cenas de sexo entre personagens.

   ->Imouto (妹): Do japonês, irmã mais nova. Pode se referir à irmã do próprio personagem principal ou não. Um notório exemplo seria Ore no Imouto wa Konna ni Kawaii Wake ga Nai Portable, mas também há uma boa quantidade de outros jogos por aí. O contrário, irmão mais velho, é ani (兄).

   ->Kinetic Novels: São visual novels que não possuem escolhas no decorrer do jogo, e por isso, tem apenas um único final. Grandes exemplos são a série Higurashi no Naku Koro Ni, Planetarian ~Chiisana Hoshi no Yume~ e Narcissu.

   ->Kouhai: Termo usado para designar alguém de algum ano inferior à você na escola ou alguém mais inexperiente no trabalho. Em Rewrite, a Shizuru é kouhai do Kotarou, o personagem principal.

   ->Mahou Shoujo: Do japonês, "garota mágica". São garotas (ou heroínas do jogo) que usam poderes mágicos, seja por algum artefato místico ou não. Qualquer VN que tenha "Mahou Shoujo" no título exemplifica bem o termo. Isso vai sem dizer, mas o termo também pode ser aplicado para animes e mangás (como as séries Mahou Shoujo Madoka Magica e Mahou Shoujo Lyrical Nanoha).

   ->Moe(Moege): Vem de um termo usado em mangás e animes japoneses usado para representar personagens adoráveis ou extremamente bonitas, seja no seu aspecto ou comportamento. Geralmente usa-se para representar obsessão por personagens fictícias. Visual novels também usam o termo neste sentido, mas menos frequentemente. Moege no caso se reflete a VNs repletas de personagens assim, mas por confundir muito com galges, o termo entrou em desuso.

   ->Nakige: Junção das palavras japonesas "naki" (choro) e "ge" (jogo). São jogos que tem como objetivo causar impacto emocional ao jogador, cuja história fica tão dramática e triste a ponto de fazer o jogador chorar. Não necessariamente quer dizer que o jogo inteiro é sombrio e deprimente, mas tem várias cenas deste estilo. Notórios exemplos são Kanon, Clannad e Ever 17 -The Out to Infinity-.

   ->Netotare: Jogos onde alguém rouba a heroína do personagem principal. Kikokugai - The Cyber Slayer é um bom exemplo disso.

   ->Netori: É o contrário de netotare, ou seja, quando o protagonista rouba a amante de alguém. Divi-Dead é um exemplo.

   ->Nukige: São jogos focados no conteúdo erótico e das cenas de sexo ao invés de história e personagens complexos. Bons exemplos que o representam são a série Bible Black, X-Change e Harem Party.

   ->Otome Game: Idem para bishoujo games, mas invertido. Ou seja, a visual novel tem uma personagem do sexo feminino como personagem principal e é rodeada de outros homens para que ela possa se relacionar ou se desenvolver na história. Novamente, pode ou não ter cenas de sexo, mas é mais comum que não tenha. Exemplos seriam Kin'iro no Corda, Hiiro no Kakera (all-ages) e Under the Moon (18+). (X-Change não é um Otome Game, até onde eu saiba).

   ->Osananajimi (幼なじみ): Do japonês, amigo(a) de infância. Como sugere a tradução, designa um amigo (ou amiga) de infância. Boa parte dos jogos possuem personagens "Osananajimi", mas como alguns exemplos apenas, podemos citar 11 Eyes e Sekai Seifuku Kanojo.

   ->Personagem trap: Literalmente, personagens armadilha. São personagem que aparenta ser de um sexo (jeito de se vestir, comportamento e até na fala), mas na verdade é do outro sexo. Aplica-se para homens e para mulheres. Cross Days possui um personagem trap.

   -> Prequel: É um jogo que trata dos acontecimentos anteriores ao jogo original. Similar à sequel, deve ter ligação com a história principal também.

   ->Port: É o relançamento de um jogo para outro console, portátil, ou mesmo tablets e celulares. Em sua grande parte, trata-se do mesmíssimo jogo, mas jogável em uma plataforma diferente. Pode haver distinções entre jogos de plataformas diferentes quanto à CGs, idioma, vozes dos personagens, rotas e finais.

   ->Re-release: É um relançamento do jogo original, normalmente incluindo novos cenários, personagens e afins. Ao contrário de port, um re-release é feito num mesmo console. No caso de visual novels, pode ser a adição de novas rotas, personagens, vozes, músicas, finais e a adição de cenas de sexo (ou cenas a mais).

   ->Routes: São, literalmente, as rotas do jogo. Uma visual novel pode ter uma única rota (como em kinetic novels) ou mais de uma, onde a progressão para uma determinada rota segue de acordo com as suas escolhas no decorrer do jogo, sejam elas feitas apenas no começo, no final, ou em ambos os pontos. Certos jogos ainda requerem que você complete o jogo com um determinado número de heroínas (ou todas elas) para liberar uma ou mais rotas extras (como em Shuffle! Essence +) ou para liberar a rota do True Ending do jogo (como Ever 17 e Rewrite).

    ->Senpai(sempai): Ao contrário de kouhai, é usado para designar alguém em um ano superior à você na escola, ou funcionário do mesmo setor de trabalho, mas mais experiente. É também comumente usado como sufixo após o nome desta pessoa (ao contrário de kouhai, onde é raríssimo vê-lo como sufixo de nomes). Nos países sem ser o Japão, ele pode ser escrito com "m" (sempai) ao invés de "n", já que, segundo regras gramaticais americanas e brasileiras por exemplo, antes da letra "p" só pode vir a letra "m", e não "n" (como nas palavras "impossível" e "importado"), mas isso não quer dizer que escrever "senpai" esteja errado, uma vez que é o jeito escrito em japonês (先輩 せんぱい = senpai). A menos que você esteja escrevendo uma redação ou uma dissertação usando a norma culta, usar "senpai" não implica erros.

   ->Sequel: É, literalmente, uma sequência do jogo. Pode ter personagens novos em relação ao jogo anterior, totalmente ou não, mas a história deve ser uma continuação da história do jogo anterior. Pode haver (e frequentemente terá) menções com alguns dos personagens do jogo anterior. Da Capo e Tokimeki Memorial são bons exemplos de séries com sequels que fazem sentido na história.

   ->Shounen-Ai: Termo usado para retratar o relacionamento entre homens. Ao contrário de Yaoi, não há cenas de sexo.

   ->Shoujo-Ai: Termo usado para retratar o relacionamento entre mulheres. Ao contrário dos jogos Yuri, jogos desse tipo não possui cenas de sexo, no máximo beijo.

   ->Side Story: Muito confundida com spin-off, uma side story é uma história (geralmente curta), que acontece no mesmo período da história original, e que tem alguma ligação com ela, apesar de não aprofundar no tema. As cenas entre cenários de Higurashi no Naku Koro Ni são perfeitos exemplos de side stories. Ao contrário de spin-offs, side stories não pode adicionar ou introduzir novos personagens à série original.

   ->Slice of Life: São jogos que não possuem elementos de fantasia ou sobrenatural neles. Kira*Kira é um bom exemplo de jogo desse tipo.

   -> Spin-Off: São jogos que não possuem nada em comum com o jogo original, exceto pelos personagens. Normalmente tem uma história bem mais simples (quando tem) e é feito para agradar os fãs do jogo, criando cenários que, de outra forma, não conseguiriam ser reproduzidos. Da CaPoker é um exemplo de spin-off da série original (e sim, um spin-off pode ser um fandisk).

   ->Tsundere: Termo para designar heroínas que têm comportamento agressivo, mas por dentro é tímida e delicada. Por possuir comportamentos contraditórios aos seus sentimentos, fala-se que são personagens bipolares, mas esse último termo deve ser usado com cuidado, uma vez que bipolaridade envolve comportamento agressivo, chegando até a ser violento e instável, o que não é o caso de todas as personagens tsundere. Taiga de Toradora! Portable e a Kirino de Ore no Imouto ga Konna ni Kawaii Wake ga Nai são bons exemplos.

   ->True Ending: É o final verdadeiro do jogo. Este final pode ser a rota de uma personagem específica ou uma rota que só é liberada após completar o jogo um determinado número de vezes, ou mesmo com todas as personagens do jogo. Vale lembrar que nem todas as VNs tem true ending.

   ->Utsuge: São jogos extremamente deprimentes. Alguns chegam ao nível de não possuir nenhum final feliz no jogo. Ao contrário do Nakige, que apesar de ter o objetivo de fazer você chorar, pelo menos o nakige dá alguma esperança (e rotas) para resolver a raiz desta depressão, enquanto o utsuge é deprimente mesmo, normalmente do começo ao fim. Kana ~Little Sister~ é considerado um forte utsuge.

   -> Visual Novel: É um jogo onde você assume o papel de um ou mais personagens principais, tendo ele dublagem ou não, durante a história dele. As Visual Novels são, muitas das vezes, consideradas uma derivação dos jogos de aventura, e inclusive no Japão são tratados como jogos de aventura mesmo. Muitas das vezes, elas não tem animação complexa, possui escolhas no decorrer do jogo e não possui elementos extras como RPG ou jogo de cartas, mas isso não se aplica à todos os jogos do gênero.

Uma definição específica e precisa é muito difícil de se fazer devido à extensa biblioteca de jogos do gênero existente, mas ela deve ter alguns critérios, e dentre eles, é imprescindível ter:
   1) Narração em primeira pessoa, predominantemente (exceto em VNs animadas, devido à quantidade de diálogos).
   2) Deve estar escrito (ou "dublado") os pensamentos do personagem principal.
   3) O componente principal do jogo deve ser a história e os diálogos (ou seja, mesmo se ela tiver elementos de RPG, mahjong ou jogo de cartas, a maioria do tempo de jogo deve ser apenas os diálogos entre os personagens, a explicação do enredo da história e dos personagens).

A partir daí, visual novels são sub-divididas em vários outros sub-gêneros, como eroges, kinetic novels, galgames, nukiges, nakiges e por aí vai, o que é descrito em seus respectivos campos. Sim, nem toda visual novel contém pornô.

   ->Yandere: Termo em japonês que representa um personagem amável e carinhoso, mas cujo amor por uma heroína (ou da heroína pelo protagonista) o leva a um estado mental instável e violento. School Days (Kotonoha), Fate/Stay Night (o próprio Shirou, em algumas rotas) e Higurashi no Naku Koro Ni (a Shion) são exemplos.

   ->Yaoi: São jogos que possuem relação amorosa, e possivelmente sexo, entre personagens do sexo masculino. Cross Days possui uma rota yaoi.

   ->Yuri: Em contraste com o Yaoi, são jogos que aparecem relações amorosas, e possivelmente sexo, entre mulheres. Subarashiki Hibi e Sono Hanabira ni Kuchidzuke wo são jogos yuri.


Ufa...acabou.

Fico por aqui e até a próxima!
Out.