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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Análise de Anime [6] - Kokoro Connect



Sabe, quem gosta de animes com foco em romances escolares geralmente se encontram com dificuldades pra encontrar um anime digno deste tipo. Muitos usam e abusam de cenas fan-services para prender a atenção do espectador, outros não conseguem dar uma sensação de "esse é o final" pra história, outros ainda nem conseguem se manter interessante durante todos os seus episódios... enfim, tem uma infinidade de animes que tentam inovar a fórmula, mas que acabam por falharem em se tornar animes memoráveis. Mas, por incrível que pareça, mesmo com um dos roteiros mais inesperados que você possa imaginar, Kokoro Connect pode ser aquele anime que veio para mudar, mas mudar de um jeito bom e igualmente inesperado. Exagero? Pior que nem tanto.

A obra primeiro começou como uma light novel do escritor Sadanatsu Anda, em 2010, com desenhos de Yukiko Huriguchi (que participou em vários animes da KyoAni, além do character desing de K-ON!... tem até easter egg dessa série no anime), publicada até hoje e que conta com 9 volumes, que mais tarde ganhou adaptações para mangá, o anime, e até mesmo uma visual novel no final de 2012 para PSP. O anime por sua vez foi animado pela Silver Link, mesmo estúdio de Baka to Test to Shoukanjuu, C³ e Chitose Get You! (e com uma das piores páginas da internet do mundo... parece até blog =s), e que teve 13 episódios, com mais 4 OVAs, que eu particularmente não considero OVAs por fazer parte do "after story" da série.

Mas vamos lá! On with the show!

História
Não estranhe a pinta da Iori. Tem gente que gosta (eu que não) e é bem raro em animes, viu?
<--- música para ouvir enquanto lê a análise ^^

Tudo já parte do princípio que cinco pessoas se conhecem por fazer parte de um mesmo clube na escola, o Clube de Pesquisa Cultural. Temos o personagem principal, Taichi Yaegashi, seu amigo Aoki Yoshifumi, a menina pela qual o Aoki é apaixonado, Kiriyama Yui, o enérgica e brincalhona Nagase Iori, e a séria e um tanto afastada Himeko Inaba. Tudo anda normal com o clube, mas um dia, de repente, eles acabam "trocando de almas" em tempos aleatórios com outros membros do clube, o que os deixam muito confusos no começo. Mais tarde, uma pessoa chamada simplesmente de Fuusen Kazura esclarece que é ele quem está por trás dessa troca toda, mas que não pretende parar com o fenômeno até ver "algo interessante" acontecer em seu experimento.

Com essa troca toda de corpos, muitos problemas pessoais envolvendo a família e o passado de cada um dos personagens virão à tona, e assim, caberá aos outros membros se esforçarem para fazerem cada um superar os seus traumas e defeitos, tentando aprofundar ainda mais os seus laços entre si e evitar que potenciais tragédias possam ocorrer no caminho.

O anime em si é dividido em 3 arcos, sendo que os OVAs formam um 4º e último arco. Os dois primeiros arcos, Hito-Random e Kizu-Random, têm 5 episódios de duração, enquanto o 3º arco, Kako-Random, tem só 3 episódios (e eu considero ser o arco mais fraco de todos), e o 4º arco, Michi-Random, que não passou na televisão, possui 4 episódios. Em cada um dos arcos, ocorre algum fenômeno pelo Fuusen Kazura, como a "liberação de desejos" e "regressão temporal", e cada um deles fará os personagens evoluírem e bolar estratégias para lidarem com a situação do melhor jeito possível.

Animação e Trilha Sonora

Ah, essa cena vai arrepiar até a sua alma... ah, vai....
A animação é surpreendentemente boa. Mesmo se tratando de um anime recente, e portanto já ter boas melhoras em comparação com os animes de 8~10 anos atrás de qualquer estúdio que seja, é uma animação bem vívida e memorável. O nível de brilho e contraste foram bem ajustados, os movimentos dos personagens são bem realistas, e cada personagem têm os seiyuus que se encaixam bem com os perfis das personagens, além de que eles põem bastante emoção em seus diálogos, por mais que numa cena ou outra seja exageradamente emocional.

A trilha sonora é bem simples pra se dizer a verdade. É basicamente umas 4 músicas calmas, 2 divertidas, 3 ou 4 tristes e dramáticas, e o resto são derivadas de uma dessas mas tocada com outro instrumento ou com um ritmo mais lento. Eu esperaria mais da trilha sonora pra dizer a verdade, pois só duas ficaram na minha cabeça. Pelo menos, a música da primeira OP do anime é bem viciante... ao contrário da segunda OP...

Opinião, Pontos Fortes e Fracos
A história da Yui arrepia também, e um dos poucos motivos que o Kako-Random possa fazer falta.
 Olha, Kokoro Connect é um anime difícil de analisar dependendo de sua personagem favorita. Mini-spoiler óbvio e clichê aqui, mas o protagonista da história, no meio da confusão toda causada por Fuusen Kazura, acaba por ficar preso em um triângulo amoroso entre a Inaba e a Iori. Não importa por qual você ache mais bonitinha ou moe ou o que for, se você assistir o arco "OVA" do anime, sua opinião sobre o anime pode mudar drasticamente. Tendo isso em mente, prossiga com a leitura da análise.

O roteiro do anime é bem único, para se dizer o mínimo, mas por incrível que pareça, foi uma ótima idéia do criador em colocar esses elementos na narrativa e fazer todos os personagens serem atingidos com isso de alguma forma. No começo, você tem a impressão que o anime será bem sobrenatural e terá mais coisas estranhas acontecendo na escola para os membros do clube resolverem de algum jeito, mas nada disso acontece. O objetivo do anime é fazer com que os maiores defeitos e traumas dos personagens sejam revelados, e a partir daí, com a ajuda dos outros membros do clube e da própria capacidade de resolver problemas pessoais, deve-se fazer com que cada personagem supere suas dificuldades, aceitar as suas fraquezas, tentar melhorar sua postura, e até mesmo fazer com que seus sentimentos não sejam mais trancafiados no coração e ajudar esta pessoa a ser mais sincera consigo mesma.

O interessante é que, para cada fenômeno que acontece com o Clube de Pesquisa Cultural, algum personagem irá se lembrar de algo relacionado com esse fenômeno, ou a se questionar de outra personagem de maneira que ele nunca desconfiara antes, e assim começar a jornada para ajudar ele ou ela, descobrir que as coisas não são tão fáceis quanto parece, mas que também há uma solução cuja qual ele ou ela não dera tanta importância. Isso faz o roteiro estranho da série parecer digerível, além de abrir portas para eventos que nunca poderiam ser explorados em animes de colegial como School Days.

... opa, só que Kokoro Connect não é nenhum anime hárem (pelo menos o anime, né), mas o que quis dizer é que, se os personagens fossem mais realistas, sem esse lance todo de fenômenos envolvendo o clube, dificilmente poderia ser explorado tão bem quanto este anime explora, e isso é um baita ponto positivo que muitos que já assistiram também perceberam. Dificilmente teríamos uma cena de hospital tão chocante quanto aquela do final do primeiro arco do anime se não fosse pelo fenômeno da troca de corpos, assim como outras cenas bem marcantes do anime.

Todavia, isso tudo não isenta o anime de ter pontos negativos, claro. Primeiramente, os personagens do anime nunca procuraram saber quem é o Fuusen Kazura de verdade ou como ele consegue manipular eventos de tal magnitude. Eu sei que daí já é forçar a amizade em querer uma explicação realista para um fenômeno como ler pensamentos ou regredir a idade biológica, mas muitas outras séries explicam muito bem coisas aparentemente inexplicáveis, como Chaos;Head, Steins;Gate e 20th Century Boys. Segundo, apesar do anime se destacar na solução dos problemas das três garotas, ele falha em passar um papel importante para os homens do anime, que nada mais são "a voz da razão" das meninas, apenas falando o que deve ser dito (pelo menos quando é possível) e parecendo que toda a emoção das personagens são igualmente importantes, fazendo alguns eventos se tornarem até repetitivos.

Além disso e do terceiro arco no anime que poderia ser totalmente dispensável, o anime não fecha tão bem quanto você esperaria. O anime basicamente te guia para um final, e no último instante, por um motivo que não é explicado, ele volta atrás numa das decisões. Sabe, a questão nem é que o final não me agradou, mas ele deveria ter o mínimo de explicação para ter aquele final, bem como teve toda a tomada de decisão nos episódios anteriores e até mesmo nas incríveis cenas dos dois últimos episódios do último arco... se for parar para pensar, até faz sentido pelo jeito que a personagem resolve seu problema que enfrentava desde os primeiros episódios do anime, mas foi simplesmente triste vê-los terminarem assim depois de tanto foco neles.

Conclusão e Nota Final
Boa pergunta....
Ao mesmo tempo que Kokoro Connect é bom, ele nem de longe é um anime revolucionário. Ao mesmo tempo que ele me fez lembrar de School Days, que eu adorei pelo realismo e em como os eventos são abordados, ele me fez lembrar de True Tears, cujo final pareceu forçado e totalmente diferente do que os primeiros episódios mostram. Ao mesmo tempo que ele tenta ser algo que outros animes nunca tentaram, ele peca em fazer um anime engraçado (apesar de ter um ou outro momento engraçado, mas nem tanto) e convidativo para iniciantes que resolveram assistir o anime mas que ainda não estão acostumados com o tema.

Eu estaria mentindo se dissesse que não aproveitei o anime, pois ele cumpre o papel de um anime que mistura drama com romance. Assim como uma visual novel, cada heroína tem algo que lhe perturba, e cabe ao Taichi ajudá-las, e o Aoki só ajuda bem de vez em quando mesmo, ganhando o troféu de personagem incompetente da série. Ainda assim, por mais que eu queira mesmo dar a ele uma nota alta pela sua originalidade, abordagem e eventos que você dificilmente esperaria com conclusões igualmente inesperadas, o anime não tem o poder de ser viciante o suficiente para fazer o pessoal se desvirtuar dos animes shounen e fazê-los assistir séries mais rebuscadas e similares, ou esquecer das falhas no roteiro e em alguns fenômenos com explicações vagas e até insatisfatórias.

É como se alguém te desse um biscoito para comer, daí você acha gostoso e pede mais e vai comendo a caixa inteira que ele te oferece... só que daí, ao acabar de comer todos os biscoitos da caixa, ao invés de se sentir satisfeito, dá impressão que falta alguma coisa... não pelo biscoito ter deixado de ser gostoso, mas pelos biscoitos da caixa não serem tão gostosos quanto você esperava que fosse. Kokoro Connect, por mais ridícula que a analogia tenha sido, é bem assim. Ele começa extremamente promissor, mas apesar dos outros episódios seguirem o mesmo ritmo nas surpresas e nos eventos, não cumpre as esperanças que foram construídas no começo dele.

Nota Final: 7,0/10

É um anime bom, sem dúvida, mas se você vai adorá-lo ou odiá-lo, vai depender muito do que você está disposto a aceitar do anime. Se você pode perdoar algumas explicações em troca de uma história bem tocante entre os personagens, você vai adorá-lo, ainda mais se você considerar o final da série até o episódio 13 e pulando os últimos 20 segundos do episódio (mais precisamente, quando o Taichi narra a conclusão do arco). Se você ignorar esse aviso, você instantaneamente ficará com vontade de ver o último arco, e apesar de ser o segundo melhor arco do anime depois de Hito-Random, tem um final que pode lhe desagradar. Se você não for do tipo que gosta de animes deste tipo e preferir algum drama mais sério ou com mais momentos engraçados para descontrair, recomendo que não assista esse anime por enquanto. Agora, se você não se interessa por animes assim de jeito nenhum... SAI DAQUI!... digo, melhor não assistir mesmo.

Quem sabe a Light Novel não lhe agrade, né?
Ufa, essa análise foi longa, mas espero que tenham gostado mesmo assim. Não se esqueçam que estamos fazendo uma promoção para o blog, então clique no link logo para saber como participar antes que seja tarde demais!

Vejo vocês no próximo post, pessoal. Até lá!
Out.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Muv-Luv para PS3, RPG de One Piece e VN de Kokoro Connect


Sim, eu também fiquei impressionado! Temos muitos jogos anunciados hoje, e vamos rápido para caber em um post só!


Vamos começar com Muv-Luv. A empresa Age (Kimi ga Nozomu Eien, série Muv Luv original) e a 5pb (Corpse Party, Chaos;Head, Memories Off) se uniram para relançar a visual novel de 2003 para o Play3. Além de ser a série mais famosa da Age, parece que eles estão investindo pesado enquanto podem, aproveitando da série de anime Muv-Luv Alternative: Total Eclipse lançada algumas semanas atrás. Para quem não sabe, Muv-Luv é uma visual novel que junta enredo futurista com batalhas de robôs gigantes (apesar de não poder controlá-los diretamente). A história é bem envolvente e chega a ser engraçada em alguns pontos, além de ser bem longa também.

O jogo será lançado em duas versões: a versão "first-press" (que seria a "edição limitada" do jogo) por 8190 ienes, aprox. 210 reais, e a versão normal por 6090 ienes, ou 155 reais.O jogo será lançado dia 25 de Outubro desse ano. Vale lembrar também que o port do jogo Muv-Luv Alternative: Total Eclipse para PS3 e Xbox360 será lançado ainda neste ano, conforme escrito no final do vídeo acima, mas sem uma data fixa de lançamento.


Depois de anos de espera, o sonho dos fãs de One Piece, a série de mangá de Eiichiro Oda, se realizou. A revista japonesa Shonen Jump anunciou que One Piece finalmente terá o seu jogo para o velho portátil da Sony (que ainda faz mais sucesso que o Vita, mesmo depois de 7 meses desde o seu lançamento), desenvolvido pela Bandai Namco Games e ainda por cima será um RPG, que por sinal é uma de suas especialidades. Além do tradicional estilo de batalhas por turnos, os jogadores presenciarão com um cenário totalmente 3D das localidades que Luffy visita, além de poder adquirir e fortalecer habilidades durante o jogo e um longo modo história. Fora isso, poucos dados foram esclarecidos para o pessoal, inclusive a data de lançamento, que permanece indeterminada.

Bom, pra quem está esperando há tanto tempo e com Pirate Warriors para PS3 ganhando sua versão em inglês em breve, creio que esperar alguns meses a mais não será um problema. Será que os jogos alguma conexão entre si ao conectar o PS3 no PSP? Hmm....


Por fim, a light novel que recentemente ganhou anime, Kokoro Connect, vai ganhar também uma visual novel para PSP pela Banpresto e Bandai Namco Games (sim, essas duas aí são praticamente um monopólio de visual novels adaptadas de mangás e light novels). O jogo, seguindo a base do anime, é meio que um slice of life (ou seja, baseado na vida real) de vida escolar comum, mas com um pequeno detalhe, que, como na novel e no anime, misteriosamente trocam de mente um com os outros, possibilitando muitos momentos hilários na história, e também para um desenrolar de romances entre os personagens.

Kokoro Connect - Yuchi Random tem gráficos bonitos, como podemos ver no trailer, além da animação ser bem fluente (que talvez seja o Dynamic Drama Transition que eles falam). O jogo também contará a visão da história em 5 perspectivas diferentes, uma para cada personagem (no que eles chamaram de Pentagon View Cenario) e um sistema de pontuação (?). O jogo virá na sua edição limitada, a Pentagon Box, uma prato cheio para os fãs com a trilha sonora do jogo, um Drama CD e livrinhos com ilustrações dos personagens coloridas, por 8980 ienes (aprox. 230 reais) e a versão normal, apenas com o jogo e manual, por 6280 ienes (aprox. 160 reais)


Bom gente, por hoje é tudo. Mais notícias e novidades amanhã. Até lá pessoal!
Out.