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terça-feira, 11 de junho de 2013

A GRANDE BATALHA 8TH-GEN! Xbox One vs PS4 vs Wii U! Prepare a sua pipoca (e o seu bolso)!

Qual lado da força você vai escolher? (Ou vai ser PC gamer mesmo?)
Pois é, acabou de terminar as conferências da Big 3 dos games nesta E3 2013 (nossa, quanto '3'): Microsoft, Sony e Nintendo (em sua Nintendo Direct) e os competidores já foram apresentados. Wii U, um pouco mais velho que a galera e está há quase um ano no mercado, está revelando pouco a pouco a sua extensa biblioteca de exclusivos que está cada vez mais tirando o fôlego do pessoal. Xbox One, que está tentando ser o unificador de mundos, prometendo unificar computador potente com TV com internet com jogos com Skype e mais uma porrada de serviços em um único aparelho. PS4, defendendo os direitos dos gamers hardcore, revelando uma batelada de jogos para este público, tanto de franquias que estão por vir, jogos third-party, e claro, os exclusivos que estão ainda mais complexos e integrados ao online.

Aqui, o post não é simplesmente incentivar a briga entre fanboys (se bem que nunca teve xP), mas sim de mostrar um resumo das conferências de cada uma, no que cada uma está apostando, nos pontos altos e baixos de ambos, e quem sabe, esclarecer as dúvidas de quem ainda está em cima do muro e não sabe qual empresa apoiar nessa nova geração de games que está por vir no final do ano.


Começando pela conferência da Microsoft ontem, depois do fiasco que ela teve no evento de revelação do Xbox One, ela decidiu investir tempo no que importa: jogos. Ela fez isso muito bem, mesmo para os jogos que serão multiplataforma como no Metal Gear Phantom Pain (vídeo acima) e Battlefield 4, quanto para dar um gostinho nos exclusivos que estão por vir, como Killer Instinct (FINALMENTE!) e Forza 5.

Tendo os nheco-nheco televisivos de lado (mas não totalmente eliminados), ela anunciou parceria com o site de transmissão de gameplays e vídeos sobre videogames em geral, a Twitch.tv, o que é algo bem maneiro, já que há muita gente que acompanha gameplays e coberturas de eventos de videogame por lá e eles têm servidores de sobra pra aguentar o volume de vídeo sendo feito à cada dia. Além disso, uma engine onde jogadores poderão criar jogos, de maneira independente ou coletiva, também parece bem promissor, ainda mais pra quem tem como sonho montar um grupo Indie ou simplesmente criar um jogo do jeito que quiser.

Infelizmente, ela cometeu seus deslizes também. Primeiramente, o preço. US$ 500 por um novo console, mesmo tendo o novo Kinect, não pareceu muito atraente ao público, ainda mais pelo fato de ser um console com trava de região (ou seja, rodará apenas jogos da mesma região que ele foi produzido... nada de visual novels ou Final Fantasy com dublagem foda se seu One não for japonês, no caso). Os jogos infelizmente pareceram "mais do mesmo" tirando um exclusivo ou outro, e muitas dúvidas ainda não foram esclarecidas no evento, como o lance de jogos usados e, se caso houvesse uma queda nos servidores da Microsoft se todos os X-Ones virariam tijolos pretos.


A conferência da Sony causou geral e atiçou todos os gamers em relação com o que eles já tinham visto no resto do dia. Claro, ela começou disfarçando, falando do PS3, Vita (eles QUEREM que você compre um!) e de alguns novos serviços que a companhia estava tramando como... parceria com a Warner Bros.? TV?? Ah, e pensar que criticaram tanto o One quando anunciaram interatividade entre videogame e Tv...
Mas esses momentos foram breves, e depois de uns 15 minutos após o começo da conferência, ela finalmente revelou o design do PS4, e mesmo tendo divergências no design escolhido, a Sony não deu brecha para mais nada, exceto jogos. Final Fantasy XV e Kingdom Hearts 3 estavam com visuais bem bacanas (e até agora não estou acreditando que, nessa altura do campeonato, Kingdom Hearts vai virar multiplataforma), Killzone Shadow Fall e Infamous Second Son estavam com gráficos de gameplay igual ao de muitas CGs de jogos recentes, teve uns demos básicos de Watch_Dogs e Assassin's Creed Black Flag, e o novo jogo da Bungie, Destiny, tava pirocudo mesmo.

Ela cometeu seus deslizes também, como as travadas no meio do gameplay de Assassin's Creed e uma bem preocupante no começo de Destiny, mas logo ela compensou tudo e a todos: console sairá por US$399 (100 pila a menos que o One), aceitará jogos usados tranquilamente, não precisa estar conectado pelo menos uma vez por dia e pode jogar qualquer jogo single-player offline, além das notícias que liberaram após a convenção, como de não ter trava de região e de ainda poder ter versões com preços diferentes. Mesmo tendo que pagar conta na Plus pra poder jogar agora, é vantagem atrás de vantagem.


Tivemos ainda hoje também a Nintendo Direct da Nintendo (duh!) especial de E3, recheadas de muitas surpresas e mais detalhes de outros jogos que ela já havia anunciado. Novo pokémon X/Y teve mais gameplay e uma data de lançamento confirmado, Mario 3D World saindo pro Wii U no final do ano, Mario Kart 8 pro ano que vem, mais jogos e serviços para casuais, Donkey Kong, Wind Waker em HD nos próximos meses, e claro, o mais aguardado de todos: um novo Super Smash Bros., com direito à Megaman, um personagem que realmente marcou a história da Nintendo.

Há quem diga que essa Nintendo Direct "especial" não teve nada de muito surpreendente (MENOS X, você terá que adimitir que X tá bonito à beça!) ou que simplesmente divulgou jogos first-party porque está perdendo suporte de empresas third-party como a 2K e até mesmo da EA, mas eu acho que, de um jeito ou de outro, a Nintendo está, lentamente, construindo uma biblioteca bem diversa e interessante de jogos tanto para o Wii U e para o 3DS. E ela está dando um lance de esperta até, pois ao invés de investir em games hardcores como PS4 e X-One, ela continua jogando do seu jeito e agradando o público de seu jeito especial.


Agora que os consoles foram apresentados e cada um já teve a sua falha pra algum fanboy de outro console (ou mesmo PC gamers) cutucar, há pouca coisa que pode ser consertada a esta altura do campeonato. O Wii U está recebendo jogos mais bonitos e tentadores e, segundo rumores, pronto para dar um upgrade no seu HD (e quem sabe, melhorar ainda mais o seu preço), e o Xbox One e PS4 já estão sendo fabricados e acumulando estoque para as vendas de final de ano, o período de maior vendas no mundo inteiro. As decisões sobre qual caminho as empresas vão escolher  estão praticamente seladas, e a menos que elas tomem uma grande dose de vergonha na cara, dificilmente elas vão mudar radicalmente algo que eles já anunciaram (pense, essas empresas pagaram um pessoal para tomar tais decisões críticas. Revogar tais decisões seria como jogar dinheiro investido fora).

Para nós, brasileiros, não devemos simplesmente comemorar ou criticar os anúncios das empresas porque, pra começo de conversa, esses consoles já vêm (e virão) bem mais caros para o Brasil (como o X-One, com preço previsto de mais de R$2000,00, fora que ainda nem sabemos se a assinatura da Live Gold, DLCs e jogos next-gen vão aumentar ou não... isso inclui os do PS4 também, viu?) e que a velocidade média da nossa internet não é lá essas coisas comparado com muitos outros países (e com os jogos requerendo cada vez mais o online em seus jogos, já viu no que isso vai dar, né?). Para amenizar tudo isso, tanto a Microsoft e a Sony anunciaram que suas assinaturas "premium" também renderão jogos gratuitos para os assinantes, e coisas de graça é sempre bom (ao contrário de poder salvar na "nuvem"... sério, como se 500GB de disco rígido já não fosse suficiente)... engraçado a Nintendo não fazer o mesmo...

Ainda é cedo para decidir compra nos consoles (se bem que poucas coisas podem mudar minha decisão de comprar um PS4, do jeito que as coisas estão indo) e com certeza ainda teremos mais informações sobre os três consoles e seus jogos de final de ano nas próximas semanas, o que incluirá informações que aliviarão os fãs, mas que também poderão acabar com os sonhos de outros. Só nos resta esperar os poucos meses que faltam para uma nova geração de consoles se instalar definitivamente e se convencer de que ela veio pra bater de frente até mesmo com seus antecessores, de bibliotecas lotadas de jogos de todos os tipos e apoio de outras empresas Indie (pois demora para uma empresa Indie adaptar seu desenvolvimento entre consoles e entre gerações).


E você? Na sua opinião, qual console será o melhor e por quê? Acha que a Sony já dominou tudo? Acha que a Nintendo vai acabar conquistando todo mundo de surpresa? Ou acha ainda que a Microsoft tem um trunfo guardado que fará com que todos ignorem os defeitos e minúscias do seu console? Deixe o seu comentário!

Out.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Xbox One - Um console, uma nova geração, um novo conceito


Esse pode não ser o fim de uma geração de jogos eletrônicos, mas é a transição de uma. O videogame, antes coisa para hipsters e viciados, que tantas vezes (e ainda é) chamado de coisa do capeta ou de percursor da violência nas pessoas, está mudando de conceito. Algo que antes servia apenas para o passatempo trivial após um longo dia de serviço ou depois de finalmente chegar o fim daquela sexta-feira de tarde com aula daquele professor pé-no-saco, agora serve para fazer isso e muito mais, cada vez com mais perfeição, mais detalhes, mais vida, e mais interatividade.

Ontem ocorreu o evento de revelação do novo console da gigante de softwares de Redmond, e muitas coisas bacanas foram reveladas. Durango, Xbox 720 ou Xbox Infinity, antigos codinomes do próximo console da Microsoft foram por água abaixo. Com o conceito de ser o "mestre" da sua sala de estar ou do seu quarto, nada mais justo que chamá-lo de Xbox One, um aparelho que tem de tudo para redefinir o conceito de videogames, em tempos onde a definição de videogame está cada vez mais abrangente.


Piadas envolvendo videocassetes e plágios com produtos da década de 70~80 à parte, o Xbox One conta com uma bela de um "revamp" nas suas especificações técnicas, podendo rivalizar com muitos computadores top de linha atualmente que são montados por não menos que 2 mil reais. Seu desing mudou bastante, e até mesmo o Kinect, o sensor de movimentos patenteado pela mesma empresa, sofreu grandes alterações, deixando de ser aquele sensor instável e impreciso com várias limitações para se tornar um veterano na área, podendo desde identificar até 6 pessoas simultaneamentes e identificar rotações de membros até monitorar seus batimentos cardíacos à distância e notar seus sentimentos, se você está feliz, triste, entediado, com medo, e tudo mais. Nada escapa dos olhos desse novo aparelho.

O controle dele também sofreu algumas melhoras, fazendo o controle foda de antes ficar ainda melhor. Finalmente um D-Pad analógico, antes exclusivo para controles profissionais caros e edições limitadas, as alavancas de controle não terão folga tão cedo quanto antes, os botões start e select saem para dar espaço a equivalentes e com funções bem melhores, e principalmente, os gatilhos do mesmo terão recuo, dando maior sensação de realismo ao pressionar o gatilho, além de simplesmente ter os motores internos melhorados para dar mais realismo a tudo o que acontece na tela.

E o que ele tem de mais além das melhorias técnicas que todos esperavam? Bem, agora você pode assistir TV na sua TV sem ter que mudar de canal no controle remoto (ooohhh!!!). Um funcionalidade quase inútil, diga-se de passagem, mas que pode ser bem implementada se ela pegar aqui no Brasil com os canais de TV digital ou com as diversas empresas de tv por assinatura. Além disso, a sua aquisição do Skype também vai pesar bastante agora. Para quem não se lembra, antigamente o PS3 e o PSP suportavam o Skype, mas agora com a exclusividade da Microsoft, é claro que ela se gabaria disso com "Olha, você pode assistir um filme e conversar no Skype ao mesmo tempo!" ou com um "Conversar com a sua avó no Skype pela televisão é bem melhor que no computador!" e coisas do tipo. Assim como os usuários de tablets com Windows 8 já sabem, o One também contará com o Snap, tecnologia que faz vários aplicativos rodarem ao mesmo tempo, possibilitando você assistir um filme e checar uma crítica ao mesmo tempo, ou jogar e ver um detonado na internet ao mesmo tempo, ou simplesmente assistir um videoclip e procurar mais músicas do artista ao mesmo tempo.


Ok, vimos tudo que o Xbox One fez várias pessoas (ou pelo menos algumas delas) babarem litros... mas... e os jogos? Nenhum videogame pode ser chamado de videogame sem jogos, certo? Bom, nesse aspecto, tudo que tivemos foram promessas. Promessas de mais exclusivos, de maior suporte das empresas, de mais jogos que usem o Kinect e aproveite tudo o que ele pode fazer, e de que os jogos proporcionarão experiências incríveis, tanto jogando sozinho quanto com amigos ou contra o resto do mundo.

Isso decepcionou, mas a Microsoft já havia falado que isso seria melhor detalhado mesmo apenas na E3, quase 3 semanas a partir de hoje. Entretanto, não foi só isso que o pessoal implicou. Na verdade, foram tantas que, caso você não lesse os primeiros parágrafos desse post, provavelmente passaria reto do One. Conectividade online quase que constante para desfrutar (pelo menos uma vez por dia) de tudo que o console terá a oferecer, taxas para jogar jogos usados, taxas para jogar online assim como acontece com o Xbox 360, não haverá compatibilidade com jogos antigos do Xbox 360 ou do Xbox original, seus jogos que você comprou no 360 como XBLA não serão importados para o novo console, controles do 360 e até mesmo o Kinect original não serão compatíveis com o One, e muitas outras perguntas que ainda não foram respondidas e que estão deixando os gamers loucos. Quanto ele vai custar? E no Brasil? Quanto custarão os jogos? Ainda teremos o suporte de empresas indie (independentes) como agora? Teremos que pagar para assistir Netflix? Ele vai virar sucata se alguém tentar burlar as suas entranhas e tentar pirateá-lo? E cadê a Rare? E aquela patente medonha sobre taxar caso muitos jogadores estejam jogando o mesmo jogo num console ou se muitas pessoas forem assistir um filme? Ele funcionará sem o Kinect parrudão? Ela estará gravando constantemente e enviando o filme para a Microsoft para avaliar o comportamento das cobaias e possivelmente mandar esses vídeos para a polícia caso ele faça algo proibido no país ou cometa algum crime, mesmo se o One estiver desligado, dando origem a diversas teorias da conspiração? A lista continua...


A premissa foi bem clara: o One não quer ser apenas um console picudo. Ele quer ser a única coisa que você precisará ter na sua casa. A Microsoft já cantou a bola disso há muito tempo, mas será que o pessoal vai morder a isca? Hoje em dia, bastante gente tem um Blu-Ray e um computador com Skype instalado, isso se não tiverem um tablet com reconhecimento de voz, algo não tão raro nos dias de hoje. Assim como a Sony ainda terá que provar com seu PS4 e a Nintendo está tentando provar com o seu Wii U, a Microsoft terá que usar bons argumentos, tanto jogos quanto aplicativos e funcionalidades, para fazer o povo deixar de jogar League of Legends ou joguinhos de smartphones para comprar um console da próxima geração, algo que prove que a 8ª geração de games é dezenas de vezes melhor que a geração atual. Algo que apele tanto para o jogador casual que apenas quer dar uma jogada rápida quanto o jogador hardcore que quer jogos imersivos com gráficos ultra realistas, do jogador que gosta de um RPG de história bem-contada até o jogador que compra o jogo apenas pelo multiplayer de Call of Duty. A missão não será nada fácil, especialmente nos primeiros anos de vida do console (assim como aconteceu com os novos portáteis, o 3DS e o Vita), mas valerá a pena assistir quem levará a melhor na largada desta nova geração.

Quem será que levará a melhor? Será que o troféu virá para uma das Big 3 atuais, ou será que o mercado de games para smartphones, smartTVs e de outras plataformas como o Ouya e o Project Shield da Nvidia conseguirá desbancar e forçar os consoles aos limites de sua criação? Será que o PC vencerá a batalha que ele já ganha há décadas, ou será que haverá um conceito que nem mesmo o computador conseguirá desbancar?

E que a batalha comece!
Out.