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terça-feira, 11 de junho de 2013

A GRANDE BATALHA 8TH-GEN! Xbox One vs PS4 vs Wii U! Prepare a sua pipoca (e o seu bolso)!

Qual lado da força você vai escolher? (Ou vai ser PC gamer mesmo?)
Pois é, acabou de terminar as conferências da Big 3 dos games nesta E3 2013 (nossa, quanto '3'): Microsoft, Sony e Nintendo (em sua Nintendo Direct) e os competidores já foram apresentados. Wii U, um pouco mais velho que a galera e está há quase um ano no mercado, está revelando pouco a pouco a sua extensa biblioteca de exclusivos que está cada vez mais tirando o fôlego do pessoal. Xbox One, que está tentando ser o unificador de mundos, prometendo unificar computador potente com TV com internet com jogos com Skype e mais uma porrada de serviços em um único aparelho. PS4, defendendo os direitos dos gamers hardcore, revelando uma batelada de jogos para este público, tanto de franquias que estão por vir, jogos third-party, e claro, os exclusivos que estão ainda mais complexos e integrados ao online.

Aqui, o post não é simplesmente incentivar a briga entre fanboys (se bem que nunca teve xP), mas sim de mostrar um resumo das conferências de cada uma, no que cada uma está apostando, nos pontos altos e baixos de ambos, e quem sabe, esclarecer as dúvidas de quem ainda está em cima do muro e não sabe qual empresa apoiar nessa nova geração de games que está por vir no final do ano.


Começando pela conferência da Microsoft ontem, depois do fiasco que ela teve no evento de revelação do Xbox One, ela decidiu investir tempo no que importa: jogos. Ela fez isso muito bem, mesmo para os jogos que serão multiplataforma como no Metal Gear Phantom Pain (vídeo acima) e Battlefield 4, quanto para dar um gostinho nos exclusivos que estão por vir, como Killer Instinct (FINALMENTE!) e Forza 5.

Tendo os nheco-nheco televisivos de lado (mas não totalmente eliminados), ela anunciou parceria com o site de transmissão de gameplays e vídeos sobre videogames em geral, a Twitch.tv, o que é algo bem maneiro, já que há muita gente que acompanha gameplays e coberturas de eventos de videogame por lá e eles têm servidores de sobra pra aguentar o volume de vídeo sendo feito à cada dia. Além disso, uma engine onde jogadores poderão criar jogos, de maneira independente ou coletiva, também parece bem promissor, ainda mais pra quem tem como sonho montar um grupo Indie ou simplesmente criar um jogo do jeito que quiser.

Infelizmente, ela cometeu seus deslizes também. Primeiramente, o preço. US$ 500 por um novo console, mesmo tendo o novo Kinect, não pareceu muito atraente ao público, ainda mais pelo fato de ser um console com trava de região (ou seja, rodará apenas jogos da mesma região que ele foi produzido... nada de visual novels ou Final Fantasy com dublagem foda se seu One não for japonês, no caso). Os jogos infelizmente pareceram "mais do mesmo" tirando um exclusivo ou outro, e muitas dúvidas ainda não foram esclarecidas no evento, como o lance de jogos usados e, se caso houvesse uma queda nos servidores da Microsoft se todos os X-Ones virariam tijolos pretos.


A conferência da Sony causou geral e atiçou todos os gamers em relação com o que eles já tinham visto no resto do dia. Claro, ela começou disfarçando, falando do PS3, Vita (eles QUEREM que você compre um!) e de alguns novos serviços que a companhia estava tramando como... parceria com a Warner Bros.? TV?? Ah, e pensar que criticaram tanto o One quando anunciaram interatividade entre videogame e Tv...
Mas esses momentos foram breves, e depois de uns 15 minutos após o começo da conferência, ela finalmente revelou o design do PS4, e mesmo tendo divergências no design escolhido, a Sony não deu brecha para mais nada, exceto jogos. Final Fantasy XV e Kingdom Hearts 3 estavam com visuais bem bacanas (e até agora não estou acreditando que, nessa altura do campeonato, Kingdom Hearts vai virar multiplataforma), Killzone Shadow Fall e Infamous Second Son estavam com gráficos de gameplay igual ao de muitas CGs de jogos recentes, teve uns demos básicos de Watch_Dogs e Assassin's Creed Black Flag, e o novo jogo da Bungie, Destiny, tava pirocudo mesmo.

Ela cometeu seus deslizes também, como as travadas no meio do gameplay de Assassin's Creed e uma bem preocupante no começo de Destiny, mas logo ela compensou tudo e a todos: console sairá por US$399 (100 pila a menos que o One), aceitará jogos usados tranquilamente, não precisa estar conectado pelo menos uma vez por dia e pode jogar qualquer jogo single-player offline, além das notícias que liberaram após a convenção, como de não ter trava de região e de ainda poder ter versões com preços diferentes. Mesmo tendo que pagar conta na Plus pra poder jogar agora, é vantagem atrás de vantagem.


Tivemos ainda hoje também a Nintendo Direct da Nintendo (duh!) especial de E3, recheadas de muitas surpresas e mais detalhes de outros jogos que ela já havia anunciado. Novo pokémon X/Y teve mais gameplay e uma data de lançamento confirmado, Mario 3D World saindo pro Wii U no final do ano, Mario Kart 8 pro ano que vem, mais jogos e serviços para casuais, Donkey Kong, Wind Waker em HD nos próximos meses, e claro, o mais aguardado de todos: um novo Super Smash Bros., com direito à Megaman, um personagem que realmente marcou a história da Nintendo.

Há quem diga que essa Nintendo Direct "especial" não teve nada de muito surpreendente (MENOS X, você terá que adimitir que X tá bonito à beça!) ou que simplesmente divulgou jogos first-party porque está perdendo suporte de empresas third-party como a 2K e até mesmo da EA, mas eu acho que, de um jeito ou de outro, a Nintendo está, lentamente, construindo uma biblioteca bem diversa e interessante de jogos tanto para o Wii U e para o 3DS. E ela está dando um lance de esperta até, pois ao invés de investir em games hardcores como PS4 e X-One, ela continua jogando do seu jeito e agradando o público de seu jeito especial.


Agora que os consoles foram apresentados e cada um já teve a sua falha pra algum fanboy de outro console (ou mesmo PC gamers) cutucar, há pouca coisa que pode ser consertada a esta altura do campeonato. O Wii U está recebendo jogos mais bonitos e tentadores e, segundo rumores, pronto para dar um upgrade no seu HD (e quem sabe, melhorar ainda mais o seu preço), e o Xbox One e PS4 já estão sendo fabricados e acumulando estoque para as vendas de final de ano, o período de maior vendas no mundo inteiro. As decisões sobre qual caminho as empresas vão escolher  estão praticamente seladas, e a menos que elas tomem uma grande dose de vergonha na cara, dificilmente elas vão mudar radicalmente algo que eles já anunciaram (pense, essas empresas pagaram um pessoal para tomar tais decisões críticas. Revogar tais decisões seria como jogar dinheiro investido fora).

Para nós, brasileiros, não devemos simplesmente comemorar ou criticar os anúncios das empresas porque, pra começo de conversa, esses consoles já vêm (e virão) bem mais caros para o Brasil (como o X-One, com preço previsto de mais de R$2000,00, fora que ainda nem sabemos se a assinatura da Live Gold, DLCs e jogos next-gen vão aumentar ou não... isso inclui os do PS4 também, viu?) e que a velocidade média da nossa internet não é lá essas coisas comparado com muitos outros países (e com os jogos requerendo cada vez mais o online em seus jogos, já viu no que isso vai dar, né?). Para amenizar tudo isso, tanto a Microsoft e a Sony anunciaram que suas assinaturas "premium" também renderão jogos gratuitos para os assinantes, e coisas de graça é sempre bom (ao contrário de poder salvar na "nuvem"... sério, como se 500GB de disco rígido já não fosse suficiente)... engraçado a Nintendo não fazer o mesmo...

Ainda é cedo para decidir compra nos consoles (se bem que poucas coisas podem mudar minha decisão de comprar um PS4, do jeito que as coisas estão indo) e com certeza ainda teremos mais informações sobre os três consoles e seus jogos de final de ano nas próximas semanas, o que incluirá informações que aliviarão os fãs, mas que também poderão acabar com os sonhos de outros. Só nos resta esperar os poucos meses que faltam para uma nova geração de consoles se instalar definitivamente e se convencer de que ela veio pra bater de frente até mesmo com seus antecessores, de bibliotecas lotadas de jogos de todos os tipos e apoio de outras empresas Indie (pois demora para uma empresa Indie adaptar seu desenvolvimento entre consoles e entre gerações).


E você? Na sua opinião, qual console será o melhor e por quê? Acha que a Sony já dominou tudo? Acha que a Nintendo vai acabar conquistando todo mundo de surpresa? Ou acha ainda que a Microsoft tem um trunfo guardado que fará com que todos ignorem os defeitos e minúscias do seu console? Deixe o seu comentário!

Out.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O que será da próxima geração de consoles e seus jogos?


Hoje a postagem será num tom diferente que o usual. Aqui no blog eu gosto de falar sobre os jogos em si, de visual novels até RPGs. Hoje veremos os consoles em si, num post um tanto polêmico que eu já aviso de antemão que você pode discordar com o meu ponto de vista, mas encare isso como um tópico para pensar e não para criticar. Posso não ser vidente para dizer o que acontecerá com certeza, mas é uma boa previsão se for considerar o mercado de games atualmente.

E caso você não saiba, o mercado de games está em CRISE. No ano fiscal de 2011 (que vai de março de 2010 até março de 2011), a Sony teve um prejuízo bilionário: 5,7 bilhões de dólares pelo ralo devido as suas vendas cada vez mais baixas em eletrônicos e na área de consoles e softwares first-party (desenvolvidos pela própria Sony ou alguma filial da mesma). A Nintendo, que sempre esteve no verde na época em que todos reclamavam do RROD do Xbox 360 e do preço abusivo do PS3, está em sua inédita sequência de 2 anos no vermelho, em 2011 e 2012, com perdas respectivamente de 460 e 366 milhões de dólares por causa da baixa absorção do Wii U pelos consumidores e da falta de títulos bons para o 3DS que só tá começando a ficar melhor neste ano. Até a gigante Microsoft que lucra mais com pacotes Office do que desenvolvendo jogos postou que sua divisão do Xbox está perdendo a força, tanto na parte dos consumidores que ficaram espertos e desviaram do Kinect quanto os que simplesmente estão esperando a próxima geração de consoles.

A saída, vocês puderam ver nos últimos meses: uma nova geração de consoles para dar aquele ar de "novidade" no mercado. Agora, todo mundo está delirando para ter um console de 8ª geração, babando nas tech demos de engines de nova geração e trailers de jogos que estão por vir (por mais que esses trailers sejam pré-renderizados, ou seja, não estão rodando literalmente em tempo real por um console e, portanto, não terão gameplay naquele look) e nas especificações técnicas do PS4 e do Xbox One. Comparações entre "qual será melhor" ou "qual venderá mais" você vê aos montes pela internet, mas não é aí onde quero chegar.  A questão é os jogos, pois algo que pouca gente percebeu é que os jogos cada vez mais estão sendo tratados como serviço do que produto, algo que pode fazê-lo abrir melhor os olhos tanto para o lado das empresas que você tanto ama quanto para o lado do quanto você está disposto a gastar em entretenimento eletrônico.


Nos dias de hoje, não basta você pagar 60 dólares ou 160~180 reais em um jogo de lançamento. Às vezes o próprio jogo lhe incentiva a comprar um map pack maneiro ou uma arma nova ou até mesmo um modo de dificuldade adicional para o jogo, isso quando não o cobra para jogar online (né, Microsoft?) ou te obriga a ficar sempre online mesmo quando for jogar uma horinha de single-player para evitar que você faça alguma peripécia ilegal. Apenas como um reforço do que estou dizendo, a própria Activision fala que um jogador médio de Call of Duty gasta mais de 70 dólares apenas em DLCs e afins, quantia que ultrapassa o valor do próprio jogo original.

E nenhum jogo que se disfarça de bonzinho está a salvo do capitalismo: jogos de facebook e F2P (free-to-play) vira e mexe lhe incentivam a comprar algum personagem novo ou comprar mais "energia" para você jogar mais sem ter que esperar 5 minutos, ou incentiva você a comprar itens que melhore os atributos de seu personagem (tipo o esquema de runas em League of Legends) ou mesmo para simplesmente comprar uma skin para deixar o seu personagem mais único. Jogos para celulares que custam mereca ainda incentivam você a comprar o próximo jogo da série, e se for de graça, pior ainda, pois além disso ele irá te pressionar a comprar a versão full ou lotar a tela do seu celular/tablet com anúncios de restaurantes americanos e produtos de maquiagem importados. E se você acha que para os jogos de consoles portáteis como o Vita e o 3DS, sinto lhe informar, mas até lá eles encontraram um espaço para crescer.

Como se não bastasse, basta você entrar na Live ou na PSN para ver trocentas "ofertas" de DLC e jogos para baixar, músicas, filmes, e até mesmo episódios de seriados atuais. Não há conforto se você não desembolsar um dinheirinho, e mesmo desembolsando, você é coagido a comprar cada vez mais coisas, parte por impulso, parte por se deparar com uma oferta realmente irresistível. Assim como nos comerciais televisivos, é como se você estivesse "ficando para trás" caso não compre aquele determinado produto ou jogar aquele determinado jogo,


"Tá... e onde você quer chegar com isso?"
O pior é que eu não digo que este novo formato esteja totalmente errado, pois no ponto de vista das empresas, jogos mais complexos são mais caros de serem feitos, e como a etiqueta de "US$60,00" para jogos novos não mudou desde a época do nintendinho, elas devem encontrar novos métodos para conseguir dinheiro para cubrirem o dinheiro investido e lucrar, ainda mais se estivermos falando de um jogo que não faz parte de uma franquia ou produtora super famosa. A questão é que os jogos estão deixando de ser, simplesmente, jogos, e estão tentando ser outra coisa: um ponto de vendas. Se você é uma daquelas pessoas que mal assiste televisão atualmente para ficar na frente do PC e do videogame porque TV ficou sem graça e não atura comerciais, melhor arranjar desculpa melhor, pois a Microsoft já criou patentes para mostrar comerciais de acordo com o seu humor e a Sony para comerciais interativos.

Eu chego a dizer que a próxima geração de consoles poderá tender para dois lados: o lado comercial, e o lado hardcore, e se a Steam não apressar logo seus planos para o seu próprio console, diria que o primeiro tem fortes chances de prevalecer. Por mais que os consoles estejam cada vez mais parecidos com computadores que não deixam a sua sala de estar parecer o aconchego de um nerd e cada vez apresentarem mais funções além do ramo de simplesmente rodar um jogo e jogar o jogo, não há como negar que os jogos estão ficando cada vez mais complexos. Dependendo do jogo, talvez não em respeito à história do jogo ou do número de objetos secretos espalhados pelo overworld, mas evoluções significativas nos gráficos, áudio e inteligência artificial cada vez mais realista estão deixando os jogos cada vez mais imersivos, e portanto, deixando o jogador cada vez mais entretido naquele universo. Só que a balança jamais ficará em equilíbro: mais realismo ainda significa maior tempo investido no projeto do jogo, e consequentemente, maior o dinheiro a ser investido, e como a maioria das empresas querem ter o maior lucro possível no menos tempo, elas apenas adaptam o que existe hoje para o console de amanhã, deixando para liberar o verdadeiro poderio da máquina vários anos depois.

Tem aqueles que acham que as empresas Indie e seus projetos em Kickstarter vão mudar um pouquinho as coisas, mas eu acho que não, é simplesmente um meio alternativo para investir em algo que parece promissor e ter retorno (apesar de ter uns projetos bacanas por lá, mesmo sem ser jogos). Sendo a última ou não, a próxima geração de consoles é bem promissora, mas que pode causar um burburinho no mercado devido aos seus tantos recursos. Jogadores casuais podem não gostar do fato de comprar "mais um" console quando já se tem um de uma geração com mais jogos e maior suporte, e gamers harcores podem continuar em seus PCs e aproveitando as ofertas e promoções imbatíveis da Steam. Agora, se eles realmente irão virar as mesas e conquistar gregos e troianos, daí vai depender da E3 e do que mais eles estiverem nas mangas. Só espero que continuem os jogos com histórias bacanas ao invés de apenas investir em multiplayer, pois essa onda já está se acalmando, e ainda tem bastante gente que joga MW2 online e já está satisfeito.


Bom, fiquem com isso na cabeça, pois o post acaba aqui. A gente se vê na próxima, e deixe sua opinião abaixo caso queira, é sempre bom ver mais pontos de vista! ^^
Out.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Xbox One - Um console, uma nova geração, um novo conceito


Esse pode não ser o fim de uma geração de jogos eletrônicos, mas é a transição de uma. O videogame, antes coisa para hipsters e viciados, que tantas vezes (e ainda é) chamado de coisa do capeta ou de percursor da violência nas pessoas, está mudando de conceito. Algo que antes servia apenas para o passatempo trivial após um longo dia de serviço ou depois de finalmente chegar o fim daquela sexta-feira de tarde com aula daquele professor pé-no-saco, agora serve para fazer isso e muito mais, cada vez com mais perfeição, mais detalhes, mais vida, e mais interatividade.

Ontem ocorreu o evento de revelação do novo console da gigante de softwares de Redmond, e muitas coisas bacanas foram reveladas. Durango, Xbox 720 ou Xbox Infinity, antigos codinomes do próximo console da Microsoft foram por água abaixo. Com o conceito de ser o "mestre" da sua sala de estar ou do seu quarto, nada mais justo que chamá-lo de Xbox One, um aparelho que tem de tudo para redefinir o conceito de videogames, em tempos onde a definição de videogame está cada vez mais abrangente.


Piadas envolvendo videocassetes e plágios com produtos da década de 70~80 à parte, o Xbox One conta com uma bela de um "revamp" nas suas especificações técnicas, podendo rivalizar com muitos computadores top de linha atualmente que são montados por não menos que 2 mil reais. Seu desing mudou bastante, e até mesmo o Kinect, o sensor de movimentos patenteado pela mesma empresa, sofreu grandes alterações, deixando de ser aquele sensor instável e impreciso com várias limitações para se tornar um veterano na área, podendo desde identificar até 6 pessoas simultaneamentes e identificar rotações de membros até monitorar seus batimentos cardíacos à distância e notar seus sentimentos, se você está feliz, triste, entediado, com medo, e tudo mais. Nada escapa dos olhos desse novo aparelho.

O controle dele também sofreu algumas melhoras, fazendo o controle foda de antes ficar ainda melhor. Finalmente um D-Pad analógico, antes exclusivo para controles profissionais caros e edições limitadas, as alavancas de controle não terão folga tão cedo quanto antes, os botões start e select saem para dar espaço a equivalentes e com funções bem melhores, e principalmente, os gatilhos do mesmo terão recuo, dando maior sensação de realismo ao pressionar o gatilho, além de simplesmente ter os motores internos melhorados para dar mais realismo a tudo o que acontece na tela.

E o que ele tem de mais além das melhorias técnicas que todos esperavam? Bem, agora você pode assistir TV na sua TV sem ter que mudar de canal no controle remoto (ooohhh!!!). Um funcionalidade quase inútil, diga-se de passagem, mas que pode ser bem implementada se ela pegar aqui no Brasil com os canais de TV digital ou com as diversas empresas de tv por assinatura. Além disso, a sua aquisição do Skype também vai pesar bastante agora. Para quem não se lembra, antigamente o PS3 e o PSP suportavam o Skype, mas agora com a exclusividade da Microsoft, é claro que ela se gabaria disso com "Olha, você pode assistir um filme e conversar no Skype ao mesmo tempo!" ou com um "Conversar com a sua avó no Skype pela televisão é bem melhor que no computador!" e coisas do tipo. Assim como os usuários de tablets com Windows 8 já sabem, o One também contará com o Snap, tecnologia que faz vários aplicativos rodarem ao mesmo tempo, possibilitando você assistir um filme e checar uma crítica ao mesmo tempo, ou jogar e ver um detonado na internet ao mesmo tempo, ou simplesmente assistir um videoclip e procurar mais músicas do artista ao mesmo tempo.


Ok, vimos tudo que o Xbox One fez várias pessoas (ou pelo menos algumas delas) babarem litros... mas... e os jogos? Nenhum videogame pode ser chamado de videogame sem jogos, certo? Bom, nesse aspecto, tudo que tivemos foram promessas. Promessas de mais exclusivos, de maior suporte das empresas, de mais jogos que usem o Kinect e aproveite tudo o que ele pode fazer, e de que os jogos proporcionarão experiências incríveis, tanto jogando sozinho quanto com amigos ou contra o resto do mundo.

Isso decepcionou, mas a Microsoft já havia falado que isso seria melhor detalhado mesmo apenas na E3, quase 3 semanas a partir de hoje. Entretanto, não foi só isso que o pessoal implicou. Na verdade, foram tantas que, caso você não lesse os primeiros parágrafos desse post, provavelmente passaria reto do One. Conectividade online quase que constante para desfrutar (pelo menos uma vez por dia) de tudo que o console terá a oferecer, taxas para jogar jogos usados, taxas para jogar online assim como acontece com o Xbox 360, não haverá compatibilidade com jogos antigos do Xbox 360 ou do Xbox original, seus jogos que você comprou no 360 como XBLA não serão importados para o novo console, controles do 360 e até mesmo o Kinect original não serão compatíveis com o One, e muitas outras perguntas que ainda não foram respondidas e que estão deixando os gamers loucos. Quanto ele vai custar? E no Brasil? Quanto custarão os jogos? Ainda teremos o suporte de empresas indie (independentes) como agora? Teremos que pagar para assistir Netflix? Ele vai virar sucata se alguém tentar burlar as suas entranhas e tentar pirateá-lo? E cadê a Rare? E aquela patente medonha sobre taxar caso muitos jogadores estejam jogando o mesmo jogo num console ou se muitas pessoas forem assistir um filme? Ele funcionará sem o Kinect parrudão? Ela estará gravando constantemente e enviando o filme para a Microsoft para avaliar o comportamento das cobaias e possivelmente mandar esses vídeos para a polícia caso ele faça algo proibido no país ou cometa algum crime, mesmo se o One estiver desligado, dando origem a diversas teorias da conspiração? A lista continua...


A premissa foi bem clara: o One não quer ser apenas um console picudo. Ele quer ser a única coisa que você precisará ter na sua casa. A Microsoft já cantou a bola disso há muito tempo, mas será que o pessoal vai morder a isca? Hoje em dia, bastante gente tem um Blu-Ray e um computador com Skype instalado, isso se não tiverem um tablet com reconhecimento de voz, algo não tão raro nos dias de hoje. Assim como a Sony ainda terá que provar com seu PS4 e a Nintendo está tentando provar com o seu Wii U, a Microsoft terá que usar bons argumentos, tanto jogos quanto aplicativos e funcionalidades, para fazer o povo deixar de jogar League of Legends ou joguinhos de smartphones para comprar um console da próxima geração, algo que prove que a 8ª geração de games é dezenas de vezes melhor que a geração atual. Algo que apele tanto para o jogador casual que apenas quer dar uma jogada rápida quanto o jogador hardcore que quer jogos imersivos com gráficos ultra realistas, do jogador que gosta de um RPG de história bem-contada até o jogador que compra o jogo apenas pelo multiplayer de Call of Duty. A missão não será nada fácil, especialmente nos primeiros anos de vida do console (assim como aconteceu com os novos portáteis, o 3DS e o Vita), mas valerá a pena assistir quem levará a melhor na largada desta nova geração.

Quem será que levará a melhor? Será que o troféu virá para uma das Big 3 atuais, ou será que o mercado de games para smartphones, smartTVs e de outras plataformas como o Ouya e o Project Shield da Nvidia conseguirá desbancar e forçar os consoles aos limites de sua criação? Será que o PC vencerá a batalha que ele já ganha há décadas, ou será que haverá um conceito que nem mesmo o computador conseguirá desbancar?

E que a batalha comece!
Out.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Cobertura: Sony Playstation Meeting 2013

Fusão do Dualshock com o Game Pad do Wii U? Imagina...
Depois de dois dias de imensa dor (é uma longa história), muita gente estava ansiosa pela Playstation Meeting, uma conferência da Sony no estilo dos eventos que ocorrem com a Apple e seus anúncios de novos produtos, onde rumores diziam que ela revelaria algumas coisinhas do PS4 (ou Orbis, ou seja lá como fosse). Bom, eles não só acertaram que o foco seria no PS4, mas também houve muitos trailers, demonstrações de novas engines gráficas e até mesmo gameplays gravados e ao vivo de próximos títulos do novo console como o novo Killzone e Watch Dogs, além de algumas boas surpresas que só quem acompanhou as quase três horas de evento sentiu na pele.

Mas para poupar o seu tempo em ver a livestream gravada de algum site gringo ou no Youtube, vamos ao resumo da conferência!

A aquisição da Gaikai pode não ter sido barata para a Sony, mas nós só teremos motivos para comemorar!
Depois de um lero-lero dos apresentadores falando a história da Playstation e de seu rumo ao futuro dos games, eles confirmaram alguns aspectos técnicos do próximo Playstation, além de estar confirmado que será chamado PS4 mesmo. Sua CPU possui arquitetura x86, podendo trabalhar em 32-bit (precisão simples) ou 64-bit (precisão dupla), contará com uma arquitetura bem similar à do PC para facilitar programação e desenvolvimento de jogos, e ao contrário que muitos rumores diziam, o console terá 8GB de memória RAM. Nada foi dito de sua placa de vídeo, apenas que ela tem memória GDDR5, podendo trabalhar em frequências de, no mínimo, 3600MHz, uma boa melhora comparando com a memória GDDR3 do PS3. O controle modificado para ter display frontal e botão de "share" foi confirmado, abrindo possibilidades para gravar gameplays e live-streams (quem sabe até comentado, conectando um headset no controle) sem precisar de placa de captura, a possibilidade de pedir ajuda para outros jogadores para ajudar em uma parte difícil (tipo como ocorre em Persona 4: The Golden) ou até mesmo controlar o seu personagem para passar dessa parte (prevejo muita trollagem nisso!), além de uma "light bar" que, segundo os desenvolvedores, irá identificar o jogador. Nada foi revelado sobre aquela patente que fizeram de um controle que se divide em dois Move's separados ou algo sobre o sensor biométrico também patenteado pela Sony ou ainda sobre a aparência do console em si ou seu preço, mas como ainda temos eventos grandes para acontecer como o PAX e a E3, devemos ter respostas para isso em breve.

Só conseguiu comprar um PS3 agora? Se danou, meninão!
Após isso, um representante da Gaikai falou sobre o seu serviço de stream de jogos para diferentes plataformas (exatamente, não apenas para PS3/PS4 e PSVita, mas também para os celulares certificados pela Playstation, como o Xperia Play e celulares da HTC), onde deu para entender que jogos das gerações anteriores de Playstation's serão jogáveis, provavelmente por um preço de uma assinatura assim como é com Netflix e similares, e até mesmo jogar jogos de PS4 no Vita, onde o PS4 faz todo o processamento de dados enquanto o Vita vira um controle com telinha mesmo, exatamente como alguns jogos do Wii U trabalha ao passar a tela do jogo da TV para o Gamepad.

Duas palavras que definem The Witness: fascinante e relaxante

Alguns jogos também foram revelados como Knack, Driver Club, The Witness (dos mesmos criadores de Braid), além de novas idéias e engines que várias empresas estão testando como a engine de renderização facial da Quantic Dreams (mesma produtora de Heavy Rain e Beyond Two Souls, esse último será lançado ainda neste ano) e de um "programa" (não me pareceu um jogo, tava mais para proof-of-concept) da Media Molecule que faz modelos e animações em 3D com a ajuda do controle Move. A Square Enix não falou nada de novo, já que a única coisa que ela mostrou foi o demo da E3 de Agni's Philosophy, o que foi decepcionante, já que muita gente está esperando um novo Deus Ex ou quem sabe um Final Fantasy que preste, já que estamos a mais de 10 anos sem um título bom desta franquia. Também foi anunciada o novo jogo da série Infamous: Second Son, onde o personagem principal não será o mesmo que nos dois jogos anteriores, além de um novo jogo da série Killzone, chamado Shadow Fall, que está belíssimo e é bastante promissor. Infelizmente (ou não), não tivemos anúncio de um Gran Turismo novo, God of War ou de algum IP da Naughty Dog para a próxima geração.

A nova engine da Capcom, codinome Panta Rhei. Provavelmente será usada em seus próximos jogos next-gen (ah, um Monster Hunter rodando nisso aí...)
O gameplay de Killzone: Shadow Fall. Eu REALMENTE pensei que era tudo CG até chegar em 4:25

A nova engine da Capcom também promete bastante, apesar de que ela estreou um IP novo (ou será que não, porque o título era provisório? Isso, só eles sabem) ao invés de anunciar algum exclusivo que faria todos babarem para comprar um PS4 neste mesmo segundo (um Monster Hunter 4G ou um remake de Rival Schools?). Também tivemos mais um vídeo exclusivo de Watch Dogs (estranhamente, já que será um jogo multi-plataforma) que deixou ainda mais pessoas com vontade de ter o novo console. Infelizmente, não teve nada da EA ou da Rockstar, mas em compensação, com certeza teremos jogos da Level 5 (Dragon Quest VIII, Rogue Galaxy), Atlus (Trauma Center, Shin Megami Tensei: Persona), Lucasarts (Star Wars 1313) e da Idea Factory (Hyperdimension Neptunia), além de, claro, contar com a Kadokawa Shouten e Bandai Namco, o que significa que teremos potencial para visual novels também (já pensou? Pra quem não gosta, é dela que são os jogos de Soul Calibur, Ace Combat e Tales Of, então vai ser maneiro).

O novo gameplay de Watch Dogs estranhamente me fez lembrar de True Crime... só que foda!

Na última hora do evento, foi revelado uma "parceria estratégica" entre a Blizzard e a Sony, que dará cria a uma versão para PS3 e PS4 de Diablo 3 com algumas coisas à mais como multiplayer split-screen e interface totalmente alterada para facilitar acesso ao inventário e hotkeys, que eu acho que teve uma boa influência de seus competidores, Trine 2 e Torchlight 2.

Então, tá se gabando que Destiny será exclusivo para Xbox...? Seria uma pena... se fosse um jogo multiplataforma, né...
A surpresa sempre vem por último, e neste evento não foi diferente. Contamos com a entrada de ninguém menos que a Bungie, empresa que praticamente só fez jogos para Xbox, PC e MACs e é responsável pela trilogia original de Halo (e Halo: Reach), que divulgou que seu próximo jogo, Destiny, também será lançado para PS3. Há uma explicação bem capitalista para isso: a Bungie entrou em um acordo de 10 anos com a distribuidora Activision, e como ela não é boba nem nada, quer lucrar o máximo possível com seus jogos. Também poderíamos relacionar isso com a vinda de Diablo 3 para o PS3/PS4, já que ela também foi comprada pela Activision há algum tempo, e também foi por um motivo semelhante que a Bioware, produtora da franquia Mass Effect que antigamente só fazia jogos para PC e Xbox, foi comprada pela EA para mais tarde lançar jogos desta franquia para o PS3.

Empresas third-party que já firmaram contrato com a Sony para desenvolver jogos para o PS4
Nada foi revelado sobre datas fixas de lançamento do console e de seus jogos, mas ela confirmou que será lançado no inverno americano, que seria o equivalente aos últimos meses de 2013, muito provavelmente igual o que aconteceu com Wii U e PSVita (pelo menos como ocorreu no Japão), já que é justamente nesta época que as pessoas mais gastam dinheiro. Alguns bons detalhes foram deixados no escuro, como se o PS4 rodará jogos físicos de PS3, se ele terá trava por região, se rodará jogos usados, seu preço, se haverá mudança na "rede social" da Sony, a Playstation Home, ou mesmo se no Brasil o console não custará mais de 2500 reais, mas pelo menos foi um bom evento para se ter idéia do que a próxima geração oferecerá para nós. Agora só nos resta ver quais outras informações e jogos serão revelados nos próximos meses, e o que a Nintendo (pfff... vai apostar tudo no próximo SSM/Zelda) e a Microsoft farão para competir com tantas novidades e inovações que a nova geração de videogames nos proporcionará.

Join the Playstation side of the force! \o/
Bem, eu fico por aqui porque já digitei bastante, mas depois a gente se vê!
Out.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Violência em Jogos Fazem Pessoas Violentas: Você Concorda?


Todo mundo adora domingo. É dia de acordar mais tarde (e dormir mais tarde, caso você ainda esteja de férias ou só estuda/trabalha de tarde), dá pra sair e fazer o que quiser, é dia em que o pessoal geralmente come fora ou faz uma coisa especial para o almoço ou no jantar, ficar bastante na internet e no Facebook, e claro, jogar bastante jogos nos quais ainda falta completar ou simplesmente para desestressar no fim de semana.

... ué, jogos foram feitos para desestressar, certo? É um passatempo, um entretenimento, igual qualquer outro como assistir TV, ouvir música, ler algum livro, e essas coisas. E como qualquer outra atividade, sempre tem aqueles que exageram um pouco na dose. Se ler livro é um passatempo, tem gente que nem sai de casa de tanto livro que tem pra ler, pra assistir TV tem gente que se programa para não perder o próximo capítulo da novela que acompanha, pra usar a internet tem sempre aquela pessoa que consegue gastar seu tempo e fazer uma matéria sobre a (in)utilidade do BBB, e para jogos... é, não é de hoje que crianças e adolescentesse inspiram demais nos jogos e acham que podem sair matando no mundo real e que "é só fugir da polícia".

Os Estados Unidos é um país bem curioso e que já teve acontecimentos envolvendo tudo isso. Desde livros judeus que eram queimados durante a Segunda Guerra Mundial por expressarem muita violência até recolhimento e destruição de CDs de hip-hop por terem letras profanas. Jogos não fugiram dessa discusão toda, e várias vezes foram criticados, desde deixar os jovens mais sedentários e anti-sociais até culpar vários massacres pela influência e fácil acesso de jogos violentos no mercado. De fato, amanhã fará um mês desde o massacre em Newtown, Connecticut, onde um jovem chamado Adam Lanza matou docentes e estudantes do ensino fundamental, com um rifle, após ter matado a sua mãe.


E adivinha? A NRA, sigla para National Rifle Association, uma organização estatal inglesa que realiza eventos esportivos com armas de fogo, condenou exatamente isso, citando jogos violentos como Call of Duty, Mortal Kombat, Bulletstorm e tantos outros, assim como seu número bem expressivo nas vendas do mercado de jogos, condenando o seu conteúdo e alertando do número de jogadores desses jogos. Até certo ponto, até daria para concordar com tal ponto de vista, uma vez que esses jogos até têm que passar por organizações de avaliação do conteúdo do jogo, como a ESRB e a PEGI, e avaliar a melhor idade para que tais jogos são melhores e afins.

... com um único detalhe nessa história toda: Adam tinha 20 anos, que por mais que seja considerado "menor de idade" em certos países, já tinha carteira de habilitação para dirigir e, no estado em que ele mora, sequer precisa de alguma permissão para carregar determinados tipos de armas de fogo, que caso alguém não saiba, são de fácil acesso em hipermercados e lojas especializadas espalhadas pelo país. Por mais que tenham teorias da conspiração sobre esse evento e fontes que ainda divulgam várias informações, às vezes até equivocadas, este não é onde este post quer chegar. Como um post de certa forma mais séria aqui no blog, o objetivo não é ditar a verdade, mas fazer você pensar.

Oras, se um jogo é destinado para maiores de 16 ou 18 anos, tem um motivo para isso. No caso, esses órgãos classificadores de jogos acham que, nesta idade, a pessoa já tem consciência do que ela irá presenciar no jogo e que consegue discernir entre como as coisas funcionam no jogo e como funcionam na vida real. Por mais que atualmente tenha gente por aí de 10~12 anos que já pegou muito mais mulher que muito marmanjo ou que acham que já são adultos pelos jogos, séries e demais coisas que acompanham, para jogos assim serem disponibilizados para todos é algo complicado, ainda que estejamos numa geração onde "nada é proibido, tudo é permitido", onde uma simples busca no Google já basta para achar praticamente qualquer coisa que exista na forma digital.


Sabe, é um assunto muito delicado para se tratar. Confesso que quando eu era pequeno, antes de existir PS3 e Xbox 360 e essa parafernalha toda de jogar online com consoles, eu jogava Resident Evil 2 para Nintendo 64, e olha que deveria ter no máximo uns 12 ou 13 anos aí, bem abaixo do "Rating M" que ficava no cartucho, que dizia que o jogo era aconselhável para pessoas acima de 17 anos. Desde então já joguei Doom, Duke Nukem, Turok, Conker's Bad Fur Day, e uns anos depois, GTA, God of War, Def Jam Vendetta e tantos outros jogos e nem por isso me tornei alguém violento que sai por aí carregando uma 12 nas mãos ou que sai dando porrada em todo mundo. Já digo que até para eroges eu comecei bem antes da idade aconselhável, e garanto que há mais um monte de gente que também joga esses jogos e não têm comportamento tão agressivo ou exagerado assim. De fato que a reação a jogos assim é bem diferente de pessoa pra pessoa, mas quem joga o jogo deve estar preparado para o que vai presenciar ou ser obrigado a fazer. É como se alguém escolhesse ver um filme pornô mas não querer ver uma cena de sexo por achar repulsivo ou seja lá qual outro motivo, ou ver um anime yaoi e não querer ver um beijo entre homens.

Infelizmente ou não, jogos violentos, por via de regra, já vendem mais que jogos mais leves, o que incentiva ao gênero crescer cada vez mais, assim como acontecem em filmes e séries de televisão. Não obstante, já há várias pessoas com seus 14~15 anos (ou até menos) que gostam desses jogos e não vão parar de jogá-los. Por mais que não tenham o jogo, nada os impede de procurar um vídeo no Youtube para saber mais do jogo, ou procurar fóruns que fale mais do jogo ou da série, então proibir o acesso ou a venda de tais jogos não é lá uma das medidas mais vantajosas no ponto de vista das empresas, já que é dinheiro à mais pra elas e não vai limitar o acesso do jogo para a maioria do mercado consumidor de um jeito ou de outro.

Nos EUA, armas de fogo são de fácil acesso, como escrito antes, e como muita gente de lá anda armado, ou no mínimo tem uma arma em casa, digamos que é um ambiente mais propício a acontecer isso, já que os EUA nunca quiseram levar o licensiamento de armas de fogo tão a sério como no Brasil por exemplo, onde a venda (legal) é extremamente limitada e burocrática. Não obstante disso, já tivemos casos de massacres em escolas no Brasil também, e com isso também veio à tona a discussão de programas e jogos violentos. De um lado, o grupo extremista que acha que tudo isso deveria ser mudado, mostrando pesquisas onde jogos deixam as pessoas mais violentas e sem pensar nas consequências de seus atos, enquanto do outro lado temos um grupo menos radical, que acha que tudo isso depende da criação da criança desde os seus primeiros anos, dos valores que a família julgam importantes, e claro, da exposição à conteúdo violento sem a presença dos pais. Ambos têm argumentos realmente convincentes, mas a solução definitiva é bem relativa, pois depende de muitos outros fatores, que mesmo se a pessoa for maior de idade, como foi o caso de Adam, devem ser levados em consideração para evitar que tais tragédias continuem acontecendo.


E você? Qual linha de pensamento você segue? Acha mesmo que jogos violentos deveriam ser restritos para certas pessoas dependendo da idade ou de outras características? Ou acha mesmo que a solução para isso é outra? Comente!

O post de hoje termina aqui. Até a próxima, e bom final de Domingo pra vocês!
Out.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Jogos Usados - E Agora?

A batalha contra a pirataria é uma batalha sem fim. Lembram-se do Gamecube, que diziam que era a solução definitiva contra a pirataria em mídias ópticas? Ou quando o Playstation 3 rodava apenas jogos em Blu-Ray e contava com uma fortaleza em forma de software e hardware para evitar que burlassem o seu sistema de segurança? Ou mesmo na tentativa no mínimo patética de fazer uma nova versão para o PSP que rodava apenas jogos comprados digitalmente na loja digital da Sony? Pois é, a nova geração de consoles está quase aí e a Microsoft e a Sony não são bobas nem nada e querem arranjar jeitos alternativos para o sistema anti-pirataria perfeito. Depois de tentativas frustrantes com o DRM sempre ligado de jogos como Driver: San Francisco e mais notoriamente Diablo 3, onde até mesmo para jogar sozinho deve ter a internet sempre ligada, a Sony preencheu ontem uma patente que pode bloquear jogos usados em um futuro playstation 4, o que alarmou vários jogadores e fórums na internet.

Segundo o documento, o aparelho gravaria uma informação diretamente no disco de jogo ao ser jogado pela primeira vez com o código de identificação do console, e caso o jogo rodar em outro console a partir daí, os códigos gravados na mídia e o código do console não baterão, não executando o jogo e provavelmente mostrando alguma mensagem na tela. Pois é, quem tem um PS3 em casa e vive dependendo de uns sites de compra alternativos ou de algum parente que vai pros Estados Unidos ou pra Europa periodicamente pra comprar jogo usado barato na Gamestop, fiquem preocupados. Ainda mais que os preços de jogos lançamentos em mídia física ainda são bem salgados.


Calma, também não é um novo alarme do fim do mundo. Preencher uma patente não significa necessariamente que o próximo console da Sony será "travadão forever", mas sim que ela, e só ela, pode usar este método caso ela ache conveniente. É conveniente? A menos que a Sony queira dar um tiro no pé, ou fazer igual o Xbox 360, começando os primeiros anos de vida do console no vermelho mas depois arrumando, não. Apesar da Sony estar certo quanto "jogos usados não dão dinheiro para a empresa que fez/publicou o jogo", que diga-se de passagem os títulos mais vendidos do console (não incluindo Call of Duty e derivados, pelo amor de Kami-sama) são feitos ou publicados por ela ou uma de suas filiais, a venda de jogos usados faz o dinheiro circular entre diversas companhias de jogos. É como se você tentasse comprar um carro: se você acha que o seu carro "perdeu a graça", ou simplesmente quer outro melhor, mais potente ou mais bonito, você não vai guardar dinheiro para comprar mais um carro, mas sim vender o seu antigo para comprar o novo. Afinal, sempre terá alguém disposto a comprar o seu primeiro carro como um usado, para não pesar tanto no orçamento.

É um exemplo de certa forma exagerado, mas que vale para games. Muita gente troca ou vende seus jogos para comprar outros jogos, que do contrário não conseguiriam obter. E isso pra eu não ter que citar os milhares de exemplos de jogos independentes que conseguem dinheiro através de micro-transações dentro do próprio jogo, Planetside 2 e Guild Wars 2, os de jogos que cobram apenas um certo preço por mês para jogar como World of Warcraft e Star Wars: The Old Republic, e pra acabar de vez, a Steam, que disponibiliza jogos apenas em formato digital, mas que cobram preços ridiculamente baixos (sem contar as promoções, claro) e ainda conseguem ter um lucro ferrado.

É só um meme random. Prossiga.
... pois é, depois da patente da Microsoft sobre anúncios no meio do jogo, o Kinect que vigia quantos jogadores estão olhando para a TV para calcular preços de filmes e séries para download e o Wii U continuando com a (merda de) trava por região, as empresas de jogos estão ficando cada vez mais desesperadas para conseguirem mais dinheiro dos gamers e demais jogadores de plantão. Triste. Eu realmente espero que a Sony não use essa tal patente no seu novo Play4. Afinal, o Wii U já saiu e não bloqueia jogos usados, então se isso acontecesse com o console da Sony, o console da Nintendo já teria uma certa vantagem.

Claro, a empresa tem todo o direito de querer conseguir dinheiro onde ela quer. Exemplo clássico é o Youtube, onde muitos canais famosos vivem apenas de visualizações em seus vídeos, cada um tendo anúncios antes, depois e ao lado do vídeo. Todo mundo reclama, mas de um jeito ou de outro cada um já criou uma certa resistência aos 5 segundos no começo de cada vídeo e continua assistindo os vídeos no site ao invés de migrar para outros sites. Com jogos é a mesma coisa, já que antes todo mundo reclamava que o Xbox só jogava online se pagasse, mas bem que todo mundo paga pra jogar um Halo ou um Gears of War online, e olha que até hoje o Xbox 360 tem mais vendas que o PS3, que possui online gratuito. As empresas sabem que o consumidor escolhe consoles na base de seus jogos e demais serviços que ofereça, desde ter suporte ao Netflix e Crunchyroll até rodar Blu-Ray e os chamados jogos first-party, os exclusivos para aquele console, e que se não fosse por eles, teria ainda mais gente jogando no PC. Só nos resta saber quais vão ser as cartas nas mangas da Sony e da Microsoft (tirando o controle híbrido Move-Dualshock e o Kinect 2) para fazer a balança se equilibrar.


E você? Acha que jogos usados devem continuar normalmente a serem vendidos e aceitos na próxima geração de consoles? Ou acha que isso impedirá que os moleques haters de 12 anos de idade a infestar os servers de diversos jogos (ou seja lá o seu motivo)? Comente!

Eu fico por aqui por hoje. Até amanhã pessoal!
Out.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Kinect - Win ou Fail?


E quem que não conhece o Kinect? Anteriormente conhecido apenas por "Project Natal" e desenvolvido com a ajuda de brasileiros, o Kinect tentou revolucionar os games como conhecemos ao realmente introduzir o conceito de "você é o controle!", que até virou uma certa frase feita para o aparelho. Podendo detectar ondas infravermelhas e os diferentes membros de cada pessoa, além de poder reconhecê-la através da voz e da forma física, o jogador pode controlar o jogo com gestos do corpo, tanto sentado quanto de pé, e comandos de voz específicos.

Devido à sua exclusividade para apenas o console da Microsoft e com um grande apelo para os gamers casuais, há quem diga que até mais que o Wii, o Kinect por si só alavancou as vendas de Xbox como nunca, mesmo depois de tantos problemas (quem que não se lembra do Red Ring of Death?) e de uma concorrência bem acirrada com o Wii, o console mais vendido em seus primeiros anos de vida, e do PS3, que oferecia multiplayer online gratuito e os títulos exclusivos que fizeram parte da infância e da adolescência de muitas pessoas. Agora, com o Xbox 360 praticamente obsoleto com a largada da nova geração de games iniciada pela Nintendo e devido aos fortes rumores do sucessor do PS3, o Orbis, ser lançado para o público já no segundo semestre de 2013, será que a aposta num novo Kinect para a próxima geração é uma aposta certa? Ou será que é apenas uma tacada arriscada para inovar o mercado de games, que pode dar certo ou não?

Antes de responder, vamos lembrar que o Xbox 360 foi lançado em Novembro de 2005, ou seja, já é um console 7 anos ultrapassado, e com isso vem suas limitações de memória RAM (sabia que ele só tem 512MB?... pois é, meu PC tem 2GB e nem roda Need for Speed Underground >.>) e de processador, então lançar um Kinect melhorado para a próxima geração até faz sentido, além de que a Microsoft já praticamente confirmou que a nova geração do dispositivo suportará maior precisão de movimentos, varredura de movimentos para até 4 jogadores distintos, e a habilidade de se adaptar à sala de estar ou quarto onde esteja instalado, não necessitando mais que se mova móveis para dar espaço para os movimentos do jogador.

E pra quem acompanhou a E3 este ano, viu que o Kinect ainda tem umas cartas na manga, como os sutis comandos por voz do novo Splinter Cell (vídeo abaixo) similar a como foi em Mass Effect 3 e nas atualizações posteriores de Elder Scrolls V: Skyrim (e que vai ter em Dead Space 3, como foi confirmado recentemente), além dos diversos jogos que repetem a mesma fórmula vencedora de antes como Just Dance e Dance Central e os títulos que estão pegando a atenção do pessoal como Fable: The Journey e o futuro Epic Mickey 2.

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Mas também tem os momentos "vergonha alheia" né... (tipo o do vídeo abaixo), e que, apesar de ter algumas dezenas de jogos, vendidos em mídia física ou não, com suporte ou exclusivos para o Kinect, muitos deles não passam de tentativas horríveis em tentar demonstrar o potencial do Kinect, como Sonic Riders (jogado no vídeo abaixo), Fighters Unchained, Steel Batallion, Harry Potter and the Deathly Hallows Part 1 (tanto que a parte 2 nem tinha suporte pra Kinect, né...), e como se esquecer dos EPIC FAILS de Star Wars Kinect e Dragon Ball Kinect, que provavelmente acabou com a infância de muita gente que esperava por alguma coisa dos jogos.



A idéia da Microsoft em criar um aparelho para usar gestos e frases como comandos para os jogos seja uma idéia brilhante, a empresa ainda terá que investir uns bons milhões em pesquisa e desenvolvimento e em equipamentos de precisão cada vez melhores para Kinect no futuro. Por mais que tenham jogadores que jogam sério os comandos explicados no manual e no jogo, sempre tem aqueles jogadores que querem se mover igual um boneco de posto de gasolina pra ver se faz alguma pontuação em jogos de dança, ou dizer frases diferentes do explicado, por mais que use sinônimos para isso, em certos comandos ou até mesmo tentar ver as reações de diferentes frases ditas, desde típicos "Olás" até mandar o cara pra vala. Configurar um aparelho para ser realmente interativo, ao invés de apenas ter suporte para algumas frases e gestos, vai exigir uns bons anos de desenvolvimento pela Microsoft, por mais que ainda não tenhamos visto nenhuma tech-demo do novo Kinect e suas habilidades.

Eu, honestamente, acho que o Kinect novo será uma surpresa, agora se a surpresa vai ser boa ou não, vai depender do suporte das empresas third-party e da capacidade dos jogos. Jogo de dança por jogo de dança são legais, eu até curto Dance Central (e já joguei muito, um dia joguei tanto que minhas pernas doeram nos 4 dias seguintes), mas já digo que jogos de minigames como Kinect Sports e Kinect Adventures vai vender uma ou outra cópia só, já que não é todo mundo que quer gastar 60 dólares pra ter 5~6 minigames quando se pode comprar infinitos games gratuitos na Google Play ou na AppStore da Apple para tablets e smartphones, fora o fato de ter que gastar uns 100~150 dólares por um Kinect caso você teve suas dúvidas e escolheu apenas o console. Eu mesmo digo que não compraria um Kinect só para jogos de dança e de minigames, e como os demais jogos que não são desses tipos são horrendos, eu vou esperar mesmo o que a Microsoft vai fazer pra Kinect V2 e ver que bicho que dá.

E você? Acha que o Kinect foi, de fato, uma revolução nos games? Acha que ainda precisa de algumas melhorias? Acha que a Microsoft tá guardando sua cartada de mestre pra próxima geração? Ou acha que games devem ser no controle e ponto final? Deixe seu comentário aí embaixo. Eu quero ler a sua opinião!

Isso é tudo por hoje gente. O blog volta à ativa (finalmente!) agora, e a gente se vê amanhã o/
Out.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Hoje é Domingo, pede vídeo!


Opa, fala aí pessoal, tudo tranquilo com vocês neste Domingo?

Pois é, ontem nós não tivemos um post aqui no blog, mas hoje temos uma surpresa: mais um vídeo do nosso canal do Youtube (finalmente!). É o mesmo esquema que os outros vídeos da série, mas temos um membro novo participando do vídeo e tá bem legal, modéstia a parte.

Você pode ver o vídeo aqui, de preferência no site do Youtube para você poder mandar um comentário pra gente ou mandar um jóinha no vídeo ^^


O post foi só pra isso mesmo. Teremos mais partes de nós jogando, então fiquem ligados para saber quando irei postá-los xDD

Valeu, e tenham um ótimo Domingo o/
Out.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Mass Effect - Franquia Infinita?


Há muito tempo, neste mesmo planeta, havia um jogo exclusivo da Microsoft chamado Mass Effect. O jogo, produzido pela Bioware, mesmos criadores de Star Wars: The Old Republic, pessoalmente um dos meus jogos favoritos da franquia Star Wars, foi lançado como uma cartada para que aumentassem as vendas de Xbox com a criação de um título exclusivo para a Microsoft (apesar de alguns meses depois eles lançarem para PC também).

Certo dia, a Eletronic Arts viu potencial no jogo, e comprou a licença da Microsoft para distribuí-lo, possibilitando assim as versões para PS3, apesar da versão do Xbox sempre ter alguma coisa à mais em relação aos jogadores do console concorrente. Desde então, Mass Effect, especialmente após a segunda iteração do jogo que foi um salto imenso em todos os aspectos, ainda mais na história e nos visuais, se tornou uma das franquias mais renomadas no cenário contemporâneo de games

(eu não quero incitar brigas sobre o final de Mass Effect 3, e a correção que fizeram depois, e blá blá blá. Isso aí fica pros vídeos de hate no Youtube, que por sinal tem vários)


Em entrevista recente ao site de notícias de games VG247, um dos produtores da Bioware Montreal disse que o próximo Mass Effect não terá nada à ver com o Comandante Sheppard (ou seja lá qual nome você deu pra ele), e que este jogo terá um enfoque muito diferente que a trilogia original. Apesar de demais detalhes estarem bem debaixo dos panos, apesar disso confirmar um novo jogo da franquia no futuro, o destino da franquia está incerto.

Eu fiquei triste ao ver esta notícia. Não pelo fato do próximo jogo não ter o capitão kick-ass ou os personagens que já nos acostumamos nos jogos anteriores, mas sim pelo destino que a franquia está seguindo. Esta história não é lá tão original, pois quem acompanha notícias de Star Wars, Star Trek e qualquer HQ de super-herói sabe que, como produtor gosta de dinheiro, ele vai expandir uma franquia que está dando dinheiro nos demais meios. Sendo mais atual, basta ver as franquias Dead Space, Halo, Dragon Age, Resident Evil, Assassin's Creed, Need for Speed e Uncharted, que começaram apenas com seus joguinhos e agora você pode facilmente encontrar, dependendo dos casos até oficialmente em português, livros, HQs, graphic novels e o diabo de fanservice dessas franquias, além de inúmeras fanfics por aí.

O problema não é expandir a franquia, mas sim desta expansão fazer o próprio jogo sofrer. Exemplos clássicos são Need for Speed, que de rachão muito louco virou um misto de simulação com corridas sem graça e repetitivas, Resident Evil, que antes foi um ícone dos survival-horror por aí e agora mais virou um filme com quick-time events (aqueles eventos que você tem que apertar uma sequência de botões ou movimentos com o analógico), e Assassin's Creed, que deixou de lado a história pica brava pra colocar minigames sem sentidos e focar no online.

Mass Effect pra mim foi uma franquia muito ferrada, estilão Star Wars só que com muito mais liberdade (no aspecto da exploração dos planetas e liberdade das escolhas no jogo)... e poxa, ficção científica com branching story (aquelas famosas histórias que não possuem um final único, como muitas Visual Novels) é uma fusão perfeita de um jogo foda e que vale muito o dinheiro investido. Seria um baita desperdício se visse um jogo deste estilo virando um simulador de naves ou um Third-Person Shooter com uma pseudo-história de fundo (não é verdade, Binary Domain?)... e nem preciso dizer que seria pior ainda se virasse uma franquia serializada como NFS, CoD e Battlefield, que têm jogos todos os anos.


O que vocês acham? Acham que Mass Effect vai continuar sendo uma franquia foda mesmo sem o Sheppard? Ou acha que a franquia "já deu o que tinha que dar" e é melhor a Bioware se preocupar com um novo IP? Diga o que você acha!


Quanto à mim, estarei indo pro meu cafofo. Até a próxima pessoal!
Out.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Wii U - Data de Lançamento e preço revelados!



Ansioso para os consoles da nova geração? Chega de especulação então, pois a Nintendo abaixou as cortinas de vez e revelou tudo o que tem direito sobre o Wii U

O vídeo completo você pode ver aqui embaixo, mas se quiser uma tradução, leia o resto do post.

Pouco depois da apresentação inicial do vídeo, podemos ver que (sim, o controle é maior que o console, mas fora isso...) a tela do Wii U terá suporte para resolução 1080p Full-HD, conta com 2GB de memória interna, a tão idolatrada habilidade de mudar o jogo da TV para o controle-tablet, maior rapidez na leitura dos discos (sim, 25GB por disco, tá na cara que é Blu-Ray), compatibilidade com jogos de Wii e sincronização da Wii Ware (resumindo, você continuará a jogar os jogos baixados do Virtual Console do Wii para o Wii U, supondo que a sua conta seja a mesma, sem pagar mais nada).

Além disso, eles prometem que o hardware do console é poderoso o suficiente para evitar latência entre a comunicação entre console e controle, ao mesmo passo que o controle-tablet terá performance o suficiente para rodar qualquer jogo de Wii U com tal funcionalidade (ele também fala das possibilidades de combinação entre a TV e o controle, como separar menus entre os dois, ambos mostrarem informações diferentes num mesmo jogo, ou ainda de jogos que podem usar Wiimotes, o controle-tablet e a TV tudo junto). Alguns jogos foram detalhados também, como New Super Mario Bros. U e Nintendo Land e seus preços para compra e download (5985 e 4985 ienes para a compra, respectivamente, ou 155 e 130 reais, e uns 7 reais à menos para o download), e demais periféricos e seus preços, sendo que os Wiimotes com motion plus e os nunchuks permanecerão com os mesmos preços.

O Wii U será lançado, pelo menos no Japão, em dois pacotes. O Basic Set incluirá apenas o Wii U, o Game Pad (o controle-tablet), cabos AC para o controle e o console e um cabo HDMI, com direito à um cartão de 8GB para armazenamento de arquivos diversos, enquanto o Premium Set incluirá tudo isso mais suportes para o console e gamepad, tudo isso na cor preta e um cartão de 32GB, além de acesso ao Premium Network com conteúdo exclusivo, mais barato e com lançamento antes da network normal (é o mesmo estilo da PSN, pra quem usa normal e que é membro PS Plus).... é, nenhum dos dois pacotes incluirá os Wiimotes ou nunchuks, com a desculpa que já há várias famílias que já os tem por já terem o Wii original.

A data de lançamento do Wii U será no dia 8 de Dezembro deste ano, no Japão. O Premium Set custará 31.500 ienes (aprox. 820 reais), enquanto a versão mais pobre sairá por 26.250 ienes (ou 680 reais). Para os EUA, o Wii será lançado no dia 18 de Novembro (sim, antes do Japão... olha só!), com versões de US$ 299 e US$349, sendo que a versão Premium nos EUA incluirá o jogo Nintendo Land. Na Europa, o console será lançado no dia 30 de Novembro, mas os preços não foram revelados ainda. Nos demais países (Brasil!), o console será lançado em 2013, ainda sem preços definidos.


...Claro, poderia falar mais alguns parágrafos do Wii U, como o TVii, que possibilitará o Wii U se conectar com serviços como Netflix e Hulu com suporte para comentários de quem estiver vendo o mesmo programa (estilo Nico Nico Douga) e alguns dos próximos títulos nas suas primeiras semanas de vida, mas deixa isso pra algum blog dedicado.

Eu particularmente achei o console bem promissor, com MUITAS possibilidades para os jogos e inclusive para os modos online dos jogos (se é que a Nintendo pretende lançar seus jogos clássicos com jogabilidade online de verdade), mas ao mesmo tempo acho que grande parte dos melhores jogos do console serão da própria Nintendo, ao invés de ter jogos fodas de outras produtoras. No Wii tivemos jogos bons de empresas tercerizadas como Trauma Center, Xenoblade, Resident Evil Umbrela Chronicles e No More Heroes, mas sei lá, acho que, ou a Nintendo lança uma franquia nova hardcore (que, segundo boatos, já está em produção), ou alguma empresa vai ter que apresentar algo mais hardcore do que... Zombie U... yeeeeeaaaaaahhh...

E você? Tá botando fé na Nintendo? Ou vai esperar para o próximo xbox e ps4? Deixe o seu comentário aí xD


Eu fico por aqui, antes que eu me arrependa. Até mais pessoal!
Out.




terça-feira, 5 de junho de 2012

Primeiras Impressões - E3 (dia 1)

Meu orgulho nerd não me deixou estudar ou trabalhar para ficar vendo as conferências ao-vivo na internet de todas as companhias ontem. Como não tenho notícias boas do universo otaku agora e E3 é algo que acontece apenas uma vez por ano...vou postar aqui algumas das minhas reações com as conferências das empresas, e em geral.

- Microsoft:


A primeira conferência foi da Microsoft e foi pesadamente focada no novo software do Xbox 360, o SmartGlass, que faz com que o xbox suporte celulares com tecnologia Windows Phone, Android e Iphone/Ipads. Além disso, a Microsoft revelou suporte adicional para o Kinect em mais 12 línguas na próxima atualização da Live, parceria com a Nike para alguns jogos de ginástica, suporte com Windows 8, e como esperado, notícias sobre os próximos jogos dela como Halo 4 e o novo Gears of War.

>A surpresa: Suporte para celulares Android e tablets da apple, o que sinceramente esperei ser algo exclusivo para o Windows Phone. Fora isso, nada de mais. Também fiquei impressionado com o suporte kinect para o novo jogo Splinter Cell: Blacklist. Também, Dance Central 3, porque sou muito fã da série.

>O desastre: Não houve nenhuma revelação de um novo ip da Microsoft. Fora isso, o show, ao invés de acabar com chave de ouro, ou uma grande revelação, acabou com... CoD Black Ops 2. Lamentável...


- EA


Depois, teve a conferência da EA, dando mais detalhes sobre os jogos que havia anunciado anteriormente como Dead Space 3 e Need for Speed Most Wanted (o remake da Criterion, criador da série Burnout), e claro, falando mais um bom bocado de Battlefield 3 e seus novos DLCs, o novo Medal of Honor, e Crysis 3.

> A surpresa: O anúncio de Simcity. Acredite, foi a maior surpresa da conferência deles.Aliás, foi uma surpresa, porque a série teve o seu último título com data de 2003. Um upgrade tão desejado não faz mal a ninguém.

> O desastre: Dead Space 3 com multiplayer drop-in/drop-out (ó a merda q foi Resident Evil 5 comparado com o resto), Need for Speed Most Wanted remake NÃO terá carros tunados como na versão clássica, e TODOS os jogos da EA Sports. Sem exceção. Ah sim, e não falaram nada sobre Star Wars 1313...poderia ter gastado meu tempo com coisa melhor.


- Ubisoft


Ubisoft, pra mim, foi a melhor companhia que se apresentou ontem. Vários jogos bons, várias sequências que, esperadas ou não, estão bem melhores, e claro, novos ips que fizeram a platéia babar.

>A surpresa: Claro, WatchDogs, o melhor jogo não-exclusivo da feira inteira, que está belíssimo.

> O desastre: Muito foco nos títulos para Nintendo Wii U. Sinceramente, não precisava de um foco tão grande que o que foi dado. Interessante para os "nintendistas", mas desinteressante para todo o resto.



- Sony



Por último, teve a Sony. Gostei muito dela, mas ao mesmo tempo, tirando dois jogos, não despertou muito o meu interesse, devido ao fato de focar muito no PSVita e no PlaystationMobile, a cópia do SmartGlass para a Sony.

>A surpresa: De verdade, não quero zuar nem nada, mas eu já sabia de praticamente todos os jogos que anunciaram. Mesmo assim, o próprio PSMobile, que conta com suporte também para celulares Android e de celulares "Third-party", como a THC, e claro, o gameplay de Last of Us, o jogo mais realista que eu já vi até agora, tanto na inteligência artificial quanto nas possibilidades de ação e interação.

> O desastre: Tirando o novo jogo do God of War e Last of Us, nada chamou a atenção da galera. Talvez Beyond, jogo dos mesmos produtores de Heavy Rain, teve uma recepção melhor que a minha, mas as demonstrações da cópia de Smash Bros. da Sony e o jogo de Harry Potter para PSMove foram simplesmente horríveis.


Bom, a conferência tah Nintendo tah acabando já, mas a E3 ainda não. Mais tarde, postarei mais coisas!
Out.