Mostrando postagens com marcador usa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador usa. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Afinal, os jogos podem influenciar os jogadores e seus comportamentos?


Hoje é dia de post da conspiração/treta no blog! Ueba!!

Tá, exagerei, mas o assunto é sério, e antes que você se expresse ou me acuse de algo, leia a matéria primeiro que você vai entender onde eu quero chegar com a postagem.

Jogar é bom demais, disso todo mundo sabe. Serve pra relaxar, curtir um pouco da vida quando você volta pra casa depois do trabalho ou da escola, e cá entre nós, jogar é algo que faz parte da vida de muita gente, jogadores casuais ou não. A questão é que, se você joga mais além dos jogos de Facebook e de plataformas móveis, pode ser que você esteja sendo influenciado sem saber com coisas bem polêmicas. Racismo, preconceito, feminismo, estereótipos, lavagem cerebral, deturpação da história... tudo isso e mais um pouco, quanto mais você se expõe e joga diferentes tipos de jogos, mais você se expõe a diferentes ideias que pouco a pouco se assimilam na sua mente.

Bobeira? Acho que não, e olha que isso não se aplica apenas para jogos, mas em muitos meios de entretenimento aí afora. Quer exemplos? Já reparou que, tanto em jogos (numa maneira geral), animes, mangás e quase tudo mais que você possa imaginar, possui bem mais personagens principais brancos do que negros? Já reparou que séries em geral gostam de usar e abusar de estereótipos de países fora de onde o jogo foi produzido ou a série foi desenvolvida? Reparou nas capas de visual novels onde apenas garotas bem dotadas aparecem em poses chamativas e com os olhos voltados em uma mesma direção, para encontrar com o olhar do comprador? Já reparou que Catherine, um jogo de puzzle desenvolvido pela Atlus, vendeu mais no PS3 do que no Xbox só por causa da diferença das capas? Ou que vendedores de drogas são representados na maioria das vezes por sul-americanos ou africanos? Ou em Revelations: Persona, onde um grafiteiro rapper (branco) da versão japonesa foi "tingido" de preto na versão ocidental? Quantos jogos você jogou (tirando otome games) que possui uma garota como protagonista? Terroristas negros e CT brancos? Por que diabos o Brasil só é reconhecido mundialmente (e até nos jogos e filmes, vida Rio) como jogadores de futebol e pelo samba? 


Uns podem se encaixar mais como jogada de marketing para fazer o jogo vender mais de algum jeito, mas isso não é desculpa para inventar que esses fatores não existam. Assim como a grande polêmica de "será que jogos podem deixar uma pessoa violenta?", a influência do racismo, feminismo e distorções da história são palpáveis e são assuntos staple, onde sempre haverá alguém que defende um "sim" e outro que defende o "não". Não é por menos que há pesquisas sobre isso no âmbito da ciência. Acredite se quiser, até mesmo escolher o sexo do seu protagonista ou a cor de sua pele pode influenciar no jeito que o jogador progride no jogo. Claro, isso tudo sem considerar a comunicação entre jogadores em jogos online.

Somando isso à impunidade mínima que existe na internet e nos jogos para controlar esse tipo de comportamento global, é difícil dizer que tal questão possa ser resolvida nas partidinhas online, mas mesmo se for, nada impede que os desenvolvedores possam acostumar os jogadores a terem visões muitas vezes falsas do mundo, convencendo-os com argumentos viciantes e analogias superficiais. Além de que, realmente, como o jogador possui a escolha de escolher o jogo de interesse, ele é quem decide se ele quer se abrir para novas visões da sociedade ou continuar com a mentalidade de sempre. A influência pode ser mais sublime do que pode parecer.


Felizmente, nem todos os jogos são assim, e é aí que vem a coisa legal de jogos japoneses em especial. Tem jogos que se permanecem neutros nesse aspecto, raramente dando o argumento-chave para que o jogador tenda a escolher um lado, preferindo deixar fatos soltos e dispersos e deixar o jogador interpretá-los do jeito que melhor lhe convier. Visual novels, justamente por terem escolhas no decorrer do jogo, faz com que o jogador tenha livre controle para dirigir a história do jeito que ele bem entender, bem como colocar as consequências de seus atos. Colocando em consideração que tal sistema está cada vez mais presente nos jogos de hoje (GTA, Mass Effect, Elder Scrolls, Star Wars: The Old Republic, Dragon Age, Fable, e até mesmo Call of Duty), os jogos estão ficando cada vez mais interativos e dinâmicos ao inserirem múltiplas linhas cronológicas e finais disponíveis no jogo.

Além disso tudo, jogos assim estimula o jogador a pensar duas vezes antes de tomar uma decisão que pode não ter mais volta, aperfeiçoando sua habilidade de resolver problemas sobre pressão e visão a longo prazo, habilidades tais que inclusive podem ser aplicadas no mundo real e na indústria. Note também que nem estou me referindo à história desses jogos em si, que também têm uma moral no final, implícita ou não, que pode colocar o jogador a refletir sobre aquilo dependendo do seu impacto.

Pode ser também que tais argumentos sejam mais como uma representação mais fiél para o cenário do jogo, por exemplo. Resident Evil 5 tem zilhões de zumbis negros, mas poxa, tudo acontece na África! Não seria meio estranho ter trocentos zumbis brancos no lugar? Ou ter negros neonazistas? Ou gays como protagonistas de eroges? (?) Tais representações podem ser uma conformidade com algum período da história em algum território, e por mais que isso possa doer ou ofender, seja algo essencial para a imersão do jogador no jogo (contanto que realmente tais coisas sejam relevantes). Afinal, não somos todos macacos. Podemos ter um mesmo semelhante biológico ou ter os mesmos órgãos internos, mas isso não quer dizer que todos nós pensamos de maneiras iguais, que temos os mesmos gostos ou que temos nossas preferências. Tudo isso colabora com qual visão nós temos do jogo e do seu sentido, que nem sempre está escrito na tela do monitor. Muitas vezes, é essa subjetividade que deixa o jogo mais interessante, por não ter um "certo" ou "errado" definido, um "herói" e um "vilão", um "verdadeiro" e um "falso".


E isso finaliza tudo, pelo menos por hoje. Mas e aí, quero ler a sua opinião agora: Você acha que jogos são racistas ou oportunistas ao explorarem tais temas? Acha que os jogos têm mais pontos fortes que chegam a suprimir tudo isso? Ou acha que tudo depende da interpretação do jogador?

Até a próxima, pessoal!
Out.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Depois de muito tempo: Chou Dengeki Stryker será lançado dia 28 de Março, em inglês!

Sim, uma das empresas de visual novels que eu mais adoro, a Overdrive, mesma empresa que fez jogos gloriosos (e proveitosos) como Kira*Kira, Deardrops e Boku ga Tenshi ni Natta Wake (Jesus, essa abertura já me dá vontade de chorar toda vez que ouço ela) terá mais um de seus jogos traduzidos para o inglês: Chou Dengeki Stryker, a versão expandida do jogo original lançada e também já traduzida alguns anos atrás.

Originalmente lançado em 2011 no Japão (com sua tradução em 2012), Dengeky Stryker conta a história de Yamato Yuuki, um garoto que, como qualquer um, gostava de brincar de super-herói, especialmente do seu mangá favorito, chamado Dengeki Stryker, que basicamente era uma série shounen típica narrando uma história de um ciborgue e sua luta contra o mal. Um dia, ele se encontra com um estranho homem que garante realizar um pedido que ele tenha... mas, em troca, roubando-lhe todas as suas memórias. Yamato sagazmente aceita a proposta, e vejam só, ele realmente vira um super-herói, pensando e agindo exatamente como ele. Entretanto, com o passar do tempo, o destino acaba por juntar ele e sua amiga de infância, Hongou Haruna, em sua nova escola no ensino médio, e assim, enquanto ela fica confusa com o novo comportamento do protagonista, o super-herói tem que lutar contra os vilões que decidem invadir a cidade em que ele mora... com aquele papo de dominar o mundo, típico de shounen, né.


O jogo original possui três rotas (ou playthroughs, como preferir): uma rota para a Haruna, outra para uma amiga dela (Sayaka), e a última sendo a rota do "final verdadeiro" para o jogo. Apesar de haverem pouquíssimas escolhas durante o jogo em si (apenas três), a diferença entre o que acontece entre as rotas é dramática, valendo umas boas horas (se não dezenas de horas) de leitura para o jogador ler tudo. Além disso, o clássico visual colorido e brilhoso conhecido em Kira*Kira e Deardrops está presente, com a narração e as CGs sendo bem bonitas e apreciáveis.

Como um bônus, para a versão 2.0 do jogo, além de ter novas CGs e eventos nas rotas supracitadas, houve um significativo melhoramento nos efeitos especiais presentes nas cenas de batalha e entre diálogos, uma nova personagem (Kurie) e uma rota dedicada, rotas para as personagens secundárias Kazami Rin e Hiruko... ah, e um novo vídeo de abertura. Tem que ter, senão não tem graça.


Caso queira testemunhar as mudanças com seus próprios olhos, você pode ver este vídeo oficial aqui, ou simplesmente esperar até o dia 28 de Março, dia do lançamento do jogo para download pelos servidores da MangaGamer. Infelizmente, não teremos previsão para uma versão em mídia física (pelo menos não por enquanto), mas caso você já tenha comprado a versão original de Dengeki Stryker, por alguns dólares (mais precisamente, US$ 24,95), você poderá dar um upgrade nessa versão. Ainda é um preço salgado para um upgrade, mas pelo menos tá aí a possibilidade. Melhor ter a opção do que não ter, certo?

Bom, e é isso aí. Sei que faz muito tempo que não posto nada, mas fiquem com essa notícia informativa por enquanto. Até a próxima, galera!
Out.

domingo, 24 de novembro de 2013

ALELUIA! FINALMENTE!! É PENTA! PERSONA 5 LANÇA ANO QUE VEM PRA PS3!!!

Sossega a periquita que essa imagem não é oficial. Mas você pode clicar nela pra ir ao site oficial de Persona 5
Vocês sabem que eu não sou de postar coisas em pleno domingo, ainda mais quando estou ocupado fazendo milhões de coisas, mas essa notícia é sensacional demais para eu deixar que se passe em branco. Depois de muitos anos de espera, mais precisamente, desde o lançamento de Persona 4 no final de 2008 para PS2, no finzinho de sua vida útil (pra fechar com chave de ouro) de um dos consoles mais consagrados da atualidade, estive esperando pela continuação oficial do jogo. Nada de spin-offs de luta e crossovers com personagens chibi, eu queria a próxima iteração do universo maravilhoso e extraordinário da melhor série (na minha humilde opinião) de RPGs da atualidade, Shin Megami Tensei, mesmo que abandonasse a "timeline" de persona 3 e 4, alguns dos raros jogos (junto com algumas visual novels) que marcaram a minha vida até hoje. Neste dia, finalmente, a minha espera chegou ao fim... ou, melhor dizendo, entra agora na sua contagem regressiva.


Hoje pela manhã, o canal do Youtube oficial da Atlus japonesa anunciou, por definitivo, o que seria aquela grande novidade relacionada à franquia Persona que ela já estava prometendo há bons tempos. Teve gente que achou de tudo: uns achavam que foi cancelado após a compra da empresa pela Sega, outros achavam que seria o anúncio de algum spin-off da série, remakes em HD de Persona 3 ou 4, mais detalhes do novo jogo de luta crossover, conhecido como (tente não travar a língua ao falar) Persona 4: The Ultimax Ultra Supplex Hold... mas claro, o maior bulício disso tudo era se, realmente, teríamos notícias sobre Persona 5, que desde tempos mais remotos já tínhamos rumores de que a Atlus já estava produzindo o jogo desde antes de Catherine, aquele joguinho de puzzle tipicamente japonês, feito para asiáticos.

No curto teaser sobre o próximo jogo da série de JRPG mostra poucas informações, mas essenciais para os fãs. Primeiro, que os rumores da criação de uma equipe exclusiva para o desenvolvimento do jogo, o P Studio, se consolidou, e que, de fato, estará envolvido nesse projeto (apesar de termos o logo da empresa já em jogos anteriores). Segundo, como consequência disso e para o alívio dos fãs, teremos todos os grandes nomes envolvidos em Persona 3 e 4 participando na criação do novo jogo, que são o roteirista Katsura Hashino (apesar do nome de mulher, ele escreveu roteiros fodas de Nocturne e até mesmo o de Catherine, além de Persona 3 e 4), Shigenori Soejima (o cara das mãos fodas que faz o character design dos personagens) e Shoji Meguro (além de ídolo de muitos, compositor da trilha sonora dos jogos).

Terceiro, o jogo será lançado mesmo no PS3, como haviam muitos boatos, e que de certa forma ainda alegra a vida de quem tem o console mesmo diante de tanta gente querendo mostrar sua ostentação parcelada em 12 vezes no cartão ao comprar um PS4 ou Xbox One e uns joguinhos na semana de lançamento (mesmo com os defeitos que estão surgindo em ambos os consoles). Se fode aí, você que acha que Rise: Son of Rome ou Killzone: Shadowfall chegarão sequer aos pés do que esse jogo promete ser. Tudo indica que, mesmo os jogos de luta de Persona saindo para Xbox 360, o jogo se tratará de um exclusivo para a empresa japonesa de eletrônicos, assim como praticamente todos os jogos de Shin Megami Tensei lançados dos anos 2000 pra cá.

Por último, apesar de ser um período de lançamento bem abrangente e sujeito a alterações (pelo amor de Kami-sama, não faz isso comigo), estão com a previsão de lançar o jogo no final do ano que vem. Infelizmente, não se sabe se essa data de lançamento se refere ao jogo em japonês, ou se haverá algum tipo de lançamento mundial também em inglês para este jogo, assim como se fez com Pokémon X e Y. De um jeito ou de outro, uma localização do jogo para o inglês será inevitável.


... bom, resumindo, o que podemos esperar do novo jogo? QUE SERÁ DO CARALHO, COM CERTEZA!!!

Já tem um PS3? Então não o venda ainda, pois ainda vai ter bastante lenha pra queimar até surgir um jogo do mesmo gênero realmente do cassete pra bater de frente com este. Não tem um? Aproveita o Black Friday nesta próxima sexta-feira pra comprar o seu de natal adiantado... ah, você tem um Xbox/Wii/um console ancião? Bom, tá na hora de vender o seu... eu estou vendendo o meu Xbox, se alguém aí estiver interessado em comprar, manda e-mail "pa nóis".... (eu tô falando sério -d)

O quê? Play-SemHDMI-4? XimbinhaBox Uãn? Wii U com tomate cru? Ah, ainda tem muita coisa pela frente até eu comprar um deles...


Bom, espero que vocês tenham ficado tão felizes e esperançosos quanto eu com essa notícia. A gente se vê no próximo post. Até lá!
Out.

P.S: Sou fã de carteirinha de Persona, sim, e daí? Além disso, quebrei meu recorde de escrever um post tão rápido xP

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Novos jogos de God Eater 2 e Hyperdimension Neptunia estão dando água na boca




Muita gente por aqui pode adorar Monster Hunter, mas lá no Japão, um dos rivais da série é uma franquia chamada God Eater (renomeado no ocidente como God Eater Burst), que inclusive já rendeu anime, mangás e destaque em conferências locais. Com seu primeiro jogo em 2010 pela Bandai Namco, é uma franquia recente, mas que também abusa da fórmula da franquia da Capcom, e que rendeu bons 1,3 milhão de cópias vendidas em solo japonês desde o seu lançamento, algo destacável já que era um jogo exclusivo para PSP na época, um console que começara a desandar desde então.

A nova iteração para a franquia tem data de lançamento para 14 de Novembro no Japão, e enquanto detalhes na tradução ainda são escassos, o jogo promete trazer ainda mais possibilidades para atacar os bichos gigantes de seu mundo, incluindo novas armas, técnicas, customização e até mesmo um online mais fluido e um modo história dinâmico que dependerá de seu próprio personagem. Além disso, os visuais estão bem polidos, e com essa animação de abertura do jogo pela Ufotable (Kara no Kyoukai e Fate/Zero), tá ficando cada vez mais irresistível não ter esse jogo na mira de quem tem o portátil da Sony.

Você pode também ver o vídeo abaixo e ver com seus próprios olhos o que estou querendo dizer.



Não gosta muito de jogos de ação e prefere algo mais de leve? Bom, temos boas notícias, também para quem tem o Vita.


Até há pouco tempo, o anime de Hyperdimension Neptunia (ou Chou Jigen Game Neptunia, no original em japonês) provou que uma série pode sim misturar personagens e cenários moe junto com uma história bem envolvente e cheio de ação, algo que de certa forma revitalizou os jogos da franquia no Japão e até mesmo aqui no ocidente, onde são traduzidos pela NIS America (que já traduziu trocentos JRPGs das séries Disgaea, Black Rock Shooter, Tokitowa, Ar Tonelico, Atelier e pretende traduzir Danganronpa num futuro próximo).

Aproveitando a hype, a Idea Factory não demorou para anunciar uns trocentos jogos novos da franquia, e dentre eles, remakes dos dois primeiros jogos lançados para PS3, desta vez como ports para PSVita. Esses jogos, por vez, terão seus visuais melhorados, novos inimigos e aliados, um maior número de arquivos de vozes para o deleite dos jogadores, e no caso do remake do primeiro jogo, adaptando a engine original por turno pela engine pseudo-free roaming de Neptunia mk2 e Victory, os jogos mais recentes da série. Pode ser um trailer um tanto desajeitado por se tratar de um RPG, mas caso queira ver as mudanças, o vídeo promocional se encontra abaixo:


O jogo será exclusivo para o Vita e será lançado dia 31 deste mês na terra dos otakus. A NIS provavelmente deve traduzí-lo entre 2014 e 2015, embora nada foi oficialmente anunciado por ela. Além disso, a Idea Factory promete lançar mais jogos, como um jogo com a Noire como personagem principal para o Vita e ainda um jogo exclusivo da franquia. Qual será o jogo e como ele será? Isso, descobriremos nos próximos meses...


Bom, fez muito tempo desde que postei alguma coisa aqui no blog e pode não ser aquela coisa que vocês poderiam estar esperando, mas espero que vocês tem curtido mesmo assim. Talvez a minha correria demore para terminar, mas estarei em breve esclarecendo algumas coisas para todos vocês. Até lá, peço a paciência e colaboração de todos voces ^^

Até mais!
Out.


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Dracu-Riot: Vulgo "Como a realidade pode atrapalhar *e muito* o que ocorre com grupos de tradução"


Grupos de tradução parece ser uma fábrica de maravilhas. Muitos deles não pedem dinheiro para produzir as traduções (a menos que o cara queira tomar um C&D e arriscar ser preso por bobeira), não recebem dinheiro de nenhuma outra empresa, gosta de fazer o que faz, e gosta de lançar traduções de qualidade para que os fãs possam aproveitar o jogo em sua língua nativa, espalhando uma cultura desconhecida para uma área e vê-la ganhando força e se tornando um termo cada vez mais comum, que seja para apenas uma range de pessoas.

Bem, posso ter exagerado (só um pouquinho) no que grupos como a Zero Force Translations faz, mas é bem assim que muitos grupos de tradução veem suas próprias origens. Seja pelo nobre objetivo de fazer uma cultura evoluir, ou simplesmente traduzir um jogo amado pelo dono do grupo e seus membros. Era meio que esse o conceito da Staircase Subs, o consagrado grupo de tradução de Hoshizora no Memoria e que lançou seu primeiro patch de tradução no ano passado e já o fez ganhar bons status no cenário de tradução de visual novels.

Seu segundo projeto, Dracu-Riot, ia indo muito bem, obrigado... exceto que acabou passando por quase um ano com apenas o patch parcial da tradução, com comentários floodando o site perguntando qual seria a previsão para o lançamento da tradução completa... e... a resposta é: pouca chance de sequer lançar tal patch. Por quê? Vida.

Provável reação de sua namorada caso você conte pra ela que traduz/joga visual novels e a convida pra jogar uma.
 Contrariando o que muitos possam pensar, arranjou não só uma, mas duas desculpas (bem plausíveis) para o stall no projeto: primeiro, universidade precisa de uma coisa chamada TCC para completar o curso, a coisa mais chata que você vai fazer na sua vida se você realmente quiser fazer uma boa faculdade e não pagar milhares de reais pra pagar alguém pra fazer isso pra você (além de ser ilegal) (e não, o seu "poder" de traduzir e revisar milhares de linhas em sua língua nativa não irá ajudá-lo tanto devido tantas burocracias na formatação e apresentação). Segundo, ele arranjou sua própria namorada, e aposto que ela deve ter dito umas coisas como "isso é coisa de nerdão forever alone" e o pressionou a essa decisão... mentira, essa parte eu inventei, mas de fato, ter uma namorada come (e muito) seu tempo livre que antes você passava com os amigos fazendo gordice.

Acredite ou não, mas isso foi a gota d'água para que o grupo desistisse da tradução. Não adiantaria continuar com um projeto com zero por cento de chance de completá-lo em tempo hábil para os fãs, que, com razão, querem saber quando a sua sede pelo jogo traduzido será saciada. Besteira? Não, até dá pra entender. Nem preciso falar que até o nosso grupo de tradução tem gente com o mesmo estado civil, e vira e mexe os membros atrasam suas partes da tradução (por desculpa esperrapada ou não). Afinal, do que adianta traduzir algo se você pode experimentar a sensação em primeira mão?

Dracu-Riot em si tem gráficos e personagens decentes, mas nada impressionante. Mesmo assim, tinha bastante gente acompanhando o projeto, o que é muito triste.
O que nos leva à resposta da famosa pergunta "Por que os grupos de tradução vira e mexe surgem e desaparecem?". Porque vida. Porque trabalho voluntário não enche barriga. E mesmo se desse dinheiro, apenas em empresas "grandes" como Manga Gamer, Jast USA, NIS America ou Atlus que você teria alguma chance de se sustentar com o que ganha (considerando os custos de vida por lá, claro) apenas por traduzir textos e menus. E por mais antigo que um grupo amador seja, ele vai se dissolver um dia, seja pelo bem ou pelo mal.

Por outro lado, talvez esse seja o lado evolutivo do cenário de traduções, pois a medida que os grupos antigos saem, os grupos novos entram, mais motivados e determinados a traduzir, completando o que o grupo antigo consideraria impossível ou muito demorado para traduzir. Aqui mesmo no Brasil, projetos de traduções ambiciosas, como a tradução de Clannad pela Extreme VN's e a de Fate/Stay Night pela Ohayo são provas vivas disso (apesar de que sequer sairam notícias sequer sobre a tradução de uma demo pra alegria do pessoal, né), algo que os grupos mais antigos brasileiros sequer sonhariam em traduzir, ou que simplesmente consideraram uma alternativa inviável.

A tradução por grupos independentes formados por fãs é bom em todos os sentidos, e é por isso que temos que nos conscientizar em sempre estar colocando "sangue novo" nessa área, para que sempre haja foco nesse aspecto, e talvez, um dia, falar sobre visual novel seja tão natural quanto falar sobre videogames atualmente, bem como foi na década passada, quando os videogames ainda eram vistos apenas como jogos para "nerds" ou pessoas sem vida social. A disseminação de assuntos assim é o que mantém a nossa humanidade mais atenta aos diversos tipos de entretenimento presente no resto do mundo, e ao invés de só criticar e falar mal, dar meios para que até mesmo essa pessoa possa experimentá-la sem precisar conhecer outro idioma que não seja o que ele já domina, e que a possibilite mudar de opinião e se adentrar no território com curiosidade ao invés de aversão, e mesmo se continuar não gostando, pelo menos que o faça ter bases para suas críticas e motivos próprios ao invés do simples "não gostei".

... erm, mas voltando à Dracu-Riot, a Staircase Subs liberou um novo patch parcial recentemente para download, mas como foi dito antes, ela não estará mais trabalhando no projeto, a menos que até o final do ano não haja nenhum grupo de tradução que queira continuar a tradução. No pior dos casos, os scripts do jogo serão liberados para a internet inteira para quem quer que resolva traduzir o jogo futuramente. Quem sabe não apareça algum grupo brasileiro traduzindo pra nossa língua, hein?

Tá mais vantajoso apostar na Mega Sena em alguns casos...
Bem, isso é tudo que temos hoje. Gostou? Assim espero! Comente, curta nossa página no facebook, e até o próximo post!
Out.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Filme de Madoka Magica está chegando até pros EUA, novo jogo da Compile Heart tem muitos F's


Provavelmente você já assistiu Mahou Shoujo Madoka Magica, certo? Não? Onde você esteve escondido por tanto tempo? Simplesmente o melhor anime de 2011 segundo a revista japonesa Newtype, especializada no assunto e que traz vários pôsteres exclusivos dentro de cada edição, o anime foi animado pela Shaft (Denpa Onna to Seishun Otoko, Bakemonogatari, Hidamari Sketch, ef - A Tale of Memories) e que trouxe muitas emoções para todos os otakus e fãs de anime em geral que o assistiram, tanto os impressionando pela belíssima animação e cenas de batalha até os corações dos mais "maduros" com o seu enredo e desenvolvimento.

O tempo passou, mas como qualquer fã de verdade por uma série, o amor não deixou as memórias dos fãs, e muito menos dos criadores originais, que por sua vez lançaram dois filmes no Japão resumindo os episódios do anime, e possibilitou que o mangá se espalhasse por mais países, notavelmente o Brasil, que tem o seu mangá produzido pela editora NewPop (1 Litro de Lágrimas, K-ON e Alice no País das Maravilhas).

Não contente com só isso (ainda bem), o tão-aguardado terceiro filme, com conteúdo exclusivo e dando continuidade à história original do anime (e também escrita por Gen Urobuchi, mesmo criador da série original e roteirista da visual novel Saya no Uta, traduzida oficialmente pro inglês pela Jast USA) está chegando, e com isso, várias novidades estão sendo reveladas

Quais? Tipo o trailer oficial, abaixo:


O filme estréia no Japão dia 26 de Outubro e chega até o final do ano nos EUA (provavelmente apenas com legendas e sem dublagem escrota... ainda bem [2]). A música de abertura e encerramento do filme estão por conta dos grupos ClariS (abertura do anime original) e Kalafina (as belíssimas músicas de Kara no Kyoukai). Ansiosos agora? Não poderia estar mais, também!


Enquanto isso, no mundo dos games, a Compile Hearts (Hyperdimension Neptunia, Record of Agarest War) está produzindo um novo jogo: Fairy Fencer F, exclusivo para o PS3 (droga!), com vários elementos de RPG e uma história, apesar de clichê, bem interessante. A abertura o jogo você pode ver aqui embaixo:


E por que você deveria prestar atenção a esse jogo? Bem, não tem muito motivo (exceto pelo motivo que tem o compositor de Final Fantasy e Blue Dragon pras músicas do jogo!), mas ele será o primeiro jogo feito pelo estúdio Galapagos, uma subsidiária da Compile Hearts que se especializará em RPGs. Fora isso, a arte tá bonita, e eu curto RPGs japoneses. O jogo sairá dia 10 de Outubro no oriente, e sem data (se é que vai ter algum dia) para uma tradução para o inglês.


E isso é tudo, galerinha. Espero que tenham gostado, e fiquem de olho na nossa pagina do Facebook, pois vai rolar uma coisa bem legal na próxima semana o/
Out.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Professor Layton vs Phoenix Wright chegará ao Ocidente


Parece que quanto mais viciado eu fico em jogos do tipo, mais lançamentos ótimos chegam. Depois de mais de 6 meses esperando por um pronunciamento oficial, o canal oficial da Nintendo no Youtube publicou, enfim, o trailer do crossover de Professor Layton vs Phoenix Wright (ou Layton kyouju vs gyakuten saiban, em japonês) localizado para o glorioso inglês, pra alegria da moçada!

Ambos os jogos são visual novels com elementos de puzzle e investigação, onde os respectivos protagonistas e ajudantes devem resolver uma série de casos investigativos para descobrir quem é o assassino ou quem roubou algo importante. Apesar de serem jogos bem semelhantes e lançados originalmente para o Nintendo DS (sendo que há um jogo em inglês de Layton para 3DS, e um de Phoenix Wright ainda pra esse ano no Japão), são jogos de empresas diferentes: Phoenix Wright sendo da lendária Capcom (Megaman, Street Fighter, Devil May Cry (a tetralogia boa) e Monster Hunter), enquanto Professor Layton é da Level 5 (Rogue Galaxy, Dragon Quest VIII, Inazuma Eleven), mas elas foram espertas o suficiente para lançar um crossover de suas séries em conjunto e lucrando muito com isso, tendo até um trailer com animação do estúdio Bones (mesmo de Soul Eater, Darker than Black e Eureka Seven).

Ah, você ainda não viu o trailer? Confira abaixo, em inglês!


Eu não consigo me acostumar com o efeito 3D do 3DS num jogo que pra mim era impecável em 2D... o que as empresas não fazem pra aproveitar do efeito 3D sem óculos do portátil, né... mas enfim, o jogo é bem promissor, vendendo cerca de 300 mil unidades no Japão até hoje, o que até que é um bom índice de vendas para o Japão (tá vendendo melhor que Fate/Extra CCC, só por comparação). Para o ocidente, o jogo virá para os EUA e para os países europeus ano que vem, mas uma data mais específica ainda não foi divulgado por parte da Nintendo ou das produtoras. Acho que 2014 vai ser um ano e tanto para o 3DS mesmo, hein...

Bom, o post acabou. A gente se vê na próxima pessoal!
Out.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Shingeki no Kyojin é da Panini, primeiro volume lança em Novembro no Brasil!

Sie sind das Essen und wir sind die Jäger
Acho que a essa altura do campeonato, todos sabem que Shingeki no Kyojin, ou Attack on Titan, virá pro Brasil sob a bandeira da facção da Panini, na esperança de contraatacar as franquias de peso que a JBC ainda mantém e que virão, como Mirai Nikki e Death Note "rebornado" (Black Edition) e Sailor Moon (apesar de ainda não ter data de lançamento definido ainda), colaborando com as vendas de Highschool of the Dead edição colorida (e cara) e Toriko que estão capengando um pouco... se bem que, né, pouca diferença faz já que a editora lucra quase que inteiramente de Naruto, One Piece e Dragon Ball atualmente.

De um jeito ou de outro, só faltou ser respondida a velha pergunta "E quando que lança?". Bom, hoje pela manhã, a página oficial da Planet Manga, a divisão de publicação de mangás da editora italiana no Brasil, anunciou que o primeiro volume do mangá chegará às bancas de todo o país (ou pelo menos as maiores, caso more em cidade pequena ou no interior) em meados de Novembro. Um bom mimo para antes do natal, não acha?

Pior que as capas das light novels e dos mangás são bonitonas
Muitos fãs ainda se perguntam quanto será que o mangá irá custar, se terá páginas coloridas e tudo mais, mas acho que é bom adiantar que, se você já acompanha os títulos da editora, que seja desde uns 3~4 meses pra cá, já deve ter percebido que as publicações da Panini seguem um padrão muito similar: cada volume custa R$10,90, mas não tem nem uma página colorida, a menos em casos especiais como no HOTD fullcolor, como disse no primeiro parágrafo do post (mas também, você acaba pagando bem mais caro). Mesmo Attack on Titan tendo páginas coloridas nos seus volumes originais japoneses, as edições em outros países também, na maioria pelo menos, tiraram as páginas coloridas e colocando páginas reticuladas (as páginas coloridas que viram preto e branco) no lugar, por questões de custo e porque são só algumas poucas páginas coloridas no original, não valeria a pena (apesar de que também adoro páginas coloridas).

A série de Hajime Isayama já foi publicado inclusive nos Estados Unidos pela Kodansha Comics (mesma que publicou Negima, Fairy Tail e Sailor Moon lá... a versão bonita, não contando com a versão anterior da TokyoPop, né) e têm 5 edições traduzidas ao todo. A publicação por lá é trimestral, o que nos leva a pensar que por aqui no Brasil a publicação deverá ser bimestral, no mínimo, uma vez que até no Japão só foram publicados 10 volumes até hoje. Nada que os fãs não aguentem, não? (assim como *aquela* visual novel que estão prometendo da série, feita por membros da Nitroplus, mesma empresa de Steins;Gate!).

Eu considero a série boa e bem viciante até, mesmo estando um tanto bem hyped atualmente. Será uma boa chance para os fãs acompanharem as diferenças do anime e do mangá e se esclarecerem quanto a alguns fatos... mas fãs, vocês pediram e a Panini atendeu. Se vocês a decepcionarem agora lendo online ou falando que iam comprar e chegar na hora H e não comprarem, possivelmente fazendo o mangá vender pouco e ficar igual Air Gear (aumentar o preço para continuar a ser publicado) ou até ser cancelado, preparem-se para apanharem e engolirem seco na próxima série que virar modinha e vocês implorarem pelos mangás oficialmente brasileiros!


Enfim, se animou com a notícia? Então ouça essa música e nos faça um comentário! ^^
Out

sábado, 13 de julho de 2013

Jast USA mostra suas licenças para matar, um novo projeto de Fate/Stay Night pela Ufotable a caminho?


Você já deve ter ouvido, mas a Jast USA não ficaria quieta durante a Anime Expo 2013 diante dos anúncios da sua principal "concorrente", a MangaGamer. Aliás, na minha opinião, a Jast deu um show de anúncios, especialmente para aqueles que achavam que Steins;Gate era apenas especulação ou não.

Além deles confirmarem a tradução para a brilhante visual novel (que deu origem ao aclamado anime) da Nitroplus, eles confirmaram mais jogos para tradução, dentre eles, jogos da sua nova parceira, Code Pink (Sweet Home e Sumeragi Ryouko no Bitch na Ichinichi), o fandisk de My Girlfriend is the President (Osananajimi wa Daitouryou), Little Witch Romanesque (da empresa Littlewitch, mesma de Quartett!), Shiny Days (o fandisk mais recente da então falecida Overflow, empresa de School Days) e Lightning Warrior Raidy 3 (da Zyx, lembra dela?).

Claro, sem sombra de dúvidas, Steins;Gate será uma visual novel que tem grandes chances de finalmente tornar o cenário de visual novels no ocidente algo mais abrangente e ser visto de maneira diferente pelo pessoal mais leigo ou os famosos "otacos" que só assistem e lêem séries shounen. Agora é só esperar para ver quando é que esse jogo vai ser lançado, porque, sabe como é a Jast e o tempo que ela demora para traduzir seus jogos... ainda tô esperando meu Sumaga traduzido, viu!!


E uma bomba para os moonistas de plantão: a Ufotable, estúdio de animação de Fate/Zero, anunciou nesta sexta-feira que está planejando fazer mais uma animação do universo de Fate/Stay Night, o que deixou todos os fãs curiosos para saberem o que eles estão tramando.

Seria um remake do (lixoso) anime de Fate/Stay Night feito pelo Studio Deen? Seria ainda um filme da rota Heaven's Feel? Um anime de Fate/Hollow Ataraxia (PORRA, esse sim eu estaria botando fé!)? Um anime contando sobre as outras guerras pelo Santo Graal anteriores (ou posteriores?) à Fate/Zero? Seria ainda uma outra adaptação de outras obras da série como Fate/Apocrypha ou Fate/Prototype (este último que recentemente lançou um livro no Japão e estourou de vendas)? Ninguém sabe ao certo, só podemos especular.

De qualquer forma, eu pago pau mesmo pra tudo que a Ufotable faz, logo, independente do que acabar saindo, mesmo eu não sendo muito chegado ao anime original da série, eu vou acabar tendo que conferir mais cedo ou mais tarde graças a este estúdio.


Bom, o post foi curto e termina por aqui. A gente se vê na próxima, e tenham um ótimo final de semana!
Out.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Kara no Shoujo 2 e Cartagra - A MangaGamer arregaçando suas mangas!


Pelo visto, a MangaGamer não aprendeu muito durante esses últimos anos e continuou focando os seus anúncios na Anime Expo 2013, que ocorreu em Los Angeles, permeando os já-pouco interessados nas novidades dela com ainda mais nukiges da Black Lilith e outras empresas menores. Entretanto, além da (meio óbvia) notícia que ela estaria adquirindo os direitos de publicação de World End Economica, que já tem o primeiro episódio à venda em seu site bem baratinho, ela surpreendeu a todos quando anunciou que Cartagra e Kara no Shoujo 2 estariam confirmados para serem traduzidos por ela.

Pra quem não sabe, a MangaGamer já é parceira da Innocent Grey, a produtora destes jogos, já há algum tempo. Apesar de Cartagra ser um jogo de 2005, Kara no Shoujo 2 foi algo que foi lançado neste ano ainda, o que surpreendeu muitos dos fãs que já jogaram o primeiro jogo da série, localizado para o inglês em 2011.

O interessante é que é notícia boa tanto para os fãs quanto para os que ainda não são fãs ou não jogaram o jogo. Para quem já é fã, o próprio anúncio de Cartagra (uma prequela de Kara no Shoujo) e da continuação já estão deixando os fãs aflitos em ver os jogos. Pra quem não é fã ou ainda não jogou, a MangaGamer ainda anunciou que estará lançado a versão com vozes do primeiro jogo e ainda, mais pro final do ano, eles tão querendo lançar uma versão especial, em mídia física, de Kara no Shoujo para finalmente ter algum argumento entre o pessoal zueiro que já jogou o jogo por outros métodos.


Bacana, não é? Bom, por mim, eu ficaria feliz mesmo se eles anunciassem tradução de Really? Really! (segundo "fandisk" de Shuffle, contando o after story da rota da Kaede), Oretachi ni Tsubasa wa Nai, Boku ga Tenshi ni Natta Wake e o do polêmico Da Capo III, mas pelo menos ela reservou umas notícias inesperadas. Talvez ela esteja guardando essas cartadas para o segundo semestre/ano que vem? Tomara.

E você? Gostou dos anúncios? Ou preferiu os anúncios da Jast USA? (PORRA, STEINS;GATE!)
Deixe o seu comentário! Amanhã a gente volta!

Out.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Que tal apoiar um livro com Entrevistas de Roteiristas da Key, 07th-Expansion e KID (e uma penca de outras empresas de games e clássicos)?


Uma proposta tentadora, sim, mas infelizmente o projeto não saiu do papel ainda. Isto é, não por enquanto, mas você poderá ajudar esse ambicioso projeto caso o seu amor por jogos orientais for grande o suficiente.

Um projeto do site Kickstarter, um site de investimento em projetos criativos onde qualquer pessoa pode criar o seu próprio projeto ou investir em projetos já existentes de pessoas dos quatro cantos do mundo, arregalou os olhos de muitos fãs de cultura e jogos orientais (incluindo visual novels, claro) ao fazer uma proposta ousada: fazer o livro com o maior número de entrevistas de desenvolvedores e roteiristas das maiores empresas de jogos orientais que existe atualmente ou que deixaram sua marca na história. Segundo o vídeo do projeto (que você pode ver no início do post), o dinheiro que ele pede é mais para pagar os melhores intérpretes e tradutores de japonês para inglês possíveis para poderem conduzir as entrevistas com essas pessoas (que, na grande maioria das vezes, fala apenas a sua língua nativa mesmo) e traduzir o mais fielmente possível, além de provavelmente o dinheiro de hospedagem para ficar lá alguns meses e o valor da passagem.

Como você pode ver no LINK, antes mesmo dele montar o seu projeto via Kickstarter, ele já tem uma boa quantidade de pessoas que querem ser entrevistadas por ele, incluindo desde o escritor de cenários dos jogos Resident Evil até tradutores de Final Fantasy X. Mesmo se você simplesmente for um gamer assíduo, o livro terá bastantes entrevistas de gente que participaram de jogos que marcam nostalgia até hoje.

E o que isso tem a ver com visual novels, já que temos trocentas empresas de videogames famosas originalmente no Japão como a Capcom, Konami, Kojima Productions, Bandai Namco, Sony, Sega, Nintendo e tantas outras? Bom, para agradar o maior número de público que gosta de jogos japoneses possível, ele também prometeu entrevistas com Ryukishi07 (roteirista da 07th-Expansion e seus jogos, Higurashi, Higanbana, Umineko e Rose Guns Days. Ajudou com Rewrite também), Maeda Jun (roteirista da Key e suas obras-primas como Kanon, Air, Clannad, Little Busters!, Rewrite e Angel Beats) e até mesmo Kotaro Uchikoshi (criador da série Infinity, da KID, 999 e Virtue's Last Reward), podendo até mesmo, se o projeto conseguir ser financiado de fato, colocar entrevistas com alguém da Type-Moon (uma entrevista com Kinoko Nasu, o criador de Fate/Stay Night e Kara no Kyoukai, já pensou?) e dos criadores de Kamaitachi no Yoru, talvez a primeira novel que se popularizou pelo ocidente e que fez o gênero de sound novels se alastrar (ela inspirou Higurashi, sabia?).


Uma proposta promissora até demais, se vocês me perguntarem. Digo, um livro que tenha a história de jogos japoneses e orientais em geral são poucos mesmos. Entrevistas estão mais espalhadas em revistas exclusivas para esses países e 100% das vezes estão todinhas em japonês ou chinês, o que limita (muito) o público que pode ler essas matérias ou mesmo os de coração bom que estão dispostos a traduzir tais entrevistas por completo. Ter um livro desses lançado de verdade e ainda ser posteriormente lançado pela Amazon é uma ótima ideia, mas tem um porém... se você visitou o LINK, viu que o projeto tem apenas mais duas semanas de "vida" e ainda falta praticamente metade para ser financiado.

De fato, concordo com você que pensou que 12 libras esterlinas (praticamente 40 reais) para um livro em formato digital e 25 libras (aprox. 85 reais) é um preço salgado para o pequeno bolso do povo brasileiro, quanto mais para um vício ou um hobby como videogames, mas se você olhar bem, é uma chance única para um livro desse estilo ser publicado. Sabe, eu respeito a opinião dos outros, mas eu simplesmente odeio quando certas pessoas torcem a vista ao ver um jogo japonês ou tem repulso por uma visual novel para maior de 18 anos. Uma expansão de horizontes que um livro desse porte (que teria um bom alcance, já que fala de jogos em geral também, atraindo o vasto povo gamer por aí) poderia causar é capaz sim de mudar a visão desses jogos para o resto do mundo, aquecer o mercado de jogos do gênero, e com uma boa dose de otimismo e sorte, até mesmo expandir esse comércio para outros países, podendo até mesmo incluir o Brasil e finalmente acabar com o "posersismo" de certos gamers que passam o dia jogando Call of Duty e League of Legends e se auto-dominam gamers manjadores.

Uma missão ousada, sim, mas possível. Por mais que pouca gente acabe lendo esse post, a minha intenção é espalhar a notícia, e quem sabe, conseguir colaborar um pouco com o sucesso desse projeto. Até eu que sempre fico com o pé atrás em projetos de Kickstarter não estou conseguindo resistir às possibilidades de ter um livro desses. Não vamos ficar só torcendo para que isso aconteça. Vamos colaborar? ^^


Bem, esse é o post de hoje. Até mais!
Out.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Hatsune Miku - Project Diva F invadirá Europa, EUA e a PSN em Agosto! FINALMENTE!!!

Nossa Genki-dama deu certo!
Os céus (e a Sega) finalmente ouviram os desejos dos fãs. Depois de quase 6 anos de existência do ídolo virtual mais bem conhecido pelo Japão e pelo resto do mundo, Hatsune Miku está bem próximo de alcançar todo mundo que tiver um PS3 e uma conta na PSN. Depois de sua campanha para ver os limites da paixão dos otakus e demais fãs da idol via Facebook e ao se surpreender ao resultado monstruoso de literalmente milhares de compartilhamentos (eu e o Lighty participamos também xD), a Sega não teve escolha a não ser cumprir com a sua palavra de lançar o mais novo jogo da Miku, Project Diva F, para PS3 no ocidente.

"Ué, mas o jogo já não havia sido lançado? Qual será a diferença agora?"
Enquanto o conteúdo do jogo possa ser praticamente o mesmo, vai ter bastante coisa de atraente. Primeiro de tudo, se você não sabe nada de japonês ou fica meio perdidão ao ler kanjis cabulosões ensinando como fazer seu próprio PV no Edit Mode, fique tranquilo que todos os menus e interfaceamento estarão traduzidos para o bom e velho inglês. Segundo, as chances são boas de termos traduções oficiais das músicas presentes no jogo e acabando com a confusão que possa ter do fã ao ver traduções diferentes de diversos canais no Youtube ou em sites de letras de música (e mesmo se não tiver a tradução em si, o que acho difícil, pelo menos o romaji será garantido e aperfeiçoará o karaokê das cosplayers por aí). Terceiro, com um lançamento ocidental, será mais fácil de ter acesso ao jogo em lojas físicas ou virtuais, e não duvido que chegue aqui pro Brasil também. E o mais importante, claro, o PREÇO! Chega de pagar alfândega com importações ou pagar preços absurdos de sites de importação, quando o jogo sair para nós, será o famoso preço de catálogo de 60 dólares e nem um centavo a mais, fora que, mesmo se você não puder comprar, poderá baixar o jogo completo via Playstation Network  (se duvidar, até um pouco mais barato... e claro, contando que você tenha uma conta dos EUA ou européia, mas isso é fácil de se criar caso ainda não tenha).

É nesses momentos que eu me odeio por não ter comprado um PS3, mas em compensação, já aproveitei os três jogos da série lançados para PSP, e a versão para Vita pode esperar um pouquinho, de preferência quando a SCEA (Sony da America) deixar de ser pão-dura e abaixar o preço do portátil em algumas doletas. Até lá, o jeito é ficar babando nos PVs das músicas que continuam bonitas como sempre na nova versão HD (agora HD de verdade, não aquele HD de Dreamy Theater que deixa a Miku com boca de sapo). E claro, como deixar de esquecer a música que fez um mini-ataque cardíaco virar um dos momentos em que Hatsune Miku mais conseguiu fãs no Ocidente, né?


Para quem, mesmo depois de tanta notícia boa, ainda não aguenta esperar, fique tranquilo: a Sega anunciou em seu blog que já na semana que vem, será lançado uma demo do jogo na PSN, de graça, para usuários da PSN americana e européia respectivamente nos dias 11 e 12 de Junho, ou seja, semana que vem! Agora sim, se você tem um PS3, não terá mais desculpas para jogar o jogo da Miku em inglês! Agora vai lá, honre o seu amor otaku, e Tell your World!

O post acaba aqui. Depois a gente se vê!
Out.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Koiken Otome - em 5 meses, um projeto de tradução

Cabelos vermelhos, magia de fogo, e o nome é Akane. Se inspirou em Vividred Operation?
Você pode não saber, mas um dos temas que os japoneses mais adoram são os de fantasia. Exatamente, desde personagens que usam "poderzinhos" até os roteiros mais bizarros que você pode imaginar são os prediletos entre eles, e não é à toa que séries de Mahou Shoujo (Madoka Magica, Lyrical Nanoha) e paranormais (Steins;Gate, Chaos;Head, VNs de Saya no Uta e Princess Waltz) foram marcantes para eles, tanto nas vendas quanto na fanbase que perdura até hoje desses jogos e séries que deram origem a tantas outras.

Koiken Otome é um jogo no estilo de pesonagens com poderzinho mesmo. Produzida por uma empresa um tanto desconhecida chamada Eufonie, subsidiária de outra também não tão conhecida, a Etude, mas que conseguiu incentivar alguém aqui no ocidente para montar um grupo de tradução por fãs recentemente no fórum Fuwanovel, um dos maiores fóruns de visual novels (se não o maior) da atualidade.


O grupo se chama Defendos, que basicamente começou com um membro do fórum com interesse o suficiente para dar o chute inicial para o grupo, e assim que o pessoal começou a se aprofundar no jogo e perceber que ele tem uma arte muito bem feita, uma história promissora e uma boa interface de menus, apareceram hackers e tradutores interessados em entrar para o grupo e ajudar na tradução, que inclusive já começou a traduzir um pouco e tem algumas CGs e informações adicionais para mostrar aqui (link em inglês).

Algo que me impressiona, para se dizer o mínimo. Ao procurar saber mais do jogo, descobri que o jogo foi lançado no final de Dezembro do ano passado, pouco mais de 5 meses antes da data desta postagem, o que é impressionante saber que ainda há pessoas (que sejam americanas) que conseguiram, em tão pouco tempo, saber do jogo, se interessar, importá-lo e jogar consideravelmente (considerando que ele sabe japonês e que não ficou dando skip até chegar pras cenas 18+, né) a ponto de crescer um amor tão grande ao jogo e suas heroínas para decidir montar um corajoso grupo de tradução para o mesmo.

Sério, a Yuzu é uma das personagens que sozinha me deixou interessado no jogo =3
Repleto de personagens muito bem desenhadas, CGs que impressionam de tantos efeitos especiais e aparentemente um jogo de duração bem longa comparado com a média das visual novels que estão sendo lançadas recentemente, é um jogo que, no mínimo, tem cara de ser bem bacana. O jeito é esperar para ver se a tradução não vai demorar tanto (o que provavelmente não deve acontecer, uma vez que grupos de tradução americanos traduzem bem rápidos em comparação com os de outros países) para que a gente possa pôr as mãos nele e experimentar por nós mesmos, né? xD

Se, por acaso, o projeto também o interessou, eles ainda estão recrutando tradutores de japonês para inglês, então, se o seu conhecimento (e coragem) forem grandes o suficiente, você pode arriscar falar com eles para ajudá-los... mas sofrerá a maldição eterna de Out por não estar ajudando o nosso grupo ao invés disso.

Eu vou fincar essa espada tão fundo em você que você nunca mais vai se levantar! (*no sexual pun intended)
E eu fico por aqui. A gente se vê!
Out.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Conheça mais sobre o próximo Pokémon, e Mind/Zero enquanto esperamos por Persona 5!


O motivo definitivo para se comprar um 3DS americano está chegando. Os fãs de pokémon já levantaram as mãos para o céu agradecendo que o lançamento será no mesmo dia para o mundo inteiro, e mais gente ainda se emocionou após a divulgação de mais um vídeo de gameplay de Pokémon X e Y, que caso você tenha acordado do coma hoje e não sabe, será o próximo jogo da franquia, que incluirá novas regiões, pokémons de gerações novas e vários outros conceitos novos em relação aos últimos jogos.

Eu não sei nem o nome de metade desses pokémons novos, mas caso você não tenha visto ainda (pois o vídeo já conta com 1,2 milhão de exibições, em pouco mais de 24 horas após o seu upload), agora é a hora! O vídeo mostra alguns novos detalhes na nova renderização do jogo, a possibilidade de escolha entre um treinador homem ou mulher, pokémons que você pode montar (e quem sabe voar?), algumas animações de batalha envolvendo os novos pokémons iniciais e outros que estarão presentes no jogo.


O jogo será exclusivo para o 3DS e tem previsão de lançamento para Outubro deste ano, e nem precisa ser nenhum vidente para saber que ambas as versões terão pokémons (e lendários) diferentes (e alguns exclusivos), mas que poderão ser obtidos por meio de troca com outros jogadores por meio de conexão local ou global (finalmente!), além de, claro, poder batalhar e participar de torneios entre treinadores do mundo inteiro.


Não tem 3DS? Não tem problema, pois ainda tem vários jogos bacanas para o novo portátil da Sony. Um dos que mais chama a atenção e que não fazem parte de jogos da própria companhia japonesa ou de suas subsidiárias, é Mind/Zero. É um jogo sem-vergonha se for ver pelas empresas que estão produzindo o jogo, mas pelo estilo dele, tem cara de ser um RPG promissor, algo ideal enquanto esperamos Persona 5 ser lançado.

Mind/Zero conta a história de um grupo de estudantes que devem alternar entre o mundo material e o mundo do Deus dos Espíritos, e para lutar contra tais espíritos que afetam diretamente o mundo real, esses estudantes devem batalhar utilizando os Mind... que não, não batalha usando telecinésia ou coisa do tipo, mas são criaturas invocadas por cada personagem com um relacionamento direto com estes. Cópia fdp de Persona? Imagina...

Interessou? Pois bem, veja o vídeo promocional do jogo abaixo:


Este jogo, desta vez, será exclusivo para o Vita e tem previsão de lançamento para 1º de Agosto deste ano. Até o presente momento, não se houve notícias de uma adaptação para o inglês, mas do jeito que o pessoal gosta de RPGs, não duvido muito que o jogo não saia eventualmente para o ocidente... e se não vier... bom, pelo menos o Vita não tem trava de região! ^^

E é isso aí. Até a próxima!
Out.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Análise [8] - Dra+Koi - A fascinante (e hilária) história de um dragão e um humano


Se você já acompanha o blog há algum tempo, provavelmente sabe que eu sou muito fã da Nitro+, a mesma produtora de tantos jogos excelentes como Saya no Uta, Zanmataisen Demonbane, Sumaga, Phantom of Inferno, e claro, a trilogia de jogos que eles fizeram em parceria com a 5pb, Chaos;Head, Steins;Gate e Robotics;Notes.

Bem, e adivinha só: Dra+Koi, um jogo também da Nitro+ lançado em 2005, recentemente teve sua tradução para o inglês pela TLWiki, curiosamente o mesmo grupo de fan translation que fez parceria com a Jast USA para traduzir jogos na legalidade (incluindo os da Nitroplus)... e se você se pergunta "como isso é possível?", pra resumir a história, a tradução feita por moogy, o dono da TLWiki, havia sido completada há anos, mas que como a tradução demoraria muito para sair comercialmente (já que teriamos que esperar lançar Hanachirasu e Sumaga primeiro), ele decidiu lançá-la de graça depois de uma retradução do jogo e de tanta espera... curiosamente ou não, ele não está fazendo mais parte da Jast USA... coincidência, ou será que não?

De qualquer jeito, Dra+koi foi lançado num fandisk da Nitro+ juntamente com Nitro Wars, um joguinho de shooter com personagens de jogos anteriores da empresa, e Kagen Seito, uma coleção de finais alternativos para Hanachirasu. Por ser um fandisk, esses outros jogos apelaram para o público mais fã da empresa, mas incrivelmente, Dra+koi é muito mais que um mero fan-service que você vê por aí com finais alternativos e after stories. Com uma história original e clima extremamente viciante, Dra+Koi talvez seja uma das gemas mais obscuras do mundo das visual novels, mas agora que ela teve sua merecida tradução para o inglês, nada mais justo que fazer uma análise dela, não?

Então, vamos lá!

História e Rotas
A narrativa começa séria e misteriosa, o que chama a curiosidade dos jogadores.
O jogo se passa em uma realidade alternativa, onde, há 50 anos, dragões invadiram o mundo real, causando destruição por toda parte. Um cientista misterioso inventou uma arma capaz de derrotar tais dragões, mas ele eventualmente se matou, levando consigo talvez a única arma capaz de extinguir os dragões deste mundo.

O país (Japão?) até criou mais tarde uma divisão das forças armadas justamente com o intuito de combater estes dragões, e depois de um longo período de paz com esses seres mitológicos, eles reaparecerem, tornando todas as armas dos humanos inúteis. Um misterioso herói em armadura negra aparece no meio do caos e consegue, após uma intensa batalha, fazer o dragão (e ele mesmo) desaparecer.

O protagonista, que presenciou o conflito todo e conseguiu milagrosamente sobreviver, estava a caminho de casa quando foi surpreendido por uma garota misteriosa, que quer... comer ele... literalmente. Assim, começa a curiosa história entre os dois personagens, onde o protagonista pouco a pouco vai descobrindo o real sentido da existência dos dragões naquele mundo e tenta descobrir porque esta garota se apegou tanto a ele.

O jogo é bem curto, tendo um final ruim, um normal, e o final verdadeiro, e dá pra alcançar todos em 3 horas e meia (afinal, são apenas 2~4 escolhas). Eu sinceramente desejava um jogo mais longo pelo tanto que a história te prende, mas enfim, é um fandisk, então... vamos prosseguir.

Traços, Trilha Sonora e Animação
O humor dessa visual novel é inigualável, sério mesmo! 
Os traços do jogo são belíssimos. Ele possui mais CGs que os jogos de mesma duração (ou pelo menos a maioria deles) e atingem o padrão de excelência cuja qual a Nitro+ já é bem conhecida. O protagonista e a heroína são bem desenhados, e modelos em 3D como os do dragão e do herói em armadura negra também são bem feitos considerando o ano que o jogo foi desenvolvido.

A trilha sonora é extremamente viciante, por mais que tenha apenas 10 músicas. São riffs frenéticos de guitarra para as batalhas, harpas transcedentais para as cenas de mistério, e músicas que simplesmente dão uma sensação de bem-estar ao serem ouvidas. Sério, são músicas que arrepiam mesmo um bom tempo depois de jogar o jogo... e vale lembrar que não estamos falando de um nakige aqui, então nada de comparações com nakiges!

A animação é muito boa, mas também tem suas limitações. As animações não se passam de algumas transições mais bonitas, o movimento de algumas CGs e portraits e superposição entre duas ou mais delas para dar um efeito bem bacana. Não é nada que surpreenda caso você tenha jogado, digamos, títulos mais novos da Navel e da Overdrive, mas ainda assim se mantém forte até hoje.

Opinião
Hue! IMMA FIRIN' MAH LAZOR!
Tem gente que diz que fandisk geralmente não tem história (tipo eu, né!), e de fato a grande parte deles não têm. Só que estamos tratando de uma exceção aqui, provando que um jogo pode ser curto, ser distribuído na forma de fandisk junto com mais alguns bônus, e ainda assim, ter uma história cativante, forte narrativa, sem enrolação (ou pelo menos, o suficiente para ainda o manter interessado no jogo), e enquanto a parte mais séria da história não se desenvolve por completo, muitas cenas de ação e de comédia são jogadas para o jogador.

Na boa, Dra+Koi não deixa pedra sobre pedra quando se trata de comédia. Logo após os primeiros minutos do jogo que são extremamente sérios e misteriosos, o protagonista começa a narrar as cenas que ele testemunha de um jeito inigualavelmente engraçado, soltando umas boas referência com séries clássicas de animes e de outros jogos da Nitro+, e quando junta com a heroína e seu anseio pelo protagonista e a responsável (uma "mãe", entre aspas mesmo) que tem um desejo sexual quase incontrolável pelo "filho", você rirá à cada 10 linhas de diálogo (e nem estou exagerando). Desde cenas clássicas mas ainda engraçadas até momentos hilários nas H-Scenes, o jogo não falha em trazer um sorriso no rosto do jogador.

Agora, mesmo se você gosta de jogos com história e com ação, Dra+koi ainda consegue brilhantemente juntar esses momentos na cronologia do jogo. Entre certos capítulos e batalhas, há um interlúdio de um narrador neutro que cita histórias e cenários aparentemente sem qualquer nexo com a história, mas que pouco a pouco vai fazendo sentido, explicando ainda mais da história dos dragões no mundo e até dando uma boa lição de mitologia. Quanto às cenas de ação, elas não são simplesmente narradas com extremo detalhismo ou simplesmente narradas de qualquer jeito, mas até trocando de pontos de vista entre os personagens principais da história, esboçando seus sentimentos mais inerentes e a bagunça que a mente deles ficam quando estão numa batalha de vida ou morte, dando um clima bem mais forte e inesquecível às cenas da visual novel.

Infelizmente, nem só de elogios a minha análise será formada. Primeiro, vem a curta duração, que eu sinceramente fiquei esperando por mais, mesmo para um fandisk. Segundo, vem a presença de muito poucos personagens, que por mais que a história se fecha muito bem apenas com 3 ou 4 deles, achei que poderiam incluir mais alguns para dar um ar mais misterioso na trama. Além disso, nenhuma das personagens possuem vozes em nenhuma das cenas e são poucas as escolhas que o jogador pode fazer durante o jogo... mas, sinceramente... nenhum desses defeitos conseguem tirar o grande brilho que esta visual novel possui, uma vez que a história consegue terminar dando uma explicação plausível para tudo (dentro do universo que ele se desenvolve, claro).

Veredito Final
 Pontos Fortes 
      *Jogo extremamente viciante
      *Equilíbrio entre cenas mais sérias e cenas (excepcionalmente) engraçadas
      *História envolvente
      *Qualidade da trilha sonora e das CGs
      *H-Scenes não desapontam
      *A conclusão da história

 - Pontos Fracos
      *Muito curta: dá para completar em 3 horas, no máximo, com mais meia hora para obter 100% de tudo
      *Poucos personagens
      *Sem dublagem para as personagens.

Nota: 8,0/10

Opinião final: Visual novels são difíceis de agradar todos os gostos ao mesmo tempo. Tem gente que só gosta de uma boa história, outros que gostam de ação, outros que gostam apenas da putaria, e outros que não tem tanto tempo livre para se dedicar com visual novels exemplares como Kira*Kira, Higurashi e Da Capo. Dra+Koi consegue juntar tudo isso numa harmonia sem precedentes, mesmo se comparado com Planetarian ou outros jogos de duração semelhante.

Não importa qual o motivo de você gostar de visual novels, ou mesmo se você não gosta, este jogo terá algo que te agrade, e você terá uma grande probabilidade de se apaixonar (de novo) pela empresa e seus belíssimos jogos. O jogo é curto, mas também possui várias cenas ocultas e alternativas para cada sequência de escolhas que você faça, além de fazer você saborear cada momento jogando este jogo, cada palavra lida, cada sorriso feito, cada arrepio, cada nota musical da trilha sonora.

Um conto envolvendo romances, histórias, fantasias e sonhos o espera, num mundo onde a fantasia dá sentido à realidade e vice-versa. Num mundo onde um simples desejo, um simples instinto, mesmo que egoísta, pode mudar a vida de alguém por completo.


E com isso terminamos mais uma análise de visual novel. Espero que tenham gostado, e tenham um ótimo final de semana!
Out.