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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O fantástico Valkyria Chronicles III foi traduzido por fãs e está muito bom!


A Sega já foi muito famosa pelos seus diversos RPGs, como Phantasy Star, Skies of Arcadia, Shining Force e tantos outros jogos fodas. Valkyria Chronicles foi um desses jogos, lançado originalmente para PS3 com gráficos muito bonitos e um gameplay viciante, logo trazendo mais títulos de jogos da série para o PSP também. O sucesso da franquia foi tão grande no Japão que a série até ganhou um anime pela A-1 Pictures (Sword Art Online, Fairy Tail, Ao no Exorcist, Shinsekai Yori), mangás, figures especiais e até uma raríssima versão para colecionadores.

O último jogo da trilogia foi considerado um dos melhores e mais belos jogos do gênero para o PSP, mas infelizmente, com o baixo número de vendas no ocidente do segundo jogo da série, a Sega não quis investir numa localização (vulgo, uma tradução dos textos e menus para o inglês) por medo da versão não vender o suficiente para cobrir os custos de um trabalho como este (ao contrário de meros fan-translators, tradutores profissionais ganham uma boa grana pra traduzir jogos e livros), além do PSP já estar mal das pernas na época, em 2011.

Enquanto muitos fãs ficaram zangados e viraram as costas pra Sega, outros mais corajosos se uniram e criaram um projeto de tradução deste jogo para o inglês, que foi recentemente concluído e muito aclamado por sites de jogos no mundo afora. O procedimento para aplicar a tradução na imagem do jogo é um tanto complicado, mas depois de feito, o jogo em si é simplesmente maravilhoso e viciante.


Para quem interessar, o link para a página do grupo de tradução, download do patch e instruções para a instalação, basta acessar este link. Vale lembrar que, como estamos mexendo na .iso do jogo, o procedimento apenas é válido para os portáteis que estão rodando firmware customizado (o famoso CFW) com suporte para execução de tais arquivos... ou partir pro emulador, se você está tão desesperado assim.

... o que me dá vontade de fazer uma análise desse jogo no futuro... hmm, quem sabe, né? ^^


Isso é tudo. Até mais, gente!
Out.

domingo, 24 de novembro de 2013

ALELUIA! FINALMENTE!! É PENTA! PERSONA 5 LANÇA ANO QUE VEM PRA PS3!!!

Sossega a periquita que essa imagem não é oficial. Mas você pode clicar nela pra ir ao site oficial de Persona 5
Vocês sabem que eu não sou de postar coisas em pleno domingo, ainda mais quando estou ocupado fazendo milhões de coisas, mas essa notícia é sensacional demais para eu deixar que se passe em branco. Depois de muitos anos de espera, mais precisamente, desde o lançamento de Persona 4 no final de 2008 para PS2, no finzinho de sua vida útil (pra fechar com chave de ouro) de um dos consoles mais consagrados da atualidade, estive esperando pela continuação oficial do jogo. Nada de spin-offs de luta e crossovers com personagens chibi, eu queria a próxima iteração do universo maravilhoso e extraordinário da melhor série (na minha humilde opinião) de RPGs da atualidade, Shin Megami Tensei, mesmo que abandonasse a "timeline" de persona 3 e 4, alguns dos raros jogos (junto com algumas visual novels) que marcaram a minha vida até hoje. Neste dia, finalmente, a minha espera chegou ao fim... ou, melhor dizendo, entra agora na sua contagem regressiva.


Hoje pela manhã, o canal do Youtube oficial da Atlus japonesa anunciou, por definitivo, o que seria aquela grande novidade relacionada à franquia Persona que ela já estava prometendo há bons tempos. Teve gente que achou de tudo: uns achavam que foi cancelado após a compra da empresa pela Sega, outros achavam que seria o anúncio de algum spin-off da série, remakes em HD de Persona 3 ou 4, mais detalhes do novo jogo de luta crossover, conhecido como (tente não travar a língua ao falar) Persona 4: The Ultimax Ultra Supplex Hold... mas claro, o maior bulício disso tudo era se, realmente, teríamos notícias sobre Persona 5, que desde tempos mais remotos já tínhamos rumores de que a Atlus já estava produzindo o jogo desde antes de Catherine, aquele joguinho de puzzle tipicamente japonês, feito para asiáticos.

No curto teaser sobre o próximo jogo da série de JRPG mostra poucas informações, mas essenciais para os fãs. Primeiro, que os rumores da criação de uma equipe exclusiva para o desenvolvimento do jogo, o P Studio, se consolidou, e que, de fato, estará envolvido nesse projeto (apesar de termos o logo da empresa já em jogos anteriores). Segundo, como consequência disso e para o alívio dos fãs, teremos todos os grandes nomes envolvidos em Persona 3 e 4 participando na criação do novo jogo, que são o roteirista Katsura Hashino (apesar do nome de mulher, ele escreveu roteiros fodas de Nocturne e até mesmo o de Catherine, além de Persona 3 e 4), Shigenori Soejima (o cara das mãos fodas que faz o character design dos personagens) e Shoji Meguro (além de ídolo de muitos, compositor da trilha sonora dos jogos).

Terceiro, o jogo será lançado mesmo no PS3, como haviam muitos boatos, e que de certa forma ainda alegra a vida de quem tem o console mesmo diante de tanta gente querendo mostrar sua ostentação parcelada em 12 vezes no cartão ao comprar um PS4 ou Xbox One e uns joguinhos na semana de lançamento (mesmo com os defeitos que estão surgindo em ambos os consoles). Se fode aí, você que acha que Rise: Son of Rome ou Killzone: Shadowfall chegarão sequer aos pés do que esse jogo promete ser. Tudo indica que, mesmo os jogos de luta de Persona saindo para Xbox 360, o jogo se tratará de um exclusivo para a empresa japonesa de eletrônicos, assim como praticamente todos os jogos de Shin Megami Tensei lançados dos anos 2000 pra cá.

Por último, apesar de ser um período de lançamento bem abrangente e sujeito a alterações (pelo amor de Kami-sama, não faz isso comigo), estão com a previsão de lançar o jogo no final do ano que vem. Infelizmente, não se sabe se essa data de lançamento se refere ao jogo em japonês, ou se haverá algum tipo de lançamento mundial também em inglês para este jogo, assim como se fez com Pokémon X e Y. De um jeito ou de outro, uma localização do jogo para o inglês será inevitável.


... bom, resumindo, o que podemos esperar do novo jogo? QUE SERÁ DO CARALHO, COM CERTEZA!!!

Já tem um PS3? Então não o venda ainda, pois ainda vai ter bastante lenha pra queimar até surgir um jogo do mesmo gênero realmente do cassete pra bater de frente com este. Não tem um? Aproveita o Black Friday nesta próxima sexta-feira pra comprar o seu de natal adiantado... ah, você tem um Xbox/Wii/um console ancião? Bom, tá na hora de vender o seu... eu estou vendendo o meu Xbox, se alguém aí estiver interessado em comprar, manda e-mail "pa nóis".... (eu tô falando sério -d)

O quê? Play-SemHDMI-4? XimbinhaBox Uãn? Wii U com tomate cru? Ah, ainda tem muita coisa pela frente até eu comprar um deles...


Bom, espero que vocês tenham ficado tão felizes e esperançosos quanto eu com essa notícia. A gente se vê no próximo post. Até lá!
Out.

P.S: Sou fã de carteirinha de Persona, sim, e daí? Além disso, quebrei meu recorde de escrever um post tão rápido xP

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Novo Persona 4 Arena está em desenvolvimento, curta aí um trailer (mal editado) de Hatsune Miku na America!


Para quem gostou de Persona 4 Arena e ficou com um gosto de quero mais na boca, tanto pelos personagens que faltaram quanto por simplesmente ter mais desafios para afiar suas habilidades, a Arc System Works está trabalhando em uma continuação do jogo original, adicionando novos personagens de Persona 3 como Takeba Yukari e Iori Junpei, retrabalhando um pouco nos visuais e na mecânica de jogo, e claro, com várias outras surpresas que ainda serão reveladas até o jogo ser lançado.

Não há ainda uma data fixa para o lançamento do novo jogo no Japão e nem no ocidente, mas durante esse final de semana, a Arc System Works está realizando em Akihabara e Osaka um evento de testes onde jogadores podem, obviamente, testar o jogo antes de todo o resto do mundo e dar sugestões diretamente para os produtores.

Para quem não sabe, a Arc System Works é a mesma empresa que faz jogos de lutas bem técnicos e complexos como BlazBlue e Arcana Hearts 3, que são aclamados pelos seus controles e até mesmo suas histórias misturando comédia com uma trama maior e mais séria. Não é pra menos que há torneios no mundo inteiro de Blazblue, formais e informais, com até prêmios em dinheiro. Já para quem não conhece Persona mesmo, trate de conhecer o quanto antes, pois é uma das melhores franquias recentes de JRPG (RPG japonês) que já se foi localizado para a América, com uma temática bem complexa, extremamente viciante e imprevisível... é, deveria fazer uma análise deles um dia...


E enquanto isso, no ocidente, que geralmente fica babando em jogos japoneses e gasta uma grana pra importá-los ou jogá-los por meios alternativos, você provavelmente acompanhou (ou pelo menos ouviu falar, se já acessou este blog antes) que a Hatsune Miku terá o seu primeiro jogo lançado oficialmente pra cá, apesar de se tratar de realmente o 5º jogo dela (desconsiderando as versões arcade e para plataformas móveis exclusivas ou jogos feitos por fãs) que põe o jogador em um jogo de ritmo musical enquanto vê vários clipes de Miku e companhia em suas músicas clássicas e atualmente famosas.

A diferença? Bem, agora temos um trailer em inglês oficial para o lançamento do jogo. Mas... só eu que achei a edição extremamente tosca e sem profissionalismo? Até eu editaria melhor isso aí, cobrando menos até!

E é por isso que você deve pagar um bom editor de vídeo para fazer um trailer de um jogo a ser lançado...

... bom, deixando imperfeições técnicas de lado... ainda tem umas coisas que eu não gostei da versão em inglês, pois apesar do karaokê em romaji ser ótimo para as pessoas acompanharem a letra da música e deixar de pagar de poser, bem que poderiam colocar uma tradução oficial em inglês mesmo das músicas em algum lugar do jogo, que fosse no manual digital ou algo do tipo. Fora isso, o jogo está praticamente intacto com a versão japonesa exceto pela tradução dos menus e "picuinhas" do tipo... ah, que vontade de ter um PS3...

Caso tenha se esquecido, o jogo lança para a Europa e para os Estados Unidos dia 27 de Agosto, tanto em formato físico quanto em formato digital na PSN (vai dar pra jogar no Vita? Talvez...). Agora, se a Sega vai lançar as versões antigas do PSP e Vita no ocidente também, que seja via PSN, ainda é um mistério a ser revelado.

E eu fico aqui. Até mais o/
Out.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Hatsune Miku: Project Mirai 2 confirmado para o 3DS (por enquanto, só no Japão, buá)


O fenômeno da ídolo virtual Hatsune Miku não para de crescer. Não é de hoje que um simples projeto de sintetizador de voz desenvolvido pela Crypton Media utilizando vários recursos da multinacional japonesa Yamaha, que acabou virando a febre da década no oriente, contando com milhares de compositores do software que postam suas mais recentes músicas no site de compartilhamento de vídeos Nico Nico Douga (que pra quem não sabe, é bem mais difundido por lá que o Youtube e similares) e, claro, esse fato acabou gerando muito merchandising pra idol, desde nendoroidos até bonecas em escala real (1/1), desde jogos independentes até jogos comerciais lançados em vários consoles.

Por ser uma das indústrias que mais cresce no mundo atualmente, bem mais que a indústria do cinema e da música, a Sega, a detentora dos direitos de publicação de jogos da Hatsune Miku no Japão, não é boba nem nada e já lançou vários jogos da diva para PSP, 3DS e Vita e cada vez ela quer MAAAAAAAAAAAIS, anunciando recentemente pelos sites locais de multimídia.


Hatsune Miku: Project Mirai 2 segue a mesma fórmula que o antecessor, sendo um jogo musical utilizando os modelos oficiais da linha nendoroid (ou nendroid, chame como quiser) e com até as músicas do jogo anterior caso você ainda não o tenha jogado, todas entupidas de rotinas de dança kawaii e vídeos animados das mais diversas maneiras (e todos com suporte em 3D, claro). Além disso tudo, o jogo incluirá um novo nível de dificuldade para os mais experts tentarem testar seus níveis asiáticos em coordenação motora, novas músicas, mais roupas para customização das personagens (inclusive a possibilidade de trocar peças de personagens separadamente, ao invés de peças exclusivas para cada um), uma porrada de objetos para colocar no quarto da Miku (ou da idol que for) e vê-la interagindo com eles das mais diversas formas, e o suporte para futuros DLCs, pra você entupir seu cartão SD com o que quer que a Sega esteja preparando para o futuro.

Por ser um portátil com trava de região, apenas os 3DS's japoneses rodarão o jogo (isso é, até que saia uma versão ocidental ou européia, o que acho que vai demorar, e isso para ser otimista), mas o jogo tem uma faixa de preço bem atrativa em relação aos demais jogos japoneses para a mesma plataforma. Em sua versão normal, o jogo sairá por 6279 ienes (ou 146 reais brasileiros), mas para download, o preço cai para 5600 ienes (ou quase 130 reais). Para os fãs mais ávidos, a versão limitada, que vem junto com um adesivo e um nendoroid exclusivo que provavelmente poderá será vendido por uma fortuna daqui a alguns anos, saira por 7665 ienes (praticamente 180 mangos). O jogo tem previsão de lançamento para o dia 28 de Novembro deste ano, e para quem se interessou pelo jogo, as pré-vendas já começaram em vários sites que entregam internacionalmente, uns até de graça e levemente mais baratos.

CUTENESS OVERLOAD!!
E isso é tudo por hoje. Até a próxima!
Out.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Que tal apoiar um livro com Entrevistas de Roteiristas da Key, 07th-Expansion e KID (e uma penca de outras empresas de games e clássicos)?


Uma proposta tentadora, sim, mas infelizmente o projeto não saiu do papel ainda. Isto é, não por enquanto, mas você poderá ajudar esse ambicioso projeto caso o seu amor por jogos orientais for grande o suficiente.

Um projeto do site Kickstarter, um site de investimento em projetos criativos onde qualquer pessoa pode criar o seu próprio projeto ou investir em projetos já existentes de pessoas dos quatro cantos do mundo, arregalou os olhos de muitos fãs de cultura e jogos orientais (incluindo visual novels, claro) ao fazer uma proposta ousada: fazer o livro com o maior número de entrevistas de desenvolvedores e roteiristas das maiores empresas de jogos orientais que existe atualmente ou que deixaram sua marca na história. Segundo o vídeo do projeto (que você pode ver no início do post), o dinheiro que ele pede é mais para pagar os melhores intérpretes e tradutores de japonês para inglês possíveis para poderem conduzir as entrevistas com essas pessoas (que, na grande maioria das vezes, fala apenas a sua língua nativa mesmo) e traduzir o mais fielmente possível, além de provavelmente o dinheiro de hospedagem para ficar lá alguns meses e o valor da passagem.

Como você pode ver no LINK, antes mesmo dele montar o seu projeto via Kickstarter, ele já tem uma boa quantidade de pessoas que querem ser entrevistadas por ele, incluindo desde o escritor de cenários dos jogos Resident Evil até tradutores de Final Fantasy X. Mesmo se você simplesmente for um gamer assíduo, o livro terá bastantes entrevistas de gente que participaram de jogos que marcam nostalgia até hoje.

E o que isso tem a ver com visual novels, já que temos trocentas empresas de videogames famosas originalmente no Japão como a Capcom, Konami, Kojima Productions, Bandai Namco, Sony, Sega, Nintendo e tantas outras? Bom, para agradar o maior número de público que gosta de jogos japoneses possível, ele também prometeu entrevistas com Ryukishi07 (roteirista da 07th-Expansion e seus jogos, Higurashi, Higanbana, Umineko e Rose Guns Days. Ajudou com Rewrite também), Maeda Jun (roteirista da Key e suas obras-primas como Kanon, Air, Clannad, Little Busters!, Rewrite e Angel Beats) e até mesmo Kotaro Uchikoshi (criador da série Infinity, da KID, 999 e Virtue's Last Reward), podendo até mesmo, se o projeto conseguir ser financiado de fato, colocar entrevistas com alguém da Type-Moon (uma entrevista com Kinoko Nasu, o criador de Fate/Stay Night e Kara no Kyoukai, já pensou?) e dos criadores de Kamaitachi no Yoru, talvez a primeira novel que se popularizou pelo ocidente e que fez o gênero de sound novels se alastrar (ela inspirou Higurashi, sabia?).


Uma proposta promissora até demais, se vocês me perguntarem. Digo, um livro que tenha a história de jogos japoneses e orientais em geral são poucos mesmos. Entrevistas estão mais espalhadas em revistas exclusivas para esses países e 100% das vezes estão todinhas em japonês ou chinês, o que limita (muito) o público que pode ler essas matérias ou mesmo os de coração bom que estão dispostos a traduzir tais entrevistas por completo. Ter um livro desses lançado de verdade e ainda ser posteriormente lançado pela Amazon é uma ótima ideia, mas tem um porém... se você visitou o LINK, viu que o projeto tem apenas mais duas semanas de "vida" e ainda falta praticamente metade para ser financiado.

De fato, concordo com você que pensou que 12 libras esterlinas (praticamente 40 reais) para um livro em formato digital e 25 libras (aprox. 85 reais) é um preço salgado para o pequeno bolso do povo brasileiro, quanto mais para um vício ou um hobby como videogames, mas se você olhar bem, é uma chance única para um livro desse estilo ser publicado. Sabe, eu respeito a opinião dos outros, mas eu simplesmente odeio quando certas pessoas torcem a vista ao ver um jogo japonês ou tem repulso por uma visual novel para maior de 18 anos. Uma expansão de horizontes que um livro desse porte (que teria um bom alcance, já que fala de jogos em geral também, atraindo o vasto povo gamer por aí) poderia causar é capaz sim de mudar a visão desses jogos para o resto do mundo, aquecer o mercado de jogos do gênero, e com uma boa dose de otimismo e sorte, até mesmo expandir esse comércio para outros países, podendo até mesmo incluir o Brasil e finalmente acabar com o "posersismo" de certos gamers que passam o dia jogando Call of Duty e League of Legends e se auto-dominam gamers manjadores.

Uma missão ousada, sim, mas possível. Por mais que pouca gente acabe lendo esse post, a minha intenção é espalhar a notícia, e quem sabe, conseguir colaborar um pouco com o sucesso desse projeto. Até eu que sempre fico com o pé atrás em projetos de Kickstarter não estou conseguindo resistir às possibilidades de ter um livro desses. Não vamos ficar só torcendo para que isso aconteça. Vamos colaborar? ^^


Bem, esse é o post de hoje. Até mais!
Out.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Hatsune Miku - Project Diva F invadirá Europa, EUA e a PSN em Agosto! FINALMENTE!!!

Nossa Genki-dama deu certo!
Os céus (e a Sega) finalmente ouviram os desejos dos fãs. Depois de quase 6 anos de existência do ídolo virtual mais bem conhecido pelo Japão e pelo resto do mundo, Hatsune Miku está bem próximo de alcançar todo mundo que tiver um PS3 e uma conta na PSN. Depois de sua campanha para ver os limites da paixão dos otakus e demais fãs da idol via Facebook e ao se surpreender ao resultado monstruoso de literalmente milhares de compartilhamentos (eu e o Lighty participamos também xD), a Sega não teve escolha a não ser cumprir com a sua palavra de lançar o mais novo jogo da Miku, Project Diva F, para PS3 no ocidente.

"Ué, mas o jogo já não havia sido lançado? Qual será a diferença agora?"
Enquanto o conteúdo do jogo possa ser praticamente o mesmo, vai ter bastante coisa de atraente. Primeiro de tudo, se você não sabe nada de japonês ou fica meio perdidão ao ler kanjis cabulosões ensinando como fazer seu próprio PV no Edit Mode, fique tranquilo que todos os menus e interfaceamento estarão traduzidos para o bom e velho inglês. Segundo, as chances são boas de termos traduções oficiais das músicas presentes no jogo e acabando com a confusão que possa ter do fã ao ver traduções diferentes de diversos canais no Youtube ou em sites de letras de música (e mesmo se não tiver a tradução em si, o que acho difícil, pelo menos o romaji será garantido e aperfeiçoará o karaokê das cosplayers por aí). Terceiro, com um lançamento ocidental, será mais fácil de ter acesso ao jogo em lojas físicas ou virtuais, e não duvido que chegue aqui pro Brasil também. E o mais importante, claro, o PREÇO! Chega de pagar alfândega com importações ou pagar preços absurdos de sites de importação, quando o jogo sair para nós, será o famoso preço de catálogo de 60 dólares e nem um centavo a mais, fora que, mesmo se você não puder comprar, poderá baixar o jogo completo via Playstation Network  (se duvidar, até um pouco mais barato... e claro, contando que você tenha uma conta dos EUA ou européia, mas isso é fácil de se criar caso ainda não tenha).

É nesses momentos que eu me odeio por não ter comprado um PS3, mas em compensação, já aproveitei os três jogos da série lançados para PSP, e a versão para Vita pode esperar um pouquinho, de preferência quando a SCEA (Sony da America) deixar de ser pão-dura e abaixar o preço do portátil em algumas doletas. Até lá, o jeito é ficar babando nos PVs das músicas que continuam bonitas como sempre na nova versão HD (agora HD de verdade, não aquele HD de Dreamy Theater que deixa a Miku com boca de sapo). E claro, como deixar de esquecer a música que fez um mini-ataque cardíaco virar um dos momentos em que Hatsune Miku mais conseguiu fãs no Ocidente, né?


Para quem, mesmo depois de tanta notícia boa, ainda não aguenta esperar, fique tranquilo: a Sega anunciou em seu blog que já na semana que vem, será lançado uma demo do jogo na PSN, de graça, para usuários da PSN americana e européia respectivamente nos dias 11 e 12 de Junho, ou seja, semana que vem! Agora sim, se você tem um PS3, não terá mais desculpas para jogar o jogo da Miku em inglês! Agora vai lá, honre o seu amor otaku, e Tell your World!

O post acaba aqui. Depois a gente se vê!
Out.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Evangelion 3.33 chegando em Blu-Ray, Hatsune Miku invadirá seu 3DS (de novo!)


Amantes de mechas ficaram loucos quando Evangelion 3.33, o terceiro filme da série de mangá/anime da década de 90 que fizeram a infância de muita gente ao acompanhar a história de Shinji, Rei e Asuka e dos misteriosos "anjos" que atacam a cidade futurística de Tokyo-3. Por ser uma das séries mais famosas e "clássicas" do mundo otaku e uma das primeiras que desenvolveram uma fan-base tão grande no Ocidente (e no Brasil também), é claro que criaram-se vários materiais para manterem os fãs ocupados após o anime.

Seguindo o estilo rápido e a alta qualidade de animação dos filmes anteriores, Evangelion 3.33 foi um estouro de vendas nas bilheterias dos cinemas japoneses, e para quem estava morrendo de vontade de ver o filme (e para a felicidade dos fansubs que agora poderão colocar as mãos nos raws do filme), o blu-ray e DVD do mesmo será lançado ainda neste mês, com direito a alguns extras nas versões limitadas como livretos, trilha sonora, documentários, curta-metragens, e por aí vai.

Agora, se liga só no trailer muito top do anúncio!


Véi... até eu fiquei com vontade de comprar o blu-ray depois de ver o vídeo xD


E para quem gostou do jogo musical da Hatsune Miku para 3DS (e não tem um PSP/PSVita/PS3 para jogar os outros jogos dela), uma boa notícia pra você que tem um 3DS japa (region lock, eu o amaldiçoo!) é que haverá um próximo jogo da diva virtual, o Project Mirai 2!

Pois é, ela voltará, com direito a todas as roupas que ela tinha antes (e a roupa rosinha da Sakura Miku!), mais músicas (como Yum-Yume, do Deco*27, mesmo compositor de Ai Kotoba, minha música favorita *-*), e claro, o mesmo visual 3D-chibi de antes e a possibilidade de poder jogar tanto com os botões do portátil quanto com a tela sensível ao toque.

... o quê, você não ouviu falar do primeiro jogo? Mula! Digo, veja o PV de uma das músicas abaixo ^^


E eu me despeço de vocês por enquanto! Até o próximo post, e fiquem ligados neste fim de semana, hein!
Out.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Hatsune Miku vai invadir o seu PS3! (de novo, mas por bem agora)


Tomara que alguns fãs da Hatsune Miku estejam lendo isso, pois este post é especial para elas xD
E se você não gosta, vá procurar saber mais dela. AGORA!

Enfim, vamos à notícia de hoje. Após alguns vários jogos da Miku para PSP, e mais recentemente para android, ela estará pronta para invadir o seu PS3 já no ano que vem, quando ela terá um jogo só para ela, com direito à mídia física e tudo mais!

Hatsune Miku: Project Diva f (com o "f" minúsculo mesmo, pois é abreviação de "forte" na notação musical), originalmente lançado para o PSVita praticamente 3 meses atrás, é o mais novo jogo da diva virtual japonesa. Com 37 músicas no jogo (sem contar os que dá pra baixar, claro), desde hits clássicos da diva como Ievan Polka, Black Rock Shooter (sim, surgiu da música! Não sabia não? Seu poser!) e World is Mine até mais recentes como Himitsu Keisatsu, Summer Idol, Weekender Girl e Odds&Ends, isso sem contar as novas roupas, o jogo também será lançado para o PS3, como nós vimos há um bom tempo, nos vídeos promocionais do mesmo, como este aqui embaixo.


Graças ao Overwatcher, a versão para o PS3 não terá a mesma animação (nojenta) de Dreamy Theather, a versão maligna do jogo para PS3 que é habilitada ao conectar o PSP com o jogo no seu PS3, o que é uma boa notícia... olha, se a animação final do jogo for *igual* (nem precisa ser melhor) que a versão arcade, vou falar "foda-se" pro mundo e comprar um PS3. Além disso, o jogo terá o famoso modo 3D estereoscópico presente desde Dreamy Theather 2nd, todas as roupas (e mais algumas extras) da versão do Vita para todos os vocaloids convertidos em belíssima e alta resolução e músicas exclusivas como Tell Your World e Sweet Devil.

Apesar de algumas coisas da versão do Vita, por questões óbvias, não podem ser transferidas para o PS3 como os comandos por toques e modos de realidade aumentada, a maioria do jogo será mantida, como o Diva Room e o modo para você baixar a inspiração e fazer a Miku ou qualquer outra Vocaloid dançar a música que você quiser, do jeito que você quiser, e ainda por cima compartilhar para o mundo. Pra melhorar, a Sega afirma que, caso o jogador tenha as duas versões, ele habilitará coisas novas (ainda não reveladas).

Em pré-venda nas grandes lojas japonesas (inclusive online e que entregam internacionalmente), Hatsune Miku - Project Diva F (agora sim, maiúsculo, para distinguir a versão do PS3 da versão do Vita) tem preço de catálogo de 7329 ienes (aprox. 185 reais), e será lançado oficialmente no dia 7 de Março de 2013. Há também um controle estilo arcade especial para o jogo vendido separadamente, caso você seja um fã tão die-hard (e endinheirado >.>) da Miku.

Dê uma experimentada num PV de uma música do jogo (também uma das minhas músicas favoritas xD)



Bom, isso é tudo por hoje pessoinhas. A gente se vê por aí!
Out.

sábado, 24 de novembro de 2012

Phantasy Star Online 2 para o Vita em 2013, e... o futuro dos games hardcores nas mãos da Square Enix?


MMORPGs japoneses são muito bons. Muitos deles mal chegam à beira de serem decentemente conhecidos no ocidente, mas Phantasy Star Online, por incrível que pareça, é um dos melhores e mais viciantes que há por aí, e que por incrível que pareça tem um bom reconhecimento por aqui no ocidente, por não ser restrito apenas à usuários que vivem na terra do Sol nascente.

O primeiro Phantasy Star Online foi lançado há mais de 10 anos, para Dreamcast, Gamecube, Xbox e (claro) PC, e que foi um dos jogos percursores para o modo online em jogos para consoles (apesar de você precisar de uma graninha boa na época para comprar os acessórios para suporte para internet banda-larga e um plano decente para jogar sem lags). Agora, quase 10 anos depois, a segunda iteração, abreviada de PSO2, já em beta-test para o PC (mas com a interface toda em japonês, claro), também será lançada para o PSVita no ano que vem, mais precisamente no dia 28 de Fevereiro.

Assim como a versão para PC, a versão para o novo portátil da Sony será totalmente gratuito para jogar, e o melhor, em servers iguais. Nada de preconceito de server separado para PC e para Vita, lá é nível asiático e todo mundo consegue se dar bem até jogando de olhos vendados. Apesar do jogo em si ser de graça, a Sega irá lançar uma versão especial em mídia física, com direito à roupas e items especiais, adesivos e a trilha sonora do jogo por meros 5229 ienes (praticamente 150 reais).

Para quem nunca viu o jogo, dê uma olhada aqui embaixo para ter uma idéia:


Gráficos bem bonitos, gameplay bem viciante, muita gente online (é um dos MMORPGs mais jogados no Japão, e uma porrada de kanji japonês para você se virar... mas se você consegue entendê-los, não vai se arrepender de jogar esse jogo quando sair traduzido. Afinal, melhor que isso, só quando The World for real.

"Oh, really?"
E para quem acompanhou a apresentação da nova (e foderosa) engine da Square Enix, a Luminous Studio, sabe que ela está deixando todo mundo de boca aberta né? Até mais que a Unreal 4, ou a Cryengine3 da nova geração, mas... será que isso cola no cenário atual de games?


"Como assim, Out?"
Não faz muito tempo que o mercado de jogos para IOS (portáteis da Apple como Ipad e Iphone) e Android (o sistema operacional para celulares da Google) se popularizou muito devido às empresas Indie, as pequenas empresas independentes que, apesar da sua pequena verba para investir, consegue fazer muitos jogos casuais, mas interessantes. Desembolsando muito pouco, ou até nada em alguns casos, é diversão por horas e horas, no máximo com alguns anúncios em volta... e pensa, não é todo mundo que quer gastar 50~60 dólares apenas para uma campanha de 10 horas e um online que pode enjoar depois de alguns dias ou semanas, certo?

Bom, a Square-Enix vai tentar mudar esse cenário, pelo menos para os gamers hardcores tetudos coreanos, pois ela vai usar a sua engine para criar jogos "High-End", que no caso são aqueles jogos que a empresa investe dinheiro até não querer mais para atrair a atenção dos cosumidores por causa dos gráficos, gameplay e umas características extras que consoles atuais não conseguiriam alcançar jamais. Segundo a própria empresa, o objetivo seria criar jogos que aproveitasse mesmo os hardwares na nova geração de consoles, o que faz algum sentido segundo a lógica da empresa. Afinal, à cada ano um determinado jogo sai para algum console e todos ficam "Nossa, que gráfico foda!", mas esquecem que o hardware já está mais que ultrapassado atualmente... imaginem se o jogo fosse lançado em um console com 6GB~8GB de RAM e 4~6 CPUs dedicadas.


Apesar da falha que foi Final Fantasy XIII, que prometia CGs interaticas em tempo real (e que não foi bem assim no jogo final), a Square-Enix já admitiu que Hitman: Absolution teve a sua produção prejudicada devido às próprias limitações do console, e o jogo está simplesmente incrível. E enquanto isso, tem gente que não quer sair do PS3 ou do Xbox 360 só porque agora o preço está barato e ainda teremos CoDs para a geração atual por mais uns 3 anos no mínimo.

Eu sinceramente sou a favor de uma nova geração de consoles. Poxa, se PSP e Nintendo DS, que o pessoal falava que não presicavam ter outra geração porque os tablets e celulares atualmente estão ficando cada vez mais modernos e os jogos serem mais acessíveis, e ainda assim tiveram seus sucessores e estão vendendo bem, então por que os consoles "têm que demorar mais 2~3 anos"? Poxa, se Final Fantasy XV ou Max Payne 4 ou Deus Ex 4 tivessem gráficos iguais aos da tech demo? "Ah, mas gameplay é importante..." claro que é, mas consoles melhores possibilitam maiores possibilidades de interação do jogador com o jogo, certo?

Só espero que não demorem tanto assim. Meu dinheiro não vai ficar esperando para sempre. xP


Bom, o post de hoje termina aqui. A gente se vê, galera!
Out.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Trailer (longo) de Ultimate Ninja Storm, abertura de Project X Zone revelada!


Vamos lá, um post rapidinho pra vocês!


Fãs de Naruto com certeza estão antenados nas notícias sobre o próximo jogo da franquia, Ultimate Ninja Storm 3, está com PVs (vídeos promocionais) sendo lançados um atrás do outro, mostrando gameplay dos personagens, um pouco da história que o jogo irá cobrir, e adições extras em relação aos outros jogos da série.

A série de jogos Ultimate Ninja Storm estão sendo desenvolvidos pela CyberConnect2 (Asura's Wrath, jogos da série .Hack) e distribuídos pela Bandai Namco Games (nem vou citar quantos jogos ela já publicou, tô com preguiça...(são muitos)). O jogo promete ir além na história em relação à iteração anterior, Ultimate Ninja Storm Generations, contando a história dos pais do Naruto (vulgo, a parte que a Kyuubi "invade" a vila da folha) e as batalhas que acontecem durante a quarta guerra ninja, o arco mais agitado do mangá inteiro (igual a saga que o Aizen invade a cidade de Karakura, em Bleach).

Além dos (claro) novos personagens e novas batalhas de chefes no mesmo estilo que o Ultimate Ninja Storm 2, ele será lançado novamente para Xbox 360 e PS3 simultaneamente. A data de lançamento definitiva não foi divulgada oficialmente, mas há boatos que será em março de 2013.


Ainda no tópico de games, um cross-over bem bacana que está sendo feito para o 3DS é o Project X Zone (ou Cross Zone, como preferir), que nada mais está reunindo séries sagradas e clássicas da Sega (Space Channel 5, Sakura Wars, Resonance of Fate), Capcom (MEGAMAN!, Street Fighter, Resident Evil, Devil May Cry) e da Bandai Namco (.Hack, Tekken, Xenosaga, God Eater) num jogo animal de RPG.

O jogo será lançado em Outubro no Japão, e como era de se esperar, não há previsão de lançamento para o ocidente, já que boa parte dos jogos mais recentes das séries ainda não foram ou não têm planos para serem lançados no ocidente. Novamente como boatos, há gente que diz que o diretor da Namco Bandai tem interesse em lançá-lo no ocidente, mas é como eu disse, é só especulação.


Bom gente, o post foi rápido e curto, mas farei o possível para fazer um mais interessante amanhã quando terei mais tempo para bolar um, ok? ^^

Até pessoal!
Out.

sábado, 28 de abril de 2012

Um Pouco sobre Visual Novels - Parte 2




É isso aí, mais um dia, mais um post.

Então, hoje estarei continuando o assunto sobre visual novels, a sua história e títulos notáveis. No último post, vimos o estilão básico das visual novels, quando surgiu, empresas notáveis, e até mesmo um título que influenciou a série Exterminador do Futuro!

Agora, vamos entrar mais a fundo na cena, na primeira metade da década de 90.
Bem, nada de mais aconteceu entre o final dos anos 80 para o começo dos anos 90, por assim dizer. Isso porque as empresas mais focavam em inovar os seus jogos até fazer um que realmente fosse “aceitável” para o mercado. Não só no gênero de visual novels, mas em todos os gêneros de jogos, do plataforma 2D até os primeiros jogos pseudo-3D, todos eles ainda estavam um tanto sobresaturados, pois surgiam empresas a todo momento (igual agora com as empresas Indie) e que lançavam suas novas séries para tentar cativar o público. Alguns deles surtiram efeito desejáveis, como a série Dragon Knight (Knights of Zentar, na versão inglês), Words Worth (que inclusive ganhou 5 OVAs, sigla para Animação de Vídeo Original) e Tokimeki Memorial (franquia da Konami que mais tarde cresceu de forma assustadora, ganhando upgrades, e traduções, e que mês passado lançou mais um jogo para PSP), mas outras dezenas de títulos e empresas falharam miseravelmente em entregar um jogo bom para o gênero.

Vale lembrar que nesta época, já tinhamos acesso ao Super Nintendo (ou Super Famicon, no Japão) e Sega Genesis, então sim, teve-se bons progressos no quesito gráfico e sonoplastia, mas ainda assim todas as visual novels até agora não tinham vozes de nenhum personagem, e em sua maioria pelo menos, eram curtos (menos de 10 horas para zerar todas as rotas). Tokimeki Memorial talvez foi o primeiro jogo que teve duração com mais de 20 ou 30 horas, já que contava  com mais de 10 garotas para escolher no final do jogo e cobrindo 3 anos da vida escolar do personagem principal, além de gráficos muito bonitos para a época. Por ser tão revolucionário para a época, a franquia mais tarde lançou jogos para PSP, playstation, nintendo DS, PC e, recentemente, até para celular, óbviamente evoluindo com o tempo com vocais, histórias mais complexas e até tendo sua própria série de anime.

Em 1995, podemos dizer que houve uma grande evolução no gênero para o ocidente, uma vez que vários títulos bons foram lançados nesse período, como Mugen Yasoukyoku (Nocturnal Illusion, no inglês, produzida pela Jast USA), EVE: Burst Error (VN de suspense e investigação com um dos melhores roteiros e trilhas sonoras da época) e um clássico dos jogos hentai (pornô), True Love ~Jun-Ai Monogatari~, que aliás, tem uma história bem bacana na vida real.

Inicialmente, True Love foi lançado no Japão, pela empresa Parsley, conhecida por seus jogos fracos e ruins, tal fama deixou o jogo ser praticamente esquecido pelo Japão. Por um motivo desconhecido (ou da empresa tentar lucrar com o seu “desastre”), ela localizou o jogo para os EUA (vulgo, traduziu e converteu a região do jogo para padrão americano) e surpreendentemente foi um grande sucesso por lá, sendo um EXEMPLO de jogo hentai até hoje devido a sua variedade de cenas, meninas possíveis para se relacionar e (não muito importante, mas bem original) um sistema de planejamento, onde você é obrigado a ir na escola de manhã, mas pode ir fazer o que quiser durante a tarde e à noite.

A partir daí, visual novels começaram a ganhar cada vez mais notoriedade e complexidade, tanto no próprio Japão quanto no ocidente, ainda que nem tanto quanto demais gêneros de jogos devido à quantidade de jogos do gênero que chegavam no ocidente. Na época, a maioria das VNs eram lançadas para Playstation1 e para PC. Mais títulos de sucesso nessa segunda metade da década de 90 foram lançados, principalmente pela Sega (Sakura Taisen, ou Sakura Wars, em inglês), JAST (San Shimai e Sakura no Kisetsu), Zyx (fraquia Lightning Warrior Raidy), Elf (“Kono Yo no Hate de Koi wo Utau Shoujo YU-NO”, ou em inglês, “A Girl who chants love at the bound of this world, YU-NO koihate”, cuja versão para Sega Saturn é INTEIRAMENTE falada, e isso foi em 1997, e com boa qualidade! Talvez uma das primeiras VNs faladas lançadas), Leaf (To Heart e Kizuato) e Crowd (pela franquia X Change, que por si só rendeu um bom dinheiro para a empresa, bem como outro título que marcou o gênero).

Bem galera, por hoje eu encerro por aqui o post. Já ficou bem grande o post para um dia só.
Não perca, na parte 3 de “Um Pouco sobre Visual Novels”, falaremos sobre o final dos anos 90 para as visual novels, principais títulos que marcaram a década, o surgimento das grandes empresas de visual novels hoje como Key (Clannad, Rewrite e tantos outros) e Type-Moon (Fate/Stay Night e Tsukihime) e, claro, o melhor título da década e porque mereceu esse cargo.
Até a próxima!
Out.