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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Análise de Anime [9] - Kara no Kyoukai [CORRENTE DE REVIEWS 2013]


Não, o Out não morreu, e sim, pode parecer inesperado, mas a Zero Force também está participando da Corrente de Reviews 2013, organizado pela Anikenkai, parte do portal Genkidama. Se você está acompanhando a corrente (e se todo mundo tá postando direitinho nas datas certas), o blog que me sorteou foi... alguém que eu não sei ainda, mas o anime que me sortearam foi... pois é, depois de tanto pau que eu metia na Type-Moon por causa do anime de Fate/Stay Night, mas que eu acabei mudando de visão após ver Fate/Zero e me adentrar mais no "Nasuverso", tá aí mais uma obra feita nas mesmas bases e muito bem aclamada por otakus espalhados pelos sete mares: Kara no Kyoukai.

A série foi criada pela mesma duplinha de sempre da Type-Moon: roteiro por Kinoko Nasu e com ilustrações de Takashi Takeuchi (tem até tags pra eles pois não é a primeira vez que falo deles, tá!). Muitos conhecem mais eles pelas visual novels de Tsukihime e Fate/Stay Night, mas a verdade é que, no começo de sua carreira, Nasu escreveu uma certa Web Novel (tipo uma light novel, mas que você lê, legalmente, pela internet) que demorou um bom bocado para ser publicada em formato físico (e pra falar a verdade, foi o próprio Nasu que desembolsou para que isso acontecesse). Anos se passaram, e mais ou menos na época em que Fate/Stay tava bombando nas lojas japonesas, Nasu convenientemente relançou sua obra, revisada e modificada de acordo com o seu intuito, e foi um estouro de vendas. O nome dessa obra? Kara no Kyoukai.

Uma obra meticulosamente feita e brilhantemente orquestrada despertou o interesse de muitos estúdios para transformá-la em anime, mas por ser uma obra de difícil entendimento para o público "normal", a Type-Moon recusou muitos convites... até que a Ufotable (*aquele* estúdio paia que fez Fate/Zero) teve a ideia de dividir os diversos capítulos da obra em filmes, que passariam nas telonas e que requerem maior atenção do espectador frente a um anime que passa na sua TV ou no computador. A Type-Moon aceitou a proposta, e hoje é visto como um dos melhores exemplos de animação até hoje, frente até mesmo à Production I.G. (Shingeki no Kyojin, Robotics;Notes) e da Kyoto Animation (Clannad, Angel Beats, K-ON, Free!).

Chega de enrolação? Pois bem, vamos à análise!
História
Ah, borrou toda a minha maquiagem...
<--- música para ouvir enquanto lê a análise ^^

Kokutou Mikiya é aquele seu protagonista clichê de animes japoneses: o cara normal, sem nenhum dote especial, colegial e que usa óculos (tá, não é todo protagonista que têm óculos). Após passar pela cerimônia de ingresso para um novo ano do ensino médio, Mikiya vai, aos poucos, se envolvendo com Ryougi Shiki, uma menina meio calada (apesar de passar longe de ser uma kuudere) e que curte andar por aí usando seu kimono.

Durante as primeiras conversas que os dois personagens têm, vários assassinatos ocorrem na cidade onde eles vivem, mas até aí, nada de anormal acontece na vida dos dois... isso é, até Mikiya descobrir que Shiki possui dupla personalidade, e após muito investigá-la, descobre que ela era a responsável pelos assassinatos bizarros. Mikiya tenta convencê-la de parar de fazer essas coisas, mas o aparecimento de um mago, Araya Souren, acaba por impedir que Shiki matasse Mikiya por pouco, mas não nas melhores das intenções.

Uma série de eventos acontece a partir daí, e Shiki se encontra com Aozaki Touko, uma pessoa que a tenta auxiliar a superar seus medos e traumas, em troca de que ela trabalhe para Touko, juntamente com Mikiya, em uma espécie de agência que cuida de casos paranormais relacionados a magos e à própria magia deles. A partir de então, vários mistérios que vão ocorrendo na cidade acabam, de uma forma ou de outra, envolvendo os personagens da história mais uma vez, e aos poucos vai revelando e desenvolvendo a história entre os dois, diante de tanto mistério, lógicas e sede por sangue que as magias liberam nas mãos das pessoas erradas, ou mesmo vinda das próprias mãos das pessoas confusas e animalescas que aparecem.

Kara no Kyoukai é dividido em 7 filmes (o oitavo filme que foi anunciado, Mirai Fuukei, é um spin-off after-story, dando continuidade ao final do último filme), sendo que a maioria tem até pouco mais de uma hora de duração cada, com exceção do quinto e sétimo filme, com durações próximas de 2 horas. Cada filme é uma história fechada, mas como a ordem cronológica da série (2>4>3>1>5>6>7) não é a mesma que a sequência com que os filmes foram lançados, alguns fatos, pessoas e "poderzinhos que aparecem sem serem explicados" só fazem sentido posteriormente, e uns até só aparecem depois que os créditos rolam na tela... além de, claro, desenvolverem algo ainda maior.

Animação e Trilha Sonora
Kara no Kyoukai não é o seu anime de todo dia. Ele aborda temas bem polêmicos e com quase nenhuma censura. Sexo, estupro, drogas, homicídio, suicídio, decapitação, e até mesmo halucinação. Escolha o prato que mais gostar.
A animação é impecável. Assim como em Fate/Zero, Kara no Kyoukai não tem vergonha em mostrar belos tons vívidos e escuros na maioria de seus filmes. Efeitos de luzes não são tão evidentes no dia-a-dia dos personagens, mas nas batalhas e partes mais tensas da história, quase toda forma de efeito artístico visual está presente, combinando harmosiosamente com os fluidos movimentos dos personagens e suas animações realísticas e rápidas.

Muitas vezes, você pode até pausar o anime em um momento qualquer e você quase nunca verá uma modelagem mal-feita de algum personagem ou ver alguma desproporção nas medidas físicas dele. E não pense que Kara no Kyoukai só fica na parte da animação "bonitinha" que só se condiz à realidade, mas, por envolver magia no seu universo, até mesmo os efeitos especiais de coisas sobrenaturais são bonitos de se ver, sem deixar de dar aquela expressão de "over the top" que os animes japoneses adoram fazer.

A dublagem do anime é muito bem feita, assim como é na maioria dos animes de grandes estúdios. Sobre a trilha sonora, muita gente falava que a de Kara no Kyoukai é uma das melhores e mais inesquecíveis que existem atualmente. De fato, as trilhas cantadas são extremamente bonitas, graças ao grupo Kalafina, mas a trilha sonora mesmo é o que se espera de qualquer anime que tenha esse porte e que faça parte de um estúdio tão grande quanto a Ufotable. Não digo isso por desmerecer... mas é que é tanta trilha sonora boa que existe por aí, que simplesmente falar que a trilha sonora é boa não é justificativa suficiente para mim.

Opinião, Pontos Fortes e Fracos
Se você é daqueles que gostam de gráficos bonitos e animação fluente... tenho boas notícias pra você...
O que é arte? O que define ser uma obra de arte? O que define "música boa"? O que é ser normal? O que é aceitável de se fazer numa situação delicada? Kara no Kyoukai pode não responder todas essas (e outras) perguntas, mas ela vai fazer você pensar (e muito) sobre isso. Assim como um livro, nem sempre as coisas mais claras e indiscretas são as coisas mais bonitas e marcantes em uma história. Este anime, caso você o veja na ordem em que ele foi lançado, ele te dará pistas sutis sobre tudo o que acontece no universo da série, por mais que os tempos sejam disconexos ou que não sigam uma ordem cronológica certinha. Caso você já assistiu Suzumiya Haruhi (eca!) ou filmes mais nerd como Star Wars e Senhor dos Anéis, você sabe que nem sempre a ordem de lançamento original dos livros/filmes é a ordem cronológica dos eventos, mas ainda assim, você não é deixado para trás por causa dessas pistas.

O mundo real é repleto de perigos, e você pode escolher entre simplesmente prosseguir sua vida sem dar muita atenção a isso, ou você pode arregaçar as mangas e tentar ajudar a melhorar este cenário. A dupla Shiki e Mikiya mexe justamente nesse ponto, e ao contrário do vilão clássico de animes shounen que quer simplesmente "dominar o mundo" ou ter outro objetivo macabro em mente, o objetivo dos "vilões" (ou vítimas) de Kara no Shoujo são legítimos em suas próprias concepções, mesmo que por uma desilusão ou não. Cabe da própria pessoa de saber se correr atrás desse mesmo objetivo vale tanto a pena assim ou não. E ainda assim, para quem ver as coisas do outro lado do espelho, pode haver um conflito de conceitos nisso daí.

Há falhas? Sim, a série não é perfeita, bem como Nasu já tinha afirmado, pela sua inexperiência na época em que ele a escreveu. Os filmes mais curtos deixam vários aspectos ao vento, sem se preocupar com explicitar um motivo concreto para a ação dos personagens, bem como no jeito em que eles raciocinam tão complexamente em alguns argumentos contra seus oponentes. Incluindo isso com o fato de muitas coisas que acabam passando batido não terem sido explicadas, como o porquê da irmã de Mikiya também trabalhar com a Touko, ou do porquê Mikiya têm tanta resistência física (e se foi por causa de magia, por que ele não usa outras?), ou da história da própria Touko em decidir abrir sua agência, já que ela tem potencial para muito mais coisa?

Pra compensar, a verdadeira beleza de Kara no Kyoukai não reside apenas nos seus belíssimos gráficos ou na brilhante trilha sonora, mas, sim, nos personagens e suas lógicas. Tem lá umas palhaçadas que parece merchandising de novela, com a marca alimentícia japonesa Nissin, da bebida esportiva Pocari e até mesmo da marca de sorvetes americana que tem nome dinamarquês, a Häagen-Dazs, espalhados em diversas cenas de vários filmes da série, e momentos cômicos no anime são raros e o deixa com um aspecto mais maduro, quase pessimista, mas o espectador facilmente passa por esses aspectos se ele focar genuinamente na história e em seus personagens.

A atitude de Mikiya pode parecer fraca no começo, e parecer mais um inútil que um personagem bom para a série, se comparado com as demais heroínas da animação, mas a capacidade de raciocínio e sua perspicácia em ver através das palavras das pessoas, jogando na cara a verdade por trás de suas ações, é algo que poucos animes fazem, e mesmo assim, as demais personagens são todas bem complexas e imprevisíveis. Touko pode parecer foda e sempre com um plano reserva na manga, mas ela não têm as respostas para tudo, bem como Shiki, que não perde a compostura frequentemente, também tem seus momentos emotivos e confusos.

E o mais importante de tudo: há evolução dos personagens. Pode não ser aquela coisa revolucionária para a série, mas caso você já tenha lido algum review nosso antes, isso é algo que eu adoro e prezo muito. Shiki pode ter aquela personalidade dela de homem (sim, uma das personalidades dela, SHIKI, é homem, no seu jeitão e comportamento), mas ela mesma se desenvolve no decorrer do anime, Azaka, que odeia Shiki no começo, começa a se dar bem com ela, e Touko, por mais "God Mode" que ela pareça ser, sempre joga paradigmas e paradoxos interessantes para o espectador, algo que pode (e deveria) mudar o jeito com que você percebe o mundo.
Conclusão e Nota Final
Aí, meu coração...!

 Animes podem ser bons, mas tem aqueles que fazem você pensar (pra caramba). Por mais que tenha o "toque mágico" da magia e do sobrenatural, com vários termos próprios e lógicas, ainda fica aquela coisa no seu peito, como se lhe deixasse com dúvida de tudo que já havia feito e se foi a decisão certa a ser tomada. Cabuloso? Talvez, mas é bem assim que alguém se sente após ver Kara no Kyoukai até o fim.

De fato, demora um pouco para os filmes fazerem sentido e tocar o coração até esse ponto, mas a partir do quinto filme (que pra mim é o melhor de todos, com a batalha mais épica e desfecho mais mirabolante possível, fora a narrativa muito bem apropriada para o tema tratado), o bagulho começa a ficar sério. Por mais que tenha as falhas mencionadas, se você chegou nesse filme e ainda está curioso para com o universo da série, a série lhe recompensará, e muito, prendendo a sua atenção até os últimos instantes depois dos créditos.

 Pontos Fortes 
      *História bem planejada e que evolui
      *Os personagens e suas complexidades
      *A animação e a trilha sonora
      *Batalhas bem frenéticas
      *É algo cult para sair dos animes shounen e experimentar algo novo e sobrenatural
      *Mexe bastante com temas polêmicos e valores da sociedade (e por isso, pouca censura o/)

 - Pontos Fracos
      *Poucos momentos engraçados
      *Algumas explicações podem ser bem sutis, ou mesmo inexistentes
      *Merchandising pode ser um pouco inconveniente
      *Ordem dos filmes é diferente da ordem cronológica, o que pode confundir quem for ver
    *Muita enrolação pra pouca ação: várias cenas são bem comuns e ordinárias, mesmo em frente à qualidade das batalhas e nos diálogos mais tensos

Nota Final: 8,0/10

Não é a Tohsaka Rin, mas a Azaka é bonitinha, vai!
É hater de Kinoko Nasu e da Type-Moon pelos animes mal feitos? Não se preocupe, pois esse aqui é de marca (só não é Friboi). Tem paciência para ver uma série única e com um desenvolvimento inesquecível? Bom, esse anime vai saciá-lo.

Agora, se você só gosta de animes de ação, lutas e frenesi... tem um seriado que se chama 24 Horas... vê ele, é bacana... E MORRA!

Ah, você se pergunta se eu agora virei fã do Nasu? Bem, confesso que tenho que dar os prestígios ao criador por causa dessa série, mas tudo nas devidas proporções, já que tem suas falhas e não é nada perfeito como alguns fãs cegos clamam por aí. Eu queria mesmo é ler a light novel ou o mangá da série para ver se o compasso é diferente ou se tem muita alteração, mas a minha experiência com os filmes foi prazeirosa... mas ainda assim, não o perdoo por ter deixado aquele anime feio de Fate/Stay Night ter ido pro ar, e nada vai tirar a minha (horrível) primeira experiência com o anime... mas quem sabe, quando sair uma animação de Mahoutsukai no Yoru ou de Decoration Disorder Disconnection, eu possa realmente virar (e com um bom motivo) um fã de suas obras, né?

Parece o Emiya, né?... mas não, apesar do universo também incluir magos e magia, é apenas mais um dos personagens passageiros da série.

Bom, a análise termina aqui. Espero que tenham gostado, e fiquem ligados para a continuação da corrente de Reviews para o nosso parceiro, a Otaku&Gamer!, com uma indicação minha. Qual você acha que é? Aproveitando a tradução americana por fãs da visual novel: Mashiro-iro Symphony! Será que eles vão curtir a história de amor puxado pro harém cabuloso com comédia? Ou será que nem tanto?

Descubra, a seguir!
Out.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Cenário das traduções brasileiras de VNs [3] - Great times are coming!




Antes de tudo, odeio minha internet por me impedir de postar posts aqui no blog... sério, tá me dando nos nervos até!

*ahem* mas voltando, finalmente, achei notícias boas para dar a vocês. Umas podem fazer o pessoal enlouquecer de vez, ou, no mínimo, fazer você finalmente pensar "Finalmente o Brasil tá começando a acordar para as traduções de visual novels!!!", mas lembrem-se, estou apenas relatando as notícias. Os progressos já dependem desses grupos aí e sempre pode acontecer atrasos/cancelamentos (como infelizmente já aconteceu antes, como foi o caso da tradução de Limit Panic! pela YA Fansub e de Tsuki no Terasu pela Exotic! que estranhamente está em hiatus até hoje...)

Sem mais delongas, vamos às notícias (e se eu esquecer de falar de algum grupo de tradução, é 

 - 3-DPigSubs
Não sei o que diabos aconteceu com o grupo. Na última postagem, achei que eles tinham só tomado um hiatus de leve, mas pelo jeito o projeto acabou morrendo. Uma pena, para se dizer o mínimo.

Bom, espero que no futuro, alguém pelo menos possa recuperar o progresso deles, porque Da Capo é bacanão e seria uma pena se ninguém estivesse interessado em traduzí-lo...

 - Hanabira Project
Do 2 ao 5, todos têm patch de tradução em PT-BR, mas não temos nenhuma tradução nova por enquanto. Se ela deixou de focar nisso para se focar nas Light novels e demais multiversos da série, daí já são outros quinhentos... mas dêem uma checada lá, caso ainda não tenha checado, pois os jogos são bem "excitantes", para se dizer o mínimo xP

 - Sanctuary
O grupo de tradução da visual novel doujin da Hatsune Miku (Mirai no Kimi to, Subete no Uta ni) está parado desde Março deste ano. Sem notícias dele, então... bem, não tem muito o que falar... mas uma visual novel tão curtinha... e ainda aproveitaria que a tradução do terceiro jogo saiu recentemente.

 - Tiozinho da Telesena
Sem notícias desde o lançamento que citei na última postagem... que estranho, né? Antes eles até que traduziam rápido. Tomara que seja um projeto secreto e que ninguém esteja sabendo, porque daí seria uma grande surpresa!

 - Unlimited Novel Works
O famoso grupo responsável pela tradução de Tsukihime. Está um pouco lenta ultimamente nos progressos, mas o primeiro patch de tradução está prestes a ser concluído. Vamos, força! Tô me segurando pra jogar a tradução, hein! (e sim, não joguei Tsukihime porque, sabe como é, traumatizei com Fate/Stay e já viu...).

Preparem seus olhos, pois quando a demo chegar, vocês terão bastante coisa pra ler pelo menos xD
E aliás, eles estão precisando de mais membros para a equipe deles, principalmente tradutores inspirados com o logotipo da Type-Moon na veia. Interessados, entrem na página do grupo na seção de Parceiros, no lado direito do blog!

 - Yukihime
Depois que passou a ser um grupo "comercial", não se houve notícias dela. Sabe-se lá porque também.

 - Zero Force Translations
Vocês já devem saber, mas só para avisar de novo: Shuffle está perto de estar finalizado, faltando os scripts das H-Scenes e imagens de alguns poucos menus/botões, mas fora isso, estará tudo pronto. Nosso próximo projeto será Cross Channel, cujo qual estaremos detalhando mais pra frente, quando tivermos terminado Shuffle. E só.

BUT HERE COMES A NEW CHALLENGER! TWO OF THEM!

 - Extreme VNs
Esse grupo meio meio que surgiu do nada, mas seu projeto é MUITO ambicioso: traduzir Clannad para a língua dos tupiniquins. Como prova de que é possível, ele nos enviou esta imagem.


Se interessou? Bom, ele está precisando de bastante tradutores para trabalhar com ele, já que ele está sozinho nessa empreitada. Seja uma alma caridosa e ajude-o. Sabendo traduzir decentemente do inglês pro português, tá valendo.

Você pode mandar seu e-mail de interesse aqui e aproveitar para curtir a página do Facebook deles aqui

 - Ohayo Scans
Pois é, um grupo que originalmente apenas traduzia light novels e mangás agora decidiu entrar no maravilhoso mundo de visual novels, para a alegria dos fãs do gênero.

Eles anunciaram duas traduções: Phenomeno (uma visual novel bem curtinha da Nitroplus, mas poxa, só pelo nome tem cara de promissor) e Sharin no Kuni: Himawari no Shoujo (uma da Akabei Soft 2, a mesma produtora de G-Senjou no Maou e da talvez mais longa visual novel existente, W.L.O.). Ambos os jogos são de peso e bem promissores. Além disso tudo, eles prometem, além de manter com suas traduções já existentes, traduzir numa velocidade surpreendente. Eu acho que já vi essa novela antes, mas não é apenas isso que está na manga deles.

Ambicioso é pouco, mas pelo jeito, as preces de quem estava esperançoso por uma tradução de Fate/Stay Night foram ouvidas, e o grupo está fazendo um projeto muito louco, chamando tradutores e demais pessoas de vários grupos de subs para a tradução do mesmo. A promessa é uma só: traduzir o jogo até o final do ano, completinho, em tempo digno de sair no Livro dos Recordes, e ser uma coisa de qualidade.


A surpresa? A ZERO FORCE ESTÁ NO MEIO DISSO TUDO!

Você não leu errado, não! Além da própria Ohayo, a Zero Force Translations estará colocando uns de seus membros para apanharem se empenharem no projeto e trazer a qualidade que você já viu de nossas traduções passadas. Vai ter mais gente envolvida nisso ainda, mas por hora, saiba que é certeza que nós estaremos lá.

E, claro, por ser um projeto novo, qualquer ajuda, seja com tradutores ou editores de imagens, são todos bem-vindos! Quer vir com a gente ou quer chamar um pessoal da sua fansub também? Caso se interesse(m), mande(m) um e-mail para fatestaybr@yahoo.com.br


Bom, e esse foi o post de hoje. Ficou surpreso? Pois as surpresas ainda só estão começando, e espero que mais gente crie coragem para traduzir visual novels e faça crescer a biblioteca de títulos do gênero traduzidos para o nosso idioma! ^^

A gente se vê!
Out.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Que tal apoiar um livro com Entrevistas de Roteiristas da Key, 07th-Expansion e KID (e uma penca de outras empresas de games e clássicos)?


Uma proposta tentadora, sim, mas infelizmente o projeto não saiu do papel ainda. Isto é, não por enquanto, mas você poderá ajudar esse ambicioso projeto caso o seu amor por jogos orientais for grande o suficiente.

Um projeto do site Kickstarter, um site de investimento em projetos criativos onde qualquer pessoa pode criar o seu próprio projeto ou investir em projetos já existentes de pessoas dos quatro cantos do mundo, arregalou os olhos de muitos fãs de cultura e jogos orientais (incluindo visual novels, claro) ao fazer uma proposta ousada: fazer o livro com o maior número de entrevistas de desenvolvedores e roteiristas das maiores empresas de jogos orientais que existe atualmente ou que deixaram sua marca na história. Segundo o vídeo do projeto (que você pode ver no início do post), o dinheiro que ele pede é mais para pagar os melhores intérpretes e tradutores de japonês para inglês possíveis para poderem conduzir as entrevistas com essas pessoas (que, na grande maioria das vezes, fala apenas a sua língua nativa mesmo) e traduzir o mais fielmente possível, além de provavelmente o dinheiro de hospedagem para ficar lá alguns meses e o valor da passagem.

Como você pode ver no LINK, antes mesmo dele montar o seu projeto via Kickstarter, ele já tem uma boa quantidade de pessoas que querem ser entrevistadas por ele, incluindo desde o escritor de cenários dos jogos Resident Evil até tradutores de Final Fantasy X. Mesmo se você simplesmente for um gamer assíduo, o livro terá bastantes entrevistas de gente que participaram de jogos que marcam nostalgia até hoje.

E o que isso tem a ver com visual novels, já que temos trocentas empresas de videogames famosas originalmente no Japão como a Capcom, Konami, Kojima Productions, Bandai Namco, Sony, Sega, Nintendo e tantas outras? Bom, para agradar o maior número de público que gosta de jogos japoneses possível, ele também prometeu entrevistas com Ryukishi07 (roteirista da 07th-Expansion e seus jogos, Higurashi, Higanbana, Umineko e Rose Guns Days. Ajudou com Rewrite também), Maeda Jun (roteirista da Key e suas obras-primas como Kanon, Air, Clannad, Little Busters!, Rewrite e Angel Beats) e até mesmo Kotaro Uchikoshi (criador da série Infinity, da KID, 999 e Virtue's Last Reward), podendo até mesmo, se o projeto conseguir ser financiado de fato, colocar entrevistas com alguém da Type-Moon (uma entrevista com Kinoko Nasu, o criador de Fate/Stay Night e Kara no Kyoukai, já pensou?) e dos criadores de Kamaitachi no Yoru, talvez a primeira novel que se popularizou pelo ocidente e que fez o gênero de sound novels se alastrar (ela inspirou Higurashi, sabia?).


Uma proposta promissora até demais, se vocês me perguntarem. Digo, um livro que tenha a história de jogos japoneses e orientais em geral são poucos mesmos. Entrevistas estão mais espalhadas em revistas exclusivas para esses países e 100% das vezes estão todinhas em japonês ou chinês, o que limita (muito) o público que pode ler essas matérias ou mesmo os de coração bom que estão dispostos a traduzir tais entrevistas por completo. Ter um livro desses lançado de verdade e ainda ser posteriormente lançado pela Amazon é uma ótima ideia, mas tem um porém... se você visitou o LINK, viu que o projeto tem apenas mais duas semanas de "vida" e ainda falta praticamente metade para ser financiado.

De fato, concordo com você que pensou que 12 libras esterlinas (praticamente 40 reais) para um livro em formato digital e 25 libras (aprox. 85 reais) é um preço salgado para o pequeno bolso do povo brasileiro, quanto mais para um vício ou um hobby como videogames, mas se você olhar bem, é uma chance única para um livro desse estilo ser publicado. Sabe, eu respeito a opinião dos outros, mas eu simplesmente odeio quando certas pessoas torcem a vista ao ver um jogo japonês ou tem repulso por uma visual novel para maior de 18 anos. Uma expansão de horizontes que um livro desse porte (que teria um bom alcance, já que fala de jogos em geral também, atraindo o vasto povo gamer por aí) poderia causar é capaz sim de mudar a visão desses jogos para o resto do mundo, aquecer o mercado de jogos do gênero, e com uma boa dose de otimismo e sorte, até mesmo expandir esse comércio para outros países, podendo até mesmo incluir o Brasil e finalmente acabar com o "posersismo" de certos gamers que passam o dia jogando Call of Duty e League of Legends e se auto-dominam gamers manjadores.

Uma missão ousada, sim, mas possível. Por mais que pouca gente acabe lendo esse post, a minha intenção é espalhar a notícia, e quem sabe, conseguir colaborar um pouco com o sucesso desse projeto. Até eu que sempre fico com o pé atrás em projetos de Kickstarter não estou conseguindo resistir às possibilidades de ter um livro desses. Não vamos ficar só torcendo para que isso aconteça. Vamos colaborar? ^^


Bem, esse é o post de hoje. Até mais!
Out.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Análise de filme [2] - Fate/ Stay Night: Unlimited Blade Works

Finalmente deixei a preguiça de lado e resolvi ver o filme/compilação da série tão amada pela internet: Fate/Stay Night. No caso, o filme, Unlimited Blade Works, é uma espécie de resumo da série, e como não gostei muito da série original, irei analisar o filminho.

Fate/Stay Night é a célebre visual novel de Kinoko Nasu e Takashi Takeuchi, inicialmente membros principais de um grupo doujin (e agora comercial) Type-Moon, aquela mesma empresa que fez tantas visual novel e light novels fodas como Tsukihime, Kara no Kyoukai, e mais recentemente, Mahoutsukai no Yoru. Fate/Stay é talvez a série mais conhecida da empresa, que rendeu um extenso mangá (que terminará no 20º volume), animes, continuações, spin-offs, drama CDs, figures, figmas, antologias e praticamente tudo o que você possa imaginar para suprir a demanda de sua extensa fan-base. Sobre o anime, ele foi animado pela Studio Deen (Samurai X, 07-Ghost, Seitokai no Ichizon), bem como o filme em que farei a análise.

Bem, vamos começar!
História
<--- música para ouvir enquanto lê a análise ^^

Fate/Stay Night conta a história de Emiya Shirou, "filho" de Emiya Kiritsugu, que possue algumas habilidades sobrenaturais chamadas de Circuitos Mágicos. Vivendo junto com Sakura e a professora Fujimura, ele tem uma vida escolar praticamente normal, mesmo com os seus poderes mágicos. Entretanto, ele acaba se esbarrando no cenário da Guerra do Santo Graal, onde os chamados Mestres, que formaram contratos com seus respectivos Servos, devem derrotar uns aos outros para obter o Santo Graal, objeto místico que pode realizar qualquer desejo que o Mestre e o Servo queiram. Com uma boa dose de sorte inesperada, Shirou consegue invocar um dos servos para si mesmo, a Saber, o Servo mais poderoso dentre as demais classes de Servos, além de se aliar com Tohsaka Rin (eu gosto de falar Tousaka, como é dito em Fate/Extra, mas enfim...) e seu Servo, Archer, como uma espécie de aliança para derrotar os demais oponentes.

À partir daí, a história se resume à guerra em si, mostrando as táticas usadas para derrotar os demais servos, as eletrizantes batalhas entre servos e mestres, e o real passado dos personagens principais, bem como o nome verdadeiro de seus servos, com muita ação e enredo até a sua intensa conclusão.

Eu assisti apenas alguns episódios do anime original, mas foi o suficiente para descobrir que as cenas retratadas no filme são diferentes das mostradas na animação original, bem como na sequência mostrada no jogo. Apesar do "geralzão" ser praticamente o mesmo (por exemplo, a sequência das batalhas entre servos e a formação das diversas alianças entre servos e mestres), muito detalhe foi deixado de lado, desde os mais frívolos como o porquê do Shirou se recuperar tão rápido das batalhas e dos nomes verdadeiros de alguns Servos, como outros mais relevantes, como a morte (duas vezes?) do Kotomine Kirei, o passado da Rin, e o que aconteceu com o Santo Graal no final da guerra.

A história em si é muito boa e não muda basicamente nada em relação ao anime. É cheia de reviravoltas e planos que inicialmente não fazem sentido e que no final acabam dando certo. Infelizmente, no anime, a progressão é lenta demais, tanto que até hoje não vi a série por completo. Já no filme, a progressão é bem rápida, o que acabou sendo um ponto positivo para eu manter o interesse no filme, mas também acabou sendo um ponto negativo pela pressa nas explicações e pulos na história original, como disse anteriormente.

Animação e Trilha Sonora

A animação é muito boa, o que é de se esperar de um filme de anime. Não quero desmerecer a arte e os visuais do filme, mas já vi gráficos melhores, tanto comparando com demais filmes de anime quanto séries de anime mesmo (né, Fate/Zero?).

Em todo caso, a animação do filme é bem feita, mesmo não sendo fluente como as animações da ufotable ou da Kyoto Animation. Na primeira metade do filme, achei que ele não focaria muito na parte de efeitos em 3D, mas a parte seguinte dá uma boa melhorada nesse aspecto. Quanto aos movimentos dos personagens, movimento dos lábios e expressões, elas são muito bem feitas sim, dando um ar de natural aos movimentos e gestos dos personagens, mesmo quando eles fazem coisas anormais como lançar magias ou fazer movimentos acrobáticos ao receberem algum golpe.

Quanto aos visuais dos cenários e objetos, novamente eles são bem feitos, e o filtro mais escuro do anime ajuda a manter o clima de suspense e de perigo que a guerra tem à oferecer. Efeitos de luz e sombra são usados apenas quando necessários para não sobrecarregar os olhos de quem está vendo o filme. Com relação à fluidos como sangue (que você vai ver de monte), suor e saliva (acredite), eles têm uma forma mais estranha que o normal, e parece que o sangue é uma espécie de sopa grossa e espessa, o que acabou passando a impressão do sangue dos personagens ser artificial, algo ruim para um filme que almeja parecer o mais natural possível.

Sobre a trilha sonora... ah, as músicas de Kawai Kenji...ele é um daqueles raros compositores que conseguem fazer uma determinada cena ou batalha muito mais tensa ou dramática apenas com as suas músicas. Mesmo se não houvesse dublagem alguma, ou mesmo se apenas houvesse os sons dos efeitos especiais e a música de fundo, você quase que sente na pele o que o autor da história quer passar para quem está presenciando os eventos de sua obra. A maioria das suas músicas possuem instrumentos impactantes como tambores, cordas e piano, e claro, os vocais. Apesar da música aparecer apenas em momentos importantes da história, a sua presença magnifica a cena de modo especial, e isso é sinal de ser foda.

Opinião, Pontos Fortes e Fracos
Ao invés de sexo, você verá isso no filme (y)
Como pontos fortes para o filme, com certeza, estão os belos visuais e animação da Studio Deen, a história em si, a ação e frenesi das lutas entre Servos e Mestres, e a belíssima trilha sonora.

Infelizmente, como ponto negativo, apesar da história ser boa, muita coisa foi corrida, mal-explicada, ou até mesmo sem explicar nada. Por sorte, eu já tinha assistido Fate/Zero, então consegui juntar os pontos de algumas coisas que estava faltando, mas mesmo assim, ainda sobrou muitas outras, e entre elas, o próprio final do filme, deixando meio que "no vácuo" o que aconteceu com o Santo Graal, a existência do Gilgamesh, quem venceu a guerra, o motivo do Shirou vencer o Archer em sua batalha entre ideais, e tantos outros detalhes.

Sabe, eu assisti o filme justamente porque eu queria gostar da franquia, exatamente como Fate/Zero conseguiu me fazer depois de tanta reluta. Fate/Zero me fez perceber que uma série pode ser extremamente foda mesmo que o seu passado não seja tão bom assim, e olha que isso vem de alguém que jogou pouco da Visual Novel original, e tenho que confessar, em se tratando da franquia Fate/, eu ainda sou muito noob no assunto, e como ainda não tenho tanta vontade de me aventurar pela VN novamente, eu me deparei com o filme.

Entretanto, apesar de, por um lado, convidar os fãs a se adentrarem no universo da série, o filme deixa brechas que apenas os mais entendidos conseguirão entender ou tirar algum sentido daquilo (como a verdade extremamente ilógica do Mestre do Assassin). Apesar da premissa de contar a história de uma série gigantesca em 100 minutos de animação, ela deixa uma sensação de vazio para aqueles que assistem, como se fosse dizer para procurar as respostas para essas perguntas no jogo ou no anime.

De fato, acharia difícil resumir tanta coisa em apenas um filme, e adaptar tanta coisa assim seria uma ofensa para os fãs, mas eu não sei. Poderia ter feito igual os recentes filmes de Madoka Magica, que resumiu o anime original (de apenas 13 episódios) em dois filmes, ou contar a história de um outro jeito, em terceira pessoa talvez... são apenas possibilidades que poderiam ser melhores.

Conclusão e Nota Final
Eu me surpreendi com o filme. Antigamente, eu tinha um certo desgosto pela série, pois era uma série que eu assistia e pensava "Como é que alguém pode gostar disso?". Por mais promissora que a história possa ser, o anime foi mal executado, me deixando com tédio de ver o anime, e nem preciso dizer que eu odeio animes que me façam ficar com vontade de fazer outra coisa enquanto estou assistindo. Eu tinha vontade de fazer qualquer outra coisa, menos ver o anime de Fate/Stay Night, e olha que ainda foi uma adaptação razoável da visual novel segundo muitos fãs (claro, perfeita só se tivesse uns 100 e tantos episódios divididos em várias temporadas).

Apesar de esquecerem do papel da Sakura no filme, a relação dela com a Rin, dos desejos do Kotomine ao entrar na Guerra do Santo Graal, dos nomes verdadeiros de Gilgamesh, Saber, Berserker e Assassin, a história das famílias tradicionais à Guerra e até mesmo a modificação das batalhas originais, se não fosse pelos detalhes e explicações que faltaram por causa da duração do filme, não faria tanta diferença para a história final como um todo, do ponto de vista de alguém que acompanhou pouco da série.

O filme para mim foi algo como... fazer ginástica: no começo, você acha estranho a ordem das coisas que o filme mostra e nas modificações que o filme fez, e se esforça pra entender o que está acontecendo, ou porque "tal personagem" fez alguma coisa... mas com o decorrer do tempo, você se acostuma com o ritmo do filme, e já não liga muito para os mínimos detalhes uma vez que a história principal é tão mais emocionante que esquentar a cabeça com tudo isso. Pense assim: se o filme, que mesmo incompleto nesses aspectos consegue prender a atenção da pessoa que o vê, isso quer dizer que o filme cumpriu com a sua missão, de despertar a curiosidade das pessoas em procurar mais sobre a série, e com isso, ficarem cada vez mais viciados nela, com seus tantos universos, spin-offs e jogos oficiais que se aprofundam ainda mais nesses tópicos. Mesmo não tendo tendo tanta eficácia nas pessoas que já são fãs, o filme é uma boa adaptação para os olhos das pessoas novas, que ao se aprofundarem no universo, olharão para trás e dirão "Nossa, e começou com aquele filme, que deixava de explicar tanta coisa...".

Nota Final: 7,5/10

É um bom filme, infelizmente só não foi melhor por deixar as pessoas menos entendidas do universo confusas com a falta de informação em certas partes. Com visuais bonitos, belíssima trilha sonora e uma história sensacional que não se enrola, é um bom ponto de partida para começar caso se interesse pelo universo de Fate/Stay Night. E ênfase nesta frase, pois ela veio da boca de alguém que não gostava da série originalmente.

Eu, pessoalmente, recomendo que quem estiver interessado na franquia em começar a assistir com Fate/Zero, e depois passar para o filme (ou se tiver mais um pouco de coragem, o anime... vai que você gosta né), e se tiver um bom tempo livre para se dedicar com a série, leia as light novels ou a visual novel homônima. Para aqueles que já são fãs, entretanto, peço que passe reto pela falta de informação essencial à história original, mas se mesmo assim estiver curioso ou se seu orgulho de fã não deixará este filme passar... bom, não serei eu quem vai te impedir.
Nossa, quanto spoiler que essa imagem têm...

Bem pessoas, espero que tenham gostado da minha análise. Fãs deverão tacar pedras em mim devido à falta de detalhes e minuscias na minha análise, parte por eu não conhecer nada do universo expandido da série (que não seja Fate/Zero), parte por eu ter parado no 4º episódio do anime, pois o anime sinceramente não captou o meu interesse. Entretanto, o objetivo desta análise é, justamente, dizer para o pessoal que não conhece nada da série se vale a pena ou não ver o filme. Quem é fã com certeza já deve ter visto o filme, independente da minha opinião.

Vejo vocês na nossa próxima análise. Até lá!
Out.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Doujin - Entenda um pouco


Mais um tema polêmico hoje!
(tá, nem tanto, mas acho que já passou pela cabeça de um otaku ou outro)

Fãs de séries existem de todo o jeito. Tem aqueles que simplesmente vira fã do jogo, mas só porque gostou daquele jogo em específico e depois parte pra outros jogos, tem aquele tipo que vira fã instantâneo e compra tudo que a franquia tem para oferecer, e ainda tem os mais habilidosos que, de tão fã que ele vira da franquia, ele aproveita de seus dotes artísticos e faz obras independentes da série ou do jogo.

O termo japonês usado para isso se chama Doujin, que é justamente uma obra independente, sendo baseada em alguma série já existente ou não. Apesar de ter, realmente, vários autores doujin de obras próprias, uma grandissísima porrada deles fazer doujins de séries já existentes.

Notáveis exemplos de grupos que começaram no ramo doujin e depois evoluiram bastante foi o do escritor Kinoko Nasu e da desenhista Takahashi Takeuchi, sim, aqueles mesmos que escreveram Tsukihime e Fate/Stay Night, com sucesso tão grandes que ficaram conhecidos pelo mundo inteiro e que ganharam um dinheiro considerável apenas com esses dois títulos. Outros exemplos notáveis são a da CLAMP, autora de Sakura Card Captors, Chobits e Kobato, a Shimoyakedou, que fizeram doujinshis (mesma coisa que doujin, mas publicados em forma de mangá ou novel) "para maiores" de séries famosas, como as da Type-Moon mesmo, e a 07th Expansion, liderada pelo Ryukishi07, responsável pelas franquias Higurashi no Naku Koro Ni, Umineko no Naku Koro Ni, Higanbana no Saku Yoru Ni, e mais recentemente, Rose Guns Days.

Regra nº1 para doujinshis: sempre existirá um yaoi/yuri/pornô da série que você gosta.
"E cadê a polêmica disso?"
Crítica nos ramos de doujins são grandes, tanto pelos fãs das séries originais quanto para quem simplesmente gosta de se aventurar neste mundo obscuro. No Japão pelo menos, muitos desses doujins inclusive são publicados por certas editoras especializadas neste tipo de obra, e pra quem teve a curiosidade, existem muitas delas, além da presença delas em eventos especializados e afins (que, diga-se de passagem, também existem vários no Japão, desde os locais até os mundialmente conhecidos). Apesar de, tecnicamente, os doujins baseados em séries existentes e feitos sem a autorização dos criadores ou das produtoras originais são considerados ilegais, elas meio que fazem de conta que não estão vendo, pois a publicação de uma série doujin baseado em outra já existente ajuda a aumentar o número de fãs e do alcance da série naquela região, o que é benéfico para eles mesmos.

Entretanto, já nos outros países, séries doujins (pelo menos em meios físicos) são raras, sendo exibidas apenas em eventos especiais ou digitalmente na internet, e isso se deve a dois motivos: animes em qualquer outro lugar não-asiático dificilmente é reconhecido em grande escala, e em muitos países esse tipo de ação gera penalidades bem mais severas do que muitos pensam dependendo do país, algo que dificilmente vai passar debaixo dos narizes das empresas mais sérias do ramo.

No mundo do doujins, tudo pode acontecer. Apesar de existirem sim doujins muito bacanas e bem feitos, pelo outro lado a chance de você achar um doujin primitivo e claramente sem nexo se comparar com o universo da série original é grande, o que pode frustrar muitos fãs da série (assim como já me frustrou muito também). Pelo outro lado, é uma chance para você tem de experimentar algo novo, algo que os criadores originais não narrariam nos mesmos moldes ou usando as mesmas cenas e expressões, além de você criar um gosto cada vez maior com os personagens da série que você já gosta. Fazer um doujin é mesmo difícil, por isso muitos acabam deixando de fazer uma coisa boa justamente por falta de incentivo além da sua força de vontade, mas seria bem legal se esse ramo crescesse por aqui e pelo resto do mundo, já que também renderia dinheiro pras empresas e ajudaria ela a ter idéias para as próximas séries.

Ah sim, e não vamos nos esquecer que esse lance todo de doujin é bem diferente das chamadas fanfics, uma vez que essas fanfics todo mundo pode fazer, já que só trata de um livro escrito, sem imagens ou coisas do gênero. Fanfics não têm esse rolo todo de se envolver com copyrights e afins, uma vez que há blogs por aí que escrevem livremente as suas histórias do universo de muitas séries sem "pegar mal" com os criadores. Além disso, um site bem famoso nesse ramo é a Fanfiction, onde se pode encontrar milhares e milhares de fanfics de todas as séries que você possa imaginar, seja baseada em um jogo, um anime, um mangá, ou até mesmo um dorama. Quem estiver afim de se aventurar neste mundo, tome coragem e acesse o site no link aqui embaixo. Claro, pode ser que você encontre uma pérola da escrita, mas cuidado, pois o contrário também pode acontecer caso pegue uma obra novata.

http://www.fanfiction.net/


Bem, meu post termina aqui. Caso queira, deixe o seu comentário a respeito aqui embaixo. Tenho que voltar a trabalhar agora, e ainda hoje (ou amanhã, no máximo), estarei com uma excelente novidade para todos vocês. Fiquem ligados!

Out.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Metal Gear terá live-action e novo vídeo promocional de Fate/Stay Night [Réalta Nua]! (não é 18+)


Você-você-você-você quer... live-action do Metal Gear? Toma essa então: não só será certeza que o filme será feito, mas também será produzido pela Columbia Pictures e distrubuída pela própria Sony!

O responsável pela direção da produção será Avi Arad, responsável por vários filmes da Marvel como O Justiceiro, X-Men, Blade e Homem Aranha, inclusive o reboot mais recente dele, que deu um ar novo e bem mais fiél aos quadrinhos originais, fato que agradou muitos fãs da série original, tanto os novos fãs quanto os das antigas. Todos sempre tem o medo de "Ah, mas o jogo/digital graphic novel não é desse jeito" ou "Desde quando Metal Gear tem tantos efeitos especiais?" ou "e cadê o *insira nome do personagem aqui*?", mas sei lá, eu acho os filmes deles bons, na dose certa entre uma coisa legal de se assistir e fiél à obra original.

Ainda não há data para lançamento do filme, e nada além disso foi pronunciado oficialmente. Em qual jogo ele será baseado? Quem vai atual como Solid Snake? Como que será as batalhas contra os "chefões" dos jogos? Vai ser em 3D? Qual será a história?

... isso tudo deverá ser revelado nos próximos meses. Mas enquanto você espera, que tal um filminho pra destrair, hein? Nem precisa sair do blog para vê-lo ^~


E agora, a segunda notícia de hoje:


O port de Fate/Stay Night [Réalta Nua] já está na ponta da língua dos fãs e do povo, e finalmente eles revelaram o filme promocional para o jogo. Dê uma olhadinha nele antes de ler o resto do post:




O jogo será produzido pela Type-Moon (tava esperando que fosse outra? *trollface) e distribuída pela Kadokawa Shoten Games (a mesma distribuidora de alguns ports de outras VNs e jogos de animes, como Shuffle! On the Stage, Da Capo Four Seasons e Lucky Star, todos para PS2, e Mirai Nikki, Sora no Otoshimono e Toaru Majutsu no Index, para PSP). A empresa de animação Ufotable (Fate/Zero, filmes de Kara no Kyoukai, Tales of Symphonia) se responsabilizou pelas cutscenes e vídeos de abertura e encerramento para o jogo, em todas as suas rotas, e como mostra o próprio vídeo promocional, com certeza poderemos contar com animações de altíssima qualidade para o jogo... mas é, tenha em mente que, assim como todos os ports de visual novels 18+ de PC para consoles e portáteis, o jogo não contará com as HCGs do jogo original, e com isso, terá algumas alterações na história por causa disso. Mas isso não quer dizer que o jogo ficará totalmente sem graça, né? xP
(Bom, daí depende do gosto do freguês...)

Isso vai ser o máximo que você vai ver...
O jogo será lançado exclusivamente para PSVita dia 29 de Novembro deste ano, pelo preço de mercado de 6.300 ienes (ou 160 reais). Além disso, o jogo contará com um código para o download de um jogo de cartas spin-off do universo Fate/, que inclusive terá os mestres e servos de Fate/Zero, porque port que é port tem que ter fanservice... senão perde a graça...
Nenhuma versão especial foi revelada até o presente momento.


Bem galera, eu fico por aqui por hoje. Até o próximo post! o/
Out.