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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Conheça Chaos;Child, o quarto jogo de aventura científica da 5pb e continuação de Chaos;Head

 Se você adora jogos no estilo de Steins;Gate e Chaos;Head, pode ficar feliz, pois mais um jogo da (fabulosa) dupla dinâmica Nitro+ (Saya no Uta, Zanmataisen Demonbane, Sumaga) e 5pb (empresa que desenvolveu jogos como Dunamis 15 e Corpse Party, além de fazer ports para Xbox 360, PSP e PS2 de vários jogos já conhecidos como Memories Off, Muv-Luv e W.L.O.) está em desenvolvimento pelas empresas.

O enredo conta sobre a história do distrito de Shibuya, Japão, no futuro próximo de 2015, porém, num futuro onde este distrito sofre com alguns casos bizarros de mortes nada normais... é, exatamente como aconteceu em Chaos;Head, mas pelo jeito, contaremos com novos personagens para a trama, incluindo alguns do próprio Chaos;Head Noah, a versão "estendida" do jogo original, e que estranhamente não foi lançado para PC ainda, mas foi para Xbox, PSP, iOS e até Android.

Pouca coisa foi falada sobre o jogo em si, exceto que o jogo contará com uma espécie de marcas espalhadas pela cidade, e que o descobrimento delas afetará o jogo diretamente... hmm... teria a ver com uma visual novel mais "livre" para você andar e completar side-quests se não quiser seguir a história diretamente, assim como aqueles labirintos de Rewrite Harvest Festa? Só poderemos torcer...


E daí você se pergunta: mas e aquela notícia sobre Occultic;Nine? Bem, vamos lembrar que, apesar de estar sendo escrita pelo mesmo criador de Steins;Gate, Chiyomaru Chikuya, falou em tom alto e claro que sua obra, apesar de estar situada no mesmo universo, será primeiro uma light novel, e que não há qualquer previsão em transformá-la em uma visual novel por enquanto. Além do quê, se, pelo título do jogo, estivermos tratando mesmo de uma continuação direta para Chaos;Head, faria bastante sentido em pensar assim... e também pra deixar o pessoal que odiou o anime da série se animar, já que as visual novels desta parceria de empresas são excepcionais.

Caso você queira ver o teaser de Chaos;Child com seus próprios olhos, é só clicar no vídeo abaixo:



Bem, isso é tudo por hoje. A gente se vê!
Out.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Análise [6] - Chaos;Head - Como um Otaku Desiludido Salva o Mundo com Desilusões

Chaos;Head foi simplesmente a base para Steins;Gate, então você deve ter idéia de onde isso vai dar.
Se você leu o meu resumo sobre visual novels, você sabe que a Nitroplus faz visual novels fudidas e muito bem feitas, seja no roteiro ou na arte dos cenários e CGs e na sua trilha sonora. Basicamente, a 5pb tinha uma idéia genial de visual novel para fazer, mas para que essa tivesse a verba necessária para sair algo bem feito e que pegasse a atenção dos consumidores, ela decidiu fazer uma parceria com a Nitro+ no que viria a ser a série de "Aventuras Científicas", histórias que misturam aspectos, fenômenos e relatos reais para moldar uma história fictícia, mas ainda bem fiél aos princípios da vida real (no sentido de não ter coisas escrotas como "pular de um prédio muito alto e sobreviver" ou "tomar um monte de soco e ainda conseguir virar o jogo" e coisas assim). Mesmo se o jogo introduzir algo que aparenta ser "marmelada", praticamente tudo que acontece tem um motivo e tem explicação, implícita ou não, o que faz o jogo te sugar para o seu universo, não apenas no sentido de entender o que o personagem sente e em seu medo, mas sim no sentido de viver o que o personagem passa, dando a impressão que tudo que acontece em torno do personagem principal está acontecendo com você, e que você também poderia desenvolver o mesmo grau de insanidade do personagem nestes momentos.

Chaos;Head foi um jogo lançado em 2008, originalmente para PC, mas que logo depois foram lançados versões para Xbox, PSP, PS3 e até mesmo para Android. Sua tradução foi dada por parte da TLWiki, grupo independente que já traduziu (e ainda traduz) várias visual novels para o inglês, dentre elas, Moon., Symphonic Rain, Remember11, G-Senjou no Maou e uma renca de outros jogos da Nitroplus, que não foi por menos que alguns tradutores que participaram desses projetos agora trabalha para a Jast USA, que está traduzindo jogos dela (e de outras empresas também) comercialmente.

Bom, vamos à análise agora!

História e Rotas
Tudo começa  com um começo super misterioso, indo pra um ritmo mais devagar, mas evoluindo bem rápido nos próximos capítulos
Depois dos primeiros minutos épicos e apocalípso apocalípticos, você encarna um estudante de segundo ano do colegial do colégio Suimei, chamado Nishijou Takumi, um hikikomori (pessoa que fica enclausurado dentro de casa na maioria do tempo, raramente tendo amigos e que se dá muito mal ao tentar conversar com outras pessoas) otaku que vive jogando um MMORPG e comprando figures de sua série de anime favorita. Ele raramente vai à escola, indo até o ponto de montar um cronograma de presença mínima, onde ele vai o mínimo de dias possíveis para a escola, e tem apenas uns poucos amigos e uma irmã mais nova, que apesar de muito alegre e enérgica, não consegue se aproximar tanto de seu irmão mais velho.

Um dia, um amigo virtual dele chamado Shogun mostra algumas imagens para o Takumi olhar, e quando ele abre o link dessas imagens, revela-se um homicídio grotesco, com um homem cruxificado em um beco à noite. Assustado, Takumi tenta com todas as suas forças pensar que fora apenas uma brincadeira de mal gosto, mas após sair um dia para fazer compras, ele acaba por encontrar a mesma cena que Shogun havia tirado foto, mas desta vez quando o crime havia sido cometido recentemente por uma garota de cabelo rosa, que coincidentemente estuda na mesma escola que Takumi, além de mais pra frente ser revelado que ela era amiga de longa data dele.

A partir daí, esses incidentes são denominados de "New-Gen", onde pessoas morrem das maneiras mais insanas e cruéis possíveis. Ao passo que Takumi tenta não se abalar com os acontecimentos e tentar viver a sua vida como ele costumava viver, mal ele sabe que cada ato que ele faz e cada pessoa que ele conhece a partir daí o puxará para uma conspiração que ele sequer imaginaria e que vai muito além de um assassino em série sedento por sangue. Pra piorar tudo isso, Takumi passa a ter cada vez mais desilusões daí em diante, fazendo-o perder o senso de realidade e ter mais dificuldades em determinar o que é real ou não, ou o que aconteceu de verdade ou o que foi um simples produto de sua loucura.

O jogo é dividido em 10 capítulos, tendo duração de cerca de 2 horas e meia cada um. O jogo é incrivelmente linear, mesmo com seu inovador sistema de desilusões, e apenas em duas cenas que o jogo pode mudar de rumo para um Game Over ou para decidir se o seu final será bom ou "mais ou menos". Até tem um Bad End no jogo, mas para isso você terá que zerar o jogo uma vez e fazer uma sequência de escolhas bem específica para abrí-lo, e ainda assim não vale muito a pena vê-lo (a menos que você goste de um final totalmente desesperançoso e de alguns assassinatos extras que são revelados nessa rota), por isso que o jogo é quase que uma "kinetic novel com bônus!", e apesar de termos alguns momentos engraçados ou simplesmente non-sense no jogo, o grande foco dele é na sua complexa história e na evolução de seus personagens, então se você espera H-Scenes, esquece. Nem a versão 18+ tem isso aí (a versão pra Xbox 360 tem tal indicação... acredite se quiser).

Traços, Trilha Sonora e Animação
A arte do jogo é simplesmente sensacional. Pode não ser nada foto-realista, mas é muito show.
 Os traços do jogo, como disse, são muito bem feitos. Há um ótimo contraste das cores usadas nas personagens com os tons usados para o resto do cenário e até mesmo em efeitos especiais. O trabalho dado nas CGs de ambiente e demais planos de fundo são coisas simples, tanto que no quarto do Takumi por exemplo é possível ver alguns objetos distorcidos, deformados ou simplesmente "estranhos", mas nas CGs de personagens e de certos eventos, a riqueza de detalhes é impressionante, bem como fiél nas proporções básicas dos corpos das personagens e de outros objetos pertencentes ao cenário.

A trilha sonora é uma das mais envolventes possíveis. Mesmo tendo uma ou outra música mais calma e outras para momentos divertidos e surreais (no bom sentido), o grande foco são nas músicas de suspense. Não estamos falando de terror, que são aquelas músicas que dão um pico grande em certos pontos para fazer você se assustar mais da música do que da cena, mas sim de músicas aparentemente calmas que logo ficam arrepiantes, ou de músicas cheio de batidas pesadas para compartilhar o sentimento de desespero do personagem principal. Não tem como definí-las com palavras, mas já digo que é uma trilha sonora empolgante, muito bem feita e que não enjoa mesmo se você ficar meia hora numa cena ouvindo-a.

Quanto às animações, temos os portraits das personagens que movem seus lábios enquanto falam (apenas de não possuir nenhum lip-sync) bem fluente, mas o que surpreende mesmo são nos filtros de imagem usado ao enfrentar alguma desilusão ou em efeitos especiais de alguns eventos, que inclusive chegam a ser um 3D muito bem feito.

Opinião
Muitas CGs sangrentas desse tipo lhe esperam. Isso dá medo, ainda mais nos diálogos dessas cenas.
O que o jogo tem de mais? O jogo simplesmente pega um personagem que ninguém botaria fé e o faz ser o centro de tudo que acontece no anime. Mortes por todo lado? Culpa do Takumi! Terremoto de 7.1 na escala Richter? Culpa dele! Sua irmã morreu? Culpa dele! Escreveu um monte de bobagem quando era criança e alguém pegou aquilo para um plano de domínio mundial no maior estilo 20th Century Boys? Culpa sua, Takumi!

Exagero ou não, muitas coisas revolvem em torno do Takumi que ele mal sabe, e ainda assim, nos momentos em que a narração passa para um outro personagem ou para uma narração em terceira pessoa, o jogo faz de tudo para que você se convencer que é uma possibilidade válida. Isso, ou você vai torrar vários dos seus miolos para tentar descobrir o que está acontecendo no jogo. Quem é o Shogun? Por que a Sakihata Rimi mataria um cidadão qualquer? Qual o objetivo do New-Gen? Quem são os Gigalomaniax? Di-Sword? Por que a Kozue só fala através de telepatia? Quem são os Cavaleiros Negros que a Ayase tanto fala em suas músicas? Quem é essa N.O.Z.O.M.I. que aparece de vez em quando falando um monte de bobagens sobre anti-partículas e pontos-cegos? As dúvidas são quase infinitas, e quando você acha que obteve a resposta definitiva para algumas de suas perguntas, o jogo introduz um fato novo que potencialmente quebra com todas as suas teorias de antes e o deixa ainda mais confuso, deixando as respostas definitivas apenas nos dois últimos capítulos do jogo.

O jogo, tirando os seus primeiros 10 minutos de introdução, é bem lento e repetitivo, onde o Takumi passa vários e vários minutos em seu quarto falando sobre praticamente nada, ou mesmo quando algo de bom acontece, ele falha em pensar direito como alguém normal faria, mas por bem ou por mal, o jogo se aproveita disso para deixar o jogador formular as suas próprias teorias e cronologias. Por mais que o diálogo esteja chato em alguma parte, pular algumas linhas de texto pode ser o fator decisivo entre entender o que está acontecendo ou ficar ainda mais perdido na história, ainda que seja um saco ter a impressão que a última hora de linhas que você leu serviram pra quase nada no desenvolvimento da história.

O jogo ainda possui alguns defeitos sim, como a sua linearidade para um jogo tão longo (poxa, olha Fate/Stay e Cross Channel, que tem várias rotas que não se contradizem e até aprofundam mais na história em meios que não seriam viáveis normalmente) e seus "finais", que apesar de rolar uma batalha parruda muito bizarra e arrepiante, tem finais um tanto decepcionantes, mesmo o "true end" do jogo. O jogo também falha em fechar alguns pequenos detalhes para os mais minusciosos, como quem eram a Meiwa Party e o Comitê dos 300 (isso sem contar no "poderzinho" da última batalha que pareceu uma tentativa forçada em apelar pra um chefão igualmente apelão), mas ainda assim, os pontos principais da história se conectam direitinho, dando uma satisfação grande ao completar o jogo.

Veredito Final
A batalha final é do capeta, e é ela que vai decidir qual final você terá
 - Pontos Fortes 
      *Grande número de CGs
      *Trilha sonora envolvente
      *Personagens que afetam diretamente a história de algum modo.
      *Complexidade na história
      *Ótimo teor de suspense com cenas violentas
      *Viciante e que incentiva a pensar
      *Possui algumas referências/cenas/desilusões cômicas para descontrair

 - Pontos Fracos
      *Pouca consequência nas escolhas
      *Muito linear
      *Finais um tanto decepcionantes
      *Alguns eventos e termos não são bem explicados (mesmo tendo glossário e tudo)
      *Demora um pouco para chegar nos capítulos mais interessantes

Nota: 8,0/10

Opinião final: Primeiramente, quero mandar pro Lucifer todos aqueles que xingam o anime sem terem jogado o jogo por completo, pois por mais que alguns eventos do anime sejam diferentes que os do jogo (e lógico que seriam, pra compilar 25 horas de jogo em 12 episódios é foda...), o anime é fiél ao jogo, tanto na personalidade do personagem principal quanto na das heroínas e na disposição de informações ao longo da série.

*aham* voltando ao jogo... é um jogo muito bom que inclusive me fez lembrar de (acredite) Accel World. Muita gente não gostou do começo por parecer que o anime "não iria pra frente", mas que depois de alguns episódios, se torna uma série extremamente estável e empolgante. Por mais que tenha os seus defeitos, a história fará com que você vicie na série, e por mais que a sua qualidade não seja igual a de Steins;Gate, ainda assim é uma visual novel memorável, digna de ter o nome da Nitroplus nela. Recomendo a todos que gostem de uma boa e longa história onde o improvável fica mais abstrato do que você imagina.

Vale a pena comprar esse jogo?
Se tivesse em inglês, recomendaria sem problemas. Por mais que seja um jogo com o começo lento, é um jogo muito bom... vamos ter que esperar para a Jast USA lançar uma tradução oficial dela primeiro, né... se você assistiu só o anime da série, ainda assim vale a pena jogar o jogo devido aos eventos extras e devido a algumas cenas que foram censuradas (ou cortadas) no anime.

Escrito na foto: O Primeiro Trio Gigalomaniax! Ah, Orihara Kozue e Aoi Sena, as duas personagens mais fodas da série!
E com isso terminamos mais uma análise de visual novel. Espero que tenham gostado, e até a próxima!
Out.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Primeiras Impressões - Robotics;Notes


Sim, sim, sim!! O anime que eu mais esperava desta temporada já lançou (foi ontem na verdade, mas mal tive tempo de conferí-lo no dia ><'), e porque não fazer um post de primeiras impressões dele, né? Não é todos os dias que um anime desse porte é lançado.

Vocês já devem estar carecas de saber disso se você acompanha o blog, mas caso não lembre, Robotics;Notes é uma visual novel exclusiva para Xbox360 e PS3, feita por ninguém menos que a Nitroplus, a mesma produtora de inúmeras visual novels de excelente qualidade como Deus Machina Demonbane, Sumaga, Hanachirasu e Saya no Uta. Há um tempo atrás, ela se juntou com a 5pb e fez jogos absurdamente bons, as chamadas "aventuras científicas", que até então foram apenas dois: Chaos;Head e Steins;Gate. Você certamente já deve ter ouvido falar destes títulos, pois o impacto que estes jogos tiveram e suas adaptações para anime foram imensas, especialmente no caso de Steins;Gates, que muitos consideram uma melhor adaptação no geral. Robotics;Notes é o terceiro jogo desta série, e a Nitroplus investiu tantas fichas nele que, em menos de um mês após o lançamento do jogo, eles já haviam confirmado um anime para a série, que estrearia na temporada de Outubro.

O que você precisa saber do surgimento da série é isso. Agora, vamos ao anime em si!


O anime teve animação pela Production I.G. (Blood+, Guilty Crown, Kimi ni Todoke) e direção de som de ninguém menos que a Aniplex. Pra começo de conversa, os visuais e as músicas do anime são simplesmente incríveis, bem mais do que eu esperava na verdade. A animação é muito fluente, as expressões dos personagens são bem dinâmicas, os efeitos de luz, sombra e partículas são usados apenas quando necessário, a qualidade da dublagem é estupenda, quase que no mesmo nível que da Visual Novel... nossa, são tantos pontos positivos que já estou até confuso se eu estava esperando tanto deste anime e estou começando a ficar hyped com o episódio ou se o episódio é tão bom assim.

Tá bom... vou me acalmar agora... *respira*... bom, vamos começar direito então.

Ah, compraria um tablet na hora se existisse um aplicativo assim no mundo real xDDD

Primeiro, vamos à história. O anime conta com Yashio Kaito como personagem principal, um cara do terceiro ano muito viciado em seu tablet e seus inúmeros aplicativos, sendo um deles um joguinho chamado Kill-Balad, um jogo de luta em 3D envolvendo mechas, no qual Kaito é o 5º melhor do mundo. Ele faz parte de um clube de robótica da escola, cujo único outro membro é Aki, uma garota extremamente positiva, ativa, e acima de tudo, viciada em robôs como se fosse uma criança. Apesar de seu comportamento ser bem ingênuo e infantil algumas vezes, ela possui um grande sonho: construir um robô gigante para participar numa exposição de robôs em Tokyo, cujo projeto é baseado numa série de anime (e no jogo que o Kaito é bom pra caramba) muito popular, Gunvarrel. Entretanto, para tanto, ele precisam que a diretoria da escola aprovem o orçamento deles para a construção do restante do robô, e a vice-diretora, cética quanto ao potencial dos dois personagens, impõe uma condição para a aprovação do orçamento deles: mostrar o potencial deles vencendo o Robo-One, que basicamente é um campeonato de luta de robôs, mas com robôs pequenos. Determinada (bem mais que o personagem principal), Aki parte para a procura de mais membros para ajudar na construção de seu novo robõ, e assim impedir que o clube de robótica seja fechado, que no caso, será fechado com qualquer outro resultado que não seja a vitória.


Eu achei o primeiro episódio ideal para a determinação da história do anime. Apesar de ter bastante coisa para frente, apenas o primeiro episódio é suficiente para prender a atenção do telespectador, com uma narrativa simples, fácil de entender, descomplicada e com momentos engraçados entre algumas cenas. A fidelidade com a visual novel é decente, pois enquanto a VN demora horas, o anime conseguiu cobrir, sem se forçar ou cortar partes essenciais, em 20 minutos. Além disso, mesmo se a história não prendeu a sua atenção enquanto estiver vendo o anime, os primeiros e últimos minutos do anime joga um mistério para o telespectador, um "gostinho" de que a história do anime não ficará presa apenas com um enredo tão simples assim.

Sobre os visuais e o som, eu já disse isso antes, mas realmente estão muito bons. As músicas de abertura e encerramento são viciantes e animadas, as músicas de fundo do anime se encaixam muito bem com a cena, além de serem impressionantemente bem orquestradas, e se você prestar muita atenção, os efeitos sonoros não são os famosos efeitos genéricos que todos os animes e filmes usam por aí... um trabalho digno da Aniplex, para se dizer o mínimo. Eu achava os visuais da Production I.G. bons, mas não lá essas coisas. Porém, neste anime, eu tenho que tirar o chapéu para eles pelo trabalho bem feito, sem exageros ou "preguiça" dos animadores. Inclusive a parte em que a Aki explica sobre a série de Gunvarrel e ela bate de leve na tela do tablet segurando uma garrafa de refrigerante, dá para ver até as marcas da espuma do refri na garrafa, algo que muitas animadoras simplesmente faria o movimento do líquido e olhe lá. São picuinhas assim que os fãs procuram para determinar se a animação é boa ou não, e é por isso que achei impressionante o nível de detalhes na animação da produtora.


Confesso que, se fosse para falar alguns defeitos do anime, o principal seria a personalidade do personagem principal, que é um desinteressado por tudo e que só fica mexendo com o seu tablet, mas isso se dá por duas coisas: primeiro, porque esta é a personalidade dele na própria visual novel, e segundo, porque ele ainda melhora bastante no decorrer da série, depois de alguns eventos-chaves. Fora isso, talvez a falta de personagens apresentados no primeiro episódio, mas como disse antes, é justamente isso que os membros do clube de robótica devem superar, e de fato eles conseguem mais pessoas para o clube, então não será um problema tão grande assim após alguns episódios.... e fora isso... hmmm... hmmmmmmmmm.... ah, não consigo pensar em mais nenhum ponto negativo.

Para evitar dar spoilers aqui no post, mesmo se você não gostou do anime por um determinado motivo, é certeza que este motivo desaparecerá pelo próprio desenrolar da história. Se a produção dos próximos episódios seguirem o mesmo padrão de qualidade do primeiro e a mesma fidelidade com a visual novel, com certeza este anime tem muito potencial para ser um grandioso anime desta temporada, talvez até um dos melhores do ano. Recomendo muito que assistam! ^-^


*Curiosidade: Gunvarrel, o nome do robô do anime, é pronunciado "Ganbareru" em japonês, que por sua vez quer dizer "esforço" ou "perseverança". Achei legal o jogo de palavras com o robô e o que a Aki tem como sonho. Tá certo que muitos animes possuem jogos de palavras semelhantes se você conhecer um pouco de japonês, mas ainda assim achei um lance legal de dizer aqui neste post ^^


Bom, é isso. Espero que vocês também acompanhem o anime conosco, e comentem o que achou do episódio ^^

Até a próxima!
Out.