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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Análise [12] - Long Live the Queen - Ser rainha não é fácil, ainda mais com tantos caminhos a seguir


A minha manhã de domingo seria como todas as outras... bem, exceto que estamos no final do ano, o que significa as vendas absurdas de final de ano na Steam, a loja virtual da Valve que vende diversos jogos, lançamentos inclusive, a preços ridículos comparados com os jogos em mídia física. Para a minha surpresa, um desses jogos era justamente um que havia descoberto um tempo atrás (em seu lançamento da Steam, por ter sido aceito no seu programa Greenlight) e que estava nas promoções relâmpago do sistema. Não hesitei e comprei o jogo, e após alguns módicos minutos para o download pelo seu tamanho reduzido, tive uma grande e agradável surpresa.

O jogo foi escrito na engine Ren'Py (mesma de Katawa Shoujo) e desenvolvido pela Hanako Games, que já produziu alguns outros jogos parecidos antes. Apesar de Long Live the Queen não ser considerado uma visual novel de acordo com o próprio site, ela é assim considerada pela VNDB (o que faz sentido, por couber exatamente na definição de visual novel das nossas postagens sobre Um Pouco sobre Visual Novels) e tem inúmeras escolhas e jeitos diferentes de se jogar. No começo, você não vai saber o que fazer, mas se você curtir o esquema do jogo de tentativa e erro, vai ficar mais que feliz em estudar (acredite!) e correr caminhos diferentes (trágicos ou hilários) a cada nova partida. Acredite, você vai fazer isso muitas vezes sem passar pela mesma experiência duas vezes.

Bem, chega de papo e vamos começar a análise! Esta aqui vai ser curta, mas espero que ela o iluda, caso você esteja em dúvida antes de pôr a mão no bolso para este jogo.

História e Rotas
A história é muito simples: você toma o papel de Elodie, uma jovem de 14 anos (sim, 14-fucking-anos!!) que é filha do rei e rainha do reino de Nova. Poucos meses após seu aniversário, sua mãe acabou falecendo, e como Elodie ainda não tem 15 anos completos para assumir o posto de rainha, ela deve aguentar as turbulências do seu reino por mais 40 semanas, tempo restante até ela ter idade suficiente para ascender ao trono real.

Nesse tempo, ela enfrentará de tudo. Desde gente da nobreza que quer aplicar um golpe de estado na futura rainha até uma guerra de verdade entre reinos diferentes, tudo pode acontecer dependendo das suas próprias ações... e são várias ações que você enfrenta, diga-se de passagem.

O final é tecnicamente um só, o de propriamente se tornar rainha, mas *como* você vai chegar até lá é a grande sacada do jogo. Ao todo, são 11 jeitos que você pode morrer totalmente diferentes, e se você conseguir sobreviver tudo, ainda existem 22 destinos para os diversos personagens da história, com mais de 39 conquistas mais elaboradas que você pode fazer, que vão desde mandar alguém para a forca ou mesmo se tornar uma garota mágica... sim, neste universo, há os Lumens, pessoas da nobreza com magia no sangue, e que, com o devido treinamento, podem aprender a detectar magia , resistir magias de oponentes, ou mesmo projetar uma lâmina mágica do nada para lutar. Invenção minha? Cópia de Fate/Stay Night? Fale o que quiser, mas o que citei aqui são apenas algumas das diversas possibilidades que você terá neste único jogo, que diga-se de passagem, não demora mais que 5 horas para você zerá-lo, mesmo indo do começo ao fim e se dando bem em todas as suas escolhas.


Traços, Trilha Sonora e Animação
Os traços são bem básicos para jogos desse tipo. Nada de surpreendente, mas não tão ruim se comparar com demais VNs de baixo orçamento (como Narcissu, mesmo sendo uma obra muito bacana produzida usando tão pouco dinheiro). Você pode criticar o fato de não ter tantos desenhos para demais personagens que não incluam a própria protagonista, e você está certo nesse quesito... porém, você não vai sentir tanta diferença nisso... a menos que você seja obcecado com isso.

A trilha sonora também é bem simplória, contando apenas com umas 5 ou 6 músicas tocadas por um piano, mas que ainda faz um bom papel para a descrição geral das cenas. Como animação, apenas temos uns efeitos visuais simples de transição, e portanto, é algo que passa desapercebido por vezes.

Opinião
Watashi... mahou shoujo ni naru!... tá, ela não se encontra com o Kyuubei, mas ela pode aprender magia mesmo.
Se você leu a seção anterior, provavelmente acha que este jogo também é ridiculamente simples e/ou fácil, certo? ERRADO! Este jogo é tudo, menos fácil ou simples. Ao todo, são 14 tópicos para você estudar, com 3 sub-tópicos em cada um (veja imagem abaixo para se ter uma noção). Cada um deles participará, em algum momento (ou em vários deles, dependendo da importância do assunto) e influenciará diretamente as escolhas que você pode fazer.

Pode ser que uma estrela cadente que você viu no céu um dia signifique que uma guerra está se aproximando, possibilitando que você antecipe o recrutamento de mais tropas. Pode ser que o seu estudo de medicina na frente de batalha venha a calhar caso você seja atacada de surpresa. Pode ser que um presente inusitado signifique, na vida da nobreza, que essa pessoa quer se casar com você. Pode ser que seu discernimento em magia evite que você morra ao duelar contra alguém. Essas são apenas algumas das coisas que podem acontecer, e cada evento pode se desdobrar de um jeito dependendo de seus estudos. Caso alguém lhe convide para um duelo, você pode enfrentá-lo usando suas habilidades com a espada, ou mesmo fazê-lo queimar instantaneamente usando sua magia. Você pode sair para uma festa da nobreza e acabar dando uma excelente impressão sobre a sua elegância e postura, mas também pode causar a impressão que você não passa de uma despreparada criança e fazer com que todos bolem uma manobra política para arruinar sua vida.

O jogo pode sequer ter vozes para os personagens, mas com certeza tudo isso é compensado com a história que você pode criar ao ter tantos atributos para investir. Como se isso não fosse suficiente, o comportamento da princesa pode mudar, também. Se ela se sentir alegre, por exemplo, ela pode estar mais disposta a fazer exercícios físicos, enquanto se ela estiver com medo, ela estará mais propícia a passar o tempo meditando ou aprendendo sinais de presságios. No final das contas, é você quem decide o que a candidata à rainha fará ou não, o que ela estudará ou não, mas é justamente por isso que o resultado que você obtém não é um mero "decoreba" (a menos que você queira ser um completista e obter todos os finais possíveis) dos muitos eventos que acontecem. Se você morrer, é porque você tomou decisões erradas na hora de escolher tópicos para estudar, ou que ainda estava despreparado para comparecer a um evento, ou que você falhou em "puxar a sardinha para o seu lado", como tentar fazer um assunto tender para a área que você tem mais estudo... claro, na medida do possível.

Como lado negativo, no entanto, o jogo é tipo um Dark Souls em formato de visual novel: é tudo na base da tentativa e erro. Não vai ter como você zerar esse jogo na moral sem salvar o jogo no meio do caminho algumas vezes e escolhendo as matérias certas para você não cair nas ciladas. Infelizmente também, o único incentivo seu para isso é a curiosidade de ver o que vai acontecer no final, não havendo múltiplos finais na sua coroação (exceto no *como* você fará isso). Além disso, alguns atributos que você deve dar mais prioridade também são coisas que você percebe nessas tentativas e erros: treinar seu cachorro ou seu falcão de estimação (?) rarissimamente vai salvar a sua vida, enquanto investir em saber sobre as intrigas e a história locais serão de muita valia. Dependendo do estilão do seu personagem, pode não ser vantajoso investir pesado em estratégia militar, mas sim em ser mais sociável com os nobres e as massas. Você deve ter em mente o perfil de uma rainha exemplar, do contrário, você vai cair em muitas armadilhas ou mesmo acabar se dando mal ao tentar dar uma boa impressão.

Veredito Final

- Pontos Fortes 
      *Imensa variedade de escolhas e caminhos para seguir no jogo
      *Sensação de estar criando sua própria história, já que todas as suas ações têm consequências diretas na história do jogo.
      *Imenso valor de replay
      *Jogo relativamente barato (se comprar na Steam, pelo menos)
      *Várias roupas para habilitar, caso goste de personalizar sua personagem

 - Pontos Fracos
      *Sem vozes para as personagens e trilha sonora bem modesta
      *Muito poucas CGs
      *Alguns finais podem ser frustrantes nas primeiras vezes que você joga
      *Necessidade de salvar frequentemente para sobreviver
      *Pode não ser o jogo ideal para fazê-lo amar visual novels

Nota: 7,0/10

Opinião final: É um bom jogo, mas o seu verdadeiro potencial depende do próprio jogador. Se você for alguém que gosta de explorar finais diferentes e de explorar cada detalhe de visual novels com elementos de RPG (apesar de não ter nada baseado na sorte neste jogo. Os testes que você passa ou deixa de passar são baseados apenas no que você já aprendeu antes), você com certeza vai se deleitar com esse jogo, recomendando facilmente comprar este jogo. Pra se ter uma ideia, um dos finais que eu consegui ao investir pesadamente em conhecimento mágico parecia que a rainha se tornou uma verdadeira ditadora absolutista, conseguindo encerrar uma guerra inteira com as próprias mãos e queimar todos aqueles que a opusessem... e foi MUITO legal.

Como disse antes, é um jogo que apenas a sua experiência em se colocar no lugar de uma rainha (por mais estranho que isso possa soar vindo de um jogador homem) conta para progredir na história. Pode não ter fatos interessantes baseados na vida real (afinal, não há uma idade certa para assumir o trono em uma monarquia), mas o fato do jogo colocar o jogador em várias situações onde ele deve escolher em aceitar a ajuda de um estranho ou perder um possível aliado de grande importância depende apenas do seu próprio esforço em se aprofundar nos estudos e de ter bom senso entre quais ações escolher. Eu esperava que o comportamento da protagonista influenciasse diretamente em quais escolhas estariam disponíveis, mas na verdade, é só a "disposição" dela pra estudar algumas matérias... o que me fez tirar um pouco de nota do jogo, mas que ainda assim ganhasse minha recomendação.

Vale a pena comprar esse jogo?
É um jogo simples (também, são só 50mb), mas com muitas escolhas e situações bem possíveis, por mais que tenha só um ou outro momento engraçado escondido. Como está tão barato (ou melhor, estava... queria lançar essa análise ainda enquanto estava na promoção, mas 8 horas pra jogar e escrever é tenso...), é bem provável que tenhamos outro período de 50% de desconto no jogo daqui a algumas semanas. Se esse dia chegar, recomendo dar uma olhada e também apoiar desenvolvedores desses jogos. Agora, se você se preocupa muito com qualidade e/ou quer algo mais complexo, tem outras VNs boas para você investir (como Dysfunctional Systems, por exemplo)

Nesse jogo, é muito fácil você morrer, mas todas as mortes são justas, de quando você deixa de investir em alguma habilidade ou algo do gênero.

Bem, essa foi a nossa análise. Espero que tenham gostado, e se o jogo estiver na promoção mais uma vez, vale a pena dar uma pensada na hora de comprar!
Out.

sábado, 15 de junho de 2013

Análise de Anime [8] - Nanatsuiro Drops


Você pode nao conhecer, mas tem uma empresa de visual novel que, apesar de lançar títulos bem esporadicamente, tem uma qualidade sem precedentes. Essa empresa se chama Unison Shift, a empresa que fez uma das visual novels mais marcantes (e underrateds, por ainda não ter nem uma tradução para o inglês...) da história do gênero: Flyable Heart. Mas toda essa história teve um começo, e Nanatsuiro Drops foi a primeira visual novel da empresa.

Bem, não estamos tratando do jogo, certo? Pois bem, o anime do jogo, feito pelo estúdio Diomedea (Campione!, Kodomo no Jikan, Mondaiji-tachi) conta a mesma história da visual novel para PS2 e o mesmo estilo de mahou shoujo, apesar de, por razões óbvias, retirar o conteúdo erótico da versão PC do jogo na adaptação. Ele é um anime que começa meio sem sal e sem muita expectativa, mas ele rapidamente vai evoluindo nos episódios seguintes, o que vai tornando cada episódio melhor que o anterior.

... ei, por que eu estou estragando a análise? Vamos começar!

História
E tudo começou num dia como qualquer outro, exceto por uma coisa...

<--- música para ouvir enquanto lê a análise ^^

Tsuwabuki Masaharu é um estudante colegial tímido e sem muitos amigos na escola. Sua vida mal passa de uma simples rotina que consiste em ir para a escola e voltar para casa todos os dias. Na maioria das vezes, ele fica sozinho, refletindo sobre a vida e em como ele poderia mudar tudo isso, mas fica confuso em onde e como começar tudo isso, já que as aulas já começaram há um tempinho.

Tudo isso começa a mudar as poucos quando ele literalmente se esbarra em Akihime Sumomo, uma garota tímida da mesma sala que o protagonista e que participa do clube de jardinagem na escola junto com sua melhor amiga, Nadeshiko Yaeno. Ele passa a participar pouco a pouco das atividades do clube de jardinagem (até um pouco contra a sua vontade, no começo), até que ele por engano bebe uma poção misteriosa que o faz se transformar em uma ovelha de pelúcia pequena, apesar de poder falar e movimentar. O professor responsável pela clube de jardinagem explica para Tsuwabuki que ele ficará alternando entre sua forma humana e esta de acordo com os períodos do dia e das fases da lua, e se até o final do ano ele não conseguir coletar 7 "gotas das estrelas", ele ficará nessa forma de pelúcia para sempre.

Com um empurrãozinho, o protagonista pede ajuda à Sumomo, que concorda em ajudar, e para isso, acaba se tornando uma mahou shoujo, chamado aqui de Stellar Spinear, e aprende várias magias no decorrer do anime para ajudá-la a coletar todas as gotas das estrelas e ajudar o protagonista... tudo isso com algumas mentiras iniciais para fazer a história parecer convincente à Sumomo.

O anime é curto, tem apenas 12 episódios, mas ele não acaba apenas quando se coleta todas as gotas ou quando tudo parece bonitinho. A história acaba evoluindo para uma história de amor entre o protagonista e Sumomo, fazendo as coisas se complicarem mais no seu final e fazendo você arrepiar bastante. Dá a impressão que os episódios demoram para passar, mas quando vai chegando no final, sua atenção fica cada vez mais focada na história de amor entre os dois e nos problemas que vão acontecendo nisso, algo que se desenvolve belissimamente.

Animação e Trilha Sonora
Oujou-sama contra heroína principal... hmm... quem será que ganha?
A animação poderia ser melhor. Não digo que seja aquela animação nojenta sem sincronia de movimentos ou expressões cabulosas dos personagens, mas é uma animação simples. Os efeitos em 3D são raros, efeitos de luz e brilho as vezes são tão exagerados que mal dá para ver as feições dos personagens e não tem tanta fluência nos movimentos como nos animes de estúdios maiores... fazer o quê, né, nem sempre dá para agradar todos os aspectos.

A trilha sonora, por outro lado, é bem marcante. Temos as clássicas músicas de momentos alegres, bagunça e mistério, mas as que mais marcam mesmo são as músicas nos momentos de indecisão dos personagens e as músicas tristes, que usam e abusam de instrumentos de cordas e toques melosos de piano, algo que realmente é um dos meus pontos fracos quando estou assistindo animes desse gênero. As músicas são bem compostas, e mesmo não sendo algo complexo como algumas peças de Tchaikovsky, em combinação com as cenas do anime, mexem com o emocional de maneira até surpreendente.

Opinião, Pontos Fortes e Fracos
Talvez a primeira vez que você verá alguém usando uma colher gigante como "arma" xD
A primeira vista, eu não tinha tanta motivação para assistir o anime. Tinha uma época que eu gostava bastante de animes de romance, desde os mais "clássicos" como Clannad e School Days até os mais desconhecidos como True Tears e Shuffle! (pois é, inicialmente gostei do anime de Shuffle!, acredite se quiser). Atualmente, por diversos fatores, o tema não me é muito atraente e confesso mesmo que apenas as visual novels ainda me interessam nesse aspecto. A meu ver, os primeiros episódios começavam clichês e meio lento, parte pelo desenrolar da história mesmo, e parte pelo próprios personagens que mal se relacionavam direito.

Entretanto, de algum jeito, tudo isso mudava mais ou menos na segunda metade de todo episódio. Akihime, por ter tanta responsabilidade em suas costas para restaurar o boneco, que ela apelidara Yuki-chan, sempre chorava por nunca ter conseguido nada, por ser muito fraca, por sempre depender da ajuda dos outros e por ela não conseguir mudar. Tsuwabuki, por sua vez, via tudo isso e mesmo assim torcia por ela, ajudando sempre que possível e fazendo o possível para se aproximar cada vez mais dela e afirmá-la que ela não precisa sofrer sozinha, que ela pode ser forte para os diversos obstáculos da vida, que ela não precisa ter vergonha de chorar, mas sim saber se recuperar para conseguir o que desejar.

São coisas que chegam a ser simples, mas que, do jeito que são apresentados, mexem com o emocional da pessoa, e por mais absurdo que seja da minha parte dizer isso, mas chega a ser como os momentos marcantes de Clannad e AnoHana. Não precisa ter toda aquela espalhafação complexa para todo mundo finjir que entendeu e falar "nossa, que coisa foda!". São coisas básicas, com soluções até fáceis, mas que o anime consegue passar para quem está assistindo de uma maneira fabulosa.

Dos raros momentos de inveja dos personagens até os momentos de amor platônico entre eles, chega a arrepiar a entonação dada nessas cenas, especialmente nos dilemas puros e inocentes de Sumomo algumas vezes. Parece que cada vez que um personagem chora, você se simpatiza com ele, você torce para que as coisas dêem certo com eles, você tem vontade de gritar quando as coisas parecem não ir do jeito planejado. O anime tem uma dublagem espetacular para colaborar com tudo isso e fazer um anime com roteiro aparentemente raso e que apenas é uma das várias rotas do jogo principal ainda se tornar viciante para o público que gosta do gênero, e mesmo para os que não gostam, passar a gostar.

Conclusão e Nota Final
Momentos tensos, calmos, tristes, desesperadores... tem de tudo!
É estranho dar uma nota para o anime. Dá vontade de dar uma nota alta pelo fator emocional que ele proporciona, mas ao mesmo tempo não dá para desviar os olhos dos problemas dele, como a demora nas primeiras partes dos episódios para fazer eles ficarem interessantes e algumas falhas estéticas e nas animações de vez em quando.

Não tem como esconder que é um anime café com leite, ao contrário de certos Mahou Shoujos por aí que envolvem dimensões paralelas e derrotar mechas gigantes. As lutas não são algo que surpreende, as personagens têm todas toques bem infantis (exceto em alguns da VN né, heheh) e o protagonista demora um tanto para deixar de ser bundão, mas depois que tudo isso é resolvido, mais ou menos após o 3º ou 4º episódio, daí o anime prende mesmo, daí o anime vai tocar o seu coração cada vez mais fundo, fazer se lembrar de como você pensava no amor pela primeira vez, e fazer você se reapaixonar pelo gênero de romance

Nota Final: 7,5/10

É um anime bom, especialmente se você gosta do gênero. Se você não gostou dos primeiros episódios, é difícil recomendar o anime mesmo, já que pode ser que, mesmo depois que o anime chega na sua "parte boa", pode ser que você não se contente com a enrolação dos personagens em certos momentos, mas se você tiver paciência pra aguentar esses momentos (e alguns sem graça mesmo), é um anime bem bacana. Só aviso que esse anime mexe com o emocional mesmo, então, se você se arrepiar quando o ver, é normal, viu... aconteceu comigo até xP


Bom, a análise termina aqui. Espero que tenham gostado, e tenham um ótimo final de semana!
Out.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Sailor Moon - Muito mais que um mero "Mahou Shoujo"


Verdade seja dita: quem que não conhece Sailor Moon? Lembra, na época que a Cartoon Network era foda e passava alguns animes como Dragon Ball, Inuyasha, Pokémon, Sakura Card Captors, Monster Rancher, Beyblade e Medabots? Bom, mesmo se você não tivesse um plano de TV por assinatura na época, não raro esses animes passavam na Record, SBT e Globo, então se você já era meio viciado na época, você acompanhava essas séries.

Sailor Moon é um anime que simplesmente revolucionou o gênero de mahou shoujo até hoje, com (muito) fortes evidências até nos títulos mais recentes. Apesar da animação não ser lá grandes coisas (mesmo para a época), Sailor Moon conseguiu captar os corações de vários meninos e meninas (e dos otakus da época?) com suas personagens carismáticas, história envolvente, bastante ação em todos os episódios, romance, comédia, e claro, no caso do Brasil, pela dublagem muito bem feita do estúdio Gota Mágica (Cavaleiros do Zodíaco, Super Campeões, uns bons episódios do começo de Dragon Ball). E olha, isso porque o anime é da Toei Animation.

A série de mangá original, do escritor Naoko Takeuchi, lançada em 1991, foi também um enorme sucesso em todos os países que foram lançados, que inclusive foi o mangá mais vendido dos Estados Unidos por anos, e mesmo com o relançamento do mangá em 2011 (com o plano de Naoko para reviver a franquia em escala mundial, para comemorar os 20 anos da série) nos Estados Unidos pela Kodansha (Shugo Chara, Air Gear, Fairy Tail, Negima) foi um dos mais vendidos de todo o ano, vencendo até mesmo grandes franquias como One Piece, Bleach, Black Butler (Kuroshitsuji), Rosario Vampire, High School of the Dead e até vários volumes de Naruto.


Mas... e no Brasil? Pois é, o mangá original não foi lançado por aqui, mas pelo que a notícia correu por aí, uma *certa* editora licensiou o mangá para o Brasil, mas ainda não revelou quando que o mangá será lançado por aqui (provavelmente 2013, mas ainda assim não é certeza), ou quem que é essa editora. Ambas as duas maiores editoras que traduzem mangás para o português, a Panini e a JBC, têm séries de mangás da Kodansha (Panini tem Air Gear, e JBC tem Fairy Tail e Negima e Monster Hunter Orage). Pela quantidade de séries, seria um bom chute dizer que sairia pela JBC, mas... sei lá, é complicado dizer, pois pra qualquer das duas editoras que sair, uma das partes vai ceder.

Se a Panini licensiou o mangá (o que eu duvido), apesar de termos uma tradução bem fiél, com honoríficos e tudo, as páginas coloridas virarão preto-e-branco e muito provavelmente os volumes serão lançados bimestralmente, sem qualquer plano de assinatura para eles. Já se for pela JBC, as páginas coloridas vão ficar, mas a sua "política" de tradução ferrará com vários honoríficos (vai traduzir "Princess-sama" como?), e pode esperar que os preços sejam iguais ao do reboot de Rurouni Kenshi (R$13,90) ou da Sakura Card Captor (R$14,90).

Basicamente, vai depender do seu gosto como fã de mangás. Se você prioriza qualidade de tradução, vai torcer pra ser licensiado pela Panini, mas se quiser um mangá mais bonito, mesmo com as adaptações dos honoríficos e poder pagar um pouco mais por isso, daí um anúncio oficial pela JBC vai fazer o seu dia. Se for licensiado por outra editora ainda (New Pop?) vai ser um choque muito grande, mas de um jeito ou de outro, vamos esperar que essa tradução oficial venha logo.

Como que vai ser a tradução da capa? Ah, você sabe como vai ser, sim.
Atualmente, o mangá americano está no volume 8, sendo que o último volume, o 12º volume (sim, conseguiram enxutar o mangá em 6 edições), será lançado apenas em meados de Julho de 2013. Também foi confirmado uma nova temporada (a sexta) do anime para o ano que vem, mas náo h[a muitos detalhes nesse departamento por enquanto.

Espero que vocës (e os fãs) tenham gostado da matéria. A gente se vê no próximo post pessoal. Até lá!
Out.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Veja um pouco de Prism Nana, e Filme de Hunter x Hunter dia 12 de Janeiro!


Quem gosta de Mahou Shoujo (e que não viu o post da Nidorina sobre o anime xP) pode babar carneiros saltitantes de alegria, pois não só o anime já está em produção como também lançou recentemente mais um vídeo promocional (PV) da animação e mostrando mais do (belíssimo) cenário e personagens do anime. Confiram:


Bom, nem preciso dizer que vai vir coisa boa a caminho, não é? A Shaft (Mahou Shoujo Madoka Magica, Ef, Denpa Onna to Seishun Otoko, Bakemonogatari) pra mim é um dos melhores estúdios de animação de animes que existe, não só no quesito gráfico mas também ao fazer uma excelente adaptação das obras originais e fazer as personagens se sentirem importantes no próprio enredo, aprofundando ainda mais os relacionamentos das heroínas na animação.

Apesar dos poucos animes do gênero recentemente, Madoka Magica provou que o gênero ainda tem muitas possibilidades que, mesmo depois de tantos anos desde o surgimento deste gênero, não foram exploradas ao máximo pelos estúdios, o que é bom, já que tirando este último citado, faz um bom tempo que um Mahou Shoujo não me impressionou tanto antes.

Demais informações importantes como roteiro, nomes das personagens e data de estréia ainda não foram divulgadas oficialmente, mas é seguro afirmar ser um projeto de anime já para o ano que vem, que cada vez mais torna o cenário de animes de 2013 bem promissor. Para quem quer saber um pouquinho mais (e souber ler kanjis japoneses cabulosos), o site oficial da série é este daqui:



E uma boa notícia para os fãs da série Hunter x Hunter: o primeiro filme da série finalmente será realidade, e será lançado em Janeiro do ano que vem, com pré-vendas dos ingressos iniciando já em Novembro. Os sortudos que comprarem um dos 50.000 ingressos na pré-venda receberá "de brinde" um Original Clear File (basicamente um livro com ilustrações e arte conceito dos personagens e vilões da série)... que inveja dos japoneses, hein.

O trailer do filme você confere abaixo:


O trailer é bem promissor, mas infelizmente não conheço nada da série... pois é, um dos maiores best-sellers de mangás no Japão, e o Out aqui que não viu nada ainda... sinto que vou apanhar muito depois dessa.

O mangá de Togashi Yoshihiro (Yu Yu Hakusho, Level E) possui atualmente 30 volumes e todos traduzidos pela JBC, sendo o último lançado em Agosto deste ano no Brasil. A série ainda está em publicação no Japão pela Shonen Jump, mas o volume 31 do tankobon ainda não tem previsão de lançamento, ainda que já foram lançados capítulos suficientes para pelo menos mais dois desses. Não há previsão para o lançamento do filme no ocidente.


Bom, é isso aí. Mesmo saindo tarde, espero que tenham gostado do post. Até a próxima!
Out.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Novo anime Mahou Shoujo da Shaft! Análise e especulações

Depois do sucesso de Madoka Magica, a Shaft volta a chamar atenção com seu novo anime mahou shoujo, com o nome Magical Suite Prism Nana. Não houve nada divulgado até agora, apenas um trailer e algumas fotos das personagens.
Assim como Madoka, Prism Nana tem um traçado bem diferente e esta sendo divulgado como um anime bonitinho fofinho onde garotinhas não perdem a cabeça no terceiro episódio. Não acho que vá fazer tanto sucesso quanto Madoka, porque é difícil pegar alguém duas vezes não é? Com certeza ja começaram a criar teorias sobre o restante do anime e sobre o jeito que a Shaft vai dar de deixar tudo sombrio
Se você observar atentamente no trailer você pode ver um bicho parecido com o Kyuubey. E vale lembrar que em Madoka ele diz que existem vários por ai. Além disso tem outras semelhanças. Mas só esperando mesmo o anime sair pra ver onde isso vai dar, porque quando se fala da Shaft, tudo pode acontecer.



Nidorina :3

sábado, 19 de maio de 2012

Planos futuros da Type-Moon


Olá galera, novidades aqui no blog! (chega de Planetarian, vocês não querem saber mais disso xP)

Ontem, os escritores Kinoko Nasu, o artista Hirokazu Koyama e o produtor Monoji Tsukiri finalmente revelaram os projetos futuros da Type-Moon através de uma entrevista para o site 4Gamer.

Segundo eles, o principal foco da empresa agora será o tão aguardado remake de Tsukihime (traduzido carinhosamente como Lunar Legend Tsukihime, ou Lenda Lunar Tsukihime) e um novo jogo da série Fate, chamado Fate/Extra CCC, uma continuação do Fate/Extra para PSP, traduzido pela Aksys para o inglês no final do ano passado.

Além disso, a produtora anunciou não uma, mas duas sequência de seu último jogo, Mahoutsukai no Yoru, que, segundo eles, "será onde a série começa pra valer".

Entretanto, nenhuma data foi mencionada para nenhuma das sequências, nem mesmo para o remake comercial de Tsukihime. Fate/Extra CCC tem previsão de lançamento para este semestre ainda, ou seja, até 30 de Junho, apesar de não se ter uma data oficial também.

Eu não joguei Mahoyo (sigla usada para designar o jogo por fãs) ainda, mas muitos fãs, tanto da empresa quanto fãs de visual novels mesmo, adoraram o jogo. Alguns reclamaram por não ter conteúdo 18+ e por ser linear demais, mas ainda assim, a maioria em si gostou muito. O que mais estou aguardando mesmo é esse remake de Tsukihime, que até hoje não tive oportunidade de jogar e que promete ser (ainda) mais longo que o original, com uma rota da Satsuki.

...Hmmm, remake com rotas para mais personagens...acho que já vi isso antes ... (Shuffle!).

Vamos torçer para o melhor, certo? xD
Out.