Mostrando postagens com marcador ln. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ln. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de julho de 2014

No Game No Life terá Light Novels lançadas no Brasil, Nisekoi para o Vita tem seu primeiro trailer oficial


No Game No Life foi um daqueles animes deste ano que o pessoal realmente não calou a boca... mas no bom sentido, claro. Não sei se você já leu a nossa análise do brilhante anime, mas pra resumir, é um anime fantasioso onde dois otakus hikikomoris viciados em jogos de computador acabam sendo presos num reino fantasioso, onde tudo é decidido por meio de jogos, desde conseguir dinheiro até virar rei e conquistar territórios. O criador da série, brasileiro que atende pelo pseudônimo de Yuu Kamiya, esteve morando no Japão faz tempo (também, pra arriscar a vida como escritor de light novel, o cara tem que ter as manhas), mas nunca se esqueceu das suas raízes, querendo lançar suas obras pro Brasil um dia.

Bem, esse dia chegou. Segundo ele mesmo, foram mais de 13 anos de negociações e aspirações, mas finalmente as light novels originais de No Game No Life, bem como o mangá da série, serão lançados em território tupiniquim em breve. Quando? Bem, quanto a isso, ainda não temos datas, mas é seguro colocar um prazo de 2015 como considerável, visto que editoras não gostam de anunciar novos projetos e ficar enrolando eternamente pro lançamento (além do que, se elas forem espertas, o certo mesmo seria elas fazerem o mais rápido possível e aproveitar o trem da hype que o anime deixou).

... Pô, tá duvidando da veracidade da minha notícias? Pois vai então uma foto do mural da conta oficial de Yuu Kamiya no Twitter pra vocês verem.


 Notícia boa, não acham?

Eu também, já que eu adorei a série, mal posso esperar o anúncio da próxima temporada do anime e colecionar todas as bugigangas oficiais que forem lançadas do universo que forem lançadas no Brasil (contanto que eu tenha dinheiro e espaço no armário pra eu guardar tanta tralha, lógico).

Porém, tudo tem um porém: ninguém sabe ainda qual editora vai lançar a série pro Brasil.



Afinal, quando você assina um contrato dizendo que a sua obra vai ser lançada em algum país, cade à editora anunciar as coisas, não o autor, sob pena de pagar multa, ser preso, e pior, ter o contrato juridicamente negado. Mas as chances são grandes da JBC ou a New Pop estarem publicando, visto que são as únicas editoras que publicaram light novels no Brasil até hoje (JBC publicou as LNs de Death Note, uma inclusive escrita por Nisio Isin, autor de Bakemonogatari, enquanto a New Pop tem várias no seu arsenal, como 1 Litro de Lágrimas e o anúncio da LN de Madoka Magica). Se fosse pra apostar minhas fichas, apostaria na New Pop, já que ela está fazendo bons esforços para trazerem LNs encadernadas pro Brasil, enquanto a JBC largou mão (e na moral, chances são boas que publicaram as de Death Note apenas por causa do sucesso do mangá original, que ganhou até um reboot nas bancas há um tempo).

Não estou dizendo que eu sou a voz da verdade, mas se fosse pra escolher e torcer com qual editora ficaria, escolheria ela pela qualidade na tradução e da construção excepcional de seus mangás. Tá, sairia mais caro que os mangás das concorrentes, de fato, mas se existe algo que um bom colecionador não resiste, é o de comprar coisas de qualidade. E uma tradução cagada da JBC (como traduzir "Dola-chan" como "Senhorita Dora"... se bem que esse papo de "Dola" e "Dora" vai dar merda...) eu recuso, muito obrigado. Se bem que, não vá riscá-la como possibilidade, visto que Kamiya já deu as caras na JBC e deu uns papos com o gerente de conteúdo, Cassius Medauar. Do jeito que a JBC é escandalosa com seus anúncios, acho incrível eles nem darem uma dica disso até hoje, mas enfim, sendo JBC ou não, eu só quero um mangá/light novel com boa qualidade e sem (muitos) erros de tradução, por favor.

As notícias são escassas quanto a mais informações, mas estaremos acompanhando isso aí mais de perto nos próximos meses para atualizar a (ou lançar outra) postagem sobre o assunto. E não, não estou sendo patrocinado pela(s) editora(s) pra falar isso (mas bem que queria). 



Mas diz aí, vocês gostaram de Nisekoi? Eu queria adorar, mas não deu tão certo assim. O anime de comédia romântica da Shaft tem um visual do caramba, animação bem fluida, uma história que não é nem um pouco previsível e personagens super adoráveis para os corações otakus. Bem, acho que já mencionei que o jogo ganharia uma versão pro Vita, mas finalmente chegou a hora da Konami (mesma produtora de visual novels como Tokimeki Memorial) anunciar o título do jogo e dar umas informações sobre o mesmo, no ritmo e estilo do anime que chega a ser engraçado. Confira o trailer!


(Pra quem não manjou da reação, Yomeiri em japonês significa casamento)

Fala sério, tá bonitão o jogo, hein? Ah, é esse ano que eu compro um Vita só pra jogar essa budega (e Hatsune Miku, claro). Pelo visto, tem cara de que vai ter uns minigames legais e umas coisas extras que faltava para uma VN a ser lançada pro Vita que não seja simplesmente usar a touchscreen para pular o texto ou navegar nas falas já vistas.

O jogo será exclusivo para o portátil da Sony, sendo o seu lançamento previsto ainda para este ano, durante o outono japonês (entre setembro e novembro). Ainda não foi divulgado o preço dessa belezinha, mas estou disposto a pagar pelo jogo. Onodera, pode já ir passando a pomada que a sua hora tá chegando!!


Fico apenas com estas notícias por hoje. Espero vê-los novamente na próxima postagem. Até lá!
Out.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Análise de Anime [12] - No Game No Life


Toda temporada tem aquele anime promissor que todo mundo não para de falar. Pode ser anime que simplesmente dá hype por ser algo que esteja na moda (quando alguém famoso desenvolve gosto por um anime e a galera fica louca e começa a ver e achar foda sem muitos motivos), ou por ter um começo promissor (mas logo fica entediante e/ou não cumpre as expectativas), ou simplesmente por ter alguém envolvido que é de conhecimento da galera (tipo Psycho;Pass, que teve Gen Urobuchi como criador da série). De resto, só se tiver uma boa dose de shounen no meio (Jojo's), ou uma caralhada de fanservice, de preferência com lolis e personagens-fetiche (imoutos, sensei, amigas de infância, hárem, ou tudo isso junto e misturado).

No Game No Life não é um anime assim... ou melhor, é meio que uma mistura de tudo isso que eu falei com um toque bem próprio. Confuso? Imagine se você é um otaku que já viu uma pancada de anime e tenta misturar todos os grandes elementos de animes em geral e tentá-los colocar tudo de forma compacta e frenética numa série que tem o potencial de ser extremamente longa e promissora, mas que mesmo com sua curta duração, surpreende até o último segundo, com direito à fanservice, personagens peitudas, referências pra caramba, e um nível de fodesa digna de animes shounen? Bem, COMO SE NÃO BASTASSE, o criador desse anime (originalmente uma light novel) é brasileiro, sob o pseudônimo de Yuu Kamiya (ou Thiago Furukawa Lucas, no Brasil), criador de Itsuka Tenma no Kuro Usagi e que também ganhou um anime, mas não obteve tanto sucesso quanto este que vamos falar agora.

Mas por que será? Bem, a análise você vai ler agora!
História
"O que vamos fazer esta noite, irmãzinha?"
"Tentar dominar o mundo!"
<--- ouça enquanto lê a análise! xD

Tudo começa com dois irmãos, Sora e sua irmã mais nova de 11 anos loli Shiro. Ambos são hikikomoris, o que significa que ambos mal saem de casa, odeiam pessoas 3D e nem gostam da luz do Sol. Suas vidas se resumem ao mundo dos games, ou mais especificamente, jogos online e MMOs. Eles são tão vícios que eles dominam uma gama incrível de jogos de todos os tipos, desde o xadrez até FPS e puzzles. De tão notório era o legado dos irmãos que ambos eram conhecidos como Kuuhakus, ou "vazios".

Um dia, Sora recebe um e-mail estranho de uma pessoa que os desafia para um jogo de xadrez, e após vencê-los uma vez, ambos são estranhamente transportados para um mundo chamado Disboard, onde tudo é determinado por dez regras e sendo que quase tudo deve ser determinado, não com guerras, mas com o resultado de jogos, onde os jogadores apostam coisas que julgam ser de igual valor.

Não demora muito para que ambos acabam conhecendo Stephanie Dola (sim, Dola... não é Dora!), neta do rei do reino de Imanity, que está quase com todas as esperanças esgotadas em seu reino, que perdeu muito território em jogos anteriores e está na beira do colapso. Sora e Shiro acabam entrando no meio da jogada e vê que ajudá-la pode render o posto de rei (e rainha) do reino, mesmo que isso tenha que vir com um jogo contra uma garota de outro reino, que pode inclusive usar mágica ao seu favor.
E então, os irmãos hikikomoris tentam mostrar o potencial dos seres que não podem usar magia ao mundo de Disboard, começando por se tornarem reis, e então partir para a dominação mundial, a fim de, no final de tudo, poderem desafiar o Deus do mundo, Tet, e se tornarem, literalmente, Deuses.

Ah, e bota umas referências na mistura!
O anime conta apenas com 12 episódios e não chega nem perto de chegar até esse ponto, mas dá para ter uma boa noção de como os protagonistas pretendem fazer isso. Dá a impressão que é pouco episódio pra muita história, mas esta é contada de forma implacável, rápida e decentemente consistente. Tem bastantes jogos épicos e dá pra conhecer muitas das personagens (sim, mulheres, em grande maioria) dos outros reinos, prato feito para quem quer ter novas waifus ou simplesmente adorar os jeitões de cada uma, já que a dublagem é extremamente boa.

Apenas desejaria que o anime fosse mais longo, mas ei, mesmo se tivesse 24 episódios, eu falaria a mesma coisa!

Animação e Trilha Sonora
Vou facilitar pra vocês: O da esquerda é referência com Akiba's Trip
A animação é feita pelo estúdio Madhouse, mesmo estúdio de Chaos;Head, Black Lagoon e Hajime no Ippo, então a animação não é algo tão surpreendente assim, com um visual um tanto saturado de cores e não tão fluente como, digamos, Kyoto Animation ou Sunrise, então digamos que esteja na média e com um visual especial dele.

Não tem muito o que falar nisso, mas a física é bem animesca, então não vá esperar coisas extremamente realistas, ainda mais porque o ritmo do anime não é (nem um pouco) realista. As personagens são bem desenhadas (apesar que eu acho que os peitos enormes de certas personagens são desproporcionais... opa, na verdade, quase todos os animes são assim), há um nível considerável de detalhes nelas e... bem, não é um anime hentai, mas ao mesmo tempo o fanservice chega a tal ponto que fica foda engolir a semi-censura.

Efeitos especiais são bem feitos, cenários podem ser um tanto simples, e se for analisar bem, há alguns erros de proporções das personagens (especialmente nos olhos) em alguns momentos, mas não é nada realmente mal feito (né, Kanon 2002?). A trilha sonora tem umas músicas que se parecem muito uma com a outra, mas também tem suas músicas empolgantes que te deixa roendo as unhas para que tudo dê certo. Como já disse, a dublagem é excelente e não tem aquela sensação que todas as personagens são "mais uma", mas sim personagens que têm características e importâncias próprias, algo que é muito bom para uma maior imersão no universo da série.

Opinião, Pontos Fortes e Fracos
O anime pode ser hypado pra caramba, mas não tira o fato que é foda. ~Desu
Eu confesso, eu comecei achando que o anime seria uma cópia (das mais paias) de Sword Art Online, o que já é motivo para eu dropar o anime depois do primeiro episódio... ah, mas que bom que eu não dropei!

Sim, de fato, eu já disse que não sou muito fã de animes que têm protagonistas fodões que simplesmente fazem tudo que querem porque podem e foda-se as explicações lógicas por trás disso. Entretanto, esse é um dos raros animes que, realmente, se o protagonista não for fodão ou tão calculista quanto Kuuhaku, não haveria como a proposta do anime dar certo, logo, esse anime foi um muito importante para provar que protagonistas overpower com lógicas ilógicas são necessários para lutar contra algo que é originalmente fora do alcance deles: a magia.

Tem animes, geralmente shounens, que não mostram direito como o protagonista consegue vencer um vilão. Ele simplesmente vence, foda-se se ele treinou para isso ou não, se foi na cagada ou não, se foi inexplicado ou não. Em NGNL, a explicação às vezes é mal dada (cá convenhamos que tem que ter algumas brechas pra explicar alguém ter um raciocínio tão roubado quanto o deles), mas tá lá uma coisa que é possível, por mais que algumas vezes possa parecer ousadia um cara planejar algo tão grande e tudo convenientemente dar certo, exatamente como ele queria.

Claro, totalmente...
Isso pode ser frustrante para alguns espectadores, mas se você não for tão exigente, eu digo: TUDO É FODA BAGARAI!

As batalhas (ou jogos, como preferir) são extremamente over the top, dignos de animes que passam longe da temática deste. Não obstante, o anime apresente uma história que se desenvolve muito, também para justificar a complexidade de, realmente, dominar o mundo. Ao invés de simplesmente ser um cara fodão que derrota todo mundo, tem um desenvolvimento fudido pra isso tudo acontecer, e alguns episódios mais "parados" na verdade são para chegar nisso, de tal forma que os planos mirabolantes de Sora realmente foram planejados, e não um monte de fato que foi juntado na sorte para que fizesse tudo ser possível.

Como já disse, o anime também conta com uma dose generosa de fanservice, com VÁRIAS cenas em que as personagens do anime aparecem tomando banho ou em roupas curtas e reveladoras, ou até mesmo um episódio que aparecem elas pe-la-das. Não, eu já disse que o anime não tem classificação para maiores de idade, mas ainda assim consegue fazer o feito. Ah, nada melhor que ver a cara de envergonhada da Steph quando ela fala que tá sem calcinha... xP

É até difícil falar algo de ruim do anime se não for pelo ritmo que de vez em quando é excessivamente apressado (também, pra 12 episódios só...) e que não dá pra você entender por completo se você não pausar e voltar algumas cenas de vez em quando. Explicações e coisas mais "cruciais" inclusive seguem isso, o que confunde pra caramba se você quer entender a história do anime, ainda mais por causa das trocentas raças e nomes de territórios que aparecem.

Agora, se você está simplesmente para a ação frenética dos jogos, ou só para ver as personagens, fanservice e dar gargalhadas com as referências que o anime traz (acredite, são muitas), então esse anime também não vai decepcionar nem um pouco. Você rapidamente vai gostar da Shiro e do Sora, do potencial foderoso deles, do raciocínio que eles seguem e das loucuras que eles fazem à princípio sem sentido, mas que logo se encaixa nas suas verdadeiras intenções.

Conclusão e Nota Final
E o último episódio nem desaponta! Longe disso!! MAS QUE DELÍCIA É ESSA, CARA???
Cadê o seu Deus agora pra falar que "só tem anime de escolinha fazendo sucesso", hein? No Game No Life é um anime como você nunca viu antes. Você pode ter visto algo "similar" ou "que puxa umas ideias", mas você nunca viu um nível de tanta coisa foda num único anime (de 12 episódios!!!).

Geralmente comédias românticas tem alto grau de fanservice, mas baixíssima ação. Shounens seriam o contrário, mas podem ter humor também. Dramas ficam presos em alguns personagens apenas num dado momento, e animes com partes históricas raramente possuem o fanservice e bishoujos para atrair a população otaku atual.

Yare yare da ze....
No Game No Life junta tudo isso (e mais um pouco) numa mistura irreverente, única e fantástica, tanto que vai fazer você pensar "Por que tem tão poucos animes assim disponíveis??" e já construir hype pra próxima temporada (que há boatos de estrear no inverno do ano que vem, provavelmente na temporada de outubro de 2015). Ah, e não se esqueça de dar uma boa procurada pelas Light Novels originais, com alguns volumes traduzidos por aí caso você queira saber do que vai ocorrer mais pra frente.


 - Pontos Fortes 
      *Uma história de verdade que se desenvolve
      *Os jogos e desafios entre os personagens
      *Fanservice pra dar e vender
      *Inúmeras referências para testar seu conhecimento otaku
      *Ótimas personagens, distintas e fofas em seus próprios jeitos
      *Possui ritmo frenético e viciante
      *Tem uma moral bem forte por trás de tudo

 - Pontos Fracos
      *Apenas 12 episódios
      *Alguns buracos em certas explicações
      *Muita coisa ser "conveniente"

Nota Final: 8,5/10

Respiração conjunta, meu pau! Essa cena foi
uma viagem só de ida pro inferno!
Um excelente anime, do começo ao fim, e garanto que ele satisfaz gostos de muitos, se não todos os fãs de anime por aí. Se você for extremamente rigoroso com algumas picuinhas que eu citei, ainda assim você vai gostar do anime, mas num nível menor. Aliás, o anime é tão bom que você vai ficar ansioso após ele acabar, ainda mais pelo fato que tem (MUITA) coisa que ainda não é explicada ou negligenciada após o anime acabar.

Recomendo ver o anime inteiro, mas é quase certeza que ao terminar de ver o terceiro ep, você já estará absorvido pelo vício brazuca deste anime divino. Claro, e que venha a próxima temporada logo!

"Shiro!! Se tem algo que passa perto de irmã loli mais nova, são garotas com kemomimi!!!"
Bom, e com isso terminamos a análise de hoje. Quer deixar suas impressões do anime aqui? É só colocar como comentário aqui embaixo! ^^

Até a próxima, galera!
Out.

domingo, 6 de abril de 2014

Temporada de Abril de 2014 - Ah, essa vai ser foda!!


Entra ano e sai ano, muita gente que acompanha animes gostam de falar que a temporada de Abril é a que mais tem animes fodas e viciantes. Não é por menos que Shingeki no Kyojin, o anime que estava na ponta da língua do pessoal no ano passado, estreou nesta temporada, assim como foi com Angel Beats (da nossa gloriosa Key) em 2010 e Steins;Gate (que tem um jogo traduzido oficialmente agora) em 2011. Ou seja, pelo menos um anime desta temporada vai causar um burburinho nos meios sociais... mas, qual?

Bom, você pode achar a lista completa com todos os animes que farão sua estréia em Abril em outros sites, mas aqui, destacaremos os mais importantes (pelo menos na minhã opinião) e o que esperar deles, além de algumas primeiras impressões dos que eu já vi. Novamente, deixo claro que não vou falar sobre novas temporadas de séries já existentes, pois é melhor descobrir novas séries do que acompanhar uma que você já deve gostar primeiro antes de assistir a nova temporada.

Preparados? Então, vamos lá!

Jojo's Bizarre Adventure: Stardust Crusaders
てまえ...
A "terceira parte" da história incrivelmente longa (só pra se ter uma ideia, o mangá da série já tem mais de 100 volumes publicados) de Jojo no Kimyou na Bouken conta a história do personagem mais icônico da série: Kujo Jotaro, neto de Jesoph Joestar (que foi o protagonista da parte anterior, Battle Tendency), que além de ter domínio do Hamon (um poderzinho especial da série que o faz ser muito mais forte que um humano normal, controlado pela sua respiração), possui um poder inédito, que basicamente é uma manifestação espiritual de seu poder com o Hamon, chamado de Stand.

Mesmo tendo se trancado na prisão, Kujo acaba sendo libertado pelo seu avô (com a ajuda de Avdol, experiente com o uso de Stands e tudo mais) para treiná-lo o suficiente para dominar os seus poderes e poder enfrentar Dio, o vilão da primeira parte do anime que conseguiu sobreviver ao possuir o corpo do avô de Joseph Joestar, Jonathan Joestar, e hibernar em um caixão à prova de explosões por tempo o suficiente até o seu descobrimento. Kujo, apesar de ter uma personalidade bem rebelde, acaba não vendo sentido na história toda, mas acaba no final treinando para ficar mais forte enquanto os súditos de Dio procuram pelos descendentes da família Joestar para eliminá-los.

A série já é foda por si só quando você repara que o nome dos vilões mais icônicos são baseados em nomes de bandas de rock clássicas dos anos 70 e 80, mas a trilha sonora, a animação, os diálogos e a ação exagerada que o marcou como um dos animes shounens mais clássicos de todos os tempos continua de pé até nessa nova animação, com belíssimos visuais e continuando com o reboot de 2012 da série.

Bom, de fato eu falei que não falaria de animes com novas temporadas, mas esse anime tem que ter uma exceção aqui, tanto por ser uma das minhas séries favoritas e por ser simplesmente tão foda! Ah, mal posso esperar pelo próximo episódio!!!

Bokura wa Minna Kawaisou
Ah, it's coming to me again...!
A série surgiu como um mangá em 2010 e, assim como muitas outras séries no Japão, basicamente conseguiu vender bastante para financiar uma animação (apesar de ser curioso ter material para uma série completa com tão poucos volumes da obra original). Da mesma produtora que gerou os animes de Durarara e Baccano, o visual do anime é bem bonito e a história é um slice of life bem realista e atraente: Kazunari Usa começa a sua vida morando sozinho num complexo (entenda como uma espécie de república ou flat compartilhado), e por mais que ele comece odiando pelo fato de preferir morar por conta própria sem dividir seu espaço com outros, ele acaba não tendo outra escolha a não ser conviver com seus vizinhos e suas personalidades peculiares. Além disso, ele está disposto a tentar ficar junto com a menina que conheceu na biblioteca da escola, Kawai Ritsu, uma garota bem quieta, mas forte e determinada em alguns momentos.

Se você assistiu à Sakurasou no Pet na Kanojo, você relacionará muitas coisas com esse anime, mas desta vez invertido (o protagonista se mudar para no mesmo complexo que a heroína mora, ao invés do contrário). Pelo primeiro episódio, também dá para notar o ar de "comédia romântica que tem cara de que vai virar um triângulo amoroso ferradão ou conter dramas românticos entre os moradores", e como eu gostei bastante de Sakurasou, vai aí uma boa dica de um anime para começar a acompanhar. 

Mahouka Koukou no Rettousei
O uniforme deles é meio bizarro, mas em compensação...
Essa série já teve um tanto de influência nas redes sociais graças à divulgação de outras páginas de anime, então não é tanta surpresa você ter ouvido sobre essa série. De fato, o começo dele é impressionante, e por mais que você tenha a sensação de ser um anime harém com tantas heroínas se apresentando ao protagonista tão rapidamente, os personagens são bem desenhados e distintos (tanto na arte quanto no comportamento), e o jeito que a história é introduzida simplesmente o faz ficar ainda mais vidrado na série.

Basicamente, o anime narra a Terra num futuro onde a magia se tornou meio que uma tecnologia que pode ser dominado pelos humanos. Alguns estudantes com boa aptidão no uso da magia podem entrar num colégio especial para treinar ainda mais as suas habilidades para ser de bom uso para o país futuramente, já que guerras são imprevisíveis e muito diferentes nessa época. O protagonista, Shiba Tatsuya, é super apegado com sua irmã, Shiba Miyuki, e mesmo sendo passando por pouco no "vestibular" para entrar nessa academia, Tatsuya consegue se matricular sem maiores problemas, mesmo sendo rotulado um "fraco" por muitos, mas para a surpresa de muitos, sua habilidade em analisar magias é superior à habilidade de muitos.

Olha, a ideia não é lá das mais originais (Zero no Tsukaima, alguém? Mahou Sensou?), mas a atmosfera do anime é meticulosamente bem feita, valendo o hype que o anime estava recebendo. Além disso, a trilha sonora foi uma das melhores que ouvi nesse ano, e já vi que ainda tem MUITA coisa pra evoluir na série, o que me deixa ainda mais animado para ver o verdadeiro potencial desse anime.

Selector Infected Wixoss

O novo anime da JC Staff tem uma animação fluente e é um "twist" para quem curtia Yu-Gi-Oh ou Vanguard. Apesar do começo dramático, o anime revolve num jogo de cartas chamado Wixoss, que basicamente é um jogo modinha entre meninas e meninos. Ruko, a protagonista da série, recebe um baralho de seu irmão, que coincidentemente possui uma carta especial que a faz tornar uma Selector, que basicamente são garotas jogadoras que podem ter um desejo realizado pelas cartas, contanto que elas não percam três vezes durante a sua carreira, pois se isso acontecer, ela nunca mais poderá ter seus desejos realizados.

A proposta é promissora e até me fez lembrar Madoka Magica. Muita coisa mostrada no primeiro episódio da série não foi explicada ainda, mas pelo visto, o buraco ainda é bem mais fundo que simplesmente um joguinho envolvendo garotas. Se o ritmo acelerar nos próximos episódios, será um anime bem prazeroso de se ver.

Kenzen Robo Daimidaler
Isso aí dá uma cadeia...
O anime mecha da temporada e dos mesmos animadores de School Days e Highschool DxD tem experiência de sobra com cenas de fanservice e cenas de ação, e olha que o protagonista desta série tem o mesmo nível de erotismo que o Issei (ou até mais)... e seus verdadeiros poderes só se revelam nos momentos mais pervertidos (isso me lembra Dakara Boku wa H ga Dekinai).... então, isso significa... QUE ESSE ANIME TEM UM POTENCIAL DO CARALHETE!

Basicamente, a história gira em torno de Madanbashi Kouichi, um típico aluno pervertido de colegial que do nada encontra com Sonan Kyouko, sendo que ela basicamente estava procurando por ele devido ao seu "potencial", que é tipo a capacidade de super poderes dele. Entretanto, o chamado Império Pinguim, quer eliminá-lo por considerá-lo uma ameaça. A ideia original nisso tudo é a inclusão dos chamados Daimidaler, robôs gigantes usados pela organização que a Kyouko está para combater os robôs gigantes desse império. A história não teve como se desenvolver tanto em apenas um episódio, mas é até engraçado eu não ter ouvido ninguém falar nesse anime antes, já que geralmente tem pessoas que procuram por animes assim incansavelmente e falam aos quatro ventos quando acham um (eu? Imagina). Bom, de qualquer jeito, tá aí um bom anime para acompanhar, misturando os dois elementos favoritos da maioria dos otakus!


Outros animes que também possam pegar o seu interesse (mas acabou não pegando o meu):
 - Majin Bone: Ele parece um Zetman puxado pro shounenzão, mas pra mim ele ficou bem enrolado no seu primeiro episódio. Além disso, não fui muito com a cara do protagonista, a animação pareceu ser da década passada e a trilha sonora é bem simplória.

 - Seikoku no Dragonar: Um anime que envolve dragões como tema principal é raro (exceto se você considerar invocações e coisas do tipo), mas infelizmente a história queria trazer a complexidade de ler uma light novel em um episódio de anime, trazendo trocentas cenas em tão pouco tempo que não dá pra desenvolvê-las direito. Não chega a ser o pior anime que eu vi dessa temporada e a animação me fez lembrar Baka Test, mas sei lá, achei que ficou faltando um feeling pra eu poder considerar a série digna de ser acompanhada.

 - Kamigami no Asobi: Eu não sou contra anime shoujo, mas é tudo tão... clichê! A heroína sempre acha todos os deuses bonitos, o comportamento deles são mais confusos do que misteriosos, as cenas são parecidas com qualquer outro anime do gênero e ele tem a história MAIS FORÇADA DO UNIVERSO! Caralho, fazer uma humana ensinar DEUSES o que é o amor!? Qual é, nem Kin'iro no Corda ou Amnesia ou Hiiro no Kakera cometeriam erros tão bobos assim!


E é isso. Qual você vai acompanhar? Teve algum que não mencionei, mas que você já estava querendo ver?Tava contando os dias já? Comente abaixo!

A espera está quase no fim, então preparem-se para aproveitar tantos animes bons que teremos disponíveis em breve!
Out.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Análise de Anime [10] - Infinite Stratos


Tem animes que ficam reconhecidos pelos otakus de algum jeito. Certas vezes, é a história ferradamente bem elaborada e viciante. Outras, por causa do visual extremamente fluente e bonito de se ver. Alguns, não tão raros, impressiona com tantas batalhas recheadas de efeitos especiais que chega a viciar apenas neste aspecto.

Bem, se você estava ficando animadinho(a), calma, pois Infinite Stratos não é esse trem todo que estou mencionando, mas com certeza ele traz um tema que nem tantos animes arriscam, que é o de Mecha Musume (as famosas garotas com armaduras e partes que assemelham veículos e naves), numa história promissora, altas batalhas, narração quase shounen em alguns momentos, e ainda o toque de ecchi que a galera adora... pena que algumas cenas serão "brochantes" em mais de um sentido.

O anime surgiu primeiro de uma light novel do autor Izuru Yumizuru, inicialmente publicada em 2009 (tratando-se de uma série nova, por assim dizer), com um sucesso na narrativa e tema tão grande no Japão que rendeu uma série de mangás de 5 volumes em 2010, dois OVAs (com mais um previsto para este ano), duas temporadas de mangá (2011 e 2013, sendo que vou tratar sobre a primeira temporada aqui), trocentos drama cds e talkshows em rádios... ufa, e como se não bastasse, ainda neste mês, será lançado uma visual novel da série para PS3 e Vita.

Mas garanto que você não quer saber de curiosidades, né? (mentira!) Bom, vamos à análise, então!
História
A história é foderosa, mas cá convenhamos que alguns pontos foram desnecessários (ou, no mínimo, exagerados)
<--- música para ouvir enquanto lê a análise ^^

A história começa com Orimura Ichika, um estudante do ensino médio cuja irmã mais velha é professora em uma escola só de garotas e bem... normal, com a exceção de que as estudantes da mesma todas devem aprender a pilotar o chamado Infinite Stratos, que é uma espécie de armadura anteriormente usada em guerras, mas agora é mais usada em "briguinhas de mentirinha" e alguns esportes.

Sabe-se lá por qual motivo, esta armadura só pode ser pilotada por meninas... com uma única exceção... acertou! Este protagonista sortudo, único homem a poder manusear um maquinário desses, acaba sendo matriculado na escola, na espera de descobrirem o motivo dele ter tal aptidão.

No meio tempo, ele se reencontra com sua amiga de infância, Shinonono Houki, na qual fica surpresa com a vinda de seu antigo amigo, mas no seu jeito de tsundere, não quer deixar isso tudo muito na cara... exceto que, naturalmente, todas as meninas praticamente ficam se esfregando nele para ter a sua atenção. Convenientemente, algumas alunas que representam outros países (ah, sim, as estudantes não são todas do Japão, algumas inclusive são até mais experientes no uso dos Infinite Stratos, ou IS, e acabam nesta escola mais por patriotismo) acabam entrando no meio da história e, de um jeito ou de outro, também acabam sendo atraídas pelo charme (*cof*) do protagonista, o que deixa as coisas com um toque de hárem.

Ah, qual é! Se tivesse tanto peito, ninguém acreditaria que você era homem!
No entanto, nem só de hárem vive esse anime, apesar da comédia não ser tão na sua cara quanto demais comédias escolares. Aqui, Ichika terá que provar que realmente pode dominar tão bem, ou até melhor, a arte de manusear uma IS do que as demais garotas, e nisso, ele vai entrar em diversas brigas com as demais estudantes do colégio (que mais tarde ficarão gamadas nele), e por fim, até terá que colaborar no clímax da história, quando uma IS foge de controle e arrisca destruir tudo que encontra pela frente.

Parece uma combinação legal, né? Tem batalhas, tem romance, tem garotas com peitões... o que pode sair errado?

Animação e Trilha Sonora
O visual é bonito e fluente, efeitos visuais para dar e vender, e os efeitos 3D são muito bem colocados.
Não, a animação não é problema nesta série. Pelo contrário, a animação é bem fluente e com raros defeitos em proporções ou coisa do tipo. Na verdade, os efeitos em 3D durante as batalhas entre ISs até chegam a impressionar, dando aquela sensação boa de refletir a intensidade da batalha e fazer o espectador se maravilhar com isso... ah, claro, o visual também realça bem legal os contornos das curvas das personagens... e são nesses momentos que me refiro aos "raros" erros de proporções nas personagens... incluindo uma que era uma personagem "trap" (mas felizmente, um trap bom desta vez)

A trilha sonora por sua vez é bem bacana e reflete as emoções certas nas horas certas, mas não é algo que fuja do comum no quesito se comparado com outros animes. Tem uma música ou outra que vai fazer você bater o pé no ritmo ou aumentar ainda mais o exagero das cenas mostradas, mas são poucas as vezes que isso acontece.

Opinião, Pontos Fortes e Fracos

Bom, animes com ação geralmente tentem ser tendenciosos, no sentido de facilmente prender a atenção do espectador e fazê-lo esquecer de muitos furos grandes na história no decorrer dos episódios, e na maioria das vezes, simplesmente fazer com quem esteja assistindo veja o anime como sendo algo mais foda que ele realmente é.

Infinite Stratos tenta de vários jeitos fazer isso. Misturar bishoujos com uma história aparentemente misteriosa e bons momentos de luta pode ter sido arriscado em alguns outros animes, mas com um balanço entre esses elementos diferentes em diferentes episódios, Infinite Stratos tentou agradar gregos e troianos com tal mistura.

"Adoro apertar uns botões!"
Infelizmente, vários erros foram cometidos no meio desse caminho. A começar pelo protagonista, que na moral, deveria (e merece) ganhar um troféu de protagonista retardado do mundo dos animes. Com pelo menos cinco meninas fungando no cangote dele, praticamente pedindo pra dividir uma cama com o protagonista, ele simplesmente finge ignorância e pede para repetir o que a heroína disse, ou simplesmente dá de louco ao tentar pescar o significado real de alguma frase. Tá certo que, se ele não fosse tão retardado, era bem capaz desse anime virar um nukige e passar só depois das duas da manhã no Japão, mas pelo menos poderia aprender com Sora no Otoshimono ou Rosario+Vampire e colocar as piadas certas nos lugares certos.

Não obstante, as personagens parecem não terem muito cérebro também (como era de se esperar), pagando pau para um personagem que nem faz tanta coisa e, só por ser bonzinho numa cena ou outra, de repente vira o parceiro ideal para reprodução. Tantas cenas que deixam isso meio na cara do espectador tomam tempo precioso do anime, cujo qual poderia muito bem ser usado para elaborar a história, contar mais sobre as origens do IS, as histórias das próprias personagens e explicar demais tramas que passam desapercebido para dar espaço a um fanservice que pode não satisfazer todos.

Conclusão e Nota Final
YUGIOOOOOOOOOOHHH!! Ops, anime errado...
A mistura é bem interessante, mas dependendo do seu perfil de espectador de anime, você pode não gostar. Se você não ligar pra nada, exceto as batalhas, você vai achar o anime bem apelão (por mais que tenha algumas coisas exageradas, como de costume). Se você curte mais a história do anime, vai começar bem, mas vai começar a achar as coisas lentas demais mais pro final. Se gosta de fanservice, esse anime vai satisfazer seus olhos em alguns episódios e deixá-lo com vontade de ver mais.

Entretanto, se você vê animes pelo conteúdo global do mesmo, contando todos os aspectos e o equilíbrio entre eles... bem, daí eu sinceramente sugiro que você leia a light novel, que tem uma narrativa decentemente melhor, além do fato que você pode ouvir umas músicas melhores pra acompanhar cada cena. Além disso, não vai precisar encarar o protagonista que praticamente sozinho poderia gerar uma raiva forte o suficiente para fazê-lo querer jogar a TV/notebook/tablet no chão pela sua imcompetência.

 - Pontos Fortes 
      *A história começa bem
      *Bastante ação
      *Visual bem fluente e boa harmonia com cenas em 3D
      *Alguns momentos engraçados
      *Personagens com personalidades bem distintas 

 - Pontos Fracos
      *A trilha sonora não tem nada de especial
      *Certos acontecimentos não têm explicações satisfatórias
      *Fanservice acaba se tornando frequente e muito "na cara" mais pra frente
      *Protagonista tapado

Nota Final: 6,0/10

No final, é você quem decide se verá ou não o anime, mas como aquela dica "staple" que eu dou pra todo mundo que tem dúvida em ver algum anime: veja dois episódios dele, e se gostar, continue. Se não, nem perca mais tempo. Ah, e se você estiver vendo só por causa das personagens, só procurar o nome delas no Google e você verá todas elas em todas as posições e cenários que você imaginar (com ou sem armadura, praticamente), além dos clássicos doujinshis pro pessoal que tem fetiches cabulosos e gostar duns bons peitos.

Segura na minha mão e dê aquela chacoalhada gostosa!
E essa foi mais uma análise da Zero Force! Curtiu? Sim, ou claro? Xd
Nah, essa foi rápida, até. Mas de verdade, como digo em todas as outras análises, espero que tenham gostado e que tenha servido de algo para vocês. Além disso, se você leu até aqui, receba o meu agradecimento.

Até a próxima, moçada!
Out.