sexta-feira, 27 de junho de 2014

Análise de Anime [12] - No Game No Life


Toda temporada tem aquele anime promissor que todo mundo não para de falar. Pode ser anime que simplesmente dá hype por ser algo que esteja na moda (quando alguém famoso desenvolve gosto por um anime e a galera fica louca e começa a ver e achar foda sem muitos motivos), ou por ter um começo promissor (mas logo fica entediante e/ou não cumpre as expectativas), ou simplesmente por ter alguém envolvido que é de conhecimento da galera (tipo Psycho;Pass, que teve Gen Urobuchi como criador da série). De resto, só se tiver uma boa dose de shounen no meio (Jojo's), ou uma caralhada de fanservice, de preferência com lolis e personagens-fetiche (imoutos, sensei, amigas de infância, hárem, ou tudo isso junto e misturado).

No Game No Life não é um anime assim... ou melhor, é meio que uma mistura de tudo isso que eu falei com um toque bem próprio. Confuso? Imagine se você é um otaku que já viu uma pancada de anime e tenta misturar todos os grandes elementos de animes em geral e tentá-los colocar tudo de forma compacta e frenética numa série que tem o potencial de ser extremamente longa e promissora, mas que mesmo com sua curta duração, surpreende até o último segundo, com direito à fanservice, personagens peitudas, referências pra caramba, e um nível de fodesa digna de animes shounen? Bem, COMO SE NÃO BASTASSE, o criador desse anime (originalmente uma light novel) é brasileiro, sob o pseudônimo de Yuu Kamiya (ou Thiago Furukawa Lucas, no Brasil), criador de Itsuka Tenma no Kuro Usagi e que também ganhou um anime, mas não obteve tanto sucesso quanto este que vamos falar agora.

Mas por que será? Bem, a análise você vai ler agora!
História
"O que vamos fazer esta noite, irmãzinha?"
"Tentar dominar o mundo!"
<--- ouça enquanto lê a análise! xD

Tudo começa com dois irmãos, Sora e sua irmã mais nova de 11 anos loli Shiro. Ambos são hikikomoris, o que significa que ambos mal saem de casa, odeiam pessoas 3D e nem gostam da luz do Sol. Suas vidas se resumem ao mundo dos games, ou mais especificamente, jogos online e MMOs. Eles são tão vícios que eles dominam uma gama incrível de jogos de todos os tipos, desde o xadrez até FPS e puzzles. De tão notório era o legado dos irmãos que ambos eram conhecidos como Kuuhakus, ou "vazios".

Um dia, Sora recebe um e-mail estranho de uma pessoa que os desafia para um jogo de xadrez, e após vencê-los uma vez, ambos são estranhamente transportados para um mundo chamado Disboard, onde tudo é determinado por dez regras e sendo que quase tudo deve ser determinado, não com guerras, mas com o resultado de jogos, onde os jogadores apostam coisas que julgam ser de igual valor.

Não demora muito para que ambos acabam conhecendo Stephanie Dola (sim, Dola... não é Dora!), neta do rei do reino de Imanity, que está quase com todas as esperanças esgotadas em seu reino, que perdeu muito território em jogos anteriores e está na beira do colapso. Sora e Shiro acabam entrando no meio da jogada e vê que ajudá-la pode render o posto de rei (e rainha) do reino, mesmo que isso tenha que vir com um jogo contra uma garota de outro reino, que pode inclusive usar mágica ao seu favor.
E então, os irmãos hikikomoris tentam mostrar o potencial dos seres que não podem usar magia ao mundo de Disboard, começando por se tornarem reis, e então partir para a dominação mundial, a fim de, no final de tudo, poderem desafiar o Deus do mundo, Tet, e se tornarem, literalmente, Deuses.

Ah, e bota umas referências na mistura!
O anime conta apenas com 12 episódios e não chega nem perto de chegar até esse ponto, mas dá para ter uma boa noção de como os protagonistas pretendem fazer isso. Dá a impressão que é pouco episódio pra muita história, mas esta é contada de forma implacável, rápida e decentemente consistente. Tem bastantes jogos épicos e dá pra conhecer muitas das personagens (sim, mulheres, em grande maioria) dos outros reinos, prato feito para quem quer ter novas waifus ou simplesmente adorar os jeitões de cada uma, já que a dublagem é extremamente boa.

Apenas desejaria que o anime fosse mais longo, mas ei, mesmo se tivesse 24 episódios, eu falaria a mesma coisa!

Animação e Trilha Sonora
Vou facilitar pra vocês: O da esquerda é referência com Akiba's Trip
A animação é feita pelo estúdio Madhouse, mesmo estúdio de Chaos;Head, Black Lagoon e Hajime no Ippo, então a animação não é algo tão surpreendente assim, com um visual um tanto saturado de cores e não tão fluente como, digamos, Kyoto Animation ou Sunrise, então digamos que esteja na média e com um visual especial dele.

Não tem muito o que falar nisso, mas a física é bem animesca, então não vá esperar coisas extremamente realistas, ainda mais porque o ritmo do anime não é (nem um pouco) realista. As personagens são bem desenhadas (apesar que eu acho que os peitos enormes de certas personagens são desproporcionais... opa, na verdade, quase todos os animes são assim), há um nível considerável de detalhes nelas e... bem, não é um anime hentai, mas ao mesmo tempo o fanservice chega a tal ponto que fica foda engolir a semi-censura.

Efeitos especiais são bem feitos, cenários podem ser um tanto simples, e se for analisar bem, há alguns erros de proporções das personagens (especialmente nos olhos) em alguns momentos, mas não é nada realmente mal feito (né, Kanon 2002?). A trilha sonora tem umas músicas que se parecem muito uma com a outra, mas também tem suas músicas empolgantes que te deixa roendo as unhas para que tudo dê certo. Como já disse, a dublagem é excelente e não tem aquela sensação que todas as personagens são "mais uma", mas sim personagens que têm características e importâncias próprias, algo que é muito bom para uma maior imersão no universo da série.

Opinião, Pontos Fortes e Fracos
O anime pode ser hypado pra caramba, mas não tira o fato que é foda. ~Desu
Eu confesso, eu comecei achando que o anime seria uma cópia (das mais paias) de Sword Art Online, o que já é motivo para eu dropar o anime depois do primeiro episódio... ah, mas que bom que eu não dropei!

Sim, de fato, eu já disse que não sou muito fã de animes que têm protagonistas fodões que simplesmente fazem tudo que querem porque podem e foda-se as explicações lógicas por trás disso. Entretanto, esse é um dos raros animes que, realmente, se o protagonista não for fodão ou tão calculista quanto Kuuhaku, não haveria como a proposta do anime dar certo, logo, esse anime foi um muito importante para provar que protagonistas overpower com lógicas ilógicas são necessários para lutar contra algo que é originalmente fora do alcance deles: a magia.

Tem animes, geralmente shounens, que não mostram direito como o protagonista consegue vencer um vilão. Ele simplesmente vence, foda-se se ele treinou para isso ou não, se foi na cagada ou não, se foi inexplicado ou não. Em NGNL, a explicação às vezes é mal dada (cá convenhamos que tem que ter algumas brechas pra explicar alguém ter um raciocínio tão roubado quanto o deles), mas tá lá uma coisa que é possível, por mais que algumas vezes possa parecer ousadia um cara planejar algo tão grande e tudo convenientemente dar certo, exatamente como ele queria.

Claro, totalmente...
Isso pode ser frustrante para alguns espectadores, mas se você não for tão exigente, eu digo: TUDO É FODA BAGARAI!

As batalhas (ou jogos, como preferir) são extremamente over the top, dignos de animes que passam longe da temática deste. Não obstante, o anime apresente uma história que se desenvolve muito, também para justificar a complexidade de, realmente, dominar o mundo. Ao invés de simplesmente ser um cara fodão que derrota todo mundo, tem um desenvolvimento fudido pra isso tudo acontecer, e alguns episódios mais "parados" na verdade são para chegar nisso, de tal forma que os planos mirabolantes de Sora realmente foram planejados, e não um monte de fato que foi juntado na sorte para que fizesse tudo ser possível.

Como já disse, o anime também conta com uma dose generosa de fanservice, com VÁRIAS cenas em que as personagens do anime aparecem tomando banho ou em roupas curtas e reveladoras, ou até mesmo um episódio que aparecem elas pe-la-das. Não, eu já disse que o anime não tem classificação para maiores de idade, mas ainda assim consegue fazer o feito. Ah, nada melhor que ver a cara de envergonhada da Steph quando ela fala que tá sem calcinha... xP

É até difícil falar algo de ruim do anime se não for pelo ritmo que de vez em quando é excessivamente apressado (também, pra 12 episódios só...) e que não dá pra você entender por completo se você não pausar e voltar algumas cenas de vez em quando. Explicações e coisas mais "cruciais" inclusive seguem isso, o que confunde pra caramba se você quer entender a história do anime, ainda mais por causa das trocentas raças e nomes de territórios que aparecem.

Agora, se você está simplesmente para a ação frenética dos jogos, ou só para ver as personagens, fanservice e dar gargalhadas com as referências que o anime traz (acredite, são muitas), então esse anime também não vai decepcionar nem um pouco. Você rapidamente vai gostar da Shiro e do Sora, do potencial foderoso deles, do raciocínio que eles seguem e das loucuras que eles fazem à princípio sem sentido, mas que logo se encaixa nas suas verdadeiras intenções.

Conclusão e Nota Final
E o último episódio nem desaponta! Longe disso!! MAS QUE DELÍCIA É ESSA, CARA???
Cadê o seu Deus agora pra falar que "só tem anime de escolinha fazendo sucesso", hein? No Game No Life é um anime como você nunca viu antes. Você pode ter visto algo "similar" ou "que puxa umas ideias", mas você nunca viu um nível de tanta coisa foda num único anime (de 12 episódios!!!).

Geralmente comédias românticas tem alto grau de fanservice, mas baixíssima ação. Shounens seriam o contrário, mas podem ter humor também. Dramas ficam presos em alguns personagens apenas num dado momento, e animes com partes históricas raramente possuem o fanservice e bishoujos para atrair a população otaku atual.

Yare yare da ze....
No Game No Life junta tudo isso (e mais um pouco) numa mistura irreverente, única e fantástica, tanto que vai fazer você pensar "Por que tem tão poucos animes assim disponíveis??" e já construir hype pra próxima temporada (que há boatos de estrear no inverno do ano que vem, provavelmente na temporada de outubro de 2015). Ah, e não se esqueça de dar uma boa procurada pelas Light Novels originais, com alguns volumes traduzidos por aí caso você queira saber do que vai ocorrer mais pra frente.


 Pontos Fortes 
      *Uma história de verdade que se desenvolve
      *Os jogos e desafios entre os personagens
      *Fanservice pra dar e vender
      *Inúmeras referências para testar seu conhecimento otaku
      *Ótimas personagens, distintas e fofas em seus próprios jeitos
      *Possui ritmo frenético e viciante
      *Tem uma moral bem forte por trás de tudo

 - Pontos Fracos
      *Apenas 12 episódios
      *Alguns buracos em certas explicações
      *Muita coisa ser "conveniente"

Nota Final: 8,5/10

Respiração conjunta, meu pau! Essa cena foi
uma viagem só de ida pro inferno!
Um excelente anime, do começo ao fim, e garanto que ele satisfaz gostos de muitos, se não todos os fãs de anime por aí. Se você for extremamente rigoroso com algumas picuinhas que eu citei, ainda assim você vai gostar do anime, mas num nível menor. Aliás, o anime é tão bom que você vai ficar ansioso após ele acabar, ainda mais pelo fato que tem (MUITA) coisa que ainda não é explicada ou negligenciada após o anime acabar.

Recomendo ver o anime inteiro, mas é quase certeza que ao terminar de ver o terceiro ep, você já estará absorvido pelo vício brazuca deste anime divino. Claro, e que venha a próxima temporada logo!

"Shiro!! Se tem algo que passa perto de irmã loli mais nova, são garotas com kemomimi!!!"
Bom, e com isso terminamos a análise de hoje. Quer deixar suas impressões do anime aqui? É só colocar como comentário aqui embaixo! ^^

Até a próxima, galera!
Out.

6 comentários:

  1. Boa crítica de No Game No Life. Pra mim vc só deixou de citar o fato dos irmãos conseguirem usar celulares e tablets quando o reino dos humanos tem aquela aparência medieval (mesmo que tivesse energia as "tomadas" não seriam universais, correto? rs)

    Mas tirando isso, NGNL realmente foi o anime q mais m diverti dessa temporada. Tomara q saia mesmo a 2temp.

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  2. eles tem baterias carregadas a luz solar...mostra no primeiro episodio

    Agora anime e top msm...muito top tbm a critica.

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  3. Necessito de segunda temporada ;-; Como vc msm disse oque faz o anime desenrolar e a fodice do kuhaku,os calculos absurdos beirando a previsão do futuro,e etc. Td isso encaixa mt bem no anime. "Você pode usar trapaças o quanto quiser,quando se trata de video-games,Kuhaku nunca perde!" Pode ser uma frase simples mas tem mt impacto na hora,foi a que mais gostei kkkk

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  4. Necessito de segunda temporada ;-; Como vc msm disse oque faz o anime desenrolar e a fodice do kuhaku,os calculos absurdos beirando a previsão do futuro,e etc. Td isso encaixa mt bem no anime. "Você pode usar trapaças o quanto quiser,quando se trata de video-games,Kuhaku nunca perde!" Pode ser uma frase simples mas tem mt impacto na hora,foi a que mais gostei kkkk

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  5. Necessito de segunda temporada ;-; Como vc msm disse oque faz o anime desenrolar e a fodice do kuhaku,os calculos absurdos beirando a previsão do futuro,e etc. Td isso encaixa mt bem no anime. "Você pode usar trapaças o quanto quiser,quando se trata de video-games,Kuhaku nunca perde!" Pode ser uma frase simples mas tem mt impacto na hora,foi a que mais gostei kkkk

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