sexta-feira, 22 de março de 2013

Shuffle - Confira a Tradução, AGORA!

Eu que o diga! xDD
É hora! É tempo!

Você provavelmente ouviu falar que nós estávamos trabalhando com Shuffle!, certo? Pois bem, muita gente
ficou esperançosa com a nossa tradução, o que me alegrou bastante. Só que eu não queria deixar vocês
esperando mais uns bons meses para o lançamento da tradução completa, então eu e o restante do grupo de
tradução demos duro e nos esforçamos bastante nas últimas semanas para lançar o patch parcial da
tradução para vocês aproveitarem!

Como eu já escrevi bastante no meu post original, veja a minha sensação de completar o patch e o local para download aqui:



Bom, eu espero que vocês tenham gostado da surpresa que preparamos para vocês, e enquanto a tradução completa não sai... vai logo baixar a tradução e instalá-la em seu computador, você terá o fim de semana inteiro para se divertir com o jogo xD

Até a próxima!
Out.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Daitoshokan no Hitsujikai virará anime... e... Hatsune Miku Online?


Se você curte Visual Novels, você deve, no mínimo, ter ouvido falar de uma empresa de jogos do gênero chamada August. Para esclarecer, ela foi a empresa da melhor visual novel de 2008, Fortune Arterial, e que a partir daí, os títulos delas bombaram muito mais que tudo que ela havia produzido antes, como foi o caso de Aiyoku no Eustia.

Daitoshokan no Hitsujikai é o jogo mais recente dela, muito bem aceito pelos fãs de visual novels em geral pelas personagens e sua interface de jogo diferenciada e suas belas animações entre CGs e uso de efeitos especiais que deram, além de uma história que prende a atenção facilmente. Ponha em cima disso um monte de marketing e o nome/personagens do jogo aparecer nas capas de muitas revistas mensais japonesas sobre eroges... e bem, não é tanta surpresa que um anime da série seria anunciada mais cedo ou mais tarde, assim como foram os casos de inúmeras visual novels.


Tá certo que o jogo completo em si foi lançado em Janeiro deste ano, o que pode vir a estranhar para muitas pessoas... mas é aí que eu recordo de Da Capo III que também foi lançado pouco antes do anime, e Robotics;Notes, onde antes mesmo do jogo sair já tinha anime confirmado... é, pelo jeito tão todo mundo apostando nos animes de seus jogos logo após o lançamento, o que é bom para aumentar as vendas nos primeiros meses, já que são os meses mais críticos de vendas de jogos eletrônicos.

Apesar disso tudo, não revelaram a data exata para a estréia do anime, mas que está confirmado, isso está! O jeito agora é cruzar os dedos para uma boa adaptação ^^

Mais um dia normal na internet japonesa...
E... você já imaginou jogar um MMORPG com a sua idol favorita? Bem, pode parecer algo bem inimaginável, mas com a nova atualização de Phantasy Star Online 2, você podera maquiar o seu personagem pra ficar igualzinho à ela! (só não faça nenhum terrorismo colocando as roupas dela num char homem, viu!)

A presença da idol virtual mais famosa da Terra não é muita surpresa, já que ela já fez aparições em trocentos eventos, tanto do mundo real quanto dos mais diversos jogos que você possa imaginar (RPGs in-browser que o diga!), mas como PSO é uma franquia tão grandiosa, sei lá, é algo bacana para ficar sabendo e fazer a Sony largar a mão de deixar as melhores coisas para os japoneses e lançar o jogo por aqui também (o que é algo que, segundo rumores, já está acontecendo, mas ainda num ritmo mais lento que o ideal).

Se você duvida do que eu disse que ela já deu as caras no jogo antes, é só ver o vídeo abaixo e dançar!



Eu me despeço por aqui. O próximo post terá uma surpresa e tanto para vocês!
Out.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Jogo de OreImo para PS3 chegando, e novas temporadas de Toaru Kagaku no Railgun e To-Love Ru Darkness!

"Ei, isso não estava nos meus planos!"
Fãs de OreImo já devem estar loucos com a segunda temporada da série que estreará daqui a duas semanas, mas se você é um daqueles fãs ávidos e hardcore, você tem mais motivos ainda para comemorar o seu vício pela série: a Banpresto e a Bandai Namco Games anunciaram um novo e exclusivo jogo da série para o PS3.

Tudo que se sabe é que o jogo será chamado OreImo Happy End, provavelmente expandindo ainda mais o universo da série baseando-se nas light novels originais e nos jogos anteriores feitos para PSP, mas demais detalhes como o gameplay (se será de uma visual novel clássica ou não), data de lançamento e demais bônus para as edições (super) limitadas ainda estão para ser esclarecidas

MAS, pelo lado bom, eles divulgaram um vídeo bem curto com quase nada de informação, como você pode ver abaixo.


Para compensar o anúncio vago, alguns animes que você deve curtir (e se não curte, deveria!) terão segunda temporada, e que diga-se de passagem estão deixando os fãs bem esperançosos. Toaru Kagaku no Railgun, da J.C. Staff, será um deles e você pode dar uma pescoçada no vídeo de anúncio abaixo:


A série agradou bastante, apesar de que os fãs mais hardcores não gostaram de algumas adaptações e cenas, mas ainda assim, o visual tá bem melhorado frente aos da primeira temporada, e hey, vai dizer que você não curte a Misaka? =3

O anime tem previsão de exibição no Japão em 12 de Abril deste ano.

Outra série que terá mais uma temporada é a série ecchi eterna de Hasemi Saki: To-Love Ru. Recapitulando, já tivemos To-Love Ru original, Motto To-Love Ru, To-Love Ru Darkness... poxa, 4 temporadas e o nosso Yuuki Rito não pega nenhuma das meninas e/ou alienígenas? Ou será que nessa temporada, tudo vai mudar (-not)? De um jeito ou de outro, teremos mais informações em Abril, mas duvido que ele estreie no mesmo mês.

Bom, mas de um jeito ou de outro, é o começo das séries ecchis (boas) para os animes deste ano. Ainda teremos Hentai Ouji to Warawanai Neko e Hyakka Ryouran para os fapeiros de plantão no mesmo mês de Abril... ah, agora só falta Highschool DxD, Sora no Otoshimono 3 e eu já estarei feliz o suficiente neste ano xD
Eu prevejo muita gente se matando após segunda temporada de Nyarko-san!
Bom, espero que tenham gostado do post. Até a próxima pessoal!
Out.

sábado, 16 de março de 2013

Análise [7] - Sakurasou no Pet na Kanojo - Visual Novel de Anime dá (e muito) Certo Assim!


O final de 2012 foi uma época mágica para muitos fãs de animes devido ao tanto de lançamento que tivemos, tanto novas temporadas de séries famosas (Bakuman, Jormungand, To-Love Ru e Hiiro no Kakera) quanto os animes novos que estrearam naquela época (Little Busters!, Chuunibyou, K, Magi, Tonari no Kaibutsu-kun, Btoom! e tantos outros que não assisti/não acompanhei). Um bem curioso foi Sakurasou no Pet na Kanojo, produzido pela J.C. Staff (mesma de Little Busters! e outros animes como Ano Natsu de Matteru, Toradora e Toaru Majutsu no Index) que tem um visual bem bonito, várias personagens e uma história que começa bem bobinha, você não bota fé que aquilo vai evoluir e que não se passa de um anime de comédia romântica harém... mas com o passar dos episódios, muita gente se arrependeu do que disse, provando que um anime engraçado no começo pode se tornar um anime ambicioso, com várias lições de moral no meio, e uma história de amor que vai se desdobrando aos poucos.

O jogo de Sakurasou no Pet na Kanojo, lançado há mais ou menos um mês para PSP e Vita, conseguiu trazer o melhor dos dois mundos: a bela arte feita pela J.C. Staff com o roteiro bem detalhado da light novel original, e ainda colocando uma história relativamente simples, mas o suficiente para prender a atenção do jogador, além de contar com algumas adições bem interessantes em relação às demais visual novels lançadas para portáteis.

Mas chega de papo. Vamos à análise!

História e Rotas
O jogo têm várias CGs e eventos para todos os personagens principais, e se você gosta da série, vai querer ver todos eles. (e mesmo se não gostar, vai acabar gostando xD)
A história do jogo se passa após o primeiro arco do anime, que é a parte onde Sorata e todo o pessoal de Sakurasou fazem o jogo de Nyaboron para o festival da escola, mas num rumo diferente. Kanda Sorata, o protagonista do jogo, ainda com o seu sonho de ser um designer de jogos, fica sabendo de um novo concurso de desenvolvimento de jogos através de uma kouhai de sua escola, e também personagem exclusiva no jogo, Nakano Otoha. Com isso, ele tenta reunir todos os talentos da turma de Sakurasou para fazerem um último jogo antes dos veteranos Mitaka Jin e Kamiigusa Misaki se formarem e seguirem seus rumos individuais para as faculdades que têm as especializações que eles procuram seguir carreira, além de ajudar no sonho da Aoyama Nanami em ser dubladora profissional, ajudar na carreira de Shiina Mashiro como mangaká e com um pouco de ajuda de Ryuunosuke Akasaka na programação do jogo.

Até aí, nada de mais, é simplesmente o pessoal de Sakurasou fazendo mais um jogo... certo? ERRADO!

Curiosamente, Otoha acaba por entrar no grupo de Sakurasou para ajudá-los, mas uma rivalidade imensa entre este grupo e um grupo de programadores da mesma escola que Sorata e Nanami vai fazer com que nenhum dos lados queiram perder um para o outro e ver qual sonho será realizado e qual será destruído. Parece até que, ao jogar, você sente na pele tal rivalidade e se esforça ao máximo para conseguir o primeiro lugar, além de poder presenciar os vários momentos engraçados entre o protagonista e cada residente de Sakurasou.

Sobre as rotas, o jogo segue um padrão bem linear, sub-dividida em 4 períodos (planejamento, etapa alfa, etapa beta e o chamado Master Up), mas você basicamente tem três finais possíveis: Shiina Mashiro, Aoyama Nanami e Nakano Otoha, além de alguns bad ends no meio caso você não cumpra as metas estabelecidas em cada período e se você não ficar em primeiro lugar no concurso.

Traços, Trilha Sonora e Animação
Momentos engraçados não são poucos... e acredite, Sorata é um dos melhores protagonistas nesse quesito.
Os traços do jogo são um xerox dos gráficos do anime, o que eu achei bem bacana (não é por nada não, mas eu gostei dos gráficos da JC Staff para este anime). As personagens são bem desenhadas, tem quase que a mesma quantidade de detalhes de um episódio comum do anime, tem muitas CGs (muitas mesmo!), e apesar do lip-sync ser ridículo, não é algo que faça os demais aspectos do jogo deixarem de brilhar.

Quanto a animação, depende muito do que for considerar. Para os eventos normais do jogo, a animação é praticamente nula, apenas mostrando e ocultando diferentes personagens ou fazendo-as mudarem de expressão, além do lip-sync que falei anteriormente. Em alguns casos, quando um personagem enfrenta algum problema ou dilema na produção do jogo, os personagens mudam para um modelo em 3D, onde o comercial do jogo diz que é um 3D vívido e fluente. Eu esperava algo do mesmo nível de qualidade dos jogos de OreImo ou Haganai, mas infelizmente, o efeito 3D desses personagens é algo mal-feito e muito robótico. O lip-sync fica ainda pior, há bastante desproporção nas bocas e movimentos dos olhos das personagens e as animações dos personagens não são muito "realistas" por assim dizer. Isso me decepcionou e muito, mas por sorte, esses eventos são poucos e mal influenciam no rumo do jogo (só influencia no aumento de nível de intimidade com um dado personagem, para assim liberar mais CGs específicas).

A música é algo simples, não sendo horrível, mas também não sendo nada muito marcante. Algumas músicas em especial, como algumas que a Himemiya mostra ao Sorata para colocar no jogo, são bem melhores que a maioria, mas ainda assim, as músicas deixam o jogo no ritmo ideal, seja para os momentos engraçados, seja para os momentos de raiva, seja para os momentos de pressa, e seja para os momentos de tristeza,

Opinião
As personagens secundárias fazem várias aparições no jogo também, muitas delas notadamente engraçadas
O jogo seria tratado como a sua visual novel de qualidade abaixo da média se a análise terminasse aqui, certo? Pois é, só que temos outros fatores do jogo para cobrir antes de dar o veredito, e acredite, tudo faz o jogo ser melhor que você imagina. Primeiro vem o esquema de diretor do grupo, onde você deve planejar o que cada membro fará nos dias seguintes, até o prazo final, onde se deve ter todos os aspectos-chaves para passar. É algo incrivelmente bacana, pois são uma infinidade de opções para escolher até o dia de entrega do jogo final, lembrando bastante o que acontece num grupo amador de verdade: cada um faz a sua função, tem suas dúvidas que precisam ser esclarecidas antes de dar continuidade no seu trabalho, eles podem ficar doentes e não poderem trabalhar, e claro, temos os momentos em que eles se divertem juntos ou quando simplesmente uma conversa vai para um lugar totalmente diferente e imprevisível.

Se você não tiver uma boa base de japonês para saber o que cada um está fazendo ou falando, você pode sofrer bastante dos bad ends (que apesar de alguns serem engraçados, gera uma raiva de ter passado todo aquele tempo para não passar de uma certa etapa) e da linearidade do jogo, mas se você conseguir passar disso, você verá que o jogo se desenrola de uma maneira bem curiosa e imprevisível, tendo inclusive uns momentos bem tensos, como por exemplo, em um evento da Nanami onde ela não consegue passar em um teste para ser dubladora ou quando a Otoha é dada como traidora do grupo por vazar informações exclusivas do projeto de Sakurasou, mas no final, tudo acaba inesperadamente bem e ajuda você na hora de tomar diversas decisões no planejamento e nas raras escolhas que tem no jogo.

Ainda na mecânica de diretor, cada personagem tem dois parâmetros que refletem no progresso de seus trabalhos: uma barra indicando se o personagem está bem ou mal de saúde, sendo mais ou menos propício a ficar doente e incapaz de trabalhar, e uma barra de motivação, que quando maximizada, faz o personagem dobrar a sua eficiência e terminar a sua parte mais rápido (parece até vida real!). Apesar desses dois parâmetros poderem ser influenciados indiretamente ao descansar com eles ou ajudar nos afazeres de Sakurasou, os eventos que os personagens ficam confusos são totalmente imprevisíveis, o que pode causar algum incômodo quando, por exemplo, deve-se completar uma determinada tarefa, mas ter que parar para resolver os problemas desses personagens, já que eles não trabalham enquanto estão confusos.

O jogo é consideravelmente longo, durando fácil entre 15 e 20 horas, ou até mais caso tenha que voltar algum save ou caso queira liberar todos os eventos de todos os personagens... mas você acha que compensa liberar tudo? Se você achava que não, agora as coisas vão mudar, porque um dos pontos fortes do jogo são os seus extras, além de ter MUITOS eventos engraçados.

Só que não é simplesmente engraçado, é inesperadamente engraçado. São eventos que você não prevê, como quando a Mashiro esquenta sua calcinha no micro-ondas no inverno, ou quando a Misaki dá uma de jogar numa ilha deserta à lá Lost, ou quando a Nanami solta as suas frases de dialeto Kansai quando fica nervosa ou na dublagem de um tigre de pelúcia, ou quando Sorata ensina a Otoha a mexer no computador melhor e passa a Sengoku alertando para o Sorata não mostrar seus pornôs para ela, ou até mesmo num evento onde Sorata acorda e se depara com um tigre de verdade no seu quarto... é MUITO evento engraçado, fora umas piadas muito bem boladas envolvendo kanjis e pronúncias (como chamar o Akasaka de "Otoko no Ko", mas este "ko" como kanji de menina e fazendo ele vestir roupas de menina, ou de "Kurisumasu", de natal, com o "Kuri" como noz e a Misaki trazer um monte delas para comemorar) que, mesmo na hipótese de você não entender imediatamente a piada, você ri só pelas reações (super) exageradas do Sorata e nas personalidades típicas de cada personagem, como o jeito de falar da Misaki e as brigas entre a Shiina e a irmã mais nova de Sorata.

... e o que seriam esses eventos secretos? Ainda mais cenas inesperadas que aparecem nos momentos mais inoportunos (como quando você vai fazer as tarefas de Sakurasou, onde de vez em nunca ativa um evento secreto dependendo da motivação dos personagens), além de também liberarem CGs dos mais diversos tipos e até mesmo free-talks, que são comentários das próprias dubladoras originais do anime, parabenizando-o por completar o jogo e falando o que ela achou de participar do anime e suas primeiras impressões nas personagens, que também rolam uns comentários bem engraçados e inesperados. Pode não parecer muita coisa, mas o jogo se torna tão viciante com isso que dá gosto de liberar tudo que o jogo tem a oferecer.

Veredito Final
Nem o Akasaka se livra das peripécias.
 - Pontos Fortes 
      *Grande número de CGs
      *Praticamente o jogo inteiro é dublado
      *As personagens e o protagonista são cativantes
      *A mecânica de trabalho como diretor do grupo
      *História consegue ficar viciante muito rápido
      *Muitas cenas engraçadas fazem você se amarrar no jogo
      *Vários eventos secretos e extras para liberar
      *Desfecho e finais não desapontam

 - Pontos Fracos
      *Péssima animação em 3D, animação em 2D poderia ser melhor
      *Muito linear, apenas influenciando o final na última escolha
      *Pode ser difícil entender as piadas sem um bom conhecimento do japonês e da cultura nipônica
      *Frustrante nas primeiras tentativas, quando não se cumpre metas ou não se sabe o que fazer
      *Eventos randômicos como membros doentes e confusos podem ser frustrantes caso queira liberar mais eventos de uma certa heroína em específico ou para desbloquear todos os extras

Nota: 8,0/10

Opinião final: Esse jogo é um achado, praticamente. Apesar dos seus defeitos, ele pega os melhores elementos do anime e da light novel, misturam num roteiro canônico e fazem o jogador se viciar nele quase que com perfeição. Não digo que é um daqueles jogos que você terá o prazer que jogar várias vezes porque a grande maioria dos eventos se repetem, mas para os eventos que você ainda não viu e os secretos, vale muito a pena correr atrás deles.

E olha, faz tempo que não joguei uma visual novel assim, que me prendeu tanto no jogo ao ponto de sentir na pele tudo o que os membros do grupo passavam, rir nas diversas cenas e interações deles, me preocupar com a colocação do jogo à cada semana e planejando como prosseguir para tentar ganhar o concurso, e claro, vibrar quando o jogo acaba sendo o vencedor e presenciar o grande e engraçado momento de premiação de Sakurasou, além de um discurso muito imprevisível de Sorata no final e, mesmo após rolar os créditos, o grande final da personagem que você escolheu, com aquele final romântico que você torce tanto para acontecer e explode de alegria ao ver que o casal termina feliz para sempre, com ainda mais planos e planos mais ambiciosos para o futuro.

Se você gosta da série, é um must-play, mas se você não gosta ou não tem tanto conhecimento de japonês, pode ser que você ache o jogo estranho, mas ainda assim, se puder dar uma jogada de leve, é um jogo que vale a pena o tempo gasto... e se você dropou o anime, seja lá por qual motivo, uma chance para você aproveitar do melhor de Sakurasou e companhia!

Vale a pena comprar esse jogo?
Eu... recomendaria até, se você gosta da franquia e do universo de Sakurasou... uma pena que jogos orientais sejam tão caros de importar (fora que o preço de catálogo deles já são mais caros de qualquer jeito). Claro, partindo do princípio que você gosta de visual novels e está disposto a abrir o seu dicionário de japonês para os diálogos mais complexos (especialmente dos Akasaka e da Maid-chan), pois caso você ainda esteja começando a descobrir o maravilhoso universo de visual novels, tenho outros jogos para recomendar aos iniciantes antes disso (y).

O final vai fazer você roer suas unhas, mas não vai te decepcionar em nenhum aspecto... à menos que você espere "aquilo" de um VN all-ages, né...
E com isso terminamos mais uma análise de visual novel. Espero que tenham gostado, e tenham uma boa semana!
Out.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Primeiras Impressões - Another (mangá)

Você pagaria R$13,90 pela sua Misaki Mei?
Eu já vou começar a análise dizendo: eu gosto sim de séries de mistério e suspense. Eu sou um daqueles caras que gosta de formular teorias do que está acontecendo, sobre o que o personagem principal poderia fazer para melhorar uma dada situação, ou me impressionar quando a série toma um rumo surpreendente e a atitude do personagem principal muda radicalmente. Infelizmente, o anime de Another não me agradou. Eu assisti todos os episódios da série, entendi porque cada fato aconteceu, mas ainda deixou um certo vazio em mim de certa forma, como se o anime acabasse de um jeito que não me agradou, mas também não foi tão ruim assim... entretanto, por não ter um desfecho marcante, acabei tendo um certo desgosto pela série.

"Poxa, por que você está fazendo essa análise então, sendo que você disse que não gosta da série?"
Dois motivos. O primeiro é que muitos dizem que o mangá é melhor que o anime, logo, como saiu aqui no Brasil, despertou um certo interesse. Segundo, tenho muitas séries que eu adorei certas adaptações, mas odiei outras. O exemplo perfeito é Fate/Stay Night. Eu simplesmente odiei o anime a ponto de largá-lo no quarto episódio, mas a sua prequel, Fate/Zero, é incrivelmente boa e se tornou uma das minhas referências para avaliar qualidade de animação de animes e roteiro. Não sou igual esses caras que só assiste 5 minutos de um episódio da série e quer falar como que tivesse visto tudo de todas as versões. Portanto, estou postando minhas sinceras opiniões sobre o que achei neste post.

A qualidade tá muito igual Mirai Nikki... mesma capa laminada, mesmas páginas coloridas no começo, mesmo papel jornal dos infernos no miolo... e mesmo preço doentil de R$13,90, que eu ainda acho caro, exceto se fosse papel offset, porque daí seria muito bem pago (tem uma folha de Another em offset no mangá... é muita diferença)
Algumas informações sobre a série antes da análise: Another é uma série de Yukito Ayatsuji que começou em 2009 com uma light novel (tipo um livro mesmo, linhas de texto sobre linhas de texto) de dois volumes, contando com uma adaptação para mangá no ano seguinte, rendendo 4 volumes, e que no final de 2011 ganhou um anime feito pela P.A. Works (Tari Tari, Angel Beats!), com 12 episódios. A série parte do princípio que a terceira classe do terceiro ano da escola Yomikita tinha um aluno chamado Misaki, que morreu após sofrer um acidente. Seus colegas tiveram compaixão com o acontecimento e decidiram considerar ele vivo ainda, "conversando" com ele e deixando a sua carteira na sala. Ao tirarem uma foto para a formatura, eles viram que Misaki estava presente entre os alunos.

Muitos anos se passam e o foco passa para Sakakibara Koichi (ou Kouichi... sabe Deus como eles traduzem esses nomes, viu...), um estudante transferido para o terceiro ano da mesma escola e que tem alguns problemas no pulmão e por isso teve que ser internado até algum tempo depois das aulas começarem. Após sentir uma sensação estranha das ações e comportamento de seus colegas de classe, Koichi se encontra com Misaki Mei, uma aluna que, à primeira vista, não existe para os demais colegas. Ao se relacionar com ela e ao passar dos dias estudando em sua nova escola, Koichi acaba por descobrir várias coisas sobre a sala que estudava, que era uma sala amaldiçoada e que muita gente pode morrer caso não seja obedecida algumas regras (que à princípio são mostradas como superstições).

A partir daí, se eu revelar muita coisa, vai ser spoilers (como, por exemplo, o fato da Misaki não ser "morta" ou um "fantasma", mas sim ser vista como um pelos colegas para que a maldição não se espalhasse), mas digamos que, no final das contas, Sakakibara e Misaki deve encontrar quem é o "extra" da sala deles e matá-lo (ou matá-la) antes que a maldição da sala "3-3" mate todos os alunos e professores.

Os traços do mangá são bem diferentes do que o normal. Se você gostar de traços assim, beleza, mas se não...
Sobre a qualidade do mangá em si, é igual a qualidade de Mirai Nikki - O Diário do Futuro. A capa é em papel cartão laminado (só que dessa vez não tem perigo de manchar tanto, por usar cores escuras), tem páginas coloridas no começo em papel offset, o seu miolo tem papel jornal (tipo brite 60G se não me falha a memória), verso da capa colorida, e o preço é R$13,90. Concordo que o preço do mangá deve refletir a qualidade... mas, quer saber de uma coisa? Eu ODIEI a qualidade do papel desse miolo e não é de hoje (pena que a última parte da super análise de mangás não está pronta, senão vocês iriam saber por que). Freezing também tem papel jornal e páginas coloridas e verso colorido e custa 1 real a menos. Tão me dizendo que só a laminação da capa custa 1 real? Ainda que eu ache que essa tabulação de preços da JBC seja extremamente bizarra, por outro lado concordo que R$11,90 é um preço justo para um mangá, contanto que haja qualidade na tradução e que utilize-se um bom papel no miolo. Páginas coloridas e papel offset são coisinhas de luxo sim, e portanto os mangás que têm isso merecem o custo extra (tipo o reboot de Sakura Card Captor e Mashima-En/Burn-Up Excess, não me arrependo de nem um centavo gasto nessas séries). Agora, colocar papel ruim (a qualidade de Level E tá melhor até, acredite se quiser) e manter aquela tradução inconstante e sem glossários e ter a coragem de cobrar quase 14 dilmas no mangá que você lê em meia hora, pra mim é um absurdo!

Indo para o mangá em si, a tradução está decente. Não digo que seja algo que me surpreendeu como algumas cenas em Soul Eater que adaptaram umas piadas muito bem, mas também não foi decepcionante. Como sempre, sumiram-se com os honoríficos  nos diálogos... MENOS EM UMA ÚNICA CENA que o pássaro da tia do Koichi grita "Rei-chan".
...
...
...

PUTA QUE O PARIU, JBC!

Então o que eu disse antes era mentira? Vocês não têm nenhuma política de adaptar todos os honoríficos, então? Se é assim, por que vocês adaptam os malditos honoríficos!!?? Custa alguma coisa? Os tradutores vão ganhar menos se manterem os honoríficos, é isso? Botar glossário no final do mangá é marca registrada da Panini e vocês não podem fazer o mesmo e tem que apelar para colocar asteriscos e notas no rodapé nos quadrinhos ou nas páginas naquela fonte semi-ilegível que eu praticamente preciso de lupa para lê-los??

*hah...hah...hah...*
Calma, Out... respira fundo... *inspira*....*expira*.... pronto, vamos voltar à análise.

A Misaki parece homem na grande maioria das cenas do volume 1... e a Izumi  ficou bem mais bonita no anime.
Tirando esse detalhe das traduções e alguns raros erros de tradução e vazamento da tradução (mais precisamente, na página 20, no quadrinho do canto superior direito da página), é uma tradução suportável. O engraçado é que, em vários momentos, eles decidiram manter os nomes originais em kanjis japoneses nos quadrinhos (como o nome do hospital, da escola e algumas placas em cima das salas). Até aí, perfeito, tem nota de rodapé traduzindo aquilo tudo... mas depois que Koichi encontra a loja de antiguidades que a Misaki mora, parece que o editor de imagens da editora entrou em ação e traduziu um monte de nomes e placas que, sinceramente, poderiam ter sido deixadas de lado, com o mesmo esquema de notas no rodapé. Eles até tiveram a bila de traduzir o nome da loja por um nome super sem sentido (eu jamais abriria uma loja chamada "Da noite, do crepúsculo, do olho azul vazio"... não que o nome original seja tão bonito, mas...). Pode ser implicância minha, mas eu penso que é melhor ter homogeneidade na tradução do que não. Ou traduz-se todas as placas que vir, ou deixa com notas no rodapé. É simples assim. Se misturar, daí é o leitor que fica confuso, e creio que deixar o leitor confuso não é a melhor maneira de fazer uma série vender mais.

Na história em si... olha, é tenso, pois por incrível que pareça, eu até achei o anime melhor que o mangá (!). O anime eu não gostei por ser enrolado, muito parado e demorando pra acontecer coisas emocionantes na série (e mesmo quando acontece, a série vira um "Premonição" japonês), mas a animação e a música se encaixavam bem no enredo, tinha dublagem, e o design das personagens eram bem melhores que o mangá (porra, eu achava a Sakuragi muito bonita no anime, mas no mangá eu só percebi que ela existia nas últimas páginas... quando ela morre... ó só que legal). O mangaká decidiu não deixar as personagens tão sexy quanto outros mangakás deixam, parecendo até que elas são homens ou uma imagem bem estereotipada de mulher japonesa, enquanto os amigos do Koichi são tão "sem sal" quanto muitos amigos de protagonistas de outras séries, que servem só para enfeitar ao invés de participarem em um papel importante para a história... e como não há música ou dublagem, a única coisa que poderia atrair você a ler o mangá seria os traços... SÓ QUE NÃO DÁ PARA CONFERIR OS TRAÇOS SEM ANTES COMPRAR O MALDITO MANGÁ, JÁ QUE ELE É ENVOLTO POR UM PLÁSTICO!

PUTA QUE O PARIU, JBC!

Só porque eu não ligo tanto para uso de plásticos envolvendo o volume (apesar de preferir que tenha), vocês fazem isso justo para Another (e Mirai Nikki), que seria essencial! Por exemplo, se eu soubesse que os traços do mangaká eram tão exagerados e apelativos para o uso de sombreamento, em algumas partes sendo até inconstantes, seguindo uma linha do tempo diferente do anime, eu não compraria o maldito mangá! Agora, vocês que nunca colocaram o maldito plástico nos mangás (de novo, Level E não tem) colocam só nos mangás mais caros? ESSES FORAM MEUS 13 DILMAS E 90 TEMERS MAIS MAL-GASTOS DA MINHA VIDA!

Argh, foda-se o resto da análise e chega de ficar calminho. Eu já achava o anime de Another ruim, mas o mangá consegue ser pior! Se você for fã de Another, provavelmente já assinou o mangá e provavelmente está gostando só para ter sua querida Misaki na estande de seu quarto, mas se você não for fã e só leu até aqui por mera curiosidade, eu te imploro, NÃO COMPRE O MANGÁ DE ANOTHER! Eu te garanto que tem séries bem melhores para você ler, algumas inclusive que já lançaram e que vão lançar aqui no Brasil. Eu tô pouco me ligando pro hate que vou receber nos comentários dos fãs, já que é uma série que tem um número razoável de fãs até aqui no Brasil (por causa de alguns memes também), mas por mais que sejam só quatro volumes, não vale o investimento. Pode até ser que você goste do estilo do mangá, mas eu não recomendo. Na dúvida, pega emprestado do seu amigo, porque pelo menos você não estará gastando dinheiro e pode chegar em suas próprias conclusões, mas é desanimador ver um mangá desses custando esse preço e a sua história não valer o preço cobrado... NEM DEPOIS QUE AIR GEAR AUMENTOU DE PREÇO PARA 12 E 90, NÃO DEIXARAM DE MANTER A ALTA QUALIDADE DO MANGÁ E DE SUA TRADUÇÃO! ESSE MANGÁ NÃO MERECE O SEU DINHEIRO!

VOCÊ FOI AVISADO!

E é isso aí. Amanhã a gente volta...
Out.

P.S: O mangá tem pontos positivos sim, como algumas curiosidades culturais e artísticas... mas sério, isso por si só não interfere no meu veredito... que droga de mangá... vou jogar Corpse Party que eu ganho mais...)