domingo, 10 de fevereiro de 2013

Análise [5]: Edelweiss - A Semi-Jóia Secreta da Overdrive?


Carteira voadora...? Pois é, Edelweiss é cheio de mistérios.
Depois de praticamente 30 horas jogando para conseguir 100% das CGs e completar todas as rotas do jogo, finalmente, a análise definitiva de Edelweiss!

... mas se você não sabe do que estou falando, vamos começar do começo. Edelweiss foi a primeira visual novel produzida pelo estúdio Overdrive, a mesma empresa que fez, mais tarde, Kira*Kira, Deardrops e Dengeki Stryker. A MangaGamer a traduziu para o inglês em 2008 (foi um dos títulos de estréia da empresa). Eu sou um admirador das visual novels da empresa, mas percebi que mal tem gente falando sobre essa visual novel em fórums ou outros blogs especializados, no máximo dando uma pincelada sobre a VN e só. A questão é que... como assim poucas pessoas falam dele? Em várias outras empresas, discute-se bem sobre os trabalhos anteriores dela, como a Key, a AkabeiSoft, KID, Nitroplus e tantas outras. Seria esse jogo tão ruim que merece ser deixado de lado? Ou seria mesmo que o pessoal não deu o jogo a sua devida importância?

Pois bem, se você está curioso também, não tema. Estarei aqui explicando, e você decidirá se o jogo vale tanto a pena assim ou não.

História e Rotas
Pode não ter dezenas de garotas para escolher, mas tem lolis e professoras!
A história de Edelweiss é bem simples. Basicamente, o jogo conta a história de Haruma Kazushi, um estudante do segundo ano do ensino médio que, junto com seus amigos, passou numa prova difícil para ter o privilégio de entrar na Eiden Gakuen, uma escola no meio de uma ilha paradisíaca que originalmente era exclusiva de garotas e que só agora abriu vagas para garotos poderem entrar. Ao chegar, Kazushi e companhia já resolvem aprontar pra caramba na escola e tentar, claro, arranjar alguma garota no meio do caminho. Entretanto, não demora muito para eles descobrirem que a ilha possui alguns segredos, tudo graças à prática da alquimia pelas estudantes e professores, tudo isso em busca do desenvolvimento da chamada Pedra Filosofal, um artefato misterioso que, segundo relatos, pode desafiar as leis da natureza, como poder transformar metais em ouro, regeneração e até reviver os mortos. Além de aproveitar os diversos eventos que ocorrem entre o grupo de amigos do Kazushi e as estudantes do colégio, Kazushi aos poucos ficará envolvido nisso tudo e terá que tomar decisões bem difíceis.

O plot é bom?... olha, se seguisse isso que eu escrevi, seria fodão, mas o jogo esconde várias partes disso no começo, e apenas deixa esse mistério todo para as rotas específicas das personagens. Não que o jogo te deixe entediado enquanto está jogando, mas ele só deixa atenção o suficiente para que você fique pregado no jogo, ocupando você com diversos momentos engraçados e alguns poucos pedaços de mistério.

Sobre as rotas do jogo, temos a common route, 5 rotas específicas e 6 finais diferentes (sendo o último um "Bad End" que chega a ser bem engraçado até, mas que também tem lição de moral). A common route do jogo dura cerca de 10 horas, enquanto cada rota específica dura entre 4 e 5 horas. Chegar nas rotas específicas é ridiculamente fácil, uma vez que, até começarem as férias de verão no jogo, nenhuma das suas escolhas fará importância, e após alguns eventos bem pequenos, basicamente alguma das heroínas principais lhe aproximará pedindo algum favor ou algo que você possa ajudar de alguma forma, e se você escolher sim, você entra na rota dela.

As rotas em si seguem meio que um script: você passa a acompanhar a personagem mais frequentemente, todos fazem rumores do novo casal, eles finalmente se confessam, rola um oba-oba, acontece alguma coisa bem triste ou é revelado outro igualmente triste ou chocante, rola um momento metódico do personagem principal, e então você tem o final da rota. Mesmo seguindo esse padrão, é meio que surpresa o que acontece no meio das rotas. A rota da Ran, por exemplo, parece mais um nukige engraçado, com umas cenas mais dramáticas no final, enquanto a rota da Mizuki tem praticamente de tudo para ser uma rota de nakige fudida, mas que consegue ser a pior rota do jogo mesmo assim. A rota da Mei tem um tanto de suspense e que depois fica triste pra caramba, mas que ainda assim tem um final meio conformista e insatisfatório (tirando o "after story" da rota, que até arrepia), enquanto a rota da Natsume é incrivelmente misteriosa e que tem um bom toque de ação e drama no final... agora, a rota da Haruka eu nem posso dar minha opinião porque esta é a rota que mais vale a pena no jogo inteiro, além de revelar um bocado de coisa que foi apenas pincelado durante o jogo e nas outras rotas.

Traços, Trilha Sonora e Animação
CGs são muito bonitas no jogo. Pena não ter tantas assim na common route...
Os traços da visual novel são... bonitos. Não é nada que se possa comparar com, digamos, ef (minori) e Da Capo II (Circus) que foram lançados no Japão no mesmo ano, mas são traços bem bonitos sim. Os portraits das personagens são bem nítidos e limpos, e as CGs também tiveram um trabalho especial nelas, mesmo não possuindo tantas CGs no decorrer do jogo (a maioria você só vê nas rotas específicas). A dublagem é bem feita, como a grande maioria das VNs por aí, e as vozes se encaixam bem nos perfis das personagens. Todos os personagens do jogo, com exceção do principal, têm vozes.

A trilha sonora, ao mesmo tempo que é boa, também não é nada especial. Ela é o suficiente para fazer você se arrepiar nos momentos-chaves da história, ou para realçar o mistério de alguma cena, ou para dar a impressão que determinado cenário é perigoso e frenético, mas ainda assim não é igual às trilhas sonoras (as dos títulos posteriores da empresa) que dá gosto em ouvir novamente. As músicas com vocais são excelentes graças à MilkTub, além da "mãozinha" de cantores que trabalharam em outras empresas como a Navel (Yuria e Acchorike) e da Circus (yozuca*), e que, lógico, vai fazer você lembrar de Kira*Kira instantaneamente.

A animação é bem mediana, apenas com os portraits das personagens piscando os olhos ou movendo os lábios. As CGs são estáticas e as transições entre cenas não passa de fade-ins e fade-outs.

Opinião
A rota da Haruka: talvez o único motivo que posso pensar para que todos (sem exceção) joguem este jogo. O resto vai depender do seu gosto e paciência.
Olha, muitos podem dizer que a minha opinião será viciada por eu ter comprado o jogo original, mas o meu objetivo é justamente falar para vocês se o jogo vale o dinheiro gasto ou não. Basicamente, é assim: a história no começo não me incentivou quase nada em prosseguir com o jogo. Sabe aquelas visual novels que começam lentas, aparentemente sem história, e só lá pra frente que tem algo de interessante pra acontecer? Pois é, Edelweiss é mais ou menos assim, só que para você perceber que o jogo na verdade tem uma história é bem difícil e demorado, nem sempre cai a ficha no início. A common route só dá alguns "pedaços" de história para você pensar, e ainda assim não parece ser grande coisa. Ao encontrar a Natsume, por exemplo, você acha que é simplesmente uma coincidência, como ocorre em muitos outros jogos, mas só entrando na rota dela que você descobre porque ela aparecia apenas em alguns momentos-chaves ou porque ela odeia a diretora do colégio. Durante a common route, você descobre que a Mei não tinha memórias do seu tempo de faculdade, mas você só descobre o motivo disso (e da verdadeira identidade dela) na rota específica.

Ao invés do jogo dar tudo mastigadinho pra você, estabelecendo claramente quem é quem e porque, ele te incentiva a pensar e raciocinar no decorrer de jogo e notar os pequenos detalhes que o jogo expõe. Vou dar um exemplo: em várias rotas, você vai acabar por ter que procurar a Pedra Filosofal para resolver algum problema de sua namorada, e em todas elas a diretora do colégio aparece misteriosamente com um olhar malígno, dizendo que a pedra é dela por direito e que ela passou décadas por procurá-la... mas por quê? Qual dos motivos está "mais certo" que o outro? Será que vale mesmo a pena investir tanto tempo na procura de algo que talvez nem possa dar o efeito especulado? Quem que tinha descoberto ela pela primeira vez para falar que ela existia na ilha? Por que ela estava na caverna escondida do laboratório de alquimia? Você só poderá responder todas essas perguntas se você completar, no mínimo, 3 rotas do jogo. Do contrário, só se você especular muito, e ainda tem o risco de errar na especulação.

Edelweiss é legal por isso. Por mais que a rota da Haruka seja a que mais responde perguntas do universo do jogo, ainda há várias que não são respondidas, e só jogando essas outras rotas que você descobre. Por mais que você tenha que passar por uma rota da personagem que você não goste ou que ache a rota parada demais, segurar "ctrl" apenas para ver as CGs e eventos mais importantes vai deixar você com ainda mais dúvidas.

Claro, o jogo também tem as suas falhas. Mesmo com sua common route super engraçada, ela não aproveita 100% dos seus scripts e eventos (mesmo já nas rotas específicas), além de que, mesmo zerando tudo, deixa você com certas dúvidas, como de como foi feito o homúnculo da Haruka, ou do porquê dos pais da Haruka nunca aparecerem, ou da falta da procura da Pedra Filosofal na rota da Mei (que fazia bastante sentido), ou do objetivo da avareza da Ran (o motivo ele explica, mas não tem um objetivo fixo naquilo) ou mesmo porque a Mizuki não teve um final feliz quando ela obteve o que precisava. Se o jogo fechasse bonitinho e não enrolasse no começo, seria um jogo para todos jogarem, mas infelizmente, e só por isso, que Edelweiss acabou surpreendendo, tanto no bom sentido por incluir várias rotas boas no jogo, mas também no mau sentido por deixar esses defeitos e revelar a história muito pro final.

... mas ó, não é pra reclamar muito não, pois uma das empresas que deram uma força pro jogo é ninguém menos que a minori (Sakai Nobukazu), cujo produtor supervisou várias visual novels da empresa e até mesmo colaborou com Fate/Stay Night... ô, isso não é pra todos não!

Veredito Final
A rota da Mizuki.... *sigh* pior que tinha tudo pra ser foda.
Resumindo:

 - Pontos Fortes 
      *Gráficos bem limpos
      *Personagens bem característicos e que evoluem na história
      *Rotas bem distintas, raramente sendo clichês ou previsíveis
      *Incentiva a completar várias rotas
      *Eventos bem engraçados
      *A rota da Haruka

 - Pontos Fracos
      *Pouca consequência nas escolhas
      *Trilha sonora mediana
      *Poucas CGs
      *Alguns eventos não são bem explicados
      *A rota da Mizuki

Nota: 7,5/10

Opinião final: O jogo é muito bom, mas não o suficiente para ser um que bata de frente com grandes clássicos no cenário de visual novels. Por mais que dê para aturar com a aparente falta de história do jogo e que as rotas específicas dêem grandes lições de moral, ela pode não agradar todos os gostos, especialmente daqueles que só jogaram as visual novels "premium" e querem jogar outro jogo no mesmo nível que, digamos, ef ou Clannad. É uma boa pedida para quem está começando a jogar visual novels agora, e quem sabe, para aqueles que querem se aventurar numa boa (mas não excelente) vn e aprender a reparar em pequenos detalhes e nas poucas referências que o jogo possui. Se está só curioso e quer dar uma jogada rápida pra ver se é bom, jogue a rota da Haruka que você terá a melhor experiência possível do jogo. Agora, se você quer aproveitar o jogo ao máximo, jogue na seguinte ordem:

Ran -> Mei -> Natsume -> Haruka  |  Mizuki
                                                                                                                                            (faça essa rota só se gostar mesmo) 

Vale a pena comprar esse jogo?
Em mídia física, não. Eu tenho por ser fã da Overdrive, mas a menos que você também seja, não recomendo comprar. Por outro lado, se quiser baixar pelo site dela... ainda assim é difícil recomendar. Jogando a demo, você terá uma má impressão do jogo, achando que este não tem história ou que seja simplesmente "uma daquelas" visual novels, entretanto, se recomendasse, ainda seria difícil, pois por mais que o jogo tenha história e várias H-scenes para tentar agradar todos os gostos, você vai meio que decidir entre arcar com o risco de jogar uma VN que você ame, ou que você possa detestar. Por isso, recomendo que compre apenas se for fã da empresa ou caso queira apostar no jogo.

A Natsume também acha que Edelweiss é uma aventura e tanto, mas se fosse só um tiquinho melhor, seria um must-play, sem dúvida... pelo menos a Overdrive fez isso com Kira*Kira, então relaxe!

Eita análise do capeta... bom, mas espero que tenham gostado mesmo assim. Até a próxima análise! ^^
Out.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

OLHA A BOMBA! VN de Angel Beats! até Agosto? Será?


Há algum tempo, desde o final de 2010 ~ meados de 2011, muita gente presenciou o que viria ser o trabalho sucessor de Little Busters! de Jun Maeda, roteirista e compositor principal da Key, a lendária empresa de visual novels famosas como Kanon, Air e Clannad. Este trabalho seria (sim, adivinhou!) Angel Beats, originalmente lançado em formato light novel (uma prequel do anime, mas serve) e mangá, e que em pouco tempo teve a sua adaptação para anime pelo estúdio P.A. Works, mesmo estúdio de Another e Tari Tari. O anime ganhou uma verdadeira legião de fãs, parte por ser deste estúdio e parte por ser dos criadores de Clannad, mas para quem já leu alguma coisa do original ou simplesmente acompanhou a repercussão disso na internet e fórums (ou se você tem alguns miolos e deixar de considerar os momentos nakige como da confissão do Hinata pra Yui e dos últimos 5 minutos do último episódio para enxergar a história como um todo), percebeu que foi uma adaptação ruim do original.

Culpa do estúdio? Culpa da Key por arriscar fazer um anime primeiro que a VN? Da verba disponível para fazer o anime? Simples falta de esforço e correria? Não importa de quem seja a culpa, a Key se aproveitou das críticas dos fãs e confirmou que ela faria uma visual novel própria da série num futuro próximo, corrigindo todas as possíveis falhas no roteiro e reformulando vários personagens para se encaixarem melhor na história (e fazerem eles terem papéis importantes ao invés de só fazer presença).

Pois bem, eu nem iria escrever um post hoje, mas depois de ver a notícia, não me contive. Pois é, o twitter de ninguém menos que o presidente da Visual Arts (pra quem não sabe, é a distribuidora dos jogos da Key... basicamente, eles que dão o cheque em branco pra Key fazer as VNs fodas dela) respondeu um tweet bem interessante perguntando sobre detalhes do lançamento da VN da série.
Fonte: http://yaraon.blog109.fc2.com/blog-entry-14428.html
Basicamente, está escrito o seguinte:

@Irosaku_G_D_M: O jogo de AngelBeats já está concluído? ><
@vavasyatyou: Ainda não, mas devemos anunciar antes do verão.

Verão japonês é equivalente ao nosso inverno, que vai dos meses de Junho até Agosto. Os jogos da Key geralmente são lançados de 3 em 3 anos (desconsiderando fan-discs, relançamentos e ports), e como a demo de Rewrite foi lançado em 2010, faz sentido que o próximo jogo da Key, que seja a demo deste, ser lançado neste ano. Maeda Jun já confirmou estar trabalhando tanto no roteiro quanto em músicas extras para o "próximo jogo da Key" no ano passado, além de que já havia sido dito que, em 2012, o jogo ainda não estava pronto o suficiente para ser anunciado... olha, ou é uma buta trollagem dos funcionários da Key, ou então as estrelas se alinharam e, realmente, a visual novel de Angel Beats! não está tão distante assim.

Yuri com uniforme da Angel? ... Pois é, no original é assim...
Eu não sei se já falei isso antes, mas eu gosto da série independente do que muitos falam por aí. A questão é que acabou sendo aquele anime com uma tonelada de potencial, só que no meio do caminho jogou tudo fora e passou a não fazer o menor sentido, tendo um cast de personagens imenso mas que apenas se aprofundou em em uns 4~5 deles, passando a ser um anime que o pessoal via apenas pelas (poucas) cenas dramáticas e pela trilha sonora. Com uma visual novel de verdade chegando, aí sim é um ótimo sinal indicando que esses erros todos serão consertados, já que teremos rotas para diversos personagens, e possivelmente um True End, como é de costume nas visual novels da Key.

Claro, o diretor da Visual Arts disse que vai anunciar o jogo até antes do verão japonês/nosso inverno, e não simplesmente que o jogo será lançado nessa data. Se a Key for esperta (e ela provavelmente já está pensando nisso de qualquer jeito), ela deve lançar alguma demo do jogo ainda neste ano com certeza, e deixe para lançar o jogo completo até 6 meses depois do lançamento da demo. Ela deve aproveitar (e muito) que ela ainda possui o anime de Little Busters! no ar para usar isso como uma faísca inicial que faça os fãs se lembrarem do anime de Angel Beats!, e a partir daí, usar todos os meios possíveis de anúncio para divulgar o seu novo trabalho. Até lá, só nos resta esperar e cruzar os dedos para uma boa visual novel da série, com um final digno da Key e de roteiro digno de Jun Maeda.


A gente fica por aqui pessoal. Até a próxima!
Out.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Jogo de Ore no Imouto para PSP Traduzido de Verdade!!!

O sonho dos fãs finalmente se realizou!
Visual Novels para PSP são inúmeras, várias das quais nunca foram lançadas para PC e que fazem bastante sucesso, como a famosa franquia Memories Off, Corpse Party (se contar de Repeated Fear até os títulos atuais) e algumas visual novels baseada nos universos de diferentes séries de anime, como OreImo (Ore no Imouto ga Konna ni Kawaii Wake ga Nai), Haganai (Boku wa Tomodachi ga Sukunai), Fate/Stay Night (estou me referindo à Fate/Extra e Fate/Extra CCC), Kokoro Connect, e, em breve, Sakurasou no Pet na Kanojo, além de inúmeros ports de outras visual novels para PC que incluem conteúdo extra em troca de não ter conteúdo para maiores de 18 anos.

OreImo, pra quem não sabe, tem uma fan-base ferrada de fãs mesmo no ocidente, e ao vir notícia que uma VN de sua série favorita viria a ser lançada, mas apenas em japonês, alguns desses fãs mais sortudos que sabem japonês decidiram colaborar para fazer o bem-conhecido projeto de tradução pelo Youtube para fazer com que os fãs americanos (e os que sabem inglês) poderem aproveitar a história.

Não se esqueça de ligar as anotações para ler as legendas em inglês

Entretanto, um fato oculto para alguns era que havia um outro grupo de fãs que resolveram montar um grupo de traduções de algumas visual novels para PSP para jogos assim. A Rinjinbu, que disse que estaria focada em traduzir as visual novels de PSP de OreImo e Haganai, provou que poderia hackear a engine do PSP e que estaria se esforçando, junto com a sua fiél equipe, para traduzí-los completamente. Muita gente não deu tanta bola para o grupo no início, já que a parte de programação de visual novels para PSP é bem distinta que as usuais engines usadas em PCs e um monte de blá-blá-blá técnico, mas depois de 1 ano (é pouco tempo até!), eles finalmente conseguiram lançar o primeiro patch parcial do jogo, contendo a tradução da common route do jogo e das rotas da Kuroneko... sábia decisão ao invés de traduzir primeiro as rotas da Kirino, hein!


Para quem está interessado em jogar no seu PSP CFW que aceita os jogos recentes, é só baixar o jogo (lembrando que é a versão Tsudzuku Wake ga Nai, vulgo a continuação que tem 2 UMDs), baixar o patch deste site (afinal, os créditos vão a eles), ler o manual certinho, aplicar o patch no UMD 1 do jogo, passar ele pro seu PSP e aproveitar o espetáculo!

"Espetáculo" porque, mesmo eu odiando o anime e o mangá da série, a visual novel é, por incrível que pareça, muito boa! Além de ser totalmente em voz, mesmo nos pensamentos do Kyousuke, é um jogo gigante e que tem trocentas rotas e finais diferentes, e todas elas são bem extensas pra falar a verdade. Quem é fã, vai adorar o jogo, e quem não for, ainda assim vale dar uma olhada, pois o jogo fica ainda melhor depois que você completa pela primeira vez e libera as opções extras. Acredite, vale a pena jogá-lo (e não, ninguém está me pagando para dizer isso).


Bem galerinha, o post termina aqui. Mais notícias em breve, e que venha Haganai traduzido! ^^
Out.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Análise de Anime [6] - Kokoro Connect



Sabe, quem gosta de animes com foco em romances escolares geralmente se encontram com dificuldades pra encontrar um anime digno deste tipo. Muitos usam e abusam de cenas fan-services para prender a atenção do espectador, outros não conseguem dar uma sensação de "esse é o final" pra história, outros ainda nem conseguem se manter interessante durante todos os seus episódios... enfim, tem uma infinidade de animes que tentam inovar a fórmula, mas que acabam por falharem em se tornar animes memoráveis. Mas, por incrível que pareça, mesmo com um dos roteiros mais inesperados que você possa imaginar, Kokoro Connect pode ser aquele anime que veio para mudar, mas mudar de um jeito bom e igualmente inesperado. Exagero? Pior que nem tanto.

A obra primeiro começou como uma light novel do escritor Sadanatsu Anda, em 2010, com desenhos de Yukiko Huriguchi (que participou em vários animes da KyoAni, além do character desing de K-ON!... tem até easter egg dessa série no anime), publicada até hoje e que conta com 9 volumes, que mais tarde ganhou adaptações para mangá, o anime, e até mesmo uma visual novel no final de 2012 para PSP. O anime por sua vez foi animado pela Silver Link, mesmo estúdio de Baka to Test to Shoukanjuu, C³ e Chitose Get You! (e com uma das piores páginas da internet do mundo... parece até blog =s), e que teve 13 episódios, com mais 4 OVAs, que eu particularmente não considero OVAs por fazer parte do "after story" da série.

Mas vamos lá! On with the show!

História
Não estranhe a pinta da Iori. Tem gente que gosta (eu que não) e é bem raro em animes, viu?
<--- música para ouvir enquanto lê a análise ^^

Tudo já parte do princípio que cinco pessoas se conhecem por fazer parte de um mesmo clube na escola, o Clube de Pesquisa Cultural. Temos o personagem principal, Taichi Yaegashi, seu amigo Aoki Yoshifumi, a menina pela qual o Aoki é apaixonado, Kiriyama Yui, o enérgica e brincalhona Nagase Iori, e a séria e um tanto afastada Himeko Inaba. Tudo anda normal com o clube, mas um dia, de repente, eles acabam "trocando de almas" em tempos aleatórios com outros membros do clube, o que os deixam muito confusos no começo. Mais tarde, uma pessoa chamada simplesmente de Fuusen Kazura esclarece que é ele quem está por trás dessa troca toda, mas que não pretende parar com o fenômeno até ver "algo interessante" acontecer em seu experimento.

Com essa troca toda de corpos, muitos problemas pessoais envolvendo a família e o passado de cada um dos personagens virão à tona, e assim, caberá aos outros membros se esforçarem para fazerem cada um superar os seus traumas e defeitos, tentando aprofundar ainda mais os seus laços entre si e evitar que potenciais tragédias possam ocorrer no caminho.

O anime em si é dividido em 3 arcos, sendo que os OVAs formam um 4º e último arco. Os dois primeiros arcos, Hito-Random e Kizu-Random, têm 5 episódios de duração, enquanto o 3º arco, Kako-Random, tem só 3 episódios (e eu considero ser o arco mais fraco de todos), e o 4º arco, Michi-Random, que não passou na televisão, possui 4 episódios. Em cada um dos arcos, ocorre algum fenômeno pelo Fuusen Kazura, como a "liberação de desejos" e "regressão temporal", e cada um deles fará os personagens evoluírem e bolar estratégias para lidarem com a situação do melhor jeito possível.

Animação e Trilha Sonora

Ah, essa cena vai arrepiar até a sua alma... ah, vai....
A animação é surpreendentemente boa. Mesmo se tratando de um anime recente, e portanto já ter boas melhoras em comparação com os animes de 8~10 anos atrás de qualquer estúdio que seja, é uma animação bem vívida e memorável. O nível de brilho e contraste foram bem ajustados, os movimentos dos personagens são bem realistas, e cada personagem têm os seiyuus que se encaixam bem com os perfis das personagens, além de que eles põem bastante emoção em seus diálogos, por mais que numa cena ou outra seja exageradamente emocional.

A trilha sonora é bem simples pra se dizer a verdade. É basicamente umas 4 músicas calmas, 2 divertidas, 3 ou 4 tristes e dramáticas, e o resto são derivadas de uma dessas mas tocada com outro instrumento ou com um ritmo mais lento. Eu esperaria mais da trilha sonora pra dizer a verdade, pois só duas ficaram na minha cabeça. Pelo menos, a música da primeira OP do anime é bem viciante... ao contrário da segunda OP...

Opinião, Pontos Fortes e Fracos
A história da Yui arrepia também, e um dos poucos motivos que o Kako-Random possa fazer falta.
 Olha, Kokoro Connect é um anime difícil de analisar dependendo de sua personagem favorita. Mini-spoiler óbvio e clichê aqui, mas o protagonista da história, no meio da confusão toda causada por Fuusen Kazura, acaba por ficar preso em um triângulo amoroso entre a Inaba e a Iori. Não importa por qual você ache mais bonitinha ou moe ou o que for, se você assistir o arco "OVA" do anime, sua opinião sobre o anime pode mudar drasticamente. Tendo isso em mente, prossiga com a leitura da análise.

O roteiro do anime é bem único, para se dizer o mínimo, mas por incrível que pareça, foi uma ótima idéia do criador em colocar esses elementos na narrativa e fazer todos os personagens serem atingidos com isso de alguma forma. No começo, você tem a impressão que o anime será bem sobrenatural e terá mais coisas estranhas acontecendo na escola para os membros do clube resolverem de algum jeito, mas nada disso acontece. O objetivo do anime é fazer com que os maiores defeitos e traumas dos personagens sejam revelados, e a partir daí, com a ajuda dos outros membros do clube e da própria capacidade de resolver problemas pessoais, deve-se fazer com que cada personagem supere suas dificuldades, aceitar as suas fraquezas, tentar melhorar sua postura, e até mesmo fazer com que seus sentimentos não sejam mais trancafiados no coração e ajudar esta pessoa a ser mais sincera consigo mesma.

O interessante é que, para cada fenômeno que acontece com o Clube de Pesquisa Cultural, algum personagem irá se lembrar de algo relacionado com esse fenômeno, ou a se questionar de outra personagem de maneira que ele nunca desconfiara antes, e assim começar a jornada para ajudar ele ou ela, descobrir que as coisas não são tão fáceis quanto parece, mas que também há uma solução cuja qual ele ou ela não dera tanta importância. Isso faz o roteiro estranho da série parecer digerível, além de abrir portas para eventos que nunca poderiam ser explorados em animes de colegial como School Days.

... opa, só que Kokoro Connect não é nenhum anime hárem (pelo menos o anime, né), mas o que quis dizer é que, se os personagens fossem mais realistas, sem esse lance todo de fenômenos envolvendo o clube, dificilmente poderia ser explorado tão bem quanto este anime explora, e isso é um baita ponto positivo que muitos que já assistiram também perceberam. Dificilmente teríamos uma cena de hospital tão chocante quanto aquela do final do primeiro arco do anime se não fosse pelo fenômeno da troca de corpos, assim como outras cenas bem marcantes do anime.

Todavia, isso tudo não isenta o anime de ter pontos negativos, claro. Primeiramente, os personagens do anime nunca procuraram saber quem é o Fuusen Kazura de verdade ou como ele consegue manipular eventos de tal magnitude. Eu sei que daí já é forçar a amizade em querer uma explicação realista para um fenômeno como ler pensamentos ou regredir a idade biológica, mas muitas outras séries explicam muito bem coisas aparentemente inexplicáveis, como Chaos;Head, Steins;Gate e 20th Century Boys. Segundo, apesar do anime se destacar na solução dos problemas das três garotas, ele falha em passar um papel importante para os homens do anime, que nada mais são "a voz da razão" das meninas, apenas falando o que deve ser dito (pelo menos quando é possível) e parecendo que toda a emoção das personagens são igualmente importantes, fazendo alguns eventos se tornarem até repetitivos.

Além disso e do terceiro arco no anime que poderia ser totalmente dispensável, o anime não fecha tão bem quanto você esperaria. O anime basicamente te guia para um final, e no último instante, por um motivo que não é explicado, ele volta atrás numa das decisões. Sabe, a questão nem é que o final não me agradou, mas ele deveria ter o mínimo de explicação para ter aquele final, bem como teve toda a tomada de decisão nos episódios anteriores e até mesmo nas incríveis cenas dos dois últimos episódios do último arco... se for parar para pensar, até faz sentido pelo jeito que a personagem resolve seu problema que enfrentava desde os primeiros episódios do anime, mas foi simplesmente triste vê-los terminarem assim depois de tanto foco neles.

Conclusão e Nota Final
Boa pergunta....
Ao mesmo tempo que Kokoro Connect é bom, ele nem de longe é um anime revolucionário. Ao mesmo tempo que ele me fez lembrar de School Days, que eu adorei pelo realismo e em como os eventos são abordados, ele me fez lembrar de True Tears, cujo final pareceu forçado e totalmente diferente do que os primeiros episódios mostram. Ao mesmo tempo que ele tenta ser algo que outros animes nunca tentaram, ele peca em fazer um anime engraçado (apesar de ter um ou outro momento engraçado, mas nem tanto) e convidativo para iniciantes que resolveram assistir o anime mas que ainda não estão acostumados com o tema.

Eu estaria mentindo se dissesse que não aproveitei o anime, pois ele cumpre o papel de um anime que mistura drama com romance. Assim como uma visual novel, cada heroína tem algo que lhe perturba, e cabe ao Taichi ajudá-las, e o Aoki só ajuda bem de vez em quando mesmo, ganhando o troféu de personagem incompetente da série. Ainda assim, por mais que eu queira mesmo dar a ele uma nota alta pela sua originalidade, abordagem e eventos que você dificilmente esperaria com conclusões igualmente inesperadas, o anime não tem o poder de ser viciante o suficiente para fazer o pessoal se desvirtuar dos animes shounen e fazê-los assistir séries mais rebuscadas e similares, ou esquecer das falhas no roteiro e em alguns fenômenos com explicações vagas e até insatisfatórias.

É como se alguém te desse um biscoito para comer, daí você acha gostoso e pede mais e vai comendo a caixa inteira que ele te oferece... só que daí, ao acabar de comer todos os biscoitos da caixa, ao invés de se sentir satisfeito, dá impressão que falta alguma coisa... não pelo biscoito ter deixado de ser gostoso, mas pelos biscoitos da caixa não serem tão gostosos quanto você esperava que fosse. Kokoro Connect, por mais ridícula que a analogia tenha sido, é bem assim. Ele começa extremamente promissor, mas apesar dos outros episódios seguirem o mesmo ritmo nas surpresas e nos eventos, não cumpre as esperanças que foram construídas no começo dele.

Nota Final: 7,0/10

É um anime bom, sem dúvida, mas se você vai adorá-lo ou odiá-lo, vai depender muito do que você está disposto a aceitar do anime. Se você pode perdoar algumas explicações em troca de uma história bem tocante entre os personagens, você vai adorá-lo, ainda mais se você considerar o final da série até o episódio 13 e pulando os últimos 20 segundos do episódio (mais precisamente, quando o Taichi narra a conclusão do arco). Se você ignorar esse aviso, você instantaneamente ficará com vontade de ver o último arco, e apesar de ser o segundo melhor arco do anime depois de Hito-Random, tem um final que pode lhe desagradar. Se você não for do tipo que gosta de animes deste tipo e preferir algum drama mais sério ou com mais momentos engraçados para descontrair, recomendo que não assista esse anime por enquanto. Agora, se você não se interessa por animes assim de jeito nenhum... SAI DAQUI!... digo, melhor não assistir mesmo.

Quem sabe a Light Novel não lhe agrade, né?
Ufa, essa análise foi longa, mas espero que tenham gostado mesmo assim. Não se esqueçam que estamos fazendo uma promoção para o blog, então clique no link logo para saber como participar antes que seja tarde demais!

Vejo vocês no próximo post, pessoal. Até lá!
Out.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Jogos novos vindo para o ocidente, e PS4 será anunciado neste mês!!


Depois de um tempinho sem postar alguma notícia, vamos voltar e ver o que o mundo nos aguarda!

Primeiramente, teremos alguns jogos bacanas a serem lançados nos próximos meses pela empresa Xseed, a mesma que já localizou vários títulos como Ys, Legend of Heroes (Eiyuu Densetsu), Wild Arms e Corpse Party. O primeiro deles será Killer is Dead, que será lançado para PS3 e Xbox 360 (finalmente!)e se trata de um jogo beat'em-up no maior estilo Army of Two e Dynesty Warriors, só que, por ser publicado pela japonesa Kadokawa Shouten, acho que vai vir coisa boa daí. Para os amantes de RPG, Rune Factory 4 será lançado para o 3DS, com muitas coisas novas para os amantes da franquia se prenderem de novo no universo do jogo.

QUem tem um Vita também não precisará chorar, pois Valhalla Knights 3 virá com tudo aqui no ocidente, como um tira-gosto para os fãs até Monster Hunter 3G chegar, além de Ys: Memories of Celceta, que promete ser o maior jogo da franquia até agora (!)... e não nos esquecemos dos PCsistas, porque Ys: I & IIChronicles+ para baixar na Steam e se divertirem aqueles que não viram nada da série até agora... (claro, isso se você não quiser jogar no Mega Drive ou num Game Gear os jogos originais para ver como tudo aquilo surgiu)


Agora, a notícia interessante do dia (e que provavelmente você já leu em outro lugar): A Sony mostrou um vídeo teaser do que indica que seja o anúncio oficial de seu novo console... AINDA NESTE MÊS!! (dia 20 caso você não tenha visto o vídeo até o final ainda)

Lá, provavelmente teremos muitas respostas para as perguntas comuns como "Será que vai se chamar PS4 mesmo?" ou "Será que o próximo PS aceitará jogos de PS3?". Para quem acompanha as notícias e vazamento de informações, vocês já devem saber que ambas as próximas interações do Playstation e do Xbox terão basicamente a mesma placa de vídeo e processadores com poucas diferenças em relação à velocidade de clack e número de núcleos, o que empatará bem o desempenho de ambos os consoles no conteúdo gráfico... entretanto, isso não quer dizer que ambos os consoles serão idênticos, claro. Dependendo dos recursos que cada um possuir e dos jogos que vão estrear no primeiro ano de vida deles, além de como o controle será e se a Sony está preparando alguma coisa pra bater de frente com o Kinect 2 (Move 2?), tudo isso será crucial para determinar se os consoles serão promissores o suficiente para bater de frente com os PCs atuais, pelo menos nos primeiros anos de vida, ou se serão mesmo a última geração de consoles principais das empresas.

Tivemos vários rumores nos últimos meses quanto à esta próxima geração de consoles, como que o controle pode ter um display LED touch-screen igual do Wii U, só que melhor (*cofcoftouchcapacitivocofcof*) e a possibilidade de registrar até 15 minutos de gameplay de qualquer jogo e enviá-lo para algum Youtube ou similar (diga adeus às suas placas de captura!), além de que tivemos o interessante conceito que o Kinect (2?) poderá fazer, o que está deixando muitos gamer (e eu!) curiosos e ansiosos para saber o que vai ser realidade nessa nova geração de consoles por parte da Sony e Microsoft, que também há boatos que vá ser lançados ainda neste ano.


Bom, o post fica por aqui. Até a próxima pessoal!
Out.