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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Animes de 2014 - O que você deve esperar para começar o ano bem!


Fala aí, pessoal, tudo bom?

Faz tempo que não posto, mas pelo menos vai aí um post que deve ser de interesse de muitos por aí: uma análise geral dos animes que estão passando neste começo de ano. Não tem todos os títulos (também, haja tempo para eu assistir a todos eles, mesmo que quisesse), mas tem os principais, e o mais importante, uma rápida análises neles para que você possa julgar se vale a pena acompanhar ou não.

Prontos? Então vamos já porque tem bastante coisa pra ler!

Buddy Complex

O anime mecha da temporada chega a ser previsível no começo, mas a heroína principal que mistura um pouco de personalidade tímida com o famoso "sei de tudo disso aí" dá um ar de vida a mais à história do anime, que por si só também é bem envolvente e cheio de ação.

Algumas cenas dos primeiros episódios pareceram simplesmente jogadas e sem nexo, mas o ritmo do anime consegue compensar esses momentos, misturando uma ótima trilha sonora e a sua história misteriosa. Um ponto fraco seria o do protagonista não fazer muita coisa, mas isso tem cara de que será resolvido quando a batalha de mechas começar a ferver de verdade (ou pelo menos, é o ar que o anime dá ao espectador).

Se gosta de mechas e uma boa história, tá aí um bom anime para acompanhar.

Saikin Imouto no Yousu ga Chotto Okashiinda

A história meio maluca de uma irmã mais nova que acaba tendo que dividir misteriosamente o corpo com um anjo bem pervertido (sério, chega até a ser estranho... bem, tem gosto pra tudo nesse mundo) chega a dar impressão de que este anime é mais voltado ao erotismo das duas personagens do que com o irmão mais velho que, após salvar sua irmã de um acidente, tem que aturar a bipolaridade de sua irmãzinha.

No começo, achei que seria uma cópia de OreImo, com um romance entre irmãos com um pouco de hárem e comédia no meio dos episódios, mas os primeiros episódios do anime mais me pareceram um fanservice/ecchi das personagens principais, uma comédia bem chinfrim e um irmão mais velho que parece fazer papel de santo, mesmo tendo aquele negócio cabuloso de "é a primeira vez que converso com minha irmã em meses" típico de adolescentes que assistem Malhação. A trilha sonora é bem fraquinha, mas são poucos personagens principais e poucos momentos engraçados para falar que isso tudo compensou os vinte e poucos minutos dos episódios.

Recomendo ver apenas se seu fetiche for tão grande e caso ature o senso de humor da série, mas do contrário, esquece...

Mahou Sensou

O anime que, particularmente, estava mais ansioso para assistir não decepcionou. A animação do estúdio Madhouse (Black Lagoon, Sakura Card Captors, Hajime no Ippo) tá bem fluida e com uma trilha sonora de dar inveja, fora o ar misterioso que sempre circunda os episódios e te deixam com mais e mais vontade de ver o que vai acontecer em seguida, além do ritmo excelente que, ao mesmo tempo que não gasta horas para explicar certas coisas, também é o mais claro possível sem dar spoilers do que poderá acontecer nos próximos episódios.

A dublagem é boa, tem bastante batalha que dá gosto assistir, os personagens são bem peculiares... só faltou uma comédia pra deixar tudo agradável aos olhos, mas mesmo assim, o ar sério do anime já é o suficiente para lhe prender em seu universo e cada vez mais querer que a história se expanda cada vez mais, mesmo que para qualquer um dos lados possíveis. Com certeza, uma recomendação digna para quem já achou o título do anime foda o suficiente.

Witch Craft Works

Um anime que contém magia e garotas bonitas me faz lembrar bastante de Supipara, aquela visual novel da minori que mesmo não tendo tradução, tem um visual espetacular e personagens bem peculiares. Claro, não estamos falando que este é uma adaptação da mesma, mas você vai achar algumas semelhanças.

Voltando ao anime, no começo, ele tinha cara de ser bem promissor, já que um anime desses geralmente não gosta de misturar romance com batalhas mágicas (exceto em Sumaga, né?), além de ter uma exército de coelhos (?). Infelizmente, o anime consegue juntar os piores aspectos possíveis para o tema. Um protagonista de botar o Rito (To Love Ru) e Eita (OreShura) e demais protagonistas imprestáveis no chinelo, uma heroína principal com os peitos mais desproporcionais possíveis, com os poderes mais overpower possíveis e uma atitude dandere que chega a dar raiva, estudantes que parecem que não possuem cérebros, uma falta tremenda de personagens para compor o elenco do anime e os inimigos mais tapados deste verso do universo... ah, e magia... e pronto, temos Witch Craft Works.

Uma hora ou outra, ele até chega a ser engraçado ou com alguma frase/cena difícil de ser prevista, mas é sério, isso tudo vai por água abaixo em pouquíssimo tempo após o anime tomar seu ritmo normal, que diga-se de passagem, é bem lento e chega a ser monótono. Novamente, os demais episódios têm que valer MUITO a pena para que valha acompanhar a série, mas se isso não acontecer, nem recomendo que assista o primeiro episódio.

Space Dandy

O famoso anime dos criadores de Cowboy Bebop que tava gerando tanto hype chegou e com boas notícias: é um anime do caralho! A animação, de longe, é a mais bonita e fluida da temporada, cheia de detalhes e cenas exageradas típicas de animes, um toque de comédia inesperado (na moral, qual outro anime vai ter um bar chamado "Boobies"?) e um protagonista que ao mesmo tempo que é um cabeça de vento, tem os seus momentos épicos (e epicamente engraçados também).

A história prende a atenção muito facilmente, os personagens são simplesmente carismáticos, e esse é um dos poucos animes que realmente vai fazer você contar os dias até o próximo episódio, e mesmo se o Dandy não conseguir achar o seu tão-procurado alienígena raro, você não vai ligar muito pra isso e simplesmente se divertir à beça com cada episódio.

Z/X: Ignition
Imagina uma cópia de Fate/Stay Night, mas sem escolinha ou história e só batalhas e um plot bem mediano e clichê... bem, este aí é Z/X: Ignition. A animação é bem feita e dá pra dar um desconto na dublagem, mas de resto, é um tanto difícil achar um ponto forte na série. O anime simplesmente joga um monte de personagens, uns servos com poderes mágicos e formas variadas e um monte de vilão cujo objetivo é simplesmente dominar o mundo ou coisa do gênero (acredite, eles fazem isso soar ainda mais complicado).

Pessoalmente, não gostei do anime. Pareceu um Mahou Sensou feito por um estúdio pouco experiente e com personagens piorados. Exceto se a história ficar muito foda mais tarde, vai ser drop na certa.

Go! Go! 575

O anime é baseado num estranho jogo chamado Uta Yomi 575, um jogo lançado pela Sega para iPhone e que futuramente receberá sua versão para o PSVita também. Engraçado um jogo tão "sem-história" e recente receber um anime, não? Bem, isso tem nome: marketing.

Com o anime, o nome do aplicativo vai nas alturas, além de alavancar as vendas, mas o anime em si é aquele do tipo que pode alegrar ou simplesmente decepcionar. Eu, que pessoalmente não tive tanto contato com poemas em formato Tanka ou Haiku, achei bem maneiro para aprofundar no conhecimento dos pequenos detalhes da cultura japonesa, mas caso você esteja procurando história ou personagens complexas, pode esquecer. Um outro fato é que os episódios duram pouco mais de 3 minutos, então de fato não dá para aprofundar muita coisa nesse tempo, mas é uma boa escolha caso queira passar o tempo ou simplesmente se aprofundar mais na cultura japonesa.

Tonari no Seki-kun


Não tem como não se encantar com Seki-kun e Yokoi-san. Seki é um mestre em matar o tempo na sala de aula sem sequer falar uma palavra, enquanto Yokoi simplesmente fica narrando o que Seki-kun faz e o que ela acha disso. Parece bem bobão para um roteiro de anime (se é que se pode chamar disso), mas simplesmente não tem como não dar risada em cada episódio da série, mesmo o começo dele parecendo bobo e tudo.

A animação e trilha sonora são simples, mas alegres, além do humor ser realmente para todas as idades, algo meio raro nos dias de hoje. Pode não ter nada a ver com a história de amor dramática de Kaibutsu-kun, mas a comédia é boa, pode acreditar... Ainda mais que os episódios do anime duram meros 7 minutos, vale a pena caso precise de algo rápido para animar o seu dia.


Bem, isso é tudo. Desculpem pela falta de posts recentemente (e isso deve continuar um pouco ainda, infelizmente), mas tudo será explicado para vocês quando a hora chegar. Vou fazer meu máximo para continuar, na medida do possível, manter os projetos que a gente já iniciou.

Até mais!
Out.

sábado, 16 de novembro de 2013

Visual Novels - Eles têm espaço para crescer?


Hoje é fim de semana, dia do pessoal desesperado com provas de final de ano se descabelar ainda mais, mas pra quem está de boa, é época de se divertir, e quando se trata de diversão, video-games são uma das alternativas que a maioria acaba por optar. Com tantos tipos de jogos para escolher, às vezes fica difícil escolher que jogo jogar... entretanto, triste mesmo é ver o ciclo se repetir sem dar chance a certos jogos.

Não me leve a mal, adoro jogos de ação, FPS e MOBAs, assim como é a febre do momento, onde jogadores passam tardes inteiras no Skype combinando com amigos a melhor tática para vencer uma partida online, mas certas vezes ficar preso a somente este tipo de jogo seja um tanto enjoativo ou mesmo repetitivo. Por outro lado, uma visual novel, que sempre tem histórias, personagens e desenvolvimento diferentes, é bem difícil falar abertamente que você gosta de jogar esses jogos e correr o risco de ser visto como "pervertido" ou "forever alone". Então, resta a pergunta: será que Visual Novels têm mesmo potencial para crescer e se tornar um gênero visto com outros olhos pelo público gamer? Ou seria mesmo um gosto peculiar que é difícil convencer alguém, e que por isso, acaba não recebendo tanto suporte?

Novamente, friso que este blog não prevê o futuro, e o que falo aqui é fruto do que vejo e do que pesquiso, então, se você acha que vns estão se espalhando e que tem "x" amigos que jogam e trocam ideias de vns com você... você é um sortudo do caramba! -d

Se olharmos para os Estados Unidos ou mesmo na Europa, o gênero de visual novels está progredindo bem, por mais que de forma lenta e não tão expressiva quanto era de se esperar. Fansubs de países da Europa são os maiores depois do inglês, russo e chinês, enquanto todos os anos sempre temos lançamentos bons no que se refere a traduções de visual novels por lá, tanto oficialmente com o início das vendas de visual novels traduzidas para o francês e a parceria com grupos doujin menores, quanto por fãs, como a célebre tradução de Yumina the Ethereal e anúncio da tradução de Steins;Gate para o inglês, ou, para traduções por fãs, a reta final para a tradução de Fate/Hollow Ataraxia.


Apesar de não ser igual ao Japão, com seus trocentos eventos de anime/comikets para divulgação e anúncios oficiais das empresas do gênero, eventos similares estão se espalhando por lá também, até ganhando uma palinha na PAX, um dos festivais de games anuais mais famosos dos EUA, e até ganhando prêmios em competições. Pode parecer coisa pequena no começo, mas junte isso com o crescente volume de fansubs e sites que falam desses jogos, os projetos no Greenlight da Steam (e as visual novels que estão lançando na moral) e no público cada vez maior que assiste animes ou acompanham mangás, é meio que normal que esse gênero fique mais famoso com o tempo, não...? Bem, nem tanto.

Pra começo de conversa, completar uma visual novel é, geralmente, um trabalho bem mais árduo que zerar um jogo qualquer para consoles, uma vez que, enquanto no console você tem mais interação, em visual novels, você só lê textos e mais textos, com exceção de alguns jogos que incluam elementos de RPG ou jogos tipo Phoenix Wright e Danganronpa com suas engines de "simulador" peculiares (mas que também envolvem bastante leitura e menos cutscenes). Segundo, nenhuma visual novel tem opção de jogar online (seja lá como seria uma visual novel online... apesar que já chegamos perto disso), o que mata as chances de maior motivação para continuar explorando o universo da série caso você não tenha muito tempo para ficar jogando trocentas rotas. Terceiro, visual novels requerem paciência, pois você não aproveitará nada do jogo se simplesmente pular as falas iniciais ou "querer zerar rápido"... então, o que fazer pra melhorar isso sem desvirtuar e acabar criando um JRPG ou um jogo de ação no lugar disso?

Bem, uma resposta pra essa pergunta é difícil, mas ideias sempre surgem no mundo da indústria de games. Tem até visual novels que postam seu progresso no Twitter (Imouto Paradise em japonês tinha essa função), por mais que sejam raros esses jogos, e um esquema de DLC não seria tão má ideia se fosse praticado num preço moderado (similar ao "upgrade" de Dengeki Stryker para a versão "Chou" do jogo, que inclui mais rotas e até novas personagens)... mas, será que só isso bastaria?

Cá convenhamos, acabamos de entrar na oitava geração de jogos e visual novels permanecem praticamente do mesmo jeito que eram há 15 anos atrás, apenas com melhorias nas técnicas gráficas usadas na construção de CGs para os jogos e na complexidade delas, que agora alcançam até 10 GB sem problemas. Entretanto, quase não se vê recursos sociais neles, tampouco se vê uma interação maior do jogador, exceto para alcançar a true route do jogo ou para habilitar uma cena especial. Além disso, é quase que inviável fazer um jogo com boa qualidade nos gráficos e na animação em tempo hábil e com retorno para a empresa (é só olhar os jogos da série School Days: todos parecem animes infinitos, mas agora a Overflow está falida), e tirando empresas indies que fazem jogos do gênero para iOS e Android, a crise da indústria de jogos do gênero não vai se solucionar tão já.


Agora, quanto mais gente conhecer visual novels sem a visão preconceituosa que muitos têm, perceber que procurando nos lugares certos, pode-se encontrar histórias que podem tocar o seu coração e mudar sua visão do mundo, e de quebra, fazer amigos que gostem de jogos que você gosta desse âmbito, seria muito mais fácil motivacionar a expansão desse gênero, até mesmo no que se diz de visual novels genuinamente brasileiras e feitas com qualidade, ou numa possível parceria entre fansubs de vários países com empresas internacionais, para tradução de diversos jogos simultaneamente para vários idiomas e fazer tal expansão ser ainda mais fácil e notória. Seria utopia da minha parte pensar que este gênero realmente possa virar uma coisa ainda maior no futuro para nós, brasileiros? Ou seria apenas uma possibilidade que deveria ser levada a sério para que isso ocorresse? (afinal, aconteceu isso com video-games antes, lembra? Antigamente era tudo "coisa de nerd", mas agora até adultos e idosos jogam um Candy Crush ou Criminal Case da vida).


Bom, o post foi pra pensar, mas gostaria de ouvir os comentários de vocês. Com isso, eu me despeço!
Out.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Análise [5]: Edelweiss - A Semi-Jóia Secreta da Overdrive?


Carteira voadora...? Pois é, Edelweiss é cheio de mistérios.
Depois de praticamente 30 horas jogando para conseguir 100% das CGs e completar todas as rotas do jogo, finalmente, a análise definitiva de Edelweiss!

... mas se você não sabe do que estou falando, vamos começar do começo. Edelweiss foi a primeira visual novel produzida pelo estúdio Overdrive, a mesma empresa que fez, mais tarde, Kira*Kira, Deardrops e Dengeki Stryker. A MangaGamer a traduziu para o inglês em 2008 (foi um dos títulos de estréia da empresa). Eu sou um admirador das visual novels da empresa, mas percebi que mal tem gente falando sobre essa visual novel em fórums ou outros blogs especializados, no máximo dando uma pincelada sobre a VN e só. A questão é que... como assim poucas pessoas falam dele? Em várias outras empresas, discute-se bem sobre os trabalhos anteriores dela, como a Key, a AkabeiSoft, KID, Nitroplus e tantas outras. Seria esse jogo tão ruim que merece ser deixado de lado? Ou seria mesmo que o pessoal não deu o jogo a sua devida importância?

Pois bem, se você está curioso também, não tema. Estarei aqui explicando, e você decidirá se o jogo vale tanto a pena assim ou não.

História e Rotas
Pode não ter dezenas de garotas para escolher, mas tem lolis e professoras!
A história de Edelweiss é bem simples. Basicamente, o jogo conta a história de Haruma Kazushi, um estudante do segundo ano do ensino médio que, junto com seus amigos, passou numa prova difícil para ter o privilégio de entrar na Eiden Gakuen, uma escola no meio de uma ilha paradisíaca que originalmente era exclusiva de garotas e que só agora abriu vagas para garotos poderem entrar. Ao chegar, Kazushi e companhia já resolvem aprontar pra caramba na escola e tentar, claro, arranjar alguma garota no meio do caminho. Entretanto, não demora muito para eles descobrirem que a ilha possui alguns segredos, tudo graças à prática da alquimia pelas estudantes e professores, tudo isso em busca do desenvolvimento da chamada Pedra Filosofal, um artefato misterioso que, segundo relatos, pode desafiar as leis da natureza, como poder transformar metais em ouro, regeneração e até reviver os mortos. Além de aproveitar os diversos eventos que ocorrem entre o grupo de amigos do Kazushi e as estudantes do colégio, Kazushi aos poucos ficará envolvido nisso tudo e terá que tomar decisões bem difíceis.

O plot é bom?... olha, se seguisse isso que eu escrevi, seria fodão, mas o jogo esconde várias partes disso no começo, e apenas deixa esse mistério todo para as rotas específicas das personagens. Não que o jogo te deixe entediado enquanto está jogando, mas ele só deixa atenção o suficiente para que você fique pregado no jogo, ocupando você com diversos momentos engraçados e alguns poucos pedaços de mistério.

Sobre as rotas do jogo, temos a common route, 5 rotas específicas e 6 finais diferentes (sendo o último um "Bad End" que chega a ser bem engraçado até, mas que também tem lição de moral). A common route do jogo dura cerca de 10 horas, enquanto cada rota específica dura entre 4 e 5 horas. Chegar nas rotas específicas é ridiculamente fácil, uma vez que, até começarem as férias de verão no jogo, nenhuma das suas escolhas fará importância, e após alguns eventos bem pequenos, basicamente alguma das heroínas principais lhe aproximará pedindo algum favor ou algo que você possa ajudar de alguma forma, e se você escolher sim, você entra na rota dela.

As rotas em si seguem meio que um script: você passa a acompanhar a personagem mais frequentemente, todos fazem rumores do novo casal, eles finalmente se confessam, rola um oba-oba, acontece alguma coisa bem triste ou é revelado outro igualmente triste ou chocante, rola um momento metódico do personagem principal, e então você tem o final da rota. Mesmo seguindo esse padrão, é meio que surpresa o que acontece no meio das rotas. A rota da Ran, por exemplo, parece mais um nukige engraçado, com umas cenas mais dramáticas no final, enquanto a rota da Mizuki tem praticamente de tudo para ser uma rota de nakige fudida, mas que consegue ser a pior rota do jogo mesmo assim. A rota da Mei tem um tanto de suspense e que depois fica triste pra caramba, mas que ainda assim tem um final meio conformista e insatisfatório (tirando o "after story" da rota, que até arrepia), enquanto a rota da Natsume é incrivelmente misteriosa e que tem um bom toque de ação e drama no final... agora, a rota da Haruka eu nem posso dar minha opinião porque esta é a rota que mais vale a pena no jogo inteiro, além de revelar um bocado de coisa que foi apenas pincelado durante o jogo e nas outras rotas.

Traços, Trilha Sonora e Animação
CGs são muito bonitas no jogo. Pena não ter tantas assim na common route...
Os traços da visual novel são... bonitos. Não é nada que se possa comparar com, digamos, ef (minori) e Da Capo II (Circus) que foram lançados no Japão no mesmo ano, mas são traços bem bonitos sim. Os portraits das personagens são bem nítidos e limpos, e as CGs também tiveram um trabalho especial nelas, mesmo não possuindo tantas CGs no decorrer do jogo (a maioria você só vê nas rotas específicas). A dublagem é bem feita, como a grande maioria das VNs por aí, e as vozes se encaixam bem nos perfis das personagens. Todos os personagens do jogo, com exceção do principal, têm vozes.

A trilha sonora, ao mesmo tempo que é boa, também não é nada especial. Ela é o suficiente para fazer você se arrepiar nos momentos-chaves da história, ou para realçar o mistério de alguma cena, ou para dar a impressão que determinado cenário é perigoso e frenético, mas ainda assim não é igual às trilhas sonoras (as dos títulos posteriores da empresa) que dá gosto em ouvir novamente. As músicas com vocais são excelentes graças à MilkTub, além da "mãozinha" de cantores que trabalharam em outras empresas como a Navel (Yuria e Acchorike) e da Circus (yozuca*), e que, lógico, vai fazer você lembrar de Kira*Kira instantaneamente.

A animação é bem mediana, apenas com os portraits das personagens piscando os olhos ou movendo os lábios. As CGs são estáticas e as transições entre cenas não passa de fade-ins e fade-outs.

Opinião
A rota da Haruka: talvez o único motivo que posso pensar para que todos (sem exceção) joguem este jogo. O resto vai depender do seu gosto e paciência.
Olha, muitos podem dizer que a minha opinião será viciada por eu ter comprado o jogo original, mas o meu objetivo é justamente falar para vocês se o jogo vale o dinheiro gasto ou não. Basicamente, é assim: a história no começo não me incentivou quase nada em prosseguir com o jogo. Sabe aquelas visual novels que começam lentas, aparentemente sem história, e só lá pra frente que tem algo de interessante pra acontecer? Pois é, Edelweiss é mais ou menos assim, só que para você perceber que o jogo na verdade tem uma história é bem difícil e demorado, nem sempre cai a ficha no início. A common route só dá alguns "pedaços" de história para você pensar, e ainda assim não parece ser grande coisa. Ao encontrar a Natsume, por exemplo, você acha que é simplesmente uma coincidência, como ocorre em muitos outros jogos, mas só entrando na rota dela que você descobre porque ela aparecia apenas em alguns momentos-chaves ou porque ela odeia a diretora do colégio. Durante a common route, você descobre que a Mei não tinha memórias do seu tempo de faculdade, mas você só descobre o motivo disso (e da verdadeira identidade dela) na rota específica.

Ao invés do jogo dar tudo mastigadinho pra você, estabelecendo claramente quem é quem e porque, ele te incentiva a pensar e raciocinar no decorrer de jogo e notar os pequenos detalhes que o jogo expõe. Vou dar um exemplo: em várias rotas, você vai acabar por ter que procurar a Pedra Filosofal para resolver algum problema de sua namorada, e em todas elas a diretora do colégio aparece misteriosamente com um olhar malígno, dizendo que a pedra é dela por direito e que ela passou décadas por procurá-la... mas por quê? Qual dos motivos está "mais certo" que o outro? Será que vale mesmo a pena investir tanto tempo na procura de algo que talvez nem possa dar o efeito especulado? Quem que tinha descoberto ela pela primeira vez para falar que ela existia na ilha? Por que ela estava na caverna escondida do laboratório de alquimia? Você só poderá responder todas essas perguntas se você completar, no mínimo, 3 rotas do jogo. Do contrário, só se você especular muito, e ainda tem o risco de errar na especulação.

Edelweiss é legal por isso. Por mais que a rota da Haruka seja a que mais responde perguntas do universo do jogo, ainda há várias que não são respondidas, e só jogando essas outras rotas que você descobre. Por mais que você tenha que passar por uma rota da personagem que você não goste ou que ache a rota parada demais, segurar "ctrl" apenas para ver as CGs e eventos mais importantes vai deixar você com ainda mais dúvidas.

Claro, o jogo também tem as suas falhas. Mesmo com sua common route super engraçada, ela não aproveita 100% dos seus scripts e eventos (mesmo já nas rotas específicas), além de que, mesmo zerando tudo, deixa você com certas dúvidas, como de como foi feito o homúnculo da Haruka, ou do porquê dos pais da Haruka nunca aparecerem, ou da falta da procura da Pedra Filosofal na rota da Mei (que fazia bastante sentido), ou do objetivo da avareza da Ran (o motivo ele explica, mas não tem um objetivo fixo naquilo) ou mesmo porque a Mizuki não teve um final feliz quando ela obteve o que precisava. Se o jogo fechasse bonitinho e não enrolasse no começo, seria um jogo para todos jogarem, mas infelizmente, e só por isso, que Edelweiss acabou surpreendendo, tanto no bom sentido por incluir várias rotas boas no jogo, mas também no mau sentido por deixar esses defeitos e revelar a história muito pro final.

... mas ó, não é pra reclamar muito não, pois uma das empresas que deram uma força pro jogo é ninguém menos que a minori (Sakai Nobukazu), cujo produtor supervisou várias visual novels da empresa e até mesmo colaborou com Fate/Stay Night... ô, isso não é pra todos não!

Veredito Final
A rota da Mizuki.... *sigh* pior que tinha tudo pra ser foda.
Resumindo:

 - Pontos Fortes 
      *Gráficos bem limpos
      *Personagens bem característicos e que evoluem na história
      *Rotas bem distintas, raramente sendo clichês ou previsíveis
      *Incentiva a completar várias rotas
      *Eventos bem engraçados
      *A rota da Haruka

 - Pontos Fracos
      *Pouca consequência nas escolhas
      *Trilha sonora mediana
      *Poucas CGs
      *Alguns eventos não são bem explicados
      *A rota da Mizuki

Nota: 7,5/10

Opinião final: O jogo é muito bom, mas não o suficiente para ser um que bata de frente com grandes clássicos no cenário de visual novels. Por mais que dê para aturar com a aparente falta de história do jogo e que as rotas específicas dêem grandes lições de moral, ela pode não agradar todos os gostos, especialmente daqueles que só jogaram as visual novels "premium" e querem jogar outro jogo no mesmo nível que, digamos, ef ou Clannad. É uma boa pedida para quem está começando a jogar visual novels agora, e quem sabe, para aqueles que querem se aventurar numa boa (mas não excelente) vn e aprender a reparar em pequenos detalhes e nas poucas referências que o jogo possui. Se está só curioso e quer dar uma jogada rápida pra ver se é bom, jogue a rota da Haruka que você terá a melhor experiência possível do jogo. Agora, se você quer aproveitar o jogo ao máximo, jogue na seguinte ordem:

Ran -> Mei -> Natsume -> Haruka  |  Mizuki
                                                                                                                                            (faça essa rota só se gostar mesmo) 

Vale a pena comprar esse jogo?
Em mídia física, não. Eu tenho por ser fã da Overdrive, mas a menos que você também seja, não recomendo comprar. Por outro lado, se quiser baixar pelo site dela... ainda assim é difícil recomendar. Jogando a demo, você terá uma má impressão do jogo, achando que este não tem história ou que seja simplesmente "uma daquelas" visual novels, entretanto, se recomendasse, ainda seria difícil, pois por mais que o jogo tenha história e várias H-scenes para tentar agradar todos os gostos, você vai meio que decidir entre arcar com o risco de jogar uma VN que você ame, ou que você possa detestar. Por isso, recomendo que compre apenas se for fã da empresa ou caso queira apostar no jogo.

A Natsume também acha que Edelweiss é uma aventura e tanto, mas se fosse só um tiquinho melhor, seria um must-play, sem dúvida... pelo menos a Overdrive fez isso com Kira*Kira, então relaxe!

Eita análise do capeta... bom, mas espero que tenham gostado mesmo assim. Até a próxima análise! ^^
Out.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Próximas Visual Novels das grandes empresas: PREPAREM-SE!


Pois é, o ano já está acabando, o pessoal já vai comemorar o Réveillon com a família, amigos e amantes e já estão fazendo planos para o ano que está por vir. Como último post do ano, vou fazer um mini-especial das Visual Novels que estão por vir das empresas mais famosas do mercado (das que já foram anunciadas oficialmente, claro) para que você tenha boas esperanças em 2013, já que todos esses jogos prometem muita coisa, no nível de qualidade até maior do que estamos acostumados.

Vamos começar com uma das minhas empresas favoritas então: a Overdrive (Kira*Kira, Edelweiss, Dengeki Stryker). Seu próximo jogo será um jogo original chamado Boku ga Tenshi ni Natta Wake (uma tradução literal seria "O Motivo pelo qual me Tornei um Anjo", mas o título oficial em inglês é Love Song to the Angels). O jogo será um eroge mesmo, e conta a história de uma cidade que é dita por ser protegida por anjos. Nela, um garoto e uma garota se encontram pela primeira vez: Kirinokojima Tomoe, um adolescente que não acredita no amor e nunca teve amigos ou uma namorada, e Aine, uma garota aparentemente comum e bem dócil, mas que na verdade é um desses anjos, responsável por fazer as pessoas se apaixonarem (um verdadeiro cupido, por assim dizer) com o auxílio de outros membros de sua banda exclusiva de anjos: a "Cas". Procurando ajuda para o seu trabalho como anjo, Aine tenta se aproximar cada vez mais de Tomoe, e ao ver a descrença dele no amor, ela tentará fazer de tudo para que o seu ponto de vista mude, já que, segundo ela, "ser feliz é fazer outras pessoas felizes".


A visual novel terá, além da Aine, mais três personagens pelos quais Tomoe pode escolher, todas elas com seus passados tristes típicos de nakiges. Independente do jogo ser desse gênero (ou não, mas duvido), os gráficos do jogo sofreram uma boa melhora comparando com Deardrops e Dengeki Stryker, abusando bem mais de efeitos de sombra e luzes, mas seus traços característicos ainda estão presentes, com níveis de detalhes e naturalidade ainda maior. Com certeza, um título que a MangaGamer deve se apressar para traduzir, pois tá bem promissor mesmo.

O jogo será lançado dia 28 de Fevereiro de 2013, exclusivamente para PC, com preço de catálogo de 9280 ienes (aprox. 220 reais).

Como próximo jogo da La'cryma, uma subsidiária da Circus (Da Capo, Suika, Valkyrie Complex), teremos Angel Meister. Tirando as personagens da imagem acima, nada foi divulgado deste jogo. Há boatos que será um jogo all-ages, mas são boatos mesmo. Se você já jogou um pouquinho que seja de Da Capo 2 (ou deu uma olhada no 3) e em Fortissimo, percebeu que tem uma semelhança assustadora com os personagens dessa imagem e os que você viu, não? Seria um cross-over em um mundo paralelo então, igual Da Capoker? Ou será que é paranóia minha pelos traços serem tão parecidos? Só o tempo dirá.

Se em 2013 o jogo não for lançado, no mínimo teremos mais notícias dele. Uma pena que os jogos da La'cryma não serem traduzidos nem mesmo para o inglês, pois seus jogos como True Tears e o próprio Fortissimo são jogos bem longos e complexos (complexo tanto na história quanto no vocabulário, por assim dizer). Vamos torcer pra pelo menos sair mais notícias deles nos próximos meses! ^^


No lado da Makura, teremos (*respira fundo para não travar a língua*) Himawari no Kyoukai to Nagai Natsuyasumi (algo como "A Igreja dos Girassóis e as Longas Férias de Verão"), apelidado carinhosamente de NatsuHima, é uma visual novel cuja demo foi lançada no mês passado e que até impressionou aqueles que jogaram, tanto pela duração da demo quanto pela trilha sonora e visuais. A história é de um garoto chamado Ashitaba Yousuke, que volta para a sua cidade natal depois de 8 anos fora. Lá, ele percebe que a cidade não mudou nem um pouco, nem mesmo as garotas que eram amigas deles. De volta, ele retorna o convívio com suas amigas e conhecidos e até conhece novas garotas durante as suas férias de verão, e o jogo basicamente conta os acontecimentos dele durante esse período, além de desvendar o ar curioso da cidade e de uma igreja desta cidade.

A trilha sonora é relaxante, e os gráficos tiveram o mesmo tratamento que em jogos anteriores da empresa, talvez com uma nítidez extra. A empresa já é uma empresa de respeito, e conseguiu subir ainda mais no meu conceito com este jogo. HimaNatsu será lançado 25 de Janeiro de 2013, exclusivamente para PC também, e ainda para aqueles que querem esperar para ver algo ainda melhor, uma versão melhorada (e julgo que também de maior resolução) do mesmo será lançada dia 29 de Março do mesmo ano, com algumas mudanças nas CGs entre as duas versões. De um jeito ou de outro, será um jogo bom para manter na mira dos amantes de VNs.


No lado da Nitroplus, anunciado recentemente, teremos Kimi to Kanojo to Kanojo no Koi (ou "O Amor entre Eu, Ela e Ela"), apelidado de "Totono", e que será o primeiro jogo de romance (ren'ai) propriamente dito da empresa. Apesar de apenas ser revelado este vídeo promocional e uma imagem sobre o jogo, não temos como saber de nada da história, por hora. Ainda temos o toque clássico de mistério em seu vídeo, onde aparece uma ligação de Kami-sama (Deus) no celular (do personagem principal? Hmmm, isso promete). Vocês já devem saber que eu sou super fã de jogos da Nitroplus (mas não comprou nenhum jogo né, seu poser?... ele tá chegando, antes de fã eu tenho que guardar o meu dinheiro primeiro pra isso né...), então estou com boas esperanças nesse jogo, por mais que Guilty Crown não tenha sido aquela coisa que todos estavam falando... talvez porque eu não havia assistido o anime também, né, pode ser por isso...

Com direito a uma peça de Chopin no trailer!

Além disso, tem as VNs da Leaf, que no caso seria Jasmine, mas até hoje não houve notícias desse jogo ou das suas continuações de Tears to Tiara e Utawarerumono. E olha que faz tempo desde a última vez que verifiquei notícias desses jogos.

Sobre os jogos que já foram lançados bem recentemente e que acabei perdendo a chance de falar, estão:

 - Natsuzora no Perseus, da Minori. Lançou praticamente semana passada, e apesar de eu não ter jogado, dizem que está no mesmo nível de qualidade que ef e Eden, o que é bom.

 - Tsuki ni Yorisou Otome no Sahou, da Navel. Eu só sei que foi o jogo para comemorar o aniversário de 10 anos da empresa, mas o resto eu desconheço. Ah sim, exceto pelo fato que a ilustração é de Aoi Nishimata, mesma desenhista de Shuffle! e Oretachi ni Tsubasa wa Nai, belíssimo como sempre ;D

 - Rose Guns Days, da 07th Expansion. A segunda temporada do jogo está por vir no ano que vem também, e mal posso esperar pelo resto da história e da tradução pela Witch Project.
Isso pra não falar da visual novel secreta de Angel Beats! que será produzida pela Key, mas como ainda não foi anunciada oficialmente... (apesar deles estarem trabalhando nela).


E com isso eu encerro os posts do blog neste ano. Espero que tenham gostado deste especial, que continuem visitando o nosso blog para se informarem sobre o maravilhoso mundo otaku de animes, mangás, light novels e visual novels, e ótimas festas e viagens de final de ano para todos vocês. Ano que vem a gente volta com a corda toda!
Out.

sábado, 21 de julho de 2012

Lançamentos e jogos para ficar de Olho! [4]


Faz um bom tempo que não faço um post desses e olha que estou de férias hein... é, é a lógica da preguiça xP
Mas vamos largar a mão disso e partir para o que interessa! Out, os jogos que já lançaram e o que ainda podemos esperar por vir!

Hatsukoi 1/1



Pode parecer um jogo bem desconhecido, já que a sua produtora, Tone Works, se iniciou com esse jogo. Entretanto, não deixe as primeiras impressões enganarem, pois esse título é publicado pela Visual Arts (que à propósito comemora seus 20 anos de existência com esse título), a mesma que distribui os jogos da Key, o que é um nome de peso.


A história em si é bem simples. O personagem principal da história, Yuuma, é um estudante do segundo ano do ensino médio e nunca soube o que é o amor, pois nunca conseguiu progredir com a sua amiga de infância, nem o seu amor secreto. Um dia, essa pessoa, que é do comitê de melhoramento da cantina, estava preocupada por ter poucos membros em seu comitê. Ao entrar para ele, Yuuma se encontra em uma situação bem melhor do que antes, onde ele é rodeado de meninas a sua volta, o que faz a chance perfeita para nascer o seu primeiro amor.

A história é bem clichê sim, mas a arte das personagens (em especial os olhos delas) têm um nível de detalhe impressionante e cativante, o que vale a pena dar uma conferida. O jogo lançou no final do ano passado, exclusivamente para PC, e para quem estiver interessado, o mesmo está à venda na Jlist na sua edição especial por 118 dólares (*risada maléfica*) e conta com um artbook de 50 páginas e mais algumas coisinhas a mais (...pois é, se tivesse um drama CD dentro ou um CD da trilha sonora eles já teriam avisado ao invés de colocar só "e mais algumas coisas"...)


Rewrite: Harvest Festa



Vocês todos já devem estar carecas de saber, mas é, o fandisk do último jogo da Key está apenas a uma semana de ser lançado. Retratando os eventos após o jogo original e uma renca de cenas e CGs que os fãs irão se babar todo (...bom, nos seus devidos limites, já que ainda é um fandisk all-ages ^^), o fandisk mostra trocentas cenas com todas as heroínas do jogo original, com direito a encontros, personagens em bikínis e até cenas de beijo entre os personagens. Se fosse para chutar, apostaria que este jogo só lançou como um aperitivo até o próximo jogo da Key, que permanece um mistério até agora, mas que seja, o jogo está aí e a qualidade está a mesma que você espera da Key!

O jogo, como era de se esperar, será lançado apenas em japonês, pelo menos oficialmente, e é exclusivo para PC. Entretanto, se você não consegue se segurar para ver o jogo, eu coloquei um vídeo dos primeiros 12~13 minutos de jogo legendado em inglês. Só não esqueça de ligar as legendas no vídeo... e ah, se você não quer ver spoilers, assista a partir dos 3 minutos do vídeo (y).


Data de lançamento: 26/07/2012

Guilty Crown: Lost Christmas



A prequel da grande série de animes Guilty Crown está bem pertinho. O jogo se passa 10 anos antes do anime, onde um projeto experimental de codinome "Scrooge" conseguiu escapar do laboratório em que estava confinado. Durante a sua fuga, ela se encontra com uma garota, Carol, que também foi um projeto experimental pelo mesmo laboratório. Esta garota, no entanto, despertaria um poder oculto em Scrooge. Assim, cabe a ele descobrir o porquê de sua criação, e ao mesmo tempo, se livrar de seus perseguidores, que querem acabar com Scrooge não importa como.

O enredo é bom, apesar de confuso, mas por ser um jogo da Nitroplus (uma das empresas de visual novels favoritas, tanto pela qualidade de seus títulos quanto pelo número deles), acho que dá pra perdoar.

Data de lançamento: 26/07/2012 (PC)

Chou Dengeki Stryker



O título que provavelmente fez os fãs da Overdrive (eu) se enfurecer. Mesmo há pouco mais de um mês a MangaGamer ter lançado Dengeki Stryker em inglês, a Overdrive conseguiu fazer os fãs do jogo babarem de novo com o anúncio de Chou Dengeki Stryker. Apesar de, em sua raiz, ser o mesmo jogo, ele está muito melhorado em relação ao anterior, contando com novas rotas, personagens, CGs, HCGs, animação mais fluente dos personagens, novos efeitos especiais, novas músicas e vídeos de abertura e encerramento, músicas exclusivas... ufa... acho que não me esqueci de nada... ah sim, e ainda por cima os compradores do jogo original poderão, com uma generosa taxa, atualizar os seus jogos para a versão mais nova, o que a MangaGamer nem sabe se vai anunciar ou não devido aos seus tantos projetos neste ano.

Eu ainda não completei Dengeki Stryker, mas a história, os personagens e as cenas do jogo são incrivelmente bem feitas, engraçadas quando devem ser, e empolgante durante a maioria do jogo.

(Ah, se não colocarem rota com a Rin, cabeças vão rolar...)

Data de lançamento: 27/07/2012 (PC)


ef - The First Tale



Vocês também devem estar carecas com esse daí, mas não custa nada relembrar, né? Finalmente, um jogo oficialmente traduzido da Minori para o inglês, graças à parceria da MangaGamer com a No Name Losers, está prestes a ser lançada, daqui a menos de uma semana. A comovente história de triângulo amoroso, com direito a leves animações dos personagens, altíssimo nível de detalhes, e uma magnífica trilha sonora que todos estavam esperando.
(Nossa, quem vê pensa que eu esperei a minha vida por esse jogo xd)

Mas pra falar a verdade, até estou pensando em comprar este jogo... vamos ver, se a MG for esperta o suficiente para lançá-la na Jlist, talvez esse jogo dará o ar da graça do meu armário xP.

Data de lançamento: 26/07/2012 (PC)


Mais jogos para ficar de olho são:

 - Agarest Senki: Marriage > 19/07
 - Dunamis15 (versão para PSP) > 26/07
 - HISTOIRE DE DESTIN > 27/07
 - Faint Tone > 27/07
 - Corpse Party - Sachiko no Ren'ai Yuugi > 02/08
 - Gaku ★ Ou ~It's Heartful Days!!~ > 10/08


E fico por aqui! Tchauzinho!
Out.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Um pouco sobre Visual Novels - FINAL


Bom, nossa série de posts de “Um pouco sobre Visual Novels” acabou, mas como presente, eu vou postar títulos recentes e populares das grandes empresas de VN, bem como os que estão por vir e que são bem promisores (em ordem alfabética de empresas ainda!).
Lembrando que, em sua grande maioria, esses títulos tiveram sucesso tremendo no Japão, pelo seus respectivos e variados motivos, mas que infelizmente, seria muito trabalhoso para explicitar o tamanho sucesso de cada título. Uma coisa é certa: qualquer uma dessas VNs têm os mais altos padrões de qualidade atual, então, pegue qual você tiver vontade, você não se arrependerá.

*** 07th Expansion:

- Umineko no Naku Koro ni
- Higanbana no Saku Yoru ni
-* Rose Guns Days

***5pb.

-          - 11eyes: Tsumi to Batsu to Aganai no Shoujo
-          - Corpse Party

** Aksys

-          - Zero Escape: Virtue’s Last Reward (tradução em inglês prevista para esse ano)

*** Circus

-          - Valkyrie Complex
-          - Fortissimo//Akkord: Bsusvier

***Key

- Little Busters!
- Kud Wafter
- Rewrite
-* Angel Beats (sem previsão de lançamento)

***KeroQ

 

-Tsui no Sora
- Subarashiki Hibi ~Furenzoku Sonzai~

***Leaf

- Tenshi no Inai 12-gatsu
-* Tears to Tiara 2 (sem previsão de lançamento)
-* Utawarerumono 2(sem previsão de lançamento)

***Makura

- Ikinari Anata ni Koishiteiru

***Minori

- Ef – A Fairy Tale of the Two
- Eden – They Were Only Two, On the Planet

***Navel

- Soul Link
- Ore Tachi ni Tsubasa wa Nai

***Nitroplus

- SoniComi
- Steins;Gate
- Robotics;Notes (parceria com 5pb.)

***Overdrive

- Deardrops
- Dengeki Stryker
- Go! Go! Nippon! ~My First Trip to Japan~
-* Chou Dengeki Stryker

** Overflow

-          - Summer Days
-          - Cross Days
-          - Shiny Days

***Type-Moon

-         -  Mahoutsukai no Yoru

E fico por aqui!
Out. 

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Um pouco sobre Visual Novels - Parte 4



É isso aí pessoal, mais uma parte da minha primeira série de posts

Recapitulando, vimos que o final dos anos 90 tiveram várias grandes visual novels, bem maiores e mais complexas que as anteriores, e além disso,  falamos sobre o surgimento da Key e de sua primeira obra-prima, Kanon, aclamado por muitos a melhor VN da década e padrão para VNs futuras.

Bem, vamos lá. As VNs dos anos 2000, em sua maioria, seguiram ritmo dos títulos que tiveram destaque da segunda metade da década de 90.  Via de regra, as VNs que se baseam em histórias de romance seguiam o mesmo estilo de One, Tokimeki Memorial e Kanon, VNs que se baseavam mais em conteúdo erótico se baseavam em X Change e True Love, e VNs que se baseavam em histórias mais dramáticas se baseavam em Critical Point e Moon..

Claro, como nessa época vai surgir o PS2, as mídias em DVD, mesmo no começo sendo relativamente caras, proporcianavam bem mais espaço do que o CD, podendo fazer jogos em resoluções maiores e ainda mais complexos nos quesitos gráficos e sonoro. Como o Play2 vai receber muito mais popularidade no Japão do que os concorrentes Gamecube e Xbox, a produção de VNs serão focadas mais no PC e Play2, devido a suas facilidades de programação e maior popularidade. Esse cenário só mudará na segunda metade dos anos 2000, assunto do próximo post.

Grandes visual novels do ano 2000 foram Never 7 – the end of infinity, Bible Black (extenso repertório ecchi e mais de 10 endings possíveis) e Air (da Key, que permaneceu no ranking entre as VNs mais vendidas no Japão por um bom tempo), e um joguinho sem-vergonha, no sentido de que simplesmente “surgiu” no cenário de VNs, sem nenhuma história emocionante como o da Key: Tsukihime, da produtora Type-Moon.



Sério mesmo, a Type-Moon surgiu do nada absoluto, e logo o seu primeiro título foi um sucesso arrasador. O máximo que consegui descobrir é que Type-Moon foi fundada por Takashi Takeuchi e Kinoko Nasu. Nasu era escritor e tinha escrito alguns livros, como Angel Notes e Koori no Hana (Flores de Gelo, em português), e como livro mais famoso, Kara no Kyoukai (do japonês, Limites do Vazio, mas quando o título foi “importado” para inglês ficou como “Garden of Sinners”, ou Jardim dos Pecadores. Nas próximas partes, estarei falando mais do nonsense entre títulos em japonês e como eles são traduzidos em versões americanas). Takashi, por sua vez, nunca publicou nada antes, mas era um exímio desenhista, e grande amigo de Nasu. Um belo dia, ambos decidiram se juntar e formar uma empresa doujin (que são empresas independentes, geralmente pequenas, que fazem jogos mais por diversão mesmo. É parecido com empresas Indie agora, mas sem visar lucro com os jogos) e pronto, fundou-se a Type-Moon. Simples assim.

Entretanto, seu primeiro jogo, como digitei a pouco, foi um sucesso instantãneo, gerando milhares de fãs na hora, e que hoje conta com um fandom (comunidade feita por fãs para aprofundar sobre determinado tópico, dar sugestões, especulações, promover trabalhos da empresa, enfim) de milhões de pessoas por todo o planeta. Tsukihime ficou extremamente famosa devido aos belos traços das personagens e a história expansível do jogo, mas que ao mesmo tempo é de fácil entendimento, muito envolvente e longa também. O jogo teve uma enorme recepção, uma das maiores vistas em todas as VNs antes dela, gerando futuramente séries de anime, mangás, toneladas de produtos relacionados à série, e atualmente, um remake promisor da VN sendo feita pela Type-Moon, porém sem data de previsão para lançamento até agora.



Avançando um pouco mais nos anos, visual novels de grande destaque foram Brave Soul (Crowd, novamente, com um grande RPG, tanto na estrutura quanto na duração), Kagetsu Touya (da Type-Moon, tratado como um “after story” do final bom de Tsukihime), Crescendo: Eien Dato Omotte Ita Ano Koro (da Digital Object, mesma produtora de Kana: Little Sister, notável por não usar trilha sonora própria, mas sim, em sua maioria, peças de Yoshio Tsuru e Scott Joplin), Gyakuten Saiban (da Capcom. É a franquia Phoenix Wright, em inglês, respeitada pela sua originalidade e humor único), Kazoku Keikaku (contando com cenários do mesmo autor de Kana: Little Sister, e dos mesmos publicadores de Kanon), Natsu no Hi no Resonance, Ever 17 – The Out of Infinity (esse mereçe um post praticamente só pra esse jogo), Galaxy Angel e Melty Blood (jogo de luta com elementos de visual novel desenvolvido pela Type-Moon)

Calma. Respire fundo agora, porque ainda temos muito chão para cobrir. Eu não me esqueci de outras VNs super famosas, mas quero dar um plano de fundo antes de introduzí-las:


Vamos começar pela empresa Circus. Apesar de sua história ser desconhecida, ela foi fundada em 2000, que, em apenas um ano, lançou três visual novels: Aries, Yaminabe Aries e Infantaria, entretanto, nenhum obteve notáveis níveis de vendas. Em 2001, Circus lançou seu primeiro “hit” de vendas, Suika, produzida pelo próprio presidente da Circus e com a ajuda de seus empregados. A história de Suika basicamente conta 4 histórias diferentes com 3 personagens, em uma mesma cidade, que mais tarde se desenvolve em histórias de amor entre o personagem principal de cada capítulo com as heroínas que ele se relaciona. O próximo lançamento da Circus foi Archimedes no Wasurerumono, que basicamente era um fandisc continha omakes (conteúdo extra) dos títulos anteriores da Circus e uma prévia (não é demo, é prévia mesmo) do que viria a ser o próximo jogo deles, Da Capo.

Agora vamos falar só de Da Capo, porque Da Capo é foda, mas isso não é opinião minha, mas de milhões de pessoas no mundo inteiro. Bem, Da Capo foi “mais uma” visual novel da Circus, feita basicamente pelo mesmo time que fez Suika, no maior estilo “Ei, se fizemos um jogo bom como Suika, vamos nos reunir de novo e fazer outro jogo foda!”. Claro, não foi exatamente assim que foi a idéia para Da Capo, mas de qualquer forma, as mesmas pessoas que fizeram Suika fizeram Da Capo, e o jogo, que utiliza toques sutis de magia e mistério com a história de um adolescente no ensino médio na Ilha Hatsune, foi um sucesso tremendo, mas tremendo mesmo, a ponto de se tornar um clássico em visual novels na hora.

Fora isso, Da Capo virou uma franquia que, além de duas sequências diretas e inúmeros ports, spin-offs, fandiscs, side-stories e tantos outros jogos aleatórios à série que nem caberia aqui, ganhou 4 séries de anime (2 para o primeiro jogo e 2 para Da Capo II, além dos OVAs), 21 novels (livros, com ou sem desenhos no meio do livro), 11 drama CDs, 5 volumes de mangá, 138 programas de rádio (radio shows), e mais uma renca de CDs de trilha sonora. Ah, e como se não bastasse, a Circus anunciou neste ano que vai relançar Da Capo original em Blu-Ray. Ufa...e tudo isso sem contar o merchandising associado à franquia.



Agora, a empresa Minori. Talvez uma das empresas de VN mais fdp do universo dos translators de VN, surgiu em 2001, e seus primeiros jogos foram Bittersweet Fools e Wind – A Breath of Heart, sendo o último bem recebido no Japão, o suficiente para gerar uma série de anime e 4 OVAs. Até aí, beleza, uma empresa como outra qualquer, que conseguiu um título de sucesso razoável....mas por que tão odiada? Isso, meu(minha) caro(a), é assunto para outro dia.

Lembra da Leaf? Citamos alguns jogos dela nas ultimas duas postagens, mais nem toquei nos detalhes mais importantes. Lembra da Tactics, a empresa que pouco depois se tornou a Key? Então, Leaf é a principal concorrente dos membros da Key, mesmo tendo surgido 2 anos antes da Tactics. Com o lançamento de Kanon e Air, a Leaf ficou enfurecida por ter sido fundada antes e estar tendo níveis de venda piores que os títulos da Key (pra se ter uma idéia, Leaf lançou 6 jogos desde ToHeart, e mesmo assim, nenhum título teve recepção agradável no mercado), e assim, eles precisavam fazer um jogo para alavancar suas vendas. Foi com esse pensamento que eles lançaram Utawarerumono, um jogo que misturava RPG com visual novel, no maior estilo Final Fantasy Tactics, mas com mais ênfase nos elementos de VN, mas que em todo caso, dava mais liberdade e opções ao jogador, ficando nos rankings dentre os jogos mais vendidos por meses.



A Nitroplus (ou Nitro+) surgiu em 2000 e já estreou no mercado de VN bem com o jogo Phantom of Inferno, por conter uma história bem misteriosa e dramática com um tom bem realista, contendo muitas imagens únicas, ao invés de figuras de personagens que se reciclam rapidamente. Nitroplus, aproveitando o gás, lançou mais um jogo, com pouco sucesso, mas que depois se redimiu com Kikokugai – The Cyber Slayer, nos mesmos moldes de Phantom of Inferno, mas mais futurista e com foco maior sobre Kung Fu.
A última empresa que falarei agora é a 07th Expansion. Mesmo até hoje ela só tendo lançado 3 franquias, a 07th Expansion começou extremamente bem o seu trabalho. Ela se formou como uma empresa doujin em 2002 e contava com incríveis 3 membros (um morto já), mas que mesmo assim, fizeram igual Type-Moon: lançaram um jogo incrivelmente foda e que explodiu no mercado: Higurashi no Naku Koro Ni (ou no inglês, “Higurashi When They Cry”), uma VN de suspense e mistério extremo que “bota os marmanjos pra tremer na base”, de tão densa e tensa que era a história em si, consolidando o título, que alcançou níveis tão altos de vendas quanto Tsukihime, como um clássico e exemplo de VN do gênero, gerando 2 temporadas de anime, uma série de mangá com 38 volumes (publicados pela Square Enix), uma light novel de 4 volumes, uma novel de 17 volumes e 9 OVAs

CURIOSIDADE: Higurashi no Naku Koro Ni possui um live-action (filme baseado em algum jogo/anime, interpretado por pessoas reais) de 2009 também, baseado no primeiro arco do anime (Onikakushi-hen). É interessante de se assistir.
Nossa, quebrei meu recorde em escrever...espero que não tenha ficado muito cansativo para vocês lerem, e assim, a parte 4 da série de posts fica por aqui. Pelo menos o pior já passou...
Na parte 5, falaremos de mais títulos de VNs a partir de 2003, mais títulos famosos e extremamente famosos, e algumas empresas notáveis que surgirão nesses anos. Se sobrar espaço, chegaremos na época “foda” de VNs, e vocês saberão porquê.

Até lá!
Out.