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domingo, 4 de agosto de 2013

Análise [10] - 999: 9 Hours, 9 Persons, 9 Doors - Sua vida na balança entre puzzles e conspirações

Jogos Mortais? Pffft, se fosse tão de boa assim...
O jogo é Kyokugen Dasshutsu: 9-Jikan, 9-Nin, 9 no Tobira. Soa familiar? Não? Bem, o nome do ocidente é 999: 9 Hours, 9 Persons, 9 Doors. É um jogo publicado pela minha amada Aksys (mesma que publica/localiza os jogos de Blazblue e Fate/Extra, além de Record of Agarest War e Guilty Gear) e desenvolvido pela Chunsoft (que produziu o famoso Kamaitachi no Yoru, um dos percursores de visual novels no ocidente, e Dragon Warrior) e que é um jogo único, uma pérola na biblioteca de jogos do Nintendo DS, um dos portáteis que tiveram poucas visual novels publicadas, e das que têm, menos ainda foram traduzidas para o inglês oficialmente. MAS, das que foram, nem preciso falar que boa parte delas conquistou o coração de muita gente ao redor do mundo, como Phoenix Wright.

Ah, mas esse jogo é uma das voltas de montanha-russa mais viciante que você vai jogar no momento que você dá o "New Game". Por ser uma visual novel, ela tem quilos de textos para você ler e algumas escolhas no decorrer dela, quase todas elas cruciais para determinar o final que você atingirá do jogo. Mas, ao contrário da sua VN convencional de PC, ela não se foca apenas no texto ou em algum elemento de RPG, mas sim em puzzles em muitos cômodos que você visita durante a história, o que ajuda a quebrar a monotonicidade e pôr mais interação para o jogador.

... ei, porque eu tô dando o texto de análise de lambuja sem nem falar dos tópicos que eu sempre falo? Vamos começar a nossa análise!

História e Rotas

O jogo começa de maneira bem estranha, onde o nosso protagonista, Junpei, acorda repentinamente em um quarto de um navio, e mesmo com tantas perguntas a responder em como ele foi parar lá, ele deve encontrar um jeito de resolver um puzzle, ou quebra-cabeça, para sair do seu quarto, sob risco de poder morrer. Ele eventualmente resolve o puzzle e se lembra que um cara misterioso entrou no quarto dele e o fez ficar inconsciente, colocando-o neste navio.

Após um tempo, ele se encontra com mais 8 pessoas dentro do mesmo navio, todos com o mesmo objetivo: sair de lá vivos. Um estranho comunicado é enviado para eles onde todos as pessoas presas no navio devem participar de um jogo, o chamado "nonary game" ("jogo nonário", sendo que nonário quer dizer base 9) para achar a misteriosa porta "9" que os permitirá sair de tal pesadelo, mas se depois de nove horas eles não conseguirem, todos irão afundar junto com o navio.

Quando se pensa que o jogo não se passa de uma série de quebra-cabeças, o organizador do jogo, Zero, citqa algumas regras sobre como o jogo funcionará, explicando que cada membro tem uma espécie de relógio numerado, de 1 a 9, que devem ser usados em portas, também numeradas, para terem acessos a elas, onde aguardam mais puzzles que, no final, renderão objetos cruciais para achar a tal porta 9. Descumprir as regras pode inclusive levar à morte, algo que o time de jogadores descobre da pior maneira. Cabe então à você resolver os quebra-cabeças das portas numeradas e desenvolver o raciocínio certo para prosseguir (e sobre como prosseguir também, já que dependendo dos membros que vão em cada porta, a história pode mudar drasticamente) e fazer de tudo para sair de lá vivo, desconfiando de tudo e de todos, uma vez que sempre haverá cenas no decorrer do jogo que o fará desconfiar dos demais participantes.

O jogo possui 6 finais diferentes, sendo 4 deles Bad Ends (os finais tristes da história, mas que dá pistas para o jogador para saber quem está conspirando no jogo e até mesmo das histórias de cada um, dando um pouco de background para o jogo), um ending considerado normal (mas que acaba de uma maneira quase ilógica) e o famoso True End, o final verdadeiro, onde não há mortes desnecessárias, explica uma renca de coisa e é aquele tipo de final de compensa a enorme quantidade de bad ends e ainda deixa um "gap" no final, que é uma das coisas mais chocantes possíveis (e que só deve ser explicado na continuação, Virtue's Last Reward). O jogo rende umas boas 20 horas de jogatina para obter todos os finais, mas que fique a minha dica: se você for pro true end do jogo, abra um detonado, pois muitas escolhas que aparentemente não fazem sentido dão uma baita diferença no decorrer da história... ainda mais o true end, que diga-se de passagem, o jogador deve ter o ending normal primeiro antes de fazer a rota pro True End, senão acaba num dos piores bad ends possíveis.

Traços, Trilha Sonora e Animação
Putz, pior que eu curto pra caramba imagens nesse estilão! ^^
Os gráficos não é lá dos melhores, mesmo considerando ser uma visual novel para o DS, que tem consideravelmente menos potência gráfica que um PSP. Os personagens são todos renderizados em sprites, então há um certo grau de pixalização nos contornos deles, mas nas animações deles, ou nas poucas animações e objetos em 3D que o jogo tem, o efeito é bem fluente e com um toque "animesco", dando um bom efeito final. O jogo até possui várias CGs no decorrer da história, mas não há opção para sumir com a caixa de diálogo para vê-las melhor (ainda mais por serem de baixa resolução), e as imagens de fundo lembram bastante os jogos da série Resident Evil originais, os fundos em FMV, que dão um bom grau de realismo ao cenário e detalhismo para pistas pequenas e coisas do tipo.

A trilha sonora já é algo que eu realmente me impressionei para um jogo do portátil, uma vez que há dezenas de músicas diferentes no jogo, todas elas com tempos e ritmos diferentes, sempre a deixar o jogador nas pontas do pé a qualquer momento, além de serem músicas mais encorpadas, ao invés das músicas em MIDI ou .wav de baixa amostragem como geralmente é.

Opinião
Vai ter puzzle pra caramba pro seu cérebro trabalhar, mas fica tranquilo que o jogo te dá instruções... algumas.
O jogo é excelente em deixar o jogador dentro da atmosfera do mesmo. O perigo é sempre eminente, e sempre há cenas e comportamentos que o deixará desconfiando de vários personagens. A morte é iminente, e o jogo se enfoca muito nisso. Mesmo com cada personagem tendo as suas histórias (que pra alguns são bem mais profundas e complexas que outros), todos podem morrer, e na boa parte das vezes, você vai acabar morrendo por não entender as entrelinhas do jogo nonário por completo ou por achar que algo é simplesmente impossível.

Uma das grandes desvantagens desse jogo é justamente uma de suas grandes vantagens: fazer o jogador não tratar 999 como um mero jogo de puzzle, mas sim como um jogo de lógica, onde não se deve simplesmente pular os diálogos ou deixar passar alguma informação que não se repetirá mais, desconfiar até do mais inocente e escolher ouvir ao invés de "rushar a resolução de algum problema". Isso é uma jogada de mestre, já que o jogo, em vários momentos, dá pistas que parece não fazer sentido ou que é simplesmente uma curiosidade mundana, mas que, conversando com os personagens certos, desenvolve um raciocínio muito elaborado que acaba por revelar as verdadeiras intenções de alguns dos jogadores e até mesmo do motivo de serem esses os jogadores do jogo nonário. Em contra partida, o jogo espalha muitas dessas pistas em Bad Ends dele, e para aquele jogador, que quer saber como a história realmente acaba, terá que fazer boa parte, senão todos eles, e ainda pensar um bom bocado e notar em coisas que os outros jogadores não prestam muita atenção, para descobrir como seguir em frente. Junte isso ao fato de que o jogo possui apenas uma bateria para salvar o jogo e que, ao chegar num bad end, deve-se fazer os puzzles iniciais todos novamente, é um bom desmotivador para o jogador que quer zerar o jogo rapidamente e ir pro próximo sem ajuda de detonados.

Mas ainda temos vários pontos positivos no jogo. Vários puzzles diferenciados, muita informação e curiosidades legais (apesar de outras, de fato, são inventadas pro bem do jogo, mas que ainda assim se baseia em vários estudos e relatos de verdade), personagens bem distintos, muita lógica para decifrar os problemas, e claro, várias cenas que lhe surpreendem quase que à cada minuto com fatos que parecem até quebrar um raciocínio perfeito, mas que não é tão perfeito assim no final das contas.

Em praticamente 20 puzzles ao todo, mesmo que alguns puzzles se resolvam praticamente sozinhos, têm outros que são muito bem elaborados e podem dar um bom trabalho para aqueles que não estão acostumados (porém, não impossível) com exercícios desse tipo. Desde apenas descobrir sequências numéricas quase que na cara até tradução de código morse, desde completar um desenho até resolver um jogo de Sudoku, desde fazer adição em hexadecimal até decifrar mensagens poéticas... enfim, variedade é o que não falta, o que deve agradar os jogadores que gostam desse tipo de passatempo (ou mesmo os que tiveram pouco contato, mas que têm grande potencial).

Todavia, por causa do grande número de bad ends e pistas discretas, o jogador pode ficar irritado (eu mesmo fiquei em alguns momentos) por não chegar no final que queria, e por isso eu considero o jogo difícil, mesmo para uma visual novel. Bad ends diferentes podem levantar suspeitas contra a pessoa errada, ou mesmo deixá-la confusa. Chega até a ser injusto, por exemplo, a terceira escolha do jogo ser aquela que praticamente determinará se o jogador alcançará o true end ou o final normal apenas por escolher uma porta, e com uma escolha errada podendo resultar num bad end que corta o coração (ou outra parte do corpo). Se for pensar bastante após completar um bad end, faz sentido, mas inicialmente, isso pode frustrar o jogador (ainda mais que não dá pra pegar o true end na primeira jogatina... ou seja, se fez a escolha errada, fudeu). Por mais doído que seja para o orgulho gamer da pessoa, eu recomendo que jogue com um detonado para evitar reações desnecessárias, mas uma coisa eu garanto: o final verdadeiro do jogo vale a pena cada hora investida nele. É bom nesse nível.

Veredito Final
Você acha que os dois terminam juntos? Hah, você terá uma boa surpresa... dependendo do final que você pegar, né xP
 - Pontos Fortes 
      *Jogo viciante
      *Atmosfera do jogo é excelente, com história bem complexa e curiosidades bem legais
      *Trilha sonora
      *Puzzles muito bem bolados
      *O true end

 - Pontos Fracos
      *Muitos bad ends pode frustrar o jogador
      *Apenas uma bateria para salvar o jogo
      *Certos puzzles são difíceis demais ou com pistas muito escondidas
      *Não há um modo de visualização de CGs

Nota: 8,5/10

Opinião final: É um jogão, não tenha dúvida disso. Se fosse contar emocionalmente o true end do jogo, ele mereceria um 10 fácil pelas explicações e pelo próprio desenrolar do final do jogo, mas infelizmente, não tem como desconsiderar a frustração de alguns bad ends quando você acha que solucionou vários dos mistérios do jogo e seus personagens.

Se você tem um DS ou um computador bom o suficiente para rodar um emulador, vale muito a pena jogar esse jogo, pois é uma experiência inigualável, ainda mais para quem possivelmente não gosta ou nunca jogou visual novels, mas adora jogos de raciocínio lógico (CRIMINAL CASE NÃO CONTA!) e quer jogar algo que o surpreenda.

O jogo vai te lembrar de muitos outros jogos e animes de temas semelhantes, como o recente anime Danganronpa, e já vai o aviso: se você tá gostando do anime, jogue este jogo que você não vai se arrepender. A atmosfera e o desenvolvimento do jogo é muito semelhante ao da série e o jogo te prenderá muito facilmente. Por mais que o jogo te castigue com bad ends, não desista! É uma história com um caminho turvo e traiçoeiro, mas se você passar por tudo isso, verá a maravilha que este jogo é e o fará se apaixonar ainda mais pela série... que como disse antes, tem uma continuação para 3DS e Vita em inglês que também vale muito a pena a conferida... ah, bateu até uma vontade de comprar um 3DS só pra jogar esse jogo... quem sabe a hora não chega logo, né? xD

RUN FOR IT!
E com isso terminamos a nossa décima análise de visual novel. Wohoo! Tenham um bom final de semana, e até a próxima!
Out.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Lançamentos e Jogos para ficar de olho! [6]

Mais um mês, e claro, mais visual novels sendo lançadas! Apesar de ser um mês bem lento nos lançamentos (as grandes surpresas geralmente saem nos últimos meses do ano), temos boas adições no meio disso tudo.

Confira o que te espera e o que ainda será lançado nas próximas semanas:


Sexy Demon Transformation


Quem curte VNs hentais, esse jogo simplesmente te chama. Produzida pela Softhouse-Seal, agora traduzido para o inglês graças à sua parceria com a Mangagamer, jogadores terão acesso a mais um jogo bem "movimentado", se é que você me entende.

O jogo é um tanto non-sense em sua história, mas bem, jogos da Softhouse nunca foram de ter tanta história assim. Quem quiser jogar esse jogo jogará apenas para ver H-scenes com personagens sobrenaturais... e só tem três rotas, não tenha muitas esperanças...


Tomoyo After ~It's a Wonderful Life~


Ah, esse sim mereçe falar um bom bocado. O fandisk de Clannad, a visual novel fodástica da Key (Little Busters, Kanon, Air, Rewrite, Planetarian), que por sua vez gerou duas temporadas do legendário anime da Kyoto Animation (Suzumiya Haruhi, K-ON, Hyouka), finalmente foi traduzido para o inglês graças à Doki Fansubs e uma boa ajuda da Baka-Tsuki.

Pra quem não sabe, o jogo conta uma espécie de after story do Tomoya (o personagem principal) com a Tomoyo, cerca de um mês depois dos eventos do jogo principal. O jogo se passa como uma visual novel mesmo, mostrando o aprofundamento da relação entre Tomoya e Tomoyo, e também revela intrínsecas da família dela, como a sua irmã ilegítima, a vida de seu irmão, e a instabilidade da estrutura familiar deles.

E se você ficar cansado de ler tantos scripts, tem um modo RPG pra descontrair também, entitulada "Dungeons and Takafumis" (Takafumi é o nome do irmão da Tomoyo)... uma pena que só abre depois de zerar o jogo, mas é um modo bem divertido.

Uma pena que, por ser um fandisk, só tem 2 finais para o jogo, o final bom (normal) e o ruim (bad end), mas de um jeito ou de outro, é um prato cheio na mesa dos fãs.

...Ah sim, e o patch é para a versão 18+ do jogo...se é que você tem fetiche em querer ver a Tomoyo sem roupas.


Zero Escape - Virtue's Last Reward


Sim. Aquele jogo que será o sucessor de 999: Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors, da Chunsoft, e localizado por ninguém menos que a Aksys (série Blazblue, Fate/Extra), será traduzido para inglês com esse nominho aí.

O jogo trata de um bando de 8 pessoas raptadas por uma pessoa desconhecida, que quer "brincar" com elas por meios de jogos, onde o indivíduo deve resolvê-lo com sucesso para se manter vivo. Bem parecido com o jogo anterior, o jogo usará as telas com suporte ao toque e demais características dos portáteis para que esses quebra-cabeças sejam resolvidos, além de usar um bom bocado de lógica para entender o objetivo de cada puzzle.

O jogo também aproveitará do poder de processamento dos portáteis para processar modelos em 3D para os personagens, ao contrário do 2D do jogo anterior. Além disso, o jogo será lançado no dia 23 de Outubro, para 3DS e PSVita, tanto na forma física quanto para download.



Phantom of Inferno


"Mas Out... "
Estou falando do port para xbox 360.

O jogo, originalmente feito apenas para PC e depois com um port para PS2, finalmente terá a chance de brilhar num console da geração atual (ainda). A Nitroplus (Deus Machina Demonbane, Chaos;Head, Saya no Uta) lançará o jogo para o Xbox 360 em breve, prometendo melhores visuais (baseados nos modelos do anime) e resoluções de imagem, novos vídeos de abertura e encerramentos, mais faixas de vozes e história adaptada, apesar do basicão da história se manter o mesmo.

Tem gente que gostou das adaptações, tem gente que não foi muito com a cara dos novos visuais. Eu sou um deles. Não digo que a adaptação para o anime foi ruim, mas relançar o jogo com os gráficos adaptados...? Só espero que a Nitroplus saiba o que está fazendo. O enredo do jogo continua sendo muito complexo e com uma boa dose de suspense e ação, mas como ainda não temos certeza se as cenas hentai estarão de volta, só nos resta esperar o lançamento. (apesar de que, pelos meus cálculos, não deverá ter cenas explícitas, já que é pra console)

25 de Outubro será a data de lançamento oficial, exceto se o jogo não for atrasado (de novo) pelas empresas envolvidas. O port será exclusivo para Xbox 360.


Outros títulos interessantes para dar uma conferida que ainda estão por vir são:

  - Boob Wars: Big Boobs vs Flat Chests (Softhouse-Seal) (tradução em inglês) - 19/10/2012
  - Pure Girl (Front Wing) - 23/08/2012
  - Koi to Senkyo to Chocolate Portable (sprite) - 27/09/2012
  - Kokoro Connect Yochi Random (Banpresto) - 18/10/2012  XX-11/2012

  - Muv-Luv (port para PS3) (5pb) - 25/10/2012
  - Project X Zone (Banpresto) - 11/10/2012

EDIT: Em nota oficial, a Namco Bandai adiou a data de lançamento para Kokoro Connect Yochi Random, para assegurar a qualidade do mesmo. Apesar de confirmarem que o lançamento será em Novembro, o dia não foi especificado além disso.

E isso é tudo pessoal! Até a próxima.
Out.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Arc System Works e Compile Hearts - Próximos jogos de grandes empresas

Ninguém menos que a Arc System Works (série Blazblue, Guilty Gear, Persona 4 Arena) e a Compile Hearts (Mugen Souls, Record of the Agarest War) decidiram dar uma introdução para os seus novos jogos. O que esperar delas? Você fica sabendo aqui e agora:


O futuro jogo da Arc System Works tem o título de Kyuukousha no Shoujo (A garota do Velho Prédio Escolar, traduzindo ao pé da letra) e será lançado exclusivamente pelo Nintendo 3DS via download. Além de anunciarem o título e os desenhos dos personagens principais do jogo, o site do jogo fala sobre a história, que conta a história de uma garota que deve encontrar pistas para abrir uma porta misteriosa na biblioteca de um prédio escolar abandonado.

Entretanto, detalhes nos personagens, no tipo de jogo, ou mesmo na data de lançamento não foram divulgadas oficialmente. O site de notícias japonesas 4Gamer especula que o jogo será "um jogo de aventura paranormal", mas nada implica que seja de fato um jogo assim. Pelas imagens do jogo no site e na breve introdução ao mesmo, arrisco dizer que o jogo contará com vários quebra-cabeças para você resolver no decorrer do jogo, algo como 999: Nine Hours, Nine Persons, 9 Doors, da Aksys, que é basicamente uma visual novel com puzzles (ou quebra-cabeças, como preferir).

O jogo ainda não tem sinais de que será traduzido para o inglês, mas creio que, como os demais jogos dela, vai vir uma tradução sim. Caso queira ver o site com seus próprios olhos, clique na imagem acima.


Agora, ao título da Compile Hearts, que por coincidência será distribuído pela 5pb (Memories Off, Chaos;Head, Corpse Party). O título se chama Kami Jigen Game Neptune V (seria algo como Jogo da Dimensão dos Deuses Neptunia V. À propósito, o "V" lê-se "victory", ou vitória), um jogo exclusivo para PS3 e que tem muito a cara de Tales Of com meninas que se transformam. O jogo é um RPG de mundo aberto e é a continuação do jogo anterior, Kami Jigen Game Neptune mk.2. Além de novas personagens, o jogo conta com sistemas de coleta de informação, na qual, ao acreditá-la ou não, mudará os status de seu personagem e influenciará na história e na forma final das personagens.

Como opinião pessoal, eu até achei que, no começo, o jogo fosse ser para PSP, devido aos gráficos... bem, não se pode julgar um livro pela capa, há vários jogos com visual não-tão bons e que são extremamente longos, além de serem bem complexos. O jogo parece bom sim, mas... um RPG sem história? Vai entender...

O jogo será lançado dia 30 de Agosto, nas edições normais e limitada, que inclui artbooks das personagens,  figures de 2 personagens do jogo, a trilha sonora do jogo e... um drama CD? (tem uma tradução bem estranha do nome do CD). A edição mega-blaster ultra fuckin foda sai por "míseros" 10.479 ienes, ou aprox. 270 reais, enquanto a edição normal sai por 7.329 ienes, ou aprox. 190 reais.

Bom, por hoje é só. Quem sabe, acho que nesse fim de semana postarei algo diferente por aqui.

Até lá!
Out.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Um pouco sobre Visual Novels - FINAL


Bom, nossa série de posts de “Um pouco sobre Visual Novels” acabou, mas como presente, eu vou postar títulos recentes e populares das grandes empresas de VN, bem como os que estão por vir e que são bem promisores (em ordem alfabética de empresas ainda!).
Lembrando que, em sua grande maioria, esses títulos tiveram sucesso tremendo no Japão, pelo seus respectivos e variados motivos, mas que infelizmente, seria muito trabalhoso para explicitar o tamanho sucesso de cada título. Uma coisa é certa: qualquer uma dessas VNs têm os mais altos padrões de qualidade atual, então, pegue qual você tiver vontade, você não se arrependerá.

*** 07th Expansion:

- Umineko no Naku Koro ni
- Higanbana no Saku Yoru ni
-* Rose Guns Days

***5pb.

-          - 11eyes: Tsumi to Batsu to Aganai no Shoujo
-          - Corpse Party

** Aksys

-          - Zero Escape: Virtue’s Last Reward (tradução em inglês prevista para esse ano)

*** Circus

-          - Valkyrie Complex
-          - Fortissimo//Akkord: Bsusvier

***Key

- Little Busters!
- Kud Wafter
- Rewrite
-* Angel Beats (sem previsão de lançamento)

***KeroQ

 

-Tsui no Sora
- Subarashiki Hibi ~Furenzoku Sonzai~

***Leaf

- Tenshi no Inai 12-gatsu
-* Tears to Tiara 2 (sem previsão de lançamento)
-* Utawarerumono 2(sem previsão de lançamento)

***Makura

- Ikinari Anata ni Koishiteiru

***Minori

- Ef – A Fairy Tale of the Two
- Eden – They Were Only Two, On the Planet

***Navel

- Soul Link
- Ore Tachi ni Tsubasa wa Nai

***Nitroplus

- SoniComi
- Steins;Gate
- Robotics;Notes (parceria com 5pb.)

***Overdrive

- Deardrops
- Dengeki Stryker
- Go! Go! Nippon! ~My First Trip to Japan~
-* Chou Dengeki Stryker

** Overflow

-          - Summer Days
-          - Cross Days
-          - Shiny Days

***Type-Moon

-         -  Mahoutsukai no Yoru

E fico por aqui!
Out. 

Um pouco sobre Visual Novels - Parte 5




Nossa, quinta entrada de posts sobre VNs? Meu Deus, agora que percebo que estou levando muito à sério o assunto....

De qualquer forma, uma rápidíssima revisão. No último post, vimos mais títulos famosos, a origem e um pouco de história de mais empresas famosas como Type-Moon e Nitro+ e seus primeiros grandes sucessos.

Agora, vamos tocando a bola. Como você deve ter percebido, os anos 2000 tiveram muitos títulos bons, e vai ter mais ainda daqui pra frente, tanto das empresas que já construíram sua reputação com bons jogos, quanto outras empresas que serão formadas ou sairão do escuro nesse período.

Títulos famosos de empresas não tão famosas até agora, em 2003, foram Muv-Luv (da Age, que ficou bem conhecida por este jogo e por Kimi ga Nozomu Eien, lançado dois anos antes), True Remembrance (de Shiba Satomi. Sim, ele sozinho), Shiawase no Katachi (da Angel Smile), Cross Channel (da Flying Shine, que por si só vai dar uma excelente reputação para a empresa) e Eien no Aselia (da Xuse). Das empresas já conhecidas, Zanmatasei Demonbane e Saya no Uta (Nitro+. Sublinhe Saya no Uta, porque esse jogo sozinho alavancou traduções para 8 idiomas diferentes, fora o japonês, de tanto impacto que teve, considerado o melhor título da Nitro+ já lançado, desconsiderando parcerias), Sagara-sanchi no Etsuraku Life (Zyx), Yukizakura (Digital Object, também conhecida como D.O.) e a visual novel mais conhecida do mundo, onde falarei em um parágrafo separado.



CURIOSIDADE: Sim, Fate/Stay Night não seria o jogo que é sem uma historinha de fundo. Lembra dos fundadores da Type-Moon, Nasu e Takashi? Pois bem, olha que estranho. Fate/Stay Night era para ser uma novel de Nasu ao invés de uma VN, nos tempos de faculdade dele, antes de fundar a Type-Moon com seu melhor amigo. Se você conhece bem a história da série, Nasu tinha escrito apenas a história de Shirou, e a servante dele, Saber, na verdade era um homem, além de que o personagem principal era para ser uma menina.

Bem, após fundar a empresa e ver o sucesso que Tsukihime gerou, Type-Moon se transformou de empresa doujin para empresa comercial e teve como título inaugural Fate/Stay Night. O sucesso não pôde ser maior: o jogo simplesmente foi o mais vendido no ano que lançou, 2004 (durante o ano inteiro, vencendo até empresas dominantes no ramo, como a Key), e gerou talvez o maior sucesso de uma VN até hoje. Não, não estou exagerando. Aliás, Fate/Stay Night foi o ponto de partida para traduções de visual novels comerciais para inglês, o que antes era apenas feito esporadicamente por alguns fangroups corajosos o suficiente para arriscar (uma vez que suas traduções não visavam lucro. Claro, até hoje, vários grupos de tradução não são comerciais, mas o título que por si só deixou VNs conhecidas no mundo inteiro, incentivando também as traduções comerciais, foi, inegavelmente, Fate/Stay Night)

Acho que isso já é o suficiente para dizer que esse joguinho por si foi peça-chave para o conhecimento de jogos do gênero para o resto do mundo. Claro, teve a sua merecida repercussão, ganhando sequências, spin-offs, side-stories, vários animes, mangás em várias línguas, novels, doujins feito por fãs e grupos e mais uma porrada de merchandising, dos pingentes para celular até cosplays inteiros.



Bem, digamos que após este joguinho, novas boas empresas começaram a surgir, como a Navel (produtora de Shuffle!, particularmente uma das minhas primeiras VNs que joguei), Stage nana (franquia Nascissu) e Gust (série Ar Tonelico), e outras empresas que vão “sair da moita” por causa de suas franquias, como a Overflow (série School Days, novamente, uma das minhas primeiras VNs, e muito boa, além de ser inteiramente animada), F&C (série Canvas, que ficou mais conhecida com o seu segundo título, Akane iro no Palette) e Akabei Soft (A Profile, título que vai fazer a empresa “evoluir”, para Akabei Soft2, e produzirá Sharin no Kuni e G-Senjou no Maou, VNs muito bem recebidas e exemplos de VN), mas no geral mesmo, o ouro das VNs mais famosas serão de empresas famosas como Key (Clannad e Planetarian), Leaf (Tears to Tiara), KID (Remember 11, dos mesmos criadores de Ever 17), FlyingShine (Swan Song) e Nitro+ (Hanachirasu), além, claro, de sequências das franquias citadas nos posts anteriores.

Jogos notáveis nessa época de empresas pouco conhecidas foram Symphonic Rain (Kuroneko-san Team), Quartett! (Littlewitch), Hinatabokko (Tarte), Brass Restoration (Twincle Drop) e Yume Miru Kusuri (Ruf, que agora está inativa, mas que deixou sua marca na história com esse jogo).

E é aí que o cenário de Visual Novels chega no cenário atual. Foi marcado pela acessibilidade dos jogos no ocidente, tanto por sites de importação (J-List) quanto por empresas que irão fazer a localização de alguns jogos para os Estados Unidos (como a Manga Gamer, Jast USA e a XSEED), além de tantos outros grupos de tradução compostos por fãs, incluindo aqui no Brasil.

Claro, entre 2005~2006 até 2012, parece ser muito tempo, mas na verdade não é. O que quero dizer é que será nessa época que será lançado o PSP, portátil da Sony que, devido à sua facilidade de programação (ainda mais fácil que o PS2) e à pouca necessidade de espaço para seus jogos (1 UMD de PSP cabe cerca de 1,8GB, mais do que suficiente para colocar uma boa e longa VN, com vozes e tudo o que têm direito, também graças ao formato que o PSP trabalha, onde pode-se armazenar imagens e sons mais compactos que nos formatos tradicionais para computador), o que o tornará um ponto central para vários ports de visual novels e séries próprias até hoje (ou pelo menos até o PSVita ficar com popularidade igual ou maior que o PSP).



Claro, além dos próximos sucessos de VNs das empresas famosas, daí até os dias de hoje, vários jogos excelentes foram lançados por outras empresas, como Wanko to Kurasou (Ivory), Princess Waltz (Pulltop), Sono Hanabira ni Kuchizuke wo (Fuguriya. Também gerou uma franquia consideravelmente famosa), Sengoku Rance (Alice Soft), Kara no Shoujo, Koihime Musou (BaseSon) e tantas outras.

Por aí, surgiram empresas de sucesso incríveis como Overdrive (Edelweiss e Kira*Kira, que só por esses dois títulos, consagraram a empresa como um exemplo de empresa do ramo) e Makura (H2O – Footprints in the Sand, empresa “irmã” da KeroQ), que rapidamente ganharam boa reputação com seus lançamentos.

E agora, um pouco de história. Lembra da Kid, produtora de Ever17 e da franquia Memories Off? Pois bem, mesmo possuindo duas franquias poderosas e ter colaborado com um port para PS2 de Cross Channel, a qualidade de seus futuros lançamentos (com exceção da série infinity) decaíram drasticamente. Nada adianta produzir mais de 50 títulos (não, nem estou exagerando), sendo que apenas alguns poucos geram atenção suficiente dos consumidores para comprá-los. Isso fez o que a empresa falisse em 2006, e que então, teve sua propriedade intelectual (patentes de seus jogos) comprada pela CyberFront, que passou a desenvolver alguns jogos desconhecidos e a publicar ports de outros títulos famosos, como ports para PSP de Cross Channel, Kana: Little Sister e Deardrops (Overdrive). Felizmente ou não, parte da equipe de desenvolvedores da KID se juntaram com outros integrantes da Tonkin House (série Dragon Slayer) e Scitron (franquia The King of Fighters) e fundaram a 5pb, que ainda publica alguns títulos da série Memories Off.

Numa jogada surpreendente, a 5pb se uniu a um projeto da Nitro+ e criou um dos jogos mais bem-feitos e originais da atualidade, que também influenciou uma pá de visual novels recentes: Chaos;Head.



A história em si foi baseada nos moldes de Higurashi, da 07th Expansion, onde o foco do jogo é deixar o jogador sempre com medo e desconfiando de tudo, claro, com uma trilha sonora e roteiro exemplares para o mesmo. Além disso, uma estrutura única do jogo, chamado de “Delusional Trigger”, que é um tipo de “escolha opcional” no jogo, que vai mudar o estilo das desilusões que o personagem principal irá enfrentar na próxima cena, após algumas linhas de texto. Você tem duas opções de escolha, mas se não selecionar nenhuma delas, uma terceira cena dá continuidade à história. Essa estrutura de jogo será, mais tarde, incorporada com algumas variações em outros jogos dali para frente, tanto da própria empresa (como Steins;Gate) quanto de empresas concorrentes.

Nem preciso dizer também que o sucesso foi tremendo, gerando animes, mangás (sendo publicados até hoje), drama cds e shows de rádio pela internet, e também, considerado um dos melhores exemplos de VN do gênero atuais. Se eu falar que a 5pb ficou famosa “no vácuo” da Nitro+, fãs irão me bater muito, mas de todo jeito, ambas as empresas tiveram suas reputações multiplicadas depois deste jogo.

Bom, a partir daí, lançaram-se algumas VNs boas também, de empresas não tão famosas quanto as mencionadas aqui. Alguns desses títulos são Katawa Shoujo (Four Leaf Studios), Baldr Sky Dive (Giga), Hoshizora no Memoria (Favorite), Maji de Watashi ni Koishinasai! (Minato Soft) e My Girlfriend is the President (Alcot). Poucas empresas notórias surgiram no final dos anos 2000, em especial, apenas a Aksys Games (série Blazblue, Record of the Agarest War, 999: Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors, e mais recentemente, publicando Fate/Extra).

E com isso fechamos os anos 2000 e vamos para 2010 até os dias atuais, que é pouca coisa.




Infelizmente, o começo da nova década não foi muito boa para VNs, pois ou os títulos tentavam copiar miseravelmente a fórmula das VNs famosas e de sucesso, ou então os títulos de maior sucesso eram apenas continuações/spin-offs/side-stories de títulos já famosos, ou simplesmente não conseguiram a atenção que mereçem. O cenário que só se reverteu em 2011 para as pequenas empresas com alguns títulos como Monmusu Quest! (Torotoro Resistance), Kamidori Alchemy Meister (Eushully, que teve uma recente tradução para o inglês) e Aiyoku no Eustia (August).

E finalmente, chegamos até os dias de hoje, encerrando nossa série de posts. Mas, para fechar com chave de ouro mesmo, vou passar uma lista dos jogos mais recentes, não mencionados em posts anteriores e nem aqui, de jogos bons à excelentes de empresas fodas (não incluindo coninuações de franquias, apenas títulos novos), para você acompanhar se já jogou ou não, além dos jogos que estão por vir no futuro próximo!

Até lá!
Out.