domingo, 9 de agosto de 2015

O Diabo na Corda Sol: Segundo Patch


Já se faz quase um ano completo desde minha última postagem neste blog. Aqueles que tem acompanhado de perto o progresso da tradução talvez saibam que eu tive de traduzir o Capítulo 2 praticamente duas vezes, pois ambos o meu computador e o meu notebook explodiram simultaneamente (isso se deve à minha própria incompetência por não ter preparado nenhum outro backup, é claro).

Perder apenas um capítulo comum não teria atrasado nada de mais, eu diria, mas o problema é que o Capítulo 2 é o maior de toda a novel, quase se igualando ao cap 3 e 4 juntos em tamanho. Some isso ao fato de eu ter ficado sem computador até mais ou menos o meio de fevereiro e você terá a resposta para tanto atraso.

Pois bem, não adianta chorar o leite derramado, nada disso importa agora! Vamos ao que interessa: O segundo patch de O Diabo na Corda Sol traduz duas partes da história: o segundo capítulo da trama principal e a rota da Tsubaki, uma "história secundária" do jogo. 



Como em outros jogos do mesmo escritor como Sharin no Kuni, cada capítulo tem o seu "foco". De início, a história se centraliza em Miwa Tsubaki, a representante da turma de Kyousuke, uma inocente e ingênua garota que coloca os outros à frente de si mesma. Ela escreve sobre sua vida inteira no diário que ela sempre carrega consigo e vive com sua família no Distrito Leste, uma parte rural da cidade de Tomanbetsu.

Neste capítulo, as maquinações de Maou e as investigações de Haru trazem para o campo de batalha a tão pura e generosa Tsubaki. Coloque-se agora sobre as botas do príncipe da yakuza Azai Kyousuke e desvende as intrigas por trás deste novo episódio de um épico duelo entre mentes brilhantes.

True Route (Haru)
Capítulo 1: 4026/4026 - 100,00%
Capítulo 2: 8049/8049 - 100,00%
Capítulo 3: 0/5591 - 0,00%
Capítulo 4: 0/4423 - 0,00%
Capítulo 5: 0/6920 - 0,00%

Tsubaki Route: 3380/3380 - 100,00%
Kanon Route: 0/3077 - 0,00%
Mizuha Route: 0/3108 - 0,00%

Cenas H: 670/2625 - 0,00%

Edição de Imagens: 10,35%

Total: 16125/41201 - 39,14%
[LINK REMOVIDO, CLIQUE AQUI PARA O NOVO PATCH]

O link para o download do patch segue aí em cima, é só clicar em Total aqui ^, ó! Como sempre, não vou postar links de onde obter a visual novel; a internet é sua amiga nessas horas. O arquivo compactado disponível aqui contém duas versões: uma versão censurada - ou seja, uma versão onde o conteúdo sexual explícito do jogo foi removido - e uma versão normal sem censura, para maiores de idade.

Novamente, caso tenha alguma dúvida, sugestão, crítica ou tenha encontrado algum bug ou falha no português, eu agradeceria bastante se você se desse ao pequeno trabalho de postá-los aqui. Isso pode não parecer muita coisa, mas os esforços individuais de cada um acabam me ajudando bastante, seja uma opinião para aumentar meu ânimo, um erro de gramática relatado para que eu não o cometa novamente ou uma crítica construtiva para que eu possa ter conhecimento sobre o que a comunidade pensa.

De qualquer forma, obrigado por tudo, e vejo vocês na próxima!

EDIT: Esclarecendo, NÃO é necessário ter o primeiro patch instalado para instalar este "segundo patch". Ele é uma atualização independente - ou seja -, o link para download aqui presente traduz também o que o patch anterior já traduzia.


quinta-feira, 9 de julho de 2015

HORA ZERO [3] - Alguns esclarecimentos diretamente da Zero Force

SOSSEGUEM ESSAS SUAS CAUDAS FRONTAIS! Até eu falar que acabou, não acabou!
Booooooom dia/tarde/noite/madrugada/hora sagrada pra vocês, grandiosos e grandiosas seguidores e seguidoras da Zero Force! Como vão vocês?

É, depois de mais de um semestre sem atualizar o blog (fun fact: este post também tava salvo como rascunho há mais de 9 meses... eita!) e sem notícias de onde car@lhos estavam os progressos da tradução de Little Busters!, muita gente já botou a lápide no nosso grupo (e com um tanto de razão) e nos colocaram como mortos... bem, é aí que eu entro na jogada pra fazer mais uns esclarecimentos.

Pra quem não manjou pelos posts anteriores, depois que eu voltei pro Brasil, a vida ficou corrida à beça. Anos finais de faculdade, procura de emprego, trabalhos por fora, atividades extras, reuniões, e uma rotina totalmente diferente do que eu tinha quando comecei a administrar o blog, tanto por responsabilidades quanto por tempo livre que tenho (que é pouco). Com isso, passei a ter pouco tempo disponível para o grupo de tradução, o que prejudicou as atualizações no blog drasticamente, mesmo eu ainda conseguindo manter um bom clima lá na nossa página do Face.

Mas bem, deixando isso tudo de lado, o nosso grupo ainda não parou de traduzir. Nós estávamos trabalhando de maneira "Undercover" (olha que palavra bonita!) com a revisão dos scripts da common route de Little Busters e as imagens (que por sinal, já possuem todas as principais imagens traduzidas). Estarei atualizando o progresso em breve, e quem sabe, com a ajuda de alguma bishoujo divina, eu consiga trazer mais notícias para o blog e evitar que o mesmo junte teias de aranha por toda parte.

Pausa obrigatória para a loli do dia!
Então, respondendo a todos que achavam que o nosso grupo tava parado e/ou morto (dá pra estar morto sem estar parado...?), eu vos esclareço: A ZERO FORCE AINDA ESTÁ VIVA!

Não vou mentir e falar que "esse ano estaremos a todo vapor" porque... bem, já estamos no meio do ano, mas enfim, a tradução de Little Busters (e, quem sabe, Cross+Channel) verá a luz do dia nos futuramente. Apenas me aguentem e tenham paciência já que parte da tradução terá que ser refeita devido a um pequeno problema técnico que me ocorreu (vulgo: meu HD queimou e esqueci de upar uns vídeos da tradução, buá)

O Ministério das Waifus agradece a compreensão!
E é isso aí. Espero que não fiquem desapontados com a gente com as nossas notícias, mas bem, vocês serão compensados por tudo isso.

Quando..?
... huh huh huh... em breve, meu jovem. O espírito da Zero Force é ETERNO!!!

Out.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Análise de Anime [13] - Love Live!



Esses dias estive sem muito anime pra assistir. Fiquei tipo numa fossa de anime depois de começar a assistir Hunter x Hunter e terminar o arco dos Chimera Ants. Não por ser um shounen viciante, mas porque tinha tanto episódio que eu fiquei semanas, se é que não deu uns 2~3 meses, fazendo o ritual de assistir um episódio toda noite enquanto jantava (quem nunca, né?)... até que passei pra ver 2 por noite... depois 3... até que acabou tudo e fiquei sem vontade de continuar os meus animes anteriores, além de meio que perder a graça de ver animes com muito fanservice.

Não sei como começou, mas acabei viciando no jogo móvel de Love Live, chamado School Idol Festival, talvez o jogo mais viciante que eu joguei no meu celular (o porquê eu deixo pra postar no Face mais tarde). Isso acabou me incentivando pra ver o anime original, já que animes parecidos como Idolm@ster e AKB0048 sempre tiveram boas músicas e uma boa dose de drama no decorrer da série (ao invés de Aikatsu, que é cancerígeno)

O anime da Sunrise, mesmo estúdio de Accel World (!)e Code Geass, não é baseado em idols de verdade como em AKB0048, mas apenas de um grupo fictício feito pelas próprias dubladoras das personagens principais do anime. Até aí não deveria ser nada de mais, mas como o período em que vivemos gosta de glorificar o moe das personagens, a série acabou estourando, rendendo uma segunda temporada lançada neste ano, OVAs, CDs de música, light novels, mangá (até hoje me pergunto o motivo de lançarem coisas escritas de uma série musical, mas ok), 3 jogos para o Vita, uma série em rádio e até um filme que está pra estrear ano que vem.

Mas essa hype vale mesmo tanto a pena assim? É só um anime cheio de garotinhas que cantam, não é? Bem, isso você vai descobrir agora.
História
<--- ouça enquanto lê a análise! xD

O anime conta a história de Kousaka Honoka, uma segundanista bem enérgica e alegre que adora a escola em que estuda por ser lá que ela encontrou com suas duas melhores amigas, Sonoda Umi e Minami Kotori, além de sua família estudar lá como tradição. Com o anúncio que a escola fecharia por falta de novos alunos prestando as provas de admissão, Honoka tenta desesperadamente achar algo para manter a escola viva tentando de algum jeito atrair novos estudantes para a escola. Um jeito que ela descobre é se inspirando num grupo de ídolos escolares de uma escola próxima, que além de ser bem tecnológica, possui o A-RISE, grupo de ídolos escolares mais famoso da região.

Nico me frustra pelo seu lado bitch, mas ela tem seu lado cauaí.
Assim, o anime narra a história de Honoka e as dificuldades que ela enfrenta para conseguir montar o seu tão sonhado grupo escolar para, assim, impedir que a escola Otonokizaka feche. Aqui, nada acontece na mágica (a maioria pelo menos...), e esse foi o ponto maneiro que eu achei do anime. Não tem essa de "quer formar um grupo de idol? Pronto, feito, tá aqui as interessadas e as músicas que você vai cantar" ou "é só fazer um skip treinando num lugar especial que tá tudo certo". O anime chega a "perder" uns bons episódios simplesmente mostrando as dificuldades que é montar uma coreografia, como elas têm que estar em forma para aguentar os shows, a dificuldade de escrever e compôr músicas, de conseguir gente interessada pra entrar, de conseguir espaço pra treinar, e coisas que nem sempre vão como o planejado devido a fatores que simplesmente não dá pra controlar.

Maki é a deusa dessa porra, pqp!
Sim, o anime tem partes tristes mesmo, acaba tendo brigas entre o pessoal do grupo e deixa claro inúmeras vezes que o objetivo é dar uma aproximação realista das coisas, inclusive quando as coisas parecem terem dado certo e no final acontece alguma coisa que deixa aquilo num tom triste. Não chega a ser um nakigê, mas tem os seus momentos. Fora isso, o ritmo é bem alegre e engraçado, com bastante coisa pra prender a sua atenção, seja as próprias personagens e suas histórias para entrar no grupo de idols. No começo, parece mais ser cu doce delas, e até mesmo que todas são tsunderes vadias, mas acredite, isso vai mudar e você vai gostar da mudança.

Animação e Trilha Sonora


A animação da Sunrise é uma das minhas favoritas pessoalmente, perdendo em qualidade só pra Ufotable mesmo (Fate/Zero, Kara no Kyoukai). Os movimentos são bem fluidos, as proporções são bem fiéis durante os episódios (exceto em raros momentos quando o ângulo ou a interface 2D pra 3D atrapalha), os movimentos até que são realistas e as expressões das personagens raramente ficam exageradas ou estranhas de algum jeito. Se fosse pra criticar, apenas se eu considerasse a saturação de cores nos olhos das personagens que em certas vezes é bem exagerado (especialmente na Eri e na Maki).

A modelagem em 3D durante os "clipes" das músicas do grupo ainda é algo que vai demorar pra ser dominado pela indústria, já que vira e mexe dá pra perceber inconsistências e movimentos exagerados. Confesso que dá um trabalho da porra se eles fossem reproduzir isso tudo em 2D e têm softwares por aí que animam direitinho personagens em 3D sem um trabalho excessivo (MMD prova isso).

A trilha sonora, como é de se esperar num anime desses, é bem alegre e com batidas cheias de emoção pra fazer o espectador arrepiar e ter vontade de pular. Durante os episódios, apenas uma música de fundo ou outra que reflete sensações tristes, mas o resto é só alegria e risos. Quanto às músicas cantadas, mesmo tendo praticamente uma em cada episódio, sinto que poderiam ter colocado mais e não ficar repetindo músicas, especialmente no começo. Mesmo isso não tirando o mérito de serem músicas bem boladas e com nenhuma que eu possa dizer que odiei, achei que certas vezes é desnecessário o anime "esfregar" algumas músicas nos seus ouvidos.

Opinião, Pontos Fortes e Fracos


É complicado falar em detalhes sobre este anime. A história acaba não passando de uma desculpa para ser "mais um anime de idols e personagens bonitinhas que rendem vários doujinshis yuri", quase que descaradamente copiando a fórmula de muitos animes que só existem para criar uma fanbase que compre os seus produtos que futuramente serão lançados.

Lembra que eu falei que odeio anime sem história? Pois é, cada vez mais que aumentei meu contato com demais animes de gêneros diferentes, minha opinião acabou por, pouco a pouco, mudar desde meu contato com Boku wa Tomodachi ga Sukunai. Mesmo a história sendo irrisória, os episódios deixam você se aproximar com a rotina das personagens que são meras estudantes de colegial. Nada de super poderes ou de "tenho dinheiro pra fazer o que eu quiser" nem nada do tipo. São apenas garotas normais correndo atrás de um objetivo em comum, que a cada episódio que passa, fica claro que elas acabam gostando de serem ídolos e fazer as pessoas sorrirem ao sorrir com a alegria de fazer o que gosta (eita espiral da felicidade, né não, Komari?)

"Posso ter o corpo e atitude de puta, mas com essa roupa de miko, sou uma santa!"

Isso, por incrível que pareça, despertou algo dentro de mim que fez ter fé na série, pois ela acaba ensinando, inconscientemente, que sempre há um jeito de correr atrás de seus sonhos, por mais que tenham as dificuldades, a dependência de outras pessoas com comportamentos que muitas vezes você não consegue manipular, o problema de arranjar tempo e de mais uma caralhada de coisas. Bobeira? Nem um pouco. São raros os animes que dão uma lição de moral dessas com história e tudo, quem dirá sem nem uma história decente.

Além disso, outro aspecto que também gostei que tinha em AKB0048, é que as músicas cantadas sempre têm algum sentido durante a série, não pelo ritmo ou entonação que deve ser dado a uma certa cena, mas pela letra que muitas vezes resume os desafios que foram enfrentados, com uma coreografia bem hipnotizante, ritmo contagiante e simplesmente com 9 cantoras com vozes que dão um charme, especialmente considerando que elas não são cantoras profissionais e que estão fazendo músicas originais.

#molhadinha
Se isso tudo ainda não o convenceu de ver o anime, talvez ainda assim os momentos engraçados vão te cativar, ou mesmo alguma personagem vai ter algum fetiche ou personalidade que desperte seu interesse, mas se você está esperando algo como histórias de amor envolvendo as personagens (mesmo com garotos... aliás, você vai contar nos dedos quando aparecer algum personagem masculino que não seja o pai da Honoka) ou alguma coisa mais melodramática, então o anime não vai ter mais nada para lhe oferecer.



Conclusão e Nota Final

Sim, o anime me surpreendeu. Eu achava que seria apenas um anime pra eu passar o tempo, mas acabou fazendo que eu gostasse do estilo que ele adota pra narrar sua história. Não chega a ser nada sério ou que vai me fazer colocá-lo como referência para outros animes no futuro, mas posso dizer que tive uma experiência bem divertida com a série, o que vai me fazer acompanhar mais um pouquinho do conteúdo dela na segunda temporada (que ainda estou vendo, mesmo eu achando um tanto mais fraco que a primeira) e do futuro filme.

Novamente reitero: não é um anime que você deve levar a sério só pelo que eu falei da moral que ele passa. Não tem problema nenhum se você simplesmente ignorar tudo isso e assistir pelo motivo que você prefere, mas ao meu ver, não sei o motivo de tanto ódio com o anime. Seria a falta de fanservice? A falta de uma história que se mantenha forte e evolutiva como as personagens do anime? Seria por causa das personalidades de algumas delas? Seriam pela quantidade de material capaz de fazer memes?

"Vem aqui, sua delícia!"
Não sei, mas seja lá pelo motivo que for, se você ainda não assistiu e quer um anime de leve pra degustar e ver se entra na pilha, vá em frente!










 - Pontos Fortes 
      *Personagens bem diferentes e que evoluem com o tempo
      *O tom mais realista da série comparado com seus semelhantes
      *Momentos genuinamente tristes e dilemas pra refletir
      *As músicas viciam bastante
      *Personagens revezam os holofotes em cada episódio, o que vai agradar todo mundo

 - Pontos Fracos
      *De vez em quando o ritmo é quebrado sem muito motivo
      *Alguns problemas parecem serem resolvidos de maneira simples (até demais)
      *Sem personagens masculinos?

Nota Final: 8,0/10




Isso é tudo por hoje. Vejo vocês na próxima, e se demorar, feliz natal e feliz ano-novo (super) adiantados pra vocês e suas waifus!

Out.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Patch Parcial de Clannad para o Português é Lançado!! AGORA SIM, CARA!!!!

AEHOOOOOOOOOO!!!
Bem galera, vim aqui ressucitar o blog para dar a vocês as merecidíssimas boas notícias! (se é que você ainda tá achando que o título do post é pegadinha)

(Se você não entendeu, o link pro patch é acessado clicando na frase acima)

O patch é cortesia da Extreme VNs, coordenada pelo grande Marquinhos_Samurai e sua equipe. Se vocês acompanharam o cenário de traduções de visual novels no Brasil na nossa última postagem (que falando nisso, tenho que fazer uma nova atualização ainda neste ano), viram que o grupo estava vivo, porém de uns tempos para cá andaram sem postar muitas atualizações, assim como a maioria dos grupos de traduções de jogos quando vai chegando no final do ano e apertando pra passar de ano ou passar no vestibular.

No entanto, o grupo não desistiu e foram até o fim, liberando agora esta beleza de tradução. Pode não ser a melhor tradução possível, mas vamos lembrar que é uma versão PARCIAL, traduzindo apenas os 5 primeiros dias do jogo (mesmo que considerando as trocentas escolhas no meio da história) e os menus e configurações para deixar uma interface bonita. Claro, isso também é sinal que o projeto ainda vai seguir firme e forte até o seu lançamento final, que terá toda a sua glória na revisão final e no teste completo para entregar um pacote completo para os fãs da Key, que são muitos no Brasil.


Clannad surgiu como uma visual novel da Key após o lançamento de Air. Lançada em 2004 no Japão para PC (e mais tarde surgindo ports e remasterizações para trocentas plataformas) e incrivelmente famosa pelo anime feito posteriormente pela Kyoto Animation, a série conta a história de Okazaki Tomoya, um adolescente de saco cheio da vida, com uma família totalmente sem esperanças e sem muito o que fazer na sua escola a não ser andar com seu amigo Sunohara. Um dia ao ir para a escola, divagando sobre a vida, ele se encontra por acidente com Furukawa Nagisa, uma colega mais velha que acaba por chamar sua atenção ao perguntar se ele achava a sua vida escolar divertida. Tomoya acaba por se envolver mais e mais com a garota, o que acaba virando uma história de amor entre os dois que vai se desenvolvendo desde as suas vidas escolares até a vida adulta, onde ambos terão que enfrentar as dificuldades da vida juntos.

Bom, essa é a grande história da versão animada de Clannad, mas a sacada é que, no decorrer do tempo, Tomoya também acaba por se encontrar com outras garotas do seu colégio, e ao interagir com elas, ele acaba descobrindo as diferentes histórias de vida delas, tendo que resolver os traumas de vida delas com a ajuda dos demais amigos seus. No jogo, o desenrolar dessas histórias pessoais são, de fato, rotas específicas das respectivas personagens, onde (sim!) você pode se apaixonar por uma delas e avançar a história em diferentes perspectivas.

Toda trama envolve um mundo misterioso que Tomoya encontra em seus sonhos, algo que está diretamente ligado com a sua vida, mas cuja verdadeira existência ou motivo de sua presença por lá é desconhecida, e pouco a pouco, o jogador, ao completar as rotas das personagens e prosseguir para a rota verdadeira do jogo, descobrirá que tudo que ele passaria durante sua vida tem um sentido bem mais profundo que o simples "achar um sentido para a sua vida".


O patch de tradução funcionará para a versão original do jogo (ou seja, nada de pegar a Memorial Edition e depois vir chorar pra mim... ou melhor, pro Marquinhos, eu só tô divulgando!), e justamente por ser um patch parcial, todo e qualquer feedback dado por vocês ajudará e muito no progresso deles, seja em erros de português, adaptações ou bugs encontrados no jogo. Não há previsão para a versão completa, mas com o suporte de vocês, quem sabe o grupo acaba se motivando pra traduzir mais e mais rápido, né?

Espero que vocês tenham gostado da notícia, e fiquem tranquilos se vocês estão se preocupando com a nossa existência depois de tal acontecimento (poxa, e obrigado se realmente foi de coração!). A gente garante para os nossos fãs que a nossa tradução de Little Busters! vai sair, para que vocês assim possam ter acesso a mais uma visual novel traduzida ao dispôr de vocês e, assim como eu falo desde a fundação da Zero Force, poder expandir a visão das pessoas para este gênero de jogos eletrônicos e poder cada vez mais encontrar pessoas interessadas por eles em tantos eventos otakus por aí.


Até a próxima galera!
Out.

domingo, 28 de setembro de 2014

Análise [14] - Danganronpa 2: Goodbye Despair - A diferença entreEsperança e Desespero está na dose



Já deixo o aviso: tirei fotos de alguns trechos do jogo, mas tô com preguiça de fazer crop nelas. Largue a mão de ser chato e aproveite a análise!

Pra quem já viu a nossa análise do primeiro Danganronpa (da época que o jogo só tinha a tradução por fãs da Zetsubou Project) sabe que eu virei um fã instantâneo da série. Mesmo que tenha tudo começado com o anime que começou bem adaptado, mas depois ficou corrido (DEMAIS), Danganronpa me surpreendeu em todos os sentidos. O que antes mais parecia uma tentativa de exagerar o que já é exagerado em Phoenix Wright acabou abrindo horizontes para uma narrativa que vai muito além do simples "resolva esse caso, aqui estão os fatos e evidências", mas de uma história que vai a um confronto bem mais elementar na natureza humana, onde todos duvidam de todos num ambiente onde deve-se matar para ter uma chance de sobreviver, mas que na verdade são os laços humanos e a cooperação entre eles que dão a chance de lutar "contra o sistema" (você pode interpretar isso como uma coisa menos "revolta", tá?)

Mas bom, disso aí você já sabe se você já jogou o jogo anterior. Bem, então a continuação ensina simplesmente a mesma coisa? CLARO QUE NÃO, ISSO NÃO É CALL OF DUTY!

Danganronpa 2 é incrível pois ele começa como se fosse um novo jogo no mesmo universo, ou mesmo uma side-story que acontece com a Kibougamine Gakuen (Hope's Peak Academy, em inglês) em algum ano ou lugar diferente... até você encontrar a Monomi e virar tudo de cabeça pra baixo... e então encontrar referências engraçadas ao jogo anterior... e daí você passa quase meia hora no jogo e se pergunta "Caramba, isso ainda é o Danganronpa que eu tanto gosto?"... E DAÍ BOOM, todos são surpreendidos novamente quando quase nada do jogo anterior é citado... o que deixa você confuso, mas ao mesmo tempo feliz por ter um conteúdo tão único e imprevisível como foi a primeira vez que você jogou o primeiro jogo e caiu na mágica e vício de sua narrativa e progressão.

Mas bem, vamos encerrar a introdução por aqui senão não vou me conter. Vamos à análise!

História e Rotas
O protagonista desta vez é Hajime Hinata, um garoto que sempre quis estudar na Kibougamine Gakuen, admirando-a por toda a sua vida por ser um lugar onde, uma vez lá dentro, você estará feito na vida. Empresas virão atrás de você e vão lhe dar um emprego dos sonhos, ou se você quiser abrir seu próprio negócio, seja lá qual for o ser talento supremo, você vai suceder. Afinal, pra você entrar, você tem que ser excepcional em alguma coisa, que é basicamente o seu tal talento supremo, tanto que os estudantes sempre são conhecidos como supremo-alguma-coisa (ultimate em inglês, chou-koukoukyuu em japonês). Ou isso, ou ser sorteado numa loteira que rola no mundo inteiro para eleger o "supremo sortudo", caso do nosso protagonista, aparentemente.

De repente, Hinata acaba por conhecer seus novos colegas de classe, que por vez conhecer o que seria o novo... hum... nova professora deles... que se chama Usami, por ser um coelho de pelúcia rosa misturada com mahou shoujo (sério)... que do nada traz todos os estudantes para uma ilha tropical paradisíaca, onde o único objetivo é, pura e simplesmente, aproveitar os dias de sua juventude por lá, serem amiguinhos felizes e relaxar.

"Yare yare"
Todo mundo (até eu) fica confuso nesse ponto, mas depois de uma meia hora de jogo você acaba engolindo aquilo tudo (pelo menos os estudantes do jogo), mas, quando o tempo fecha, há a entrada genial do grande e único Monokuma, mesmo do jogo original, que dá uma coça na Usami e a transforma em Monomi (sim, ele arranca um olho dela) e transforma o jogo na típica Vida Escolar da Morte famosa no primeiro jogo: se os estudantes quiserem sair da ilha, eles vão ter que matar um de seus coleguinhas do jeito mais perfeito possível. Depois de um tempo de investigação e um tribunal de classe, se ninguém conseguir achar quem matou a vítima ou fazer a escolha errada, o verdadeiro culpado sai da ilha e o resto é punido. Para sobreviverem, deve-se chegar no culpado certo, para que assim só ele seja punido pelos seus atos.

O jogo conta com seis capítulos lotados de história, onde pouco a pouco acaba esclarecendo as dúvidas dos estudantes, como porque eles não lembrarem de entrar na sala onde todo mundo se encontra com todo mundo, mas abrindo muitas outras perguntas como se Hinata tinha algum talento supremo, se Monokuma e Monomi estão trabalhando juntos, e até mesmo quem é o "infiltrado" dentro do grupo de estudantes. Algumas respostas demoram bem mais que outras, mas acredite, é um passeio numa puta montanha-russa foderosa.

Traços, Trilha Sonora e Animação
... Na praia? Menina corajosa, hein!
Sinceramente, não há nada de diferente de quem está acostumado com o primeiro jogo. Sendo modelado na mesma engine e, originalmente, sendo lançado para PSP (assim como o primeiro jogo também), não havia como melhorar mais uma engine daquelas a menos que você deixasse de usar uma engine especializada para visual novels. Até mesmo os tribunais de classe funcionam de maneira idêntica a antes, com exceção, claro, dos novos mini-games, tanto dentro dos tribunais quanto nos modos fora do jogo (isso é papo pra minha opinião).

Por ser uma versão para o Vita, que tem um hardware consideravelmente melhor, temos uma experiência quase que lag-free, rarissimamente travando ou dando problemas. Além disso, também tem suporte para o touchscreen frontal e traseiro em alguns minigames, mas fora isso, não tem tanta diferença quanto foi minha experiência no PSP, apesar de mais cômodo se fosse dizer uma vantagem.

Acredite se quiser, foi uma referência ao jogo Kira*Kira (a música Kimi no Moto he)
Quanto às músicas, temos várias músicas iguais do jogo anterior e algumas músicas novas. Elas têm uma vibe bem similar, mas ao mesmo tempo têm um tom original neles, dando uma sensação nostálgica bem legal. Claro, estamos falando de músicas de um mesmo compositor das músicas originais do primeiro jogo, então pode ter gente que critique isso, mas por mim, eu gostei bastante do trabalho realizado, já que não foi algo como "copia o ritmo, muda as notas". Algumas músicas genuinamente te deixa relaxado como se estivesse numa ilha tropical mesmo, ou mesmo sentindo a mesma aflição dos personagens do jogo. E claro, temos as músicas com guitarras, que pra mim são as melhores e mais cheias de emoção. Ah, e uma dica, jogue com um fone de ouvido bom, garanto que você vai aproveitar bem mais as músicas assim.

Na dublagem, mesmo sendo quase exclusiva para os tribunais de classe, é extremamente bem trabalhada, diria até que mais que no jogo anterior por terem personagens ainda mais peculiares e certas seiyuus famosas, como a Ai Kayano (Akane, de Kanojo ga Flag wo Oraretara, Shiro de No Game No Life), Miho Arakawa (Himari, de Mawaru Penguindrum) e, claro, Hanazawa Kana (Nadeko de Bakemonogatari, Kanade de Angel Beats, Marie de Persona 4 Golden Animation), que dubla a garota mais fofoda do jogo, Chiaki Nanami (TIREM OS OLHOS, SEUS PUTOS!).

Sério, referência até nos livros da série Guia Mangá? CARALHO, QUE GÊNIO!
Opinião

As similaridades deste jogo com o jogo anterior da série são grandes, admito, mas se você acha que a experiência é a mesma ou é repetitiva para quem já jogou o jogo anterior, você está muito enganado. Danganronpa 2 começa (e fica, por muito tempo) como um jogo independente, onde tanto um jogador novato quanto um mais veterano à série pode jogar sem qualquer problema e sem medo de não entender o que está acontecendo. Apenas lá beeeeeeeeeeem pro final que, na verdade, tem uma ligação entre os dois jogos que passa além do simples tribunal de classe que tem o mesmo sistema e progressão.

Afinal, o mais interessante disso é que o jogo muitas vezes referencia o jogo anterior de jeitos bem engraçados, não no sentido de dar spoiler pesado, mas no sentido de já ir revelando coisas nas primeiras horas de jogo quando o jogo anterior só revelava bem pra frente. Pode soar frustrante, mas não é nem um pouco, uma vez que refresca a memória dos jogadores e também abre caminhos para a solução de outros mistérios ainda maiores. Falando em referência, essas com certeza são as partes mais engraçadas do jogo, onde há célebres cenas ou falas que claramente foram usadas em obras mais famosas. Animes shounen, jogos clássicos e atuais, uma sátira com a indústria de eroges e visual novels tradicionais, termos otakus jogados aqui e ali, e até referências com outros jogos (tem até de God of War, é só jogar com o áudio em japa que você descobre) são apenas algumas das coisas que realmente fazem o ritmo do jogo ficar mais agradável e menos depressivo do que aparenta ser... isso, além das piadas que ocorrem entre os personagens, algumas genuinamente engraçadas.

O tribunal de classe continua dividido em etapas semelhantes ao do jogo anterior: Make Your Argument faz você achar controvérsias (ou mesmo concordar com certas frases, algo novo aqui) com as evidências corretas, Improved Hangman's Gambit faz você adivinhar uma palavra-chave ao acertar diferentes letras (e ô mini-game difícil do cassete pra se jogar no final do jogo!), Panic Talk Action faz você "destruir" escudos do seu oponente e revidar seus argumentos com uma evidência, e o Closing Argument é a minha parte favorita, onde tudo se encerra ao recapitular o homicídio em forma de mangá. Além disso, dois novos mini-games foram adicionados: Rebuttal Showdown, onde você deve atacar precisamente as palavras que uma pessoa diz para ganhar credibilidade em algumas asserções suas (como se fosse um oponente dando um "Objection!" na sua cara), e o Logic Dive, onde você controla um surfista prateado e responde certas perguntas referentes ao caso para deduzir alguma coisa e progredir no debate. São boas adições, além de agora haverem pausas em cada tribunal para relembrar o jogador de salvar e deixar o suspense subir ainda mais, algo bem interessante.

Em se tratando da história em si, não quero dar spoilers (ou, no mínimo, não quero dar spoilers de partes significativas), mas acredite, mesmo pra aquele(a) personagem pau no rabo que você odeia durante o jogo inteiro ou para a sua futura nova waifu/hasubando que você paga pau pra cassete, nada livra ninguém de suspeitas quando chega a hora da verdade, por mais suspeito que ele pareça ser no começo ou por mais boazinha que ela possa ser com o protagonista. Tudo isso mexe até com o psicológico do jogador (qual jogo melhor pra retratar isso que Virtue's Last Reward, hein?), que sempre vai ter provas ou motivos para suspeitar de tal pessoa, mas que na verdade vai estar caindo no plano do Monokuma de nunca confiar em ninguém, o que deixaria os estudantes todos isolados entre si e impossibilitaria o trabalho de equipe para sair da ilha de outra forma. Apesar de possuir apenas um final, lembre-se, o jogo é imprevisível em todos os momentos (eu diria que no capítulo 4 e 5 ficam menos imprevisível por reduzir o número de estudantes vivos, mas ainda assim), logo, não espere a mesma solução "copiada" do jogo original.

O jogo rende umas boas 30 horas fácil nas mãos dos jogadores que realmente querem aproveitar o universo da trama principal, mas se ainda assim você acha que é pouco, você ficará mais que feliz em saber que a história não acaba no final.

"Hã?"

Depois de completar a história principal, ainda há mini-games com a Monomi, que dá uma ou duas horas de diversão extra e esforço para platinar, um modo de jogo alternativo caso a Monomi derrotasse o Monokuma (e até é interessante, pois no final tem diálogos exclusivos, e alguns até impressionantes, dos personagens, mesmo pra mim parecendo um dating-sim disfarçado), e até uma versão digital traduzida da light novel Danganronpa IF, que conta o que ocorreria caso Ikusaba Mukuro sobrevivesse no jogo original (spoiler? Onde?). Isso sem contar a quantidade de coisa que tem pra comprar com os monocoins obtidos no final dos tribunais de classe, que compram desde presentes que podem ser dados aos personagens para obter Hope Fragments mais facilmente (e pra platinar o jogo) até liberar eventos, CGs, músicas e filminhos do jogo para você ver a hora que quiser.

Bom, dito isso, o jogo também tem algumas falhas, como ter alguns (poucos) erros de gramática inglesa aqui e ali, algumas CGs cujos escritos não foram traduzidos pro inglês em alguns flashbacks dos tribunais (sim, é confuso), e a horrível tradução para o inglês, totalmente inexpressiva perto da dublagem original. Há quem diga que o final do jogo também deixa a desejar por acontecerem algumas coisas não tão legais ou mesmo injustas, mas acredite, o FINAL final mesmo, no sentido das cenas antes dos créditos rolarem e do epílogo, até que passa uma mensagem bem massa, mesmo que deixando coisas sem respostas ou duvidosas.

Veredito Final
- Pontos Fortes 
      *História ainda melhor que do primeiro jogo
      *Personagens únicos e imprevisíveis
      *Quantia ignorantemente grande de referências à games, animes, visual novels e cultura otaku
      *Tribunais de classe continuam extremamente viciantes e imprevisíveis
      *Novos sub-modos nos tribunais de classe dão novo fôlego à série
      *Impressionante capítulo final
      *Muito conteúdo mesmo fora do jogo principal

 - Pontos Fracos
      *Alguns erros em diálogos onde o texto "vaza" da tela (não aparece por completo)
      *Infelizmente a maioria dos diálogos falados também só estão nos tribunais de classe
      *Dublagem em inglês é simplesmente frustrante
      *Algumas cenas podem não agradar todos

Nota: 9,5/10

Opinião final: É UM JOGO DO CARALHO

O que mais eu posso dizer? Nada, né? Então tchau.













Vale a pena comprar esse jogo?
Só um pouquinho... ͡(° ͜ʖ ͡°)
Você quis dizer: Vale a pena comprar um Vita só pra jogar esse jogo?

Resposta curta: vale, larga a mão de ser mão de vaca.

Resposta longa: Não importa se você é um novato em visual novels ou mesmo se nunca ouviu falar de Danganronpa antes, ou se você já é o cara pica que já leu Danganronpa Zero e vai comprar o Another Episode também (eu não faria isso se fosse você, mas ok). Danganronpa 2 é simplesmente fodástico, não deixa quem está começando por este jogo no escuro por ter um backstory muito bem explicado (mesmo que ainda assim seja bom dar uma olhada, pelo menos no anime), tem uma trama que se desenvolve num ritmo extraordinariamente bom, dá respostas bem concretas pra praticamente tudo que acontece na ilha (sério, até pra magia, os Monobeasts e até bugs dentro do jogo... sério), tem momentos bem engraçados, recheado de referências, viciante, um desfecho que liga os dois jogos certinho COM ESPAÇO DE SOBRA para ter uma continuação, que há quem diga ser o ponto final da série (buá, mas já?? NÃO ME DEIXEM NESSE DESESPERO!!!)

No mais, é isso. Eu particularmente comprei o jogo na pré-venda e não me arrependo nem um pouco disso, pois o jogo tem tanto conteúdo e é tão bom que vale cada meio centavo economizado. E tenho dito!
E que venha Danganronpa 3!
Espero que tenham gostado da análise de hoje. Enquanto isso, vou me dedicar a continuar aos meus outros afazeres até encontrar outro jogo massa para analisar. Até lá, pessoal!
Out.