terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Primeiras Impressões - Ikkitousen (Mangá)


Eu já vou começar esse post dizendo: VOCÊ NÃO TEM NOÇÃO DO QUANTO EU ESPEREI PARA O MANGÁ SER LANÇADO AQUI NO BRASIL!

Sério, uma das primeiras séries de "porradinha" que eu gostei foi Ikkitousen. Claro, não passou em nenhuma emissora aqui no Brasil (não que eu saiba, pelo menos... não acompanhava as dublagens da época da Animax) e ainda por cima a primeira temporada eu só achava dublada em inglês, e mesmo a dublagem sendo mediana, a série em si me cativou a ponto de me viciar na série da noite para o dia. Longe desses shounens clássicos como Bleach, Naruto e One Piece, Ikkitousen tinha temporadas de 12~13 episódios, mas que eram o suficiente para elaborar uma boa história, muitas batalhas, e aquele toque de fanservice que todo mundo (e eu passei a partir de então) gosta. Eu nunca imaginei que a Panini ou a JBC fosse licensiar a série aqui pro Brasil, e da fato não licensiaram. Foi tudo graças à Nova Sampa, e só por isso eu a respeito como editora (apesar de ter algumas coisinhas que eu não concordei na adaptação, como falarei mais a seguir).

Um pouquinho da série antes da análise em si, a série é do escritor Yuji Shiozaki, publicado primeiramente como mangá em 2000, passando a ter 4 (!) temporadas de anime pela J.C. Staff, a primeira delas transmitida originalmente em 2003, e alguns joguinhos de luta para PSP (no maior estilo Streets of Rage e igualmente viciante) e PS2. Seu anime foi licensiado nos EUA pela Funimation, enquanto seu mangá foi publicado até o volume 15 sob o nome de Battle Vixens pela falecida editora americana Tokyopop, sendo que o original japonês ainda está em publicação, atualmente com 20 volumes publicados. Aqui no Brasil, a recente editora que está se arriscando no mercado de mangás, a Nova Sampa, começou a vender mangás no final de Outubro/Novembro do ano passado, estreando com Hitman (Kyou Kara Hitman) e Yakuza Girl, mas só em Fevereiro que ela lançou seu terceiro título. Adivinhou quem disse Ikkitousen!

Parte de trás do mangá. Pelo jeito os mangás da Nova Sampa terão "duas capas" mesmo, o que eu acho bacana e fiél ao original.
 A capa é bonita, e o estilo diferente da contra-capa é bem interessante, dá até pra desfarçar caso você esteja comprando o mangá e quer voltar para casa sem ser visto por maus olhos. A qualidade é a mesma que você espera caso esteja familiar com mangás da JBC e da Panini, é simples papel cartonado com uma camada de tinta colorida e uma camada superfina de plástico (ah sim, quando você o compra na banca, ele vem envolto de um plasticozinho. Nice! ^^)

O verso das capas são coloridas, e ao contrário do volume 1 de Hitman, se você abrir o mangá propositalmente do lado errado, além do aviso clássico ensinando como se lê mangás, temos uma boa dose de páginas de patrocínio (9 páginas, para ser mais exato), algo justificável de uma editora pequena que quer subsidiar ao máximo o preço de seu mangá. Afinal, custa só R$10,90, o que até me surpreendeu, e isso é bom.
Os traços do mangá lembra Higurashi em alguns pontos, mas não tira o charme das heroínas.
As páginas do mangá estão na média de qualidade. Não chega a ser uma qualidade foda como Mashima-En ou Burn-Up Excess, mas também não é aqueles mangás de páginas amareladas de antigamente. Se fosse comparar, são de qualidade pouco (bem pouco mesmo) superior dos atuais da Panini e JBC (pra mim, tá melhor que Mirai Nikki por 3 conto a menos!), então não irei criticar a falta de páginas coloridas (e nem tem como, o original não tem também...). Sobre os traços do mangá e a história, eu até me surpreendi, pois apesar da história ser quase que idêntica ao do anime, salvo algumas cenas e pelo primeiro e último capítulo que são respectivamente prólogo e uma side story, os traços são meio "zuadinhos", igual os traços de Soul Eater até antes do anime. Várias proporções mudam em diferentes quadrinhos, além do mangaká evitar usar cenas muito detalhadas para as cenas que não têm brigas, mas pelo menos os traços são simples o suficiente para que você saber exatamente o que está acontecendo em cada quadrinho e os cenários de fundo recebem um tratamento melhor quando aparecem. Os volumes mais novos têm um traço bem melhorado (de novo, igual Soul Eater), mas de um jeito ou de outro, eu até gostei do traço.

Olha... sinceramente, é difícil achar alguma falha nesse mangá. A única que é realmente perturbante para mim é a eliminação dos famosos honoríficos (-san, -kun, -chan, -sama e afins) que eu sempre bato na tecla que é melhor manter e explicar porque eles estão ali (Panini) do que não deixar para fazer a tradução "ser mais fiél ao jeito de falar brasileiro" (JBC e NewPop sofrem disso!). Um exemplo do porquê: um personagem chama Gakushu, e em algumas partes, Saji (outro personagem) o chama de Gaku-chan, pela sua mania de chamar outros personagens com este honorífico, tanto homens para um tom pejorativo quanto para meninas para demonstrar intimidade. Ao invés de Gaku-chan, eles colocaram (segurem os risos!) "Gakuzinho". Outra personagem é a Ryomou Shimei, uma das quatro paladinas da Academia Nanyo. Ao invés do Saji chamá-la de Mou-chan, ficou "Mouzinha".

Eu fico P da vida quando vejo essas coisas. Eles deixaram o termo Toushi e Magatama e colocaram uma nota de rodapé explicando o que a palavra significa. Ótimo! Eles traduziram Shiten'ou (termo budista para os Quatro Reis Divinos, mas também pode ser traduzido no inglês como "Big 4" ou "Four Devas". É o termo para os 4 toushi, ou lutadores, mais fortes da Academia) como Quatro Paladinos. Até dá pra engolir. Agora, tirar o honorífico e colocar uma adaptação gay no lugar!? Ó Kami-sama, pra quê?? WHY ARE YOU DOING THIS TO ME!!!!!????

*Aham* Mas, realmente, é só isso e a falta de um glossário (ou no mínimo uma página para falar o que é o Romance dos Três Reinos, já que aposto que 99% das pessoas que lêem Ikkitousen não sabem sobre a obre original) que tenho a reclamar. O resto das traduções estão bem naturais e mantém a graça das personagens. Há a marcação da numeração das páginas no mangá, mesmo não sendo em todas as páginas, e 160 páginas de história está de bom tamanho (lembrem-se, isso não é título shounen igual Fairy Tail ou One Piece, é pra ter menos de 190 páginas mesmo).
Mano! Quê... mas... fuck! Hakufu, me apaixonei por você de novo! x3333
Basicamente esta é a minha primeira impressão do mangá. Apesar das minhas petulâncias, recomendo mesmo que vocês comprem, pelo menos o primeiro volume, pois mesmo tendo a indicação para maiores de 18 anos, não chega no nível de putaria de, digamos, Yakuza Girl ou outro H brasileiro qualquer (ainda é um tanto censurado quando as roupas da Hakufu são detonadas... só tem uma cena no final que é "mais pior"). É um mangá para ler enquanto relaxa mesmo, já que os primeiros volumes não têm tanta história até chegar no torneio entre as escolas e na batalha contra o Toutaku, mas para quem gosta de porradas, mulheres, fanservice e ainda umas cenas engraçadas para quebrar o gelo de vez em quando, você irá adorar Ikkitousen, e com certeza estará na minha lista para comprar todos os meses (y).


A gente se vê na próxima, galerinha. Fica aí a minha dica de mangá!
Out.

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Eu acabei de ler Ikkitousen, e achei o mangá simplesmente demais, fora a qualidade das páginas internas e ao que se refere quanto aos termos que acompanham os nomes, que deveriam realmente ter, como -kun, -san, -sama, -chan, -senpai.... As páginas internas não são de qualidade boa, muito pelo contrário, é de papel jornal mais vagabundo possível! Trata-se de papel brite 47 g. O papel brite, de 52 g é ainda melhor que o citado anteriormente, como já falei, e que é usado pelos mangás atuais da JBC, como Mirai Nikki, Another e, também, RG VEDA e nas edições dos mangás já em andamento. Pra ser melhor, deveriam usar papel brite 60 g. Mas, ao meu ver, valeria mais à pena se as páginas internas tivessem uma qualidade melhor, realmente, como o usado em Burn-Up Excess & W, que o papel branco, off-set de 90g. Logicamewnte um mangá assim seria conservado por mais tempo, ao contrário de Ikkitousen, infelizmente. E a história me cativou, assim como anime. Eu sou apaixonado por mangás que tenham porrada, e, principalmente, muito fanservice. Aliás, o traço de Yuji Shiozaki me lembra muito o traço de Oh! Great, principalmente nas cenas de luta e no fanservice, também. Será influência?

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  3. Eu ainda préferia "devas" ou algo assim os Grande! "toushi" Guerreiro" é não lutador, Mais e mesma coisa mesmo, penso quê guerreiro da um tonalidade melhor já que traduzindo é Anjos Guerreiros. e a parte em quê, era execução de hakufu, fico punição. Mas não tem tanta diferença assim! o mangá no íncio, é sim meio censurado mais ao decorrer dos volumes essa censura acabar, e aparecer muitas cenas de seios, e algumas que incomoda, por não a ver nessecidade daquilo. "Cenas de Violência bem costruidas!! mais nada que faça deixa de acompanhar.!

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  4. Fui comparar a tradução de Ikkitousen publicado pela Sampa e a versão existente na Central de Mangás e fiquei pasmo! É difícil saber qual tradutor é mais criativo (ou seria "o mais preguiçoso"?). Li só até a página 39, em razão de outras leituras mais urgentes, e, por isso, não posso falar muito. Não é lá o meu estilo de mangá. Depois que ler o volume 1 todo é que decidirei se irei continuar com a coleção. Para finalizar, parabéns pelo review.

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