terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Rewrite - A Análise!

E aí, galera da internet! Quem está falando aqui é VictorLighty, tradutor EN-PT da ZF Translations e o "Keyfan" da Zero Force!

Hoje eu assumí o lugar do Out depois de algumas... umm... discurssões amigáveis internas por conta de "certo objeto" e irei fazer a minha primeira postagem aqui na Central - espero que curtam! Bem, sem mais delongas vamos partir partir para o tema principal que será abordado aqui: a análise de Rewrite!

Alguns de vocês talvez já saibam, mas eu sou um GRANDE fã da empresa Key. Já assistí/lí praticamente todas as suas produções com tradução disponível e me surpreendí com praticamente cada uma delas (...com exceção de uma -q). Kanon, Air, Clannad, Planetarian, Tomoyo After... Parecia que as histórias só iam ficando cada vez melhores conforme mais produções eram feitas. Little Busters então, foi uma das primeiras visual novels que lí que não me arrependo nada: é um grande exemplo de como fazer um nakige de qualidade, com excelente roteiro, personagens, trilha sonora e envolvimento do leitor em geral. Então, segundo a lógica, cada grande produção da Key supera a anterior tecnicamente. Os temas podiam ser completamente diferentes, mas a Key sempre dava uma forma de aprender com as experiências passadas para tornar a sua nova história a melhor possível. É justamente esse um dos motivos por eu me tornar um fã tão grande da empresa: é visível o seu empenho na hora de se superar e fazer o impossível.

Apesar disso tudo, "drama" está longe de ser o meu gênero favorito para animes/novels/histórias em geral. Gosto muito de mistério e suspense, principalmente. Logo, não deve ser surpresa o fato de que eu já lí várias outras visual novels com esses gêneros, como Higurashi e G-Senjou no Maou. Drama é algo que geralmente eu não vejo muita graça e para eu ter a mínima vontade de acompanhar uma história do gênero, ela precisa ter "algo mais" para me chamar a atenção - mais um motivo por eu gostar tanto da Key. Então, imaginem a minha surpresa ao saber que Rewrite, o sucessor espiritual de Little Busters, foi escrito em colaboração com Ryuukishi07, o grande roteirista por trás da série No Naku Koro Ni? Só isso foi o suficiente para eu esperar como um louco pela tradução da novel (pela Amaterasu Translations). Desde o dia 01/03/2012 quando a tradução começou, eu visitava frequentemente a homepage da Amaterasu para poder ter alguma idéia do progresso da tradução. Em Julho de 2012, cheguei a comprar a visual novel original, straight-from-Japan. Então, já se pode imaginar o quanto eu estava esperando por esse jogo, e também o quanto eu estava esperando DELE.

Eu fui lendo Rewrite enquanto os patches parcias iam sendo lançados - então em Julho em lí a Common Route, em Novembro~Dezembro eu lí as Character Routes e agora em Janeiro eu lí as Final Routes. Eu lí literalmente, 100% de Rewrite - completei praticamente tudo o que o jogo tinha a me oferecer, então esta análise será feita com base nisso, analisando a Common Route (o começo), as Character Routes (a segunda parte da história, focada nos personagens secundários) e as Final Routes (os últimos dois arcos que concluem a trama). Além disso, por mais que eu seja um Keyfan fanático que esperou quase que um ano pela tradução dessa novel, eu serei o mais imparcial possível, vendo Rewrite como uma produção individual de uma empresa que tem como tradição fazer histórias Nakiges. Also, se preparem para alguns minor spoilers: não contarei nada de extrema importância para o enredo, porém, mas saibam que as minhas opiniões das rotas finais estarão expressas aqui.




               Diz a lenda que Rewrite é a inspiração de Chuunibyou Demo Koi Ga Shitai! Será?

Enquanto esperava pela tradução, uma vez eu cheguei a me perguntar:

"...e se Rewrite não for tão bom quanto as outras obras da Key...?"


Será que essa foi a pergunta errada? E se a pergunta que deveríamos estar fazendo fosse:

"...e se Rewrite for a melhor produção da Key de todos os tempos...?"


Eu não posso falar muita coisa da história, mas vamos resumí-la de uma forma simpes o suficiente para não spoilear mais do que deve: Tennouji Kotarou é um garoto do segundo ano do Ensino Médio japonês. Um rapaz alegre, energético, brincalhão e que tende a humilhar os outros, mesmo que no fundo essa não seja a sua intenção. Ele é o protagonista da nossa história. Um dia, Kotarou percebeu que ele não estava fazendo nada com a sua vida e que andou perdendo tempo até agora, sem aproveitar a sua juventude como devia. Ele faz um voto para sí mesmo: ele irá aproveitar ao máximo o seu segundo ano e fará, pela primeira vez na vida, amigos. Após um pouquinho de esforço, algumas conhecidências e MUITAS zoações com o seu colega de classe Yoshino, Kotarou acaba entrando pela primeira vez em um clube: o Clube do Ocultismo. A cidade onde se passa a história, Kazamatsuri, é repleta de lendas urbanas sobre UMAs (Animais Misteriosos Não-identificados), portais para outras dimensões e outras loucuras, então há bastante material para o seu clube permanecer bem ativo e realizar várias investigações.

                                                Uma das muitas referências de Rewrite.

Com o tempo, o clube vai crescendo, até ficar composto por 6 membros: Tennouji Kotarou, o
frívolo protagonista; Kanbe Kotori, a sua amiga de infância amante de plantas; Ohtori Chihaya, uma menina gulosa e extremamente forte (a ponto de ser vista como um Mecha de batalha  nos olhos de Kotarou); Nakatsu Shizuru, a kouhai pequena, inocente e que possivelmente inspirou a Rikka de Chunnibyou; e Konohana Lucia, a representante de classe com punhos de aço e uma mania de limpeza inigualável. Fora elas, há também a "presidente" do clube, Senri Akane, fria, calculista, gananciosa e com um estranho senso de humor. Podia não ser muito, mas Kotarou já estava conseguindo o que queria: pessoas que ele poderia chamar de amigos. Pessoas que ele poderia se divertir junto, pessoas que ele podia confiar. ...mas tudo o que é bom dura pouco. Um aconteçimento inesperado que mudaria o destino de todos aconteçe, e o clube é desfeito num piscar de olhos. Kotarou, antes mesmo que percebesse, agora estava no meio de um conflito ancestral que se repete à milênios. Agora Kotarou precisa decidir que ideais levará para o futuro e consequentemente, se deve mesmo por um fim de uma vez por todas em sua antiga vida monótona e não-realizante. Suas decisões irão decidir que lado ele tomará neste conflito e que fim o nosso planeta terá.

Bem, já deu pra ver até agora que o roteiro de Rewrite tem algo bem diferente de todas as produções da Key anteriormente. Pois bem, Rewrite é de fato a produção mais diferente que a empresa já criou. Vale começar dizendo que a história é ENORME. A novel foi dividida em dois DVDs, então é claro que possui bastante conteúdo. Sem dúvida algum, é a maior visual novel que já ví na minha vida. Há muita comédia legitimamente engraçada no começo da trama, o que ajuda bastante a familiarizar o leitor com os personagens, para só depois apresentar os diversos gêneros e temas que Rewrite aborda.

"....Ué Lighty, diversos 'gêneros'? Como assim??"


Pois então, eu tinha dito que Rewrite era é bem diferente das outras produções da Key. Eu disse isso literalmente. Enquanto Clannad, Little Busters! e outros tomam um rumo mais voltado para o drama, Rewrite possui uma ampla e extensa variedade de gêneros diferentes. Há uma rota de drama. Há uma rota de tragéria. Há uma rota de ação típica Shonen. Há uma rota que poderia muito bem se chamar Konohana No Naku Koro Ni (...para os não entendedores, mistério). Há uma rota que lembra bastante a atmosfera desolada de Planetarian. E há uma rota que eleva os conceitos da história à milésima potência. Para os fãs mais ferrenhos da Key, isso pode ser um grande desapontamento - afinal, o forte da empresa sempre foi o drama. Mas aí é que está a grande surpresa da novel: Rewrite aborda todos esses gêneros diferentes em um enredo mirabolante, mas consegue explorar esses gêneros de uma forma muito bem feita e aproveitada. Diferente de muitas produções que tentam pegar um pouquinho de cada gênero e acabam falhando miseravelmente, cada história de Rewrite consegue explorar muito bem o seu tema até a máxima potência. A rota da Chihaya poderia muito bem estrelar um mangá próprio na Shonen Jump, enquanto a rota da Lucia conseguiria vender muito bem como uma sound novel da 07th Expansion. Então, se você gosta de animes/mangás em geral, sem se importar muito com o gênero desde que seja uma coisa de qualidade e digna do seu tempo, então você vai se amarrar legitimamente em todas as character routes de Rewrite. Você vai vibrar com o character development, com as reviravoltas e com os finais inesperados. Você vai torçer pelo Kotarou e por todos os outros estrelando as character routes. E você vai se lembrar delas por um bom tempo. Sem dúvida alguma, as character routes são as grandes estrelas brilhantes de Rewrite. São grandes, são impressionantes, são memoráveis - e são dignas do seu extenso tempo de leitura. O mesmo pode ser dita da Common Route: apesar de ser extremamente longa, é legitimamente engraçada do início ao fim. Posso comentar brevemente que eu cheguei a literalmente chorar de rir em um momento "Kotarou sendo Kotarou" no meio da rota (você que leu, deve saber exatamente do que eu estou falando). Além disso, há um minigame de exploração e diversas opções e subquests para tornar cada playthrough pela Common Route de Rewrite uma experiência única. Você até completar o jogo em 100%, mas dificilmente terá preenchido todos os amigos e quests do Memory - o que incentiva bastante o leitor a voltar diversas vezes ao jogo e explorar cada canto dos mapas e escolher cada opção diferente para descobrir coisas novas.

Quanto a parte sonora de Rewrite... .... ....bem, eu preciso mesmo falar alguma coisa por aqui? A Key sempre se destacou por ter excelentes trilhas sonoras nas suas visual novels, e Rewrite não é nada diferente: são todas composições belíssimas e memoráveis, com ritmos e vibes diferentes para situações diferentes. Flower Bud e Raised Bed são mais relaxantes, enquanto Morning Glory e Sunbright são faixas mais animadas. Scene of Carnage dá a sensação de urgência que toda cena de ação precisa, e Black Star Sickness deixará você anisoso pelo o que está por vir, mas ao mesmo tempo com certo receio de saber o que a próxima linha de texto reserva. Destaque para a abertura Philosophyz, bem animada mas com um toque de mistério notável, e o belíssimo encerramento Beyond the Darkness, com uma combinação incrível de notas suaves de piano e outras mais ousadas de saxofone, além de um excelente trabalho em sua percussão. Pode-se reparar dessa vez, que os intrumentos principais que dominam a soundtrack de Rewrite são o violino, o violão e a guitarra, dando uma atmosfera bem única à história e fazendo contraste com a maioria das produções sonoras anteriores da empresa (que geralmente giravam em torno do piano).

                                      Um exemplo das belíssimas paisagens de Rewrite 

A parte gráfica de Rewrite também está surpreendentemente boa: Rewrite tira total proveito da nova engine da VisualArts, intitulada SiglusEngine, capaz de realizar feitos jamais vistos antes da antiga engine da empresa, a RealLive. Para começar, o jogo todo está em 16:9 como padrão, então jogá-lo em tela cheia no seu monitor WideScreen pode ser uma boa idéia dessa vez. Mas não acaba por aí: o jogo tem total suporte com DirectX11 para realizar efeitos gráficos belíssimos, como transparência, rotação de sprites, reflexo, posicionamento e manipulação 3D de objetos e cenários... A lista de features é grande, mas basta entender que Rewrite é bem mais interativo e animado do que as visual novels anteriores da empresa. A arte do próprio jogo também está bonita: a cidade de Kazamatsuri é um local fantástico e imaginativo, com uma arquitetura inusual que mistura o novo com o antigo, tudo ao lado de uma imensidão verde. Logo, os backgrounds do jogo estão todos fantásticos, sem exceção. Os corredores da escola são algo bem diferente do que você encontra em um visual novel normalmente, assim como a geometria do parque, cheia de curvas e espirais.

Algo que pode decepcionar é o fato de que Itaru Inoue cuidou de todo o character design de Rewrite. Então, se prepare para ver os usuais erros de proporção tão comuns em Clannad e outras produções da empresa. Braços em posições inumanas, olhos gigantescos, mechas de cabelo feitas de plástico... Está tudo aí. Outra coisa que talvez possa incomodar é as escolhas do character design em relação a cor dos olhos dos personagens: praticamente todo mundo em Kazamatsuri possui olhos azuis e/ou amarelos/laranjas. Por outro lado, isso faz com que personagens como o Sakuya, que possui olhos vermelhos, tenham um destaque muito maior, então pode ou não ser que isso lhe incomode. Todo o resto do character design porém, está muito bom. Todos os personagens possuem silhuetas e personalidades bem definidas, com cores bem fortes e memoráveis. As suas vozes também combinam com suas personalidades e, por mais que algumas irritem mais do que as outras (é com você mesmo, Chihaya), todas elas fazem um bom trabalho na hora de interpretar os personagens tanto nos momentos felizes, quanto nos momentos mais críticos. Destaque para a dubladora da Kotori, que realizou um excelente trabalho em expressar suas emoções em sua rota. A minha única reclamação quanto à escolha dos dubladores talvez seja quanto ao protagonista principal, Tennouji Kotarou, mas após alguns de seus gritos de emoção nas últimas rotas, penso seriamente em retirar a crítica.


                                                      (...okay, essa imagem foi editada -q)

Agora basta falarmos das únicas coisas partes das quais não posso entrar em muito detalhe: as rotas finais de Rewrite, intituladas Moon e Terra . Entrei nelas muito ansioso pelo o que estaria por vir, pois afinal  toda rota final da Key é algo surpreendente. Aviso logo: Terra me surpreendeu como nunca antes.  Resumindo bem rapidamente, Moon possui um roteiro bem minimalista e remanescente de Planetarian: O Sonho de uma Pequena Estrela , algo que me agradou bastante. É nessa rota em que o leitor obtêm todas as respostas para as perguntas que tanto fez durante a leitura (...ou a maioria delas. Mais detalhes posteriormente.). Já Terra mostra a história de Rewrite pelo lado avesso e apresenta um character development fantástico, típico da Key. Sem falar que o nosso país é mencionado diversas vezes sem nenhum tipo de citação à homens verdes elétricos, então ponto extra para Terra Route! xD

Bem, vamos lá. Rewrite possui um enredo brilhante e expansivo, personagens carismáticos, uma trilha sonora extremamente memorável e uma evolução constante dos seus conceitos, chegando até a apresentar temas de discurssão bem maduros mais para frente da história. É literalmente, a combinação perfeita para criar uma história que vai contra tudo o que a Key fez antes, mas ao mesmo tempo oferece conteúdo novo o suficiente para se manter sem o nome da grande empresa por trás. Então, chega a hora do veredito:





REWRITE FOI UMA DAS PIORES VISUAL NOVELS DA KEY QUE EU JÁ LÍ.



"...w-w-w-w-wait, mas como assim!?! Depois de todos aqueles elogios?!?"

...Pois é. Eu, acima de qualquer um, me sinto extremamente mal em ter que admitir isso - mas eu não posso mentir para mim mesmo. Tudo isso por conta de uma única coisa. Uma coisa que acabou com todas as minhas expectativas, a única coisa que não poderia ter dado errado em hipótese alguma:


O final.


Eu estou falando sério. Não posso entrar em detalhes, mas saiba que o incrível caminho que Rewrite traça nas últimas rotas faz você creer que a história chegará em um destino inimaginável, um destino tão grande que seria capaz de fazer o final de Little Busters! parecer coisa de criança. ...Mas não é isso o que aconteçe. A última cena da história é a coisa mais previsível que você poderia imaginar e é justamente o que você pensa que "eles não teriam escrúpulos de fazer com que isso aconteçesse, ao invés de surpreender o leitor com algo grandioso". Pois então, o trilho do trem descarrilhou nos últimos minutos de leitura. Rewrite não consegue concluir nada com o seu final. É algo claramente corrido e sem inspiração alguma. Mas pior do que isso, ficamos com furos no enredo graças à ele. Coisas ficaram sem explicação, enquanto outras, ficaram totalmente voltadas para a interpretação do leitor (pense no final de Dragon Ball GT e entenderá exatamente do que eu estou falando).

É incrível. Uma única cena conseguiu estragar praticamente com toda a minha visão dessa fantástica história. Uma grande decepção que me fazem olhar com pena para Rewrite. Essa visual novel tinha TUDO, eu repito, TUDO para ser uma das melhores histórias de todos os tempos. Eu fico simplesmente estupefato ao pensar em como esse final passou pelo quality control do mestre Jun Maeda. Sério, é muito triste. Eu mencionei anteriormente que Terra me surpreendeu como nunca antes. Pois então, a minha surpresa foi justamente essa: ver que o jogo acabou assim. Que não tinha nada me esperando para me surpreender depois de seus créditos. Que esse fim foi proposital.



Sem brincadeira: quando Rewrite acabou, eu pude sentir lágrimas caindo pelo rosto e um aperto imenso no meu coração, mas pelos motivos errados. Eu estava literalmente pensando "...como pode acabar assim? Como pode ser só isso...? ...Como eles tiveram coragem...?" . É nesse nível. Se você pensava que o final de Angel Beats! era decepcionante, espere só até ver este daqui.

...Eu me sentí traído.


Mas bem, a minha jornada de 7 meses acabou. Rewrite foi bom enquanto durou. Com certeza será uma história que eu vou levar para o resto da minha vida. Mas eu também sempre vou me lembrar da minha decepção com o seu final. Eu estou exagerando pelo final não ter chegado nem perto do que esperava? Talvez. Mas não posso negar que fiquei decepcionado até a alma ao ver Rewrite acabar assim. Vamos agora ao veredito:

Gráficos: 9
Som: 10
Roteiro: 8
Replay: 9

Nota Final: 8,5


Posso recomendar Rewrite, principalmente, para não-Keyfans. Amantes da Type-Moon, da 07th Expansion, enfim, para qualquer um que tenha um gosto diferente. Mas infelizmente, me recuso a recomendar Rewrite para aqueles que amam Clannad (ou qualquer outra produção da empresa) acima de tudo. ....bom, talvez pela sua trilha sonora.

Rewrite é uma ÓTIMA história, com conceitos bem originais e que te prenderá, principalmente com as suas EXCELENTES character routes. Mas esteja ciente que ela não te recompensará no final. É como uma viagem com um dos percursos mais lindos existentes na face da Terra, mas com um dos piores destinos possíveis. Se você não se importar com a recomensa na linha de chegada e quiser simplesmente se maravilhar com todo o trajeto da maratona, então vá em frente: Rewrite te espera para uma experiência inesquecível.

                                                                                                                  





Agora, eu quero que entendam uma coisa: todo esse texto em azul que vocês acabaram de ler é exatamente tudo o que eu pensei quando eu terminei de ler Rewrite. Eram as minhas mais sinceras opiniões no momento que a coisa acabou.


...Mas eu estava enganado.
Bastou alguns poucos momentos de reflexão posteriormente (e uma ida ao Wikipedia para confirmar as teorias) para eu perceber o quão enganado eu estava. Talvez, tenha sido o mais enganado que eu já estive em toda a minha vida. O grande culpado por todo esse texto em azul não foi o final em sí: fui eu. Eu não tinha conseguido entender a mensagem por trás daquele final. O que que fez eu gerar esse texto foi uma grande junção de coisas, mas o fato principal por eu não ter entendido é algo que vai exatamente contra o que eu mais deixei claro nessa análise:


...Rewrite é diferente de todas as produções da Key.



Se eu estivesse com isso na cabeça, provavelmente não teria escrito aquilo tudo. Em vez de retirar a parte em azul da análize, acabou que resolvi deixá-la aqui justamente para vocês terem a noção do quão perigoso é tirar decisões precipitadas na hora de analizar algo que não aconteçeu exatamente da forma que você quer e/ou que você não entendeu por completo - uma armadilha que infelizmente muitos reviewers caem hoje em dia. Infelizmente, mesmo com isso tudo o final ainda não foi executado tão bem assim quando poderia ter sido, mas agora eu consigo claramente entender o que as mentes por trás de Rewrite tentaram passar ao leitor. Assim como uma metáfora, o final de Rewrite é uma questão de pespectiva - e é essa pespectiva que muitas pessoas talvez não consigam enxergar de primeira. Agora sim, eu consigo ver que a jornada valeu a pena. Que o destino foi digno foi digno de toda a minha leitura. Ainda não leva o meu 10 como nota final, mas leva o ouro no final da maratona. Fica a minha dica para todos os leitores e/ou futuros leitores de Rewrite para não cometerem o mesmo erro que eu:
Não deixem nada passar que você não tenha entendido. Se você não entendeu algo que já lhe foi dito, volte. Isso será crucial para o entendimento do que virá em Terra.






Me sinto um grande idiota por ter falado tão mal do final de Rewrite sem nem ao menos tê-lo entendido por completo. Eu subestimei completamente o que a Key é capaz de fazer. Mas bem, vamos revisar algumas coisas aqui: Posso recomendar Rewrite, principalmente para pessoas que já estão por dentro "mundos dos animes/mangás/visual novels" a algum tempo. Mas isso não impede que qualquer um possa pegar a novel e ter uma leitura bem divertida. Keyfans porém, devem tomar cuidado: vocês são justamente as pessoas mais suspeitas para lerem Rewrite. Caso você seja um, não espere por mais uma grande produção Nakige da Key: espere por algo totalmente novo, fora da sua zona de conforto. Rewrite é uma ÓTIMA história, com conceitos bem originais e que te prenderá, principalmente com as suas EXCELENTES character routes. Mas esteja ciente que você terá que se esforçar para ser recompensando no final. É como uma prova final que decidirá se você passará de ano ou não: você pode até terminá-la, mas só irá se sentir realmente satisfeito caso saiba de tudo que vá cair nessa prova. Se você não se importar de ter que se esforçar um pouco para abstrair um pouco os conceitos pré-estabelecidos da história e então entender as metáforas contidas na trama, se você gosta de ver conceitos velhos se re-inovando e, principalmente, se você gostar de histórias boas, elaboradas e com bastantes mensagens subliminares para lhe fazer pensar e refletir, então vá em frente: Rewrite te espera para uma experiência inesquecível, completa do começo ao fim.

Gráficos: 9
Som: 10
Roteiro: 9,5
Replay: 9

Nota Final: 9,5

E é isso, depois de algumas reviravoltas inusitadas e algumas lições passadas, esta é a minha análise de Rewrite. Gostaria de me aprofundar um pouco mais em certos aspectos, mas infelizmente isso acabaria gerando spoilers desnecessários e desagradáveis. Espero poder postar mais vezes por aqui futuramente! É a Zero Force na área, e o VictorLighty saindo (...ok, essa piada não tem graça com o meu nome -q) !                                                 
                                                                                                            VictorLighty


... e para você que ainda tem dúvidas sobre o final ou algum outro detalhe do jogo, esse site pode te ajudar. Ele possui uma verdadeira enciclopédia de todos os termos, conceitos e temas abordados no jogo, de forma que não tem mais como ter dúvidas a respeito de Rewrite depois de dar uma lida nele ^^ Bye bye!
Out.

7 comentários:

  1. Haha, é engraçado ver como alguém teve a mesma reação que eu. Rewrite era muito bom - Mesmo a Itaru Hinoue err, tendo sua arte um tanto desproporcional, ela melhorou muito na sua anatomia e dá pra ver bem isso em Rewrite (apesar de ainda não ser lá das melhores). A música é muito boa e nossa, lol, eu concordei com tudo que você disse. Principalmente com Terra.
    Eu adorei Terra até o final: de repente, resolveram ignorar um monte de perguntas e deixar sem respostas. E não sei, eu acho que o final até que... "completou" tudo. Não é que o final seja... "ruim", mas é, como posso dizer... "Previsível". Acho que o meu maior problema mesmo foi com o fato da relação da Kagari e do Kotarou não ter tido realmente um grande impacto emocional para mim; gostei da Kagari, mas de todas as garotas, foi a que menos gostei. Ouvi falarem no 4chan que "não, a relação dos dois é melhor em japonês" e fui de curiosidade, ler algumas partes deles em japonês no Terra. ...Realmente? Não senti nada de qualquer forma.
    O problema de Rewrite é que tem uma história ótima só que com alguns mínimos plotholes. Só que o próprio enredo vai criando potenciais para coisas maiores que, no fim, ou são ignoradas ou não foram bem desenvolvidas. Tipo, o final não foi... ruuuuiiiim.... digo, completa a história, mas é do tipo que te dá a sensação de "...é isso? Depois de tudo, é isso?". Mas não muda o fato de que não me arrependi de ter acompanhado o patch também \o\ aliás, tava esperando Rewrite desde quando o povo ainda tava tentando entender se era uma piada de abril mesmo em 2008 ou não.

    Bom, apesar do final de Terra ser decepcionante, o Oppai ending compensa tudo ;D

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    1. Cara, acho que você ainda não conseguiu entender ainda o que o Moon e o Terra querem passar para o leitor. Dê um tempo e reflita um pouco sobre tudo o que aconteçeu nessas duas rotas. Não quero estragar e spoilear ninguêm, então não darei a resposta exata aqui - mas pense no nome da música-tema de Rewrite. Dá para tirar algo dalí.

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    2. Eu entendi sim D8 o problema é que ainda não senti um grande impacto. Por isso eu disse que, sim, Rewrite conseguiu "completar" a história, mas o fim não foi tão impactante quanto o resto da história. E não muda o fato de que ainda deixou diversas coisas inexplicadas (apesar disso acontecer bastante anyway lol). Muita gente pensa o mesmo btw- (mas isso não interessa). Eu apenas não senti nenhum impacto emocional o bastante para mim, mesmo SIM entendendo o final lol.

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    3. Bem, mas aí é que está a questão: você ainda está vendo o final como algo da Key. Rewrite não é um nakige típico da empresa. A concepção de amor presente no roteiro é algo diferente do habitual, e isso você pode ver até mesmo naquela cena da Moon que abstrai o conceito humano de "amar" para algo diferente. De fato, Rewrite não emociona o leitor com Terra - mas isso é porque ele não quer emocionar: o seu objetivo é fazer o leitor refletir. Porém, eu ainda concordo que o trabalho sonoro presente no final foi fraco, e poderia ter sido bem mais memorável. Quanto às coisas que ficaram sem explicação, muitas delas você vai precisar pensar um pouco com o que aconteçeu no final para entender. Você não tem aquela explicação direta como "aquela cena" no final de Refrain em Little Busters - são coisas que você terá que ligar os pontos desde o começo da história até o final e relacionar com o tema principal abordado em Rewrite: a vida.

      Novamente, não foi o melhor final possível, mas depois de ter entendendido o que ele REALMENTE significava, eu me sentí completamente realizado e satisfeito - tanto que a minha opinião do jogo conseguiu mudar DRASTICAMENTE em questão de minutos. Por essa conquista, acho que Rewrite tem mérito o suficiente para merecer a nota dada.

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  2. Então, eu li parcialmente esse post e esperei até terminar o jogo para ler o final e postar ^^. Rewrite foi um ótimo jogo e meu primeiro jogo VN. Eu amei a common route, e as das garotas, não gostei muito da Lucia route...
    Indo aos enfins, Moon e Terra...des de quando joguei fiquei confuso demais sobre Moon, mas graças ao link no final do post eu tirei muitas dúvidas =).
    Terra foi bem diferente de todo o resto do jogo, mas sinceramente foi minha rota favorita. Apesar disso, eu tambem achei que o final foi digno de um pensamento "...é isso?, acabou?" xD.

    Então é isso! ótima análise, e vida longa à Key!

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  3. então...como eu baixo rewrite em inglês ??

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  4. Achei interessante sua análise. Depois que jogar este jogo, voltarei nesta postagem para dizer o que achei.

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